terça-feira, 9 de junho de 2026
Conecta 75
#ciencia #humano #absorvente #biodegradavel #saude #SustainPads
Essas meninas de uma escola pública brasileira criaram um absorvente biodegradável que poderia ajudar milhões de mulheres no mundo que muitas vezes não têm acesso nem ao básico para higiene íntima, trazendo uma série de riscos à saúde delas. As estudantes Camille Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebs desenvolveram o projeto na Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, no Rio Grande do Sul. Elas constataram um problema gigantesco, os absorventes convencionais geram toneladas de lixo e levam séculos para se decompor, muitas mulheres ao redor do mundo ainda deixam de estudar ou de ter uma rotina tradicional durante o período menstrual, justamente por não conseguirem comprar esse tipo de produto. Foi aí que junto com a escola elas criaram o “Sustain Pads”, um absorvente sustentável feito a partir das fibras da palmeira juçara e do pseudocaule da bananeira, materiais naturais e de baixo valor comercial que normalmente seriam descartados, e acabariam no lixo. E além de biodegradável e compostável, o custo de produção dessa opção ficou em incríveis 2 centavos por unidade. O impacto desse projeto foi tão grande que ele um conquistou prêmio internacional na Suécia, com reconhecimento na Forbes Under 30. Mas o Sustain Pads infelizmente ainda aguarda investimentos e parcerias industriais para produção em larga escala e futura comercialização, o que poderia revolucionar completamente o acesso de baixo custo à higiene íntima no Brasil e no mundo. Em 2022, com apenas 19 anos, Camily Pereira dos Santos acreditou e desenvolveu um absorvente biodegradável, produzido a partir de materiais descartados por agricultores locais e com custo de produção de apenas R$0,02. O reconhecimento da Forbes Under 30 contribuiu para o ingresso dela na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O Sustain Pads, como foi batizado e desenvolvido pela estudante gaúcha durante o ensino médio, integrado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul no campus de Osório. Junto com sua colega Laura Nedel Drebes e sob orientação da professora Flávia Twardowski, Camily desenvolveu o projeto com foco na transformação social e na solução criativa de uma questão urgente. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. O SustainPads foi criado para democratizar o acesso a um item tão básico de higiene que ainda falta a muitas meninas em todo o mundo e as impede de frequentar a escola com a devida regularidade”, ela explica. O projeto recebeu mais de 29 premiações nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Cientistas do Ano pela revista Glamour e o reconhecimento da Forbes Under 30. Como fruto dessa trajetória de impacto social e mérito pelo seu desempenho acadêmico, a jovem cientista passou para a universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em 2022, ela começou a cursar Engenharia Química e foi reconhecida com uma bolsa de estudos do programa Líderes Estudar, da Fundação Estudar, que recentemente abriu novas inscrições.Esse processo é voltado para jovens que estão se aplicando, já foram aceitos ou estão matriculados para iniciar o curso em universidades norte-americanas, em qualquer área do conhecimento. O projeto SustainPads (absorventes ecológicos e de baixo custo feitos com fibras de bananeira e açaí) já teve o seu pedido de patente depositado e registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Fonte: Exame.com - @laura.drebes - ifrs.edu.br - @coracoralina
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