quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Conecta 53
#amor #fraternidade #natureza #gratidão #gentileza #todosiguais
Independente de Religião ou Cor, Somos Todos Iguais.
Nascemos, crescemos e morremos necessitando de Amor e Carinho.
Vivemos em um mundo de cores vibrantes e crenças diversas. Olhamos ao redor e vemos a beleza da multiplicidade: diferentes tons de pele, idiomas que cantam histórias únicas e fés que apontam para incontáveis horizontes. Essa diversidade é, sem dúvida, a maior riqueza da humanidade. No entanto, por vezes, permitimos que as diferenças se tornem muros em vez de pontes, focando no que nos separa em vez de celebrar o que nos une.
Mas, se pararmos para refletir sobre a essência da nossa jornada, a verdade se revela com uma simplicidade inegável: por baixo de todas as camadas, somos fundamentalmente iguais. Por isso é tão importante o respeito às diferenças e nunca julgar, pois a dádiva da vida nos é ofertada e com ela nos tornamos seres de luz. Toda vida começa com um choro de bebê, um ser completamente indefeso, cuja única exigência é o acolhimento. Nascemos necessitando de carinho, de um toque seguro, de um olhar que nos diga "você pertence". Essa dependência inicial não conhece fronteiras geográficas, religiosas ou raciais.
O caminho ao longo do crescimento, todos nós buscamos conexão. Ansiamos por amizade, por pertencimento à família, por laços que nos deem força para enfrentar os desafios. O coração humano, seja ele de que cor for ou sob qual templo ore, vibra na mesma frequência quando encontra a empatia e o respeito. A dor de uma perda é universal; a alegria de uma conquista é compartilhada por todos que amamos. No fim, inevitavelmente, a vida se completa. No momento da partida saudáveis ou uma pessoa com deficiência, o que mais desejamos e o que deixamos para trás é o amor. Ninguém parte ou permanece sem ter sentido, em algum nível, a necessidade de ser cuidado, de ser lembrado com afeto e de ter o seu valor reconhecido. Não importa se nossas mãos se unem para orar em diferentes direções, se nossa pele reage de maneiras distintas ao sol ou se nossos costumes nos separam nas festividades. A alma humana é movida pela mesma bússola: a necessidade primordial de afeto. Quando removemos o rótulo da religião, o estigma da cor ou a barreira cultural, resta apenas o ser humano em sua fragilidade e beleza, clamando por ser visto e amado. A verdadeira conexão não está em concordar com tudo, mas em reconhecer a humanidade um no outro. Que possamos usar essa simples verdade como exemplo, pois estamos unidos e interligados com todos seres vivos através da natureza e temos as mesmas necessidades, como um motor para construir uma sociedade onde a gentileza seja a nossa principal doutrina e o abraço o nosso credo universal. Afinal, nascemos, crescemos e morremos necessitando da mesma coisa, amor e carinho. Essa é a nossa igualdade mais profunda e duradoura. A Gentileza em Ação: O poder de doar e cuidar conforta o coração.
A gentileza é mais do que um ato é uma postura de vida, um reconhecimento profundo da interdependência humana. Ela floresce em atitudes concretas que vão além do "bom dia" e transformam realidades. A essência da gentileza gera respeito, especialmente em um mundo de desigualdades, carente do teu compartilhar, seja tempo, recursos ou afeto.
Boas festas e um feliz 2026 é o que desejamos a todos, gratidão!!!
Vamos explorar como a gentileza se manifesta em formas tão vitais como a doação do excedente, o apoio aos necessitados e a adoção de seres vivos que precisam de um lar.
1. Doar o Excedente: O Fluxo da Abundância
O conceito de doar o excedente (aquilo que está além da nossa necessidade imediata) é uma prática ancestral e profundamente ética. Não se trata de dar o que não serve mais, mas de permitir que o que está em desuso ou em abundância em sua vida se torne útil na vida de outra pessoa.
Roupas e Objetos: Aquelas peças de vestuário em bom estado que você não usa há meses, ou eletrodomésticos funcionais que estão parados, podem representar dignidade e conforto para uma família em dificuldade.
Alimentos: O alimento que está prestes a vencer em sua despensa ou que seria descartado pode alimentar uma comunidade. A doação de alimentos não perecíveis a bancos de alimentos ou cozinhas comunitárias é um ato direto de gentileza que combate a fome.
Tempo e Conhecimento: Seu tempo é um excedente valioso. Dar aulas voluntárias, ajudar a ler documentos, ou oferecer sua habilidade profissional (como contabilidade ou consertos) gratuitamente a uma ONG ou a um vizinho idoso é uma das formas mais ricas de doação.
Doar o excedente cria um ciclo virtuoso: reduz o desperdício, gera bem-estar e reafirma que os recursos da Terra devem servir a todos.
2. Adoção e Ajuda: Cuidando de Quem Não Pode Pedir
A gentileza se estende a todos os seres vivos, especialmente aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade.
Adotar ou cuidar de um animal de estimação resgatado é um dos atos de gentileza mais transformadores, tanto para o humano quanto para o animal.
Impacto no Animal: Você tira um ser vivo de uma situação de abandono, rua ou superpopulação em abrigos, oferecendo-lhe segurança, alimentação e, acima de tudo, amor incondicional.
Impacto no Humano: Os animais ensinam sobre paciência, responsabilidade e oferecem uma fonte inesgotável de companheirismo, contribuindo significativamente para a saúde mental e emocional.
Doação de Medicamentos e Ajuda aos Necessitados:
A doação de medicamentos é uma forma crítica de ajuda. Muitas pessoas têm remédios controlados ou caros em casa que não são mais usados (dentro da validade e em boas condições) e que podem salvar vidas. Remédios: Procure programas de farmácias populares, postos de saúde ou ONGs que recebam e redistribuam medicamentos de forma segura e legal. Apoio ou ajuda aos necessitados abrange uma gama de necessidades. Pode ser: Financeira: Contribuir com organizações sérias que trabalham com causas específicas (moradia, educação, saúde). Emocional: Visitar lares de idosos ou hospitais (com permissão e preparo), oferecendo escuta e conforto. Material: Montar kits de higiene ou cobertores para pessoas em situação de rua, entregando-os com dignidade e respeito.
A essência da gentileza está no amor, em não guardar rancor ou ódio. Em todas as formas de ação, o que realmente conta é a intenção. A verdadeira gentileza é: Voluntária (Não espera retorno). Respeitosa (Não humilha quem recebe, mas o eleva).
Consciente (Não se limita ao que nos custa pouco, mas sim ao que, de fato, fará a diferença na vida do outro). Ser gentil é, portanto, a maneira mais bonita de reconhecer a nossa humanidade compartilhada, a mesma que nos une independente de religião ou cor.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Conecta 52
#turismo #cultura #natureza #valedoribeira #mataatlantica #otribunaregional
Vale do Ribeira é destaque no turismo nacional. Começando por Apiai que agora é reconhecida como Estância Turística, com trabalho árduo da Secretaria de Turismo e Cultura na pessoa de Márcia Cristina e equipe da Prefeitura, na apresentação dos documentos e dedicação pela nossa cidade, tornou oficialmente e aprovada pela ALESP Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o estado passa a ter 78 estâncias turísticas e cidades habilitadas passam a receber recursos do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos. Apiaí, Barra do Turvo,Tatuí, Jaú, Botucatu, Guararema, Sertãozinho, Buritama, agora tem seu reconhecimento por preservar a natureza e a cultura do interior paulista, e recebem visibilidade mundial. Mais prêmios para Grande Reserva Mata Atlântica que atua nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, abrangendo 60 municípios, suas ações já conquistaram grandes reconhecimentos: Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2023, Prêmio WTM Latin America 2024, e agora o Prêmio Nacional do Turismo na categoria Governança e Gestão do Turismo e Prêmio Nacional do Turismo 2025, e destaque para o primeiro lugar da Palmitolândia (Iporanga) na pessoa de Anna Gabriella Rodrigues de Araujo Mayer Braga, foi premiada na categoria Turismo Sustentável e Ações de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Outra iniciativa que contribui para o turismo no Alto Ribeira é o grupo Arte Looze (Artesanato em Cerâmica), com artesã Diná Looze como coordenadora, esse projeto Documentário "Transformando barro em Arte" foi realizado através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura, do Governo Federal, com o apoio da Prefeitura Municipal de Apiaí/SP. A Prefeitura de Barra do Turvo parabeniza o Sr. Ozico Pereira e sua esposa Pedrina conquistaram a primeira colocação na categoria arábica cereja descascado, com uma nota superior a 91. Segundo a jurada Camila Arcanjo, o café produzido pelo casal se destacou por notas florais e de baunilha, sendo classificado como “excepcional”, conquistando o primeiro lugar na especialidade “Qualidade do Café de São Paulo” Isso mostra que o nosso trabalho em rede está no caminho certo e traz uma abordagem consistente que pode servir de referência, para quem tiver interesse em entrar em contato com a riqueza natural e desfrutando das suas especiarias e a simplicidade do povo ribeirinho. Muitas melhorias nas cidades têm sido realizadas na saúde, saneamento, segurança, melhoria nas estradas e hospedagem.
A Casa da Cerâmica , a Caverna Temimina, Morro do Ouro, Rastro da Serpente e Cachoeira Arapongas e Mafalda são passeios mais conhecidos no roteiro da região, o turismo é essencial para fomentar a economia e incentivar novas iniciativas nos setores da arte, cultura, agricultura familiar e investimentos em estudos da preservação da natureza.
Fonte: Alesp / @dinaloose / @grandereservadamataatlantica / @prefeituradeapiai /@palmitolandia / @prefeiturabarradoturvo / @cavernatemimina / @petar
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025
Conecta 51
#ciencia #humano #natureza #butantan #dengue #vacina
A vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, é aprovada pela Anvisa. O Instituto Butantan já produziu mais de um milhão de doses para disponibilizar para o Ministério da Saúde. A Butantan-DV, vacina da dengue do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi aprovada nesta quarta (26/11) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com o parecer favorável, o imunizante, que é o primeiro contra dengue em dose única no mundo, deverá ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O início da vacinação e a faixa etária de aplicação ainda serão definidas pelo Ministério da Saúde. Mesmo antes da aprovação, o Instituto Butantan havia dado início à produção do imunizante em seu parque industrial, já tendo mais de um milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI. Além disso, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção. O acordo permitirá ampliar a capacidade de fornecimento para entregar aproximadamente 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026. “É um feito histórico para a ciência e a saúde do Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, diz o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás. Para o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, o imunizante é um dos maiores avanços científicos das últimas décadas. “A produção da vacina da dengue em território paulista demonstra nossa capacidade de liderar o desenvolvimento de biotecnologias estratégicas para o país, reduzindo a dependência de importações e assegurando autonomia na proteção da nossa população”, afirma. Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, quatro vezes mais do que em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde.
Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros já foram acometidos pela doença.A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de
eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente. A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença. Fonte: butantan.gov.br
terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Conecta 50
#transicaoenergetica #povosoriginarios #natureza #mudancaclimatica #energiarenovavel
A transição energética na COP 30, realizada em Belém (Brasil), foi um dos temas centrais, marcada por dificuldades significativas em relação ao consenso sobre o abandono dos combustíveis fósseis, mas também por avanços na discussão sobre o financiamento e a justiça climática. As principais dificuldades encontradas nas negociações sobre a transição energética justa e equitativa se concentraram em pontos de divergência entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, e na resistência de nações produtoras de combustíveis fósseis: O principal impasse foi a ausência de um roteiro claro e explícito para a eliminação (ou phase-out) dos combustíveis fósseis no texto final da conferência (a "Decisão Mutirão"). Países produtores de petróleo pressionaram para que essa menção fosse retirada, o que gerou críticas de ativistas e de um grupo de cerca de 30 nações que defendiam uma linguagem mais ambiciosa. Financiamento Climático: A questão do financiamento para a transição energética e adaptação em países em desenvolvimento continua sendo um grande desafio. Embora tenha havido algum avanço na discussão, o compromisso final de apoio financeiro público, justo e acessível ainda está distante do que é considerado necessário para uma transição verdadeiramente equitativa. A insuficiência das metas de emissão (Contribuições Nacionalmente Determinadas - NDCs) dos países foi um tema central difícil, indicando que o ritmo da transição energética global ainda não é compatível com o objetivo de limitar o aquecimento global. Apesar do resultado ser considerado insuficiente pela sociedade civil e por alguns países, a COP 30 alcançou avanços importantes, principalmente no fortalecimento do debate sobre a justiça da transição. O Brasil, como presidência, liderou um debate global sem precedentes sobre o futuro dos combustíveis fósseis. Embora não tenha havido consenso no texto final, o país anunciou iniciativas próprias, como o Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis de forma justa, ordenada e equitativa. Houve um avanço significativo no programa de trabalho sobre a Transição Energética Justa (Just Transition Work Programme). O texto final reconheceu a importância de assegurar a participação ampla e significativa dos grupos mais impactados (trabalhadores, povos indígenas, comunidades locais, etc.), e a centralidade dos direitos humanos no processo de transição. Fortalecimento da Ação Climática: O Acordo de Paris foi fortalecido com decisões sobre a redução de emissões, adaptação e financiamento para países em desenvolvimento, buscando responder às lacunas de ambição e à urgência climática. A questão sobre quais multinacionais são contra a transição energética justa e o fim dos combustíveis fósseis está intimamente ligada ao lobby e à influência da indústria fóssil nas negociações da COP 30. Embora o texto final da conferência (Decisão Mutirão) tenha sido enfraquecido pela ausência de um roteiro claro e obrigatório para a eliminação (phase-out) dos combustíveis fósseis, essa oposição é frequentemente representada por países produtores de petróleo e suas empresas estatais/multinacionais de energia. A resistência à eliminação dos combustíveis fósseis na COP é exercida principalmente por meio da pressão política de blocos de países, que representam os interesses de suas grandes empresas de energia. A oposição mais intransigente para eliminação progressiva de combustíveis fósseis é liderada por nações com economias altamente dependentes da exploração de petróleo e gás. O bloco da Arábia Saudita e outros países árabes tem sido historicamente o mais resistente a qualquer menção de eliminação no texto da ONU. Países como a Rússia e a Índia, que possuem grandes reservas de carvão, petróleo e gás e enfrentam desafios de desenvolvimento energético, também demonstram resistência a compromissos rígidos. As multinacionais que se beneficiam da manutenção do status quo dos combustíveis fósseis operam seu lobby de diferentes maneiras: Empresas de Petróleo e Gás (Oil & Gas Majors): Embora muitas das grandes empresas multinacionais (como ExxonMobil, Chevron, Shell, BP e Total Energies) publicamente apoiem a transição energética e se comprometam com metas de neutralidade de carbono, elas continuam investindo pesadamente em novos projetos de exploração de petróleo e gás. Na COP, essas empresas e associações industriais mantêm uma forte presença de lobistas para influenciar o resultado das negociações, visando evitar a menção de "Phase-Out" (Eliminação). Promover soluções como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) como alternativa à redução direta da produção. Setores com Alta Intensidade Energética: Outras indústrias que dependem de combustíveis fósseis como matéria-prima ou fonte de energia (como a indústria de cimento, aço e alguns setores da mineração) também tendem a se opor a um cronograma de transição muito acelerado que aumentaria drasticamente seus custos operacionais. Um relatório recente da Transparência Internacional alertou que o lobby dos combustíveis fósseis continua a impactar as negociações climáticas da ONU, influenciando regras, decisões e discursos nas COPs. Em resumo, a oposição formal no texto da COP é feita por países, mas ela reflete e protege os interesses econômicos de gigantescas multinacionais de energia (petróleo, gás e carvão) que resistem a uma transição energética acelerada e com um cronograma rígido para o fim de seus principais ativos. O Futuro da Energia é Nosso, mas não olhemos para os obstáculos como muros, mas como montanhas a serem escaladas. A Transição Energética é a maior tarefa da nossa geração, e é, acima de tudo, uma prova de vontade. Sim, as dificuldades são imensas: O lobby dos combustíveis fósseis é poderoso, o custo inicial das novas tecnologias é alto, e a inércia dos sistemas atuais é gigantesca. Vimos isso nas negociações internacionais e no nosso cotidiano. Mas nós não podemos desistir. Pela Saúde do Planeta e cada painel solar instalado, cada turbina eólica girando, é um ato de cura para um planeta sobrecarregado. A transição não é apenas sobre substituir o carvão e o petróleo; é sobre respirar ar limpo e garantir um clima estável para nossos filhos. Pela Soberania e Economia: Desistir é ficar preso à volatilidade do mercado de petróleo, aos riscos geopolíticos e a tecnologias do passado. Insistir é garantir a segurança energética de nossas nações e criar a próxima onda de prosperidade baseada em inovação e empregos verdes. Pela Justiça aos povos originários e as populações ribeirinhas. Desistir é falhar em criar soluções que protejam tanto o planeta quanto as pessoas. O caminho é longo, mas cada passo conta. Seja exigindo políticas mais ambiciosas, investindo em energias renováveis, ou simplesmente mudando a forma como consumimos, fortalecer o estudo de energias renováveis é o grande desafio assim como a proteção de nossas riquezas naturais. A energia para essa mudança está em nossa persistência. Não desistiremos!
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Conecta 49
#consciencianegra #quilombos #natureza #floresta #valedoribeira
A resistência do povo preto no Brasil é uma história ininterrupta, que se manifesta de forma potente desde o período da escravidão até os dias atuais, abrangendo diversas formas de luta: da rebelião armada à organização política e à afirmação cultural.
É fundamental entender que a resistência não é apenas uma reação, mas um motor de transformação da sociedade brasileira. Resistência no Período da Escravidão (Séculos XVI ao XIX)
A resistência à escravidão era uma constante, não um evento isolado, e se manifestava em diferentes níveis: Os Quilombos (Resistência Armada e Territorial). O que eram: Comunidades autônomas, formadas por escravizados fugidos, que se organizavam para viver em liberdade, reproduzindo culturas e formas de governo próprias. Os quilombos representam a mais alta expressão de resistência territorial e militar. Exemplo Máximo: O Quilombo dos Palmares, liderado por figuras como Zumbi e Dandara, que resistiu por quase um século (de 1602 a 1694), tornando-se um símbolo eterno da luta pela liberdade. Legado: O conceito de "quilombo" hoje inspira movimentos sociais e comunidades remanescentes de quilombos que lutam pela demarcação de suas terras e pela preservação de suas culturas.
Rebeliões Urbanas e Revoltas: Revolta dos Malês (1835 - Bahia): Uma das revoltas mais notáveis, liderada por escravizados de origem muçulmana (Malês). Destacou-se pela organização, disciplina e pelo uso de códigos escritos (em árabe), demonstrando a alta capacidade intelectual e de articulação dos africanos. Revolta de Manuel Congo (1838 - Rio de Janeiro): Outro exemplo de sublevação organizada no Vale do Paraíba, duramente reprimida. Resistência Cotidiana
Essa resistência era menos visível, mas igualmente crucial para preservar a dignidade:
Fugas: Individuais ou em grupo. Suicídio, aborto e infanticídio: Atos extremos de negação do sistema escravista. Boicote: Danificar ferramentas, simular doenças ou lentidão no trabalho (o "corpo mole"). Afirmação Cultural e Religiosa: Manter e praticar secretamente a religião (Candomblé, Umbanda), as línguas e a cultura, como o desenvolvimento da Capoeira (disfarçada de dança) como forma de luta e treinamento. Resistência no Pós-Abolição (Século XX e XXI) Após a Lei Áurea (1888), o Estado não ofereceu nenhuma política de reparação ou integração social para os ex-escravizados, que foram abandonados à própria sorte. A luta passou a ser contra o racismo estrutural e pela cidadania plena. Imprensa Negra e Frente Negra Brasileira. Imprensa Negra: No início do século XX, surgiram jornais e periódicos feitos por negros para a comunidade negra, como o jornal O Clarim da Alvorada (São Paulo), denunciando o racismo e valorizando a cultura. Frente Negra Brasileira (FNB - 1931-1937): O primeiro grande movimento político organizado, que atuou como partido e associação, buscando a integração do negro na sociedade, combatendo a discriminação e promovendo educação.
Movimento Negro Unificado (MNU) e a Consciência Negra: MNU (1978): Criado em um ato na escadaria do Teatro Municipal de São Paulo em protesto contra a violência policial e o racismo. Foi um marco na articulação moderna do movimento, com forte influência de movimentos internacionais (como o Panafricanismo e os Panteras Negras). Dia da Consciência Negra (20 de Novembro): Proclamado pelo MNU, em homenagem à morte de Zumbi dos Palmares (1695), para contrapor o 13 de Maio (Dia da Abolição), que é visto como a data da "liberdade concedida", em vez da "liberdade conquistada" pela luta. Conquistas e Lutas Atuais (Século XXI): O movimento negro continua lutando por políticas de reparação e combate ao racismo: Leis de Cotas: Instituídas em universidades públicas e no serviço público (a partir de 2012 e 2014) como política de reparação histórica para democratizar o acesso à educação e a cargos de poder. Inclusão Curricular: Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas. Lei Caó e Estatuto da Igualdade Racial: Tipificaram o crime de racismo (1989) e consolidaram direitos (2010), respectivamente. Resistência Feminina: A luta das mulheres negras, como Marielle Franco, que defendia os direitos das populações periféricas e combatia a violência policial, é um símbolo contemporâneo de resistência. A resistência do povo preto é, portanto, uma tapeçaria rica de atos heróicos, organização política e resiliência cultural que moldou e continua a lutar por um Brasil verdadeiramente democrático e igualitário. A Semana da Consciência Negra não é apenas sobre lembrar a dor, mas sim sobre celebrar a força, a resiliência e o legado de um povo que, desde o primeiro quilombo, nunca deixou de lutar pela liberdade e dignidade.
A contribuição das línguas africanas — especialmente o Quimbundo, o Quicongo (ambas do grupo Banto) e o Iorubá — para o português falado no Brasil é imensa e profundamente integrada ao nosso cotidiano. Muitas vezes, usamos palavras de origem africana sem nem nos darmos conta de que elas vieram de Angola, Congo, Nigéria ou Benin.
🍲 1 Palavras da Culinária (Quimbundo e Iorubá)
A gastronomia brasileira é uma das áreas com maior influência africana, vinda principalmente dos povos Banto (Angola e Congo).
Palavra
Origem (Língua/Grupo)
Significado Original / Uso no Brasil
Fubá
Quimbundo (mfuba)
Originalmente, farinha de milho ou arroz.
Farofa
Quimbundo (falofa)
Mistura de farinha de mandioca com gordura.
Dendê
Quimbundo (ndende)
Fruto do dendezeiro, o azeite é essencial na culinária afro-brasileira.
Mungunzá
Quimbundo (mukuzuna)
Mingau de milho branco ou canjica doce.
Quiabo
Quimbundo (kingombo)
Fruto comestível usado em diversos pratos.
Acarajé
Iorubá (akarà-jẹ)
Pão de feijão (massa de feijão-fradinho frita no azeite de dendê).
Jabá
Iorubá (jàbàjábá)
Carne-seca. (Hoje também é gíria para gorjeta/propina).
🏡 2. Palavras do Cotidiano e Relações (Banto)
Muitas palavras que usamos para descrever estados de espírito, comportamentos ou relações familiares vêm do tronco Banto.
Palavra
Origem (Língua/Grupo)
Significado Original / Uso no Brasil
Dengo
Quicongo/Banto
Gesto de carinho, afeto; manha ou meiguice. (Refere-se a um pedido de aconchego).
Caçula
Quimbundo (kazule)
O último da família; o mais novo.
Cafuné
Quimbundo (kafundu)
Coçar a cabeça de alguém; carinho.
Moleque
Quimbundo (mu'leke)
Originalmente, filho pequeno ou garoto.
Muvuca
Quicongo (mvúka)
Aglomeração ruidosa de pessoas; desordem.
Cochilar
Quimbundo (koxila)
Dormir de forma leve e por pouco tempo.
Senzala
Quimbundo (sanzala)
Alojamento dos escravos.
Zonzo
Quicongo (nzunzu)
Tonto, aturdido, com a cabeça pesada.
🥁 3. Palavras da Cultura e Religião (Quimbundo e Iorubá)
As manifestações culturais e religiosas afro-brasileiras mantiveram muitas palavras em seu significado original.
Palavra
Origem (Língua/Grupo)
Significado Original / Uso no Brasil
Samba
Quimbundo (semba)
Dança de origem africana. (Semba significa umbigada ou divertir-se).
Axé
Iorubá (àse)
Energia vital que impulsiona a vida; força, poder. (Usado como cumprimento de "boa sorte").
Macumba
Quimbundo (makumba)
Originalmente, um instrumento musical (percussão). (Hoje, é um termo genérico, muitas vezes pejorativo, para rituais afro-brasileiros).
Orixá
Iorubá (òrisà)
Divindade das religiões africanas (Candomblé).
Berimbau
Quimbundo (mbirimbau)
Instrumento musical da capoeira.
Bunda
Quimbundo (mbunda)
Nádegas, traseiro.
A presença dessas palavras em nossa língua demonstra que a cultura africana não apenas sobreviveu, mas se fundiu de forma inseparável à identidade brasileira. Elas são um testemunho vivo da resiliência e da contribuição desses povos.
Aqui estão os dados principais do Censo 2022 do IBGE para cada um deles:
🇧🇷 1. Bahia: A Maior Proporção de Pretos do País
A Bahia é o estado com a maior proporção de pessoas que se autodeclaram pretas no Brasil e o segundo estado com maior proporção de população negra (pretos e pardos).
População Total (aprox.): 14,1 milhões de habitantes.
Categoria (Cor/Raça)
Percentual da População
Observação
Parda
57,6%
Maior grupo individual.
Preta
22,4%
Maior percentual do Brasil.
Branca
19,1%
Indígena
0,8%
Amarela
0,1%
Destaques da Bahia
População Negra (Pretos + Pardos): Cerca de 79,7% da população total (aproximadamente 11,2 milhões de pessoas). Isso reafirma a Bahia como o estado com a maior herança africana no Brasil.
População Indígena: O percentual (0,8%) é igual à média nacional.
🌳 2. Pará: A Maior Proporção de Pardos do País
O Pará, na Região Norte, tem a característica de ter o maior percentual de pessoas pardas do Brasil, e o maior percentual de população negra (pretos e pardos).
População Total (aprox.): 8,1 milhões de habitantes.
Categoria (Cor/Raça)
Percentual da População
Observação
Parda
69,9%
Maior percentual do Brasil.
Branca
19,3%
Preta
9,8%
Indígena
0,85%
Percentual significativo na Região Norte.
Amarela
0,15%
Destaques do Pará
População Negra (Pretos + Pardos): Cerca de 79,7% da população total. É o estado mais "pardo" do país.
População Indígena: O percentual de 0,85% é alto para o contexto nacional, mas reflete a presença da Amazônia Legal. O estado de Roraima, por exemplo, tem a maior participação indígena no país (14,1%).
🌊 3. Rio de Janeiro: População Negra em Crescimento no Sudeste
O Rio de Janeiro, um dos principais estados do Sudeste, demonstrou uma significativa inversão de dados no Censo 2022, especialmente na capital.
População Total (aprox.): 16,6 milhões de habitantes.
Categoria (Cor/Raça)
Percentual da População
Branca
45,9%
Parda
39,4%
Preta
13,8%
Indígena
0,2%
Amarela
0,6%
Destaques do Rio de Janeiro
População Negra (Pretos + Pardos): Cerca de 53,2% da população total do Estado.
Capital em Destaque: Pela primeira vez, a cidade do Rio de Janeiro tem mais habitantes negros do que brancos, com a população negra (pretos e pardos) representando 54,3% dos cariocas.
Percentual de Pretos: O Rio de Janeiro (13,8%) tem o segundo maior percentual de pessoas que se autodeclaram pretas no Brasil, ficando atrás apenas da Bahia (22,4%).
Resumo Comparativo (População Negra - Pretos + Pardos)
Estado
População Negra (Pretos + Pardos)
Maior Grupo Individual
Pará
79,7%
Parda (69,9%)
Bahia
79,7%
Parda (57,6%)
Rio de Janeiro
53,2%
Branca (45,9%)
São Paulo
34,3%
Branca (64,9%)
Os dados do Censo 2022 confirmam o Brasil como um país de maioria negra, mas com grande diversidade regional na forma de autodeclaração.
Zumbi e Dandara são pilares da história da resistência negra no Brasil, representando a fundação da luta pela liberdade em solo brasileiro.
👑 1. Zumbi dos Palmares: O Último Líder de Palmares
Zumbi (1655 – 20 de novembro de 1695) é a figura mais emblemática da resistência quilombola, e seu nome está intrinsecamente ligado ao maior e mais duradouro foco de oposição ao sistema escravista nas Américas: o Quilombo dos Palmares.
O Quilombo dos Palmares (chamado pelos seus habitantes de Angola Janga, ou "Pequena Angola") não era apenas um esconderijo, mas um verdadeiro Estado negro independente na Serra da Barriga (atual Alagoas), que chegou a abrigar cerca de 20 a 30 mil pessoas, organizadas em mocambos.
Fundação: Existia desde o início do século XVII.
Organização: Desenvolveu uma organização social, política e econômica própria, com agricultura, comércio e até mesmo um exército para defesa. Era um complexo sistema de liberdade.
Diversidade: Não era habitado apenas por negros fugidos, mas também por indígenas e brancos pobres, todos em busca de liberdade e uma vida melhor, provando que Palmares era um refúgio contra a opressão colonial.
A Trajetória de Zumbi
Infância e Juventude: Zumbi nasceu livre em Palmares, mas foi capturado por volta dos 6 anos. Foi entregue a um padre português, Antônio Melo, que o batizou como "Francisco" e lhe ensinou latim e português.
Retorno: Aos 15 anos, Zumbi fugiu e retornou a Palmares, rejeitando a vida imposta pela colonização.
Liderança Militar: Rapidamente se destacou como um líder militar astuto e corajoso. Ele era neto de Ganga Zumba, o primeiro grande líder conhecido de Palmares.
A Ruptura: Em 1678, Ganga Zumba aceitou um tratado de paz com o governo português que previa a libertação dos quilombolas de Palmares, em troca de submissão e o envio de novos cativos para a escravidão. Zumbi recusou o acordo, pois ele não previa a liberdade para todos os negros escravizados e exigia a mudança dos palmarinos para uma área menos protegida. Zumbi liderou uma revolta contra Ganga Zumba e assumiu a liderança do quilombo.
Morte e Legado: Após anos de ataques portugueses, Palmares foi finalmente destruído em 1694 por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Zumbi conseguiu escapar, mas foi traído, capturado e decapitado em 20 de novembro de 1695. Sua cabeça foi exposta em praça pública no Recife para desmentir o mito de sua imortalidade e intimidar a população escravizada.
Zumbi é celebrado como um herói nacional, o símbolo da luta inegociável pela liberdade, e o dia de sua morte se tornou o Dia Nacional da Consciência Negra.
👑 2. Dandara dos Palmares: A Guerreira Silenciada
Dandara dos Palmares (Século XVII) foi uma guerreira e estrategista que teve um papel crucial ao lado de Zumbi e que representa a força da mulher negra na resistência.
A Importância de Dandara
Parceira de Zumbi: Era companheira de Zumbi e mãe de seus filhos, mas seu papel ultrapassava o familiar. Ela era uma líder militar e política de grande influência em Palmares.
Liderança Guerreira: Dandara teve participação ativa nas batalhas de Palmares, dominando a arte da capoeira e utilizando armas para a defesa do quilombo.
Defesa da Autonomia: Assim como Zumbi, Dandara foi uma voz fundamental contra o acordo de paz proposto por Ganga Zumba, pois compreendia que a liberdade parcial ou negociada não era verdadeira. Ela lutou pela completa autonomia e pela abolição total da escravidão.
O Destino: Após a destruição de Palmares, quando foi capturada, Dandara recusou-se a voltar à condição de escravizada. Ela cometeu suicídio atirando-se de um precipício. Esse ato final de resistência é a prova de sua determinação em não aceitar a perda da liberdade.
O Resgate Histórico
Por muito tempo, Dandara foi "apagada" da história oficial, que se focava apenas nas figuras masculinas da resistência. No entanto, o movimento negro e os estudos afro-brasileiros têm trabalhado para resgatar sua memória, reconhecendo-a como:
Um ícone da resistência feminina à escravidão.
Um símbolo da mulher negra na luta armada.
Um exemplo de liderança que não hesitou em se posicionar contra a opressão.
Dandara dos Palmares é a representação da coragem e da dignidade da mulher negra, que lutou em todas as frentes pela construção de um mundo livre em Palmares.
Zumbi e Dandara são a prova de que a história do Brasil não é apenas de opressão, mas também de uma luta constante pela liberdade e justiça.
🇧🇷 População Total do Brasil
O IBGE divulga anualmente uma Estimativa Populacional. De acordo com a estimativa mais recente, a população do Brasil em 1º de julho de 2025 é de:🇧🇷 213,4 milhões de habitantes
Para ser mais exato, o número estimado é de 213.421.037 habitantes.
🎨 Composição por Cor ou Raça (Censo 2022)
A distribuição da população por cor ou raça, com base na autodeclaração, é a seguinte:
Categoria (Cor/Raça)
Número de Pessoas (aprox.)
Percentual da População
Parda
92,1 milhões
45,3%
Branca
88,2 milhões
43,5%
Preta
20,6 milhões
10,2%
Indígena
1,7 milhão
0,8%
Amarela
850 mil
0,4%
✊🏿 População Negra e Indígena
Para responder sua pergunta sobre negros e índios (indígenas):
População Negra: O IBGE e as políticas públicas frequentemente consideram a soma das pessoas que se declaram Pretas e Pardas como população negra. Juntos, esses grupos representam:
Pretos e Pardos (População Negra): Aproximadamente 112,7 milhões de pessoas, o que corresponde a cerca de 55,5% da população total.
População Indígena:
Aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, o que corresponde a 0,8% da população total.
Esses dados mostram que a maioria da população brasileira (mais de 55%) é composta por pessoas que se declaram pretas ou pardas.
Reconhecer a Consciência Negra é reconhecer que a justiça racial é o caminho para um país mais justo para todos. É celebrar que a diversidade não é um obstáculo, mas a nossa maior riqueza.
Que a luta contra o racismo e a valorização da nossa história plural sejam atos diários, e não apenas uma celebração de uma semana. O Brasil é forte porque é diverso!
Para encerrar uma citação de Martin Luther King Jr.:
"Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos." (Em algumas variações, o final é: "...mas não aprendemos a simples arte de viver juntos como irmãos."). A frase critica o avanço tecnológico e científico da humanidade, que domina a natureza, em contraste com a nossa incapacidade de resolver problemas sociais básicos, como a convivência pacífica e o fim da discriminação e do racismo.
Conecta 48
#Stargate #inteligenciaartificial #natureza #ciencia #tecnologia #bigtechs
Emily Chang visita o complexo Stargate em Abilene, Texas, para uma primeira olhada exclusiva na histórica aposta de US$ 500 bilhões no futuro da IAG (Inteligência Artificial Geral). Ela conversa com o CEO da OpenAI, Sam Altman, e com o CEO da Softbank, Masayoshi Son, sobre os motivos que os levaram a se unir à Oracle para construir um dos maiores centros de dados de IA do mundo. Apresentado pela renomada jornalista Emily Chang, The Circuit é uma série dinâmica e ágil que explora a interseção entre cultura, tecnologia, entretenimento e negócios. Toda semana, Chang viaja para diferentes locais para encontrar os fundadores, influenciadores e inovadores mais fascinantes do mundo, conduzindo entrevistas exclusivas e levando o público aos bastidores das histórias, lançamentos e tendências mais impactantes. O país que está na liderança no desenvolvimento de inteligência artificial Geral (IAG) é os Estados Unidos, de acordo com diversos índices recentes. Os EUA têm o ecossistema de IA mais robusto em termos de investimento privado, infraestrutura tecnológica, pesquisa e desenvolvimento. Em 2025, os EUA lideravam com 39,7 milhões de equivalentes de chip H100 para IA e uma capacidade total de energia de cerca de 19.800 MW, segundo um relatório de dominância em IA. Em um ranking da Stanford Institute for Human‑Centered AÍ, os EUA ficaram em primeiro lugar à frente da China. Apesar da liderança dos EUA, outros países como China, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita estão se movendo rapidamente no setor de IA. “Liderança” pode ser medida de diferentes formas, número de publicações científicas, patentes, investimento, infraestrutura,e em algumas dessas métricas, a China tem desempenho muito forte. Aqui está uma visão geral do que sabemos sobre o projeto “Stargate” em Abilene, Texas, uma jogada gigantesca no setor de inteligência artificial (IA), com os principais pontos de destaque, potenciais impactos e também alguns avisos que merecem atenção. O Projeto Stargate é uma iniciativa de infraestrutura de IA liderada pelo OpenAI em conjunto com Oracle Corporation, SoftBank Group e outros parceiros. Por que Abilene? Energia: A região de West Texas oferece acesso a fontes de energia relativamente barata (eólica/solar em crescimento) e terreno disponível, o que é importante para centros de dados que consomem gigantescas quantidades de energia. Incentivos: O município e o estado têm oferecido incentivos (como abatimentos de impostos) para atrair esse tipo de investimento. Escala: O campus inicial é projetado para ser massivo — por exemplo, infraestrutura com gigawatts de potência (carga elétrica) e milhares de servidores/GPU dedicados a IA.
Detalhes Técnicos e de Infraestrutura: O campus de Abilene está projetado para consumir ~1.2 gigawatts ou mais de potência para o local inicial. Um dos edifícios já opera ou está em fase final de construção, equipado com racks de servidores que suportam GPUs de alta performance. O projeto inclui não só os prédios, mas também subestações de energia, sistemas de resfriamento e até usinas de gás natural para garantir o fornecimento. Impactos Esperados Positivos: Potencial para colocar os EUA em posição de liderança na infraestrutura de IA, diminuindo a dependência externa. Geração de empregos temporários na construção, aumento de atividade econômica local (restaurantes, serviços etc.). Modernização da infraestrutura (energia, fibra óptica) em regiões menos urbanas.
Desafios / Riscos: Emprego de longo prazo limitado: centros de dados demandam muitos recursos para construir, mas menos para operar permanentemente. Impacto ambiental e sobre comunidades locais: por exemplo, uma usina de gás natural no local pode emitir poluentes e estar muito próxima de áreas residenciais. Risco de “bolha” ou investimento excessivo: US$ 500 bilhões é uma cifra monumental e requer escala, rentabilidade e mercados que sustentem isso.
Conclusão: A destruição da natureza continua em larga escala, a concentração de informação centralizada nas mãos das big-techs e segue o jogo.
O Projeto Stargate em Abilene representa uma aposta audaciosa no futuro da IA, uma infraestrutura física gigantesca para sustentar os próximos anos de modelos de IA em escala. Por um lado, isso pode definir um salto tecnológico importante; por outro, envolve riscos elevados: financeiros, ambientais, sociais. Se bem-sucedido, pode se tornar uma peça central da próxima geração de tecnologia; se mal executado, pode virar exemplo de investimento exagerado. A extração de terras raras, elementos vitais para a fabricação de chips, ímãs, discos rígidos e outros componentes tecnológicos, envolve hoje uma cadeia global bastante concentrada. O país que mais produz é a China: cerca de 70% da produção mundial de terras raras. Outras reservas importantes: Brasil (21 milhões de toneladas estimadas de reservas) e Índia (6,9 milhões de toneladas) são citadas entre os maiores detentores de reservas. Países com produção menor mas em crescimento: Austrália (6% da mineração global conforme relatório).
Fonte: Bloomberg Originals - Inside OpenAI's Stargate Megafactory (Youtube)
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Conecta 47
#Cop30 #povosindigenas #natureza #mudancaclimatica #floresta #energiarenovavel
A COP 30 (30ª Conferência das Partes da Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) é a maior e mais importante plataforma para negociações intergovernamentais sobre a mudança global do clima. É o encontro anual onde os países signatários da Convenção da ONU avaliam o progresso e revisam os compromissos para lidar com o aquecimento global. Será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, na cidade de Belém do Pará, no Brasil. A escolha de Belém é um marco, pois é a primeira vez que o evento acontece na Amazônia, colocando a maior floresta equatorial do mundo e o debate sobre florestas tropicais, biodiversidade, povos indígenas e comunidades tradicionais sob os holofotes internacionais. O foco central é intensificar as metas e ações para redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), buscando limitar o aumento da temperatura global. Questões como financiamento climático (para países em desenvolvimento), transição energética justa, adaptação aos impactos das mudanças climáticas e justiça climática também são cruciais.
A COP 30 terá uma intensa programação dividida em negociações formais (Zona Azul) e eventos abertos à sociedade civil e ao público (como a Agenda de Ação e a Zona Verde), com foco em diversos Dias Temáticos, alinhados aos seis eixos da Agenda de Ação.
A programação de 10 a 21 de novembro de 2025, de acordo com o calendário oficial dos Dias Temáticos, Nota: A programação diária também incluirá diálogos de alto nível, eventos paralelos, programação cultural e apresentações, que detalham a implementação das ações climáticas. O Brasil, como país sede e o primeiro a realizar a Conferência na Amazônia, assume um papel de protagonista e mediador nas negociações. O evento é visto como uma oportunidade única para o país demonstrar sua liderança na agenda climática e influenciar as decisões globais. Foco na Amazônia e no Sul Global é o ponto mais forte da pauta brasileira é colocar a Amazônia e o Sul Global no centro do debate, a realização em Belém tem o objetivo de fazer com que líderes e delegados internacionais "conheçam a realidade na Amazônia", levando a discussão da floresta, biodiversidade, bioeconomia e povos indígenas para o campo prático, com protagonismo Indígena o governo brasileiro articula para que a COP 30 tenha a maior participação de povos indígenas da história das COPs, reconhecendo-os como "guardiões da biodiversidade". O país busca demonstrar esforços e liderança em áreas-chave. Redução de Emissões (Mitigação): Fortalecer os compromissos nacionais (NDC), com foco em zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e intensificar a transição para uma economia de baixo carbono. Transição Energética: Mostrar seus avanços em energias renováveis (como biocombustíveis e eólica/solar) e promover a discussão global sobre a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. Adaptação e Resiliência: Levar a experiência nacional em temas como segurança hídrica, gestão de desastres (com atuação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional - MIDR) e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com os impactos climáticos.Infraestrutura e Legado: O Brasil investiu em obras de infraestrutura, saneamento e turismo em Belém. A expectativa é que o evento deixe um legado de melhoria para a capital paraense e a região. Contradições na Organização e no Local (Belém). A escolha de Belém, apesar de altamente simbólica e estratégica (Amazônia), trouxe à tona profundas contradições sociais e ambientais locais. - Obras de Infraestrutura vs. Impacto Social e Ambiental.
- Desigualdade Urbana: Belém é uma cidade com graves problemas de infraestrutura, alta desigualdade, e significativa população em situação de vulnerabilidade (com altos índices de pobreza e fome). A injeção de bilhões de reais para obras emergenciais gerou a crítica de que o foco está em uma "maquiagem" temporária da cidade para o megaevento, em vez de resolver problemas estruturais históricos.
- Impactos Locais das Obras: Algumas obras preparatórias foram denunciadas por gerarem impactos ambientais (como desmatamento de Áreas de Proteção Ambiental) e violações de direitos de comunidades tradicionais ou de trabalhadores da construção civil (com condições insalubres e jornadas exaustivas). Exemplo: Obras em bairros como a Vila da Barca, que ainda não têm acesso a água potável e esgoto, mas são impactadas por projetos que beneficiam bairros mais ricos.
Posição Brasileira sobre o Petróleo: O Dilema Fóssil Nacional: Uma das maiores contradições do governo brasileiro é seu papel de liderança na defesa da Amazônia e da transição energética, ao mesmo tempo em que permite a exploração de petróleo na Margem Equatorial (próxima à Foz do Amazonas). Discurso vs. Ação: A autorização de pesquisa pela Petrobras nessa área é vista pela sociedade civil e por críticos internacionais como um retrocesso ambiental de alto risco, que esvazia a credibilidade do discurso brasileiro na COP sobre a eliminação progressiva de combustíveis fósseis. O Risco do "Efeito Cinderela"
Há uma preocupação de que Belém, após o brilho do evento, sofra do "efeito Cinderela": a cidade volta a enfrentar seus problemas estruturais, sem que o legado das obras se traduza em melhorias sociais e econômicas duradouras para a maioria da população, especialmente aquelas que vivem à margem do crescimento e do evento. Em resumo, as contradições da COP 30 orbitam em torno do conflito entre grandes interesses econômicos (os patrocinadores e os projetos de infraestrutura) e a urgência da justiça climática e social que deveria ser o foco do evento. Estamos na torcida para que o Brasil alcance seus objetivos na transição energética, colaborando no controle das mudanças climáticas e de nossas “terras raras”, pois preservar é o melhor investimento.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Conecta 46
#povosindigenas #humano #natureza #tecnologia #floresta #sabedoriaancestral
Conecta Raízes: Tecnologia, Natureza e o Legado dos Povos Indígenas
Prestar reverências e dar o devido respeito aos povos indígenas é um compromisso de toda sociedade no sentido ético, histórico e que envolve várias dimensões. Aqui estão algumas ações concretas e atitudes que a sociedade deve adotar para cumprir esse dever: Reconhecer e valorizar as culturas indígenas: Respeitar suas línguas, tradições, crenças e modos de vida. Apoiar a difusão da arte, da música, da literatura e do conhecimento tradicional indígena nos meios de comunicação e nas escolas. Garantir direitos territoriais: Defender e respeitar a demarcação e proteção das terras indígenas, assegurando que não sejam invadidas por garimpeiros, madeireiros e grileiros. Reconhecer que a terra tem um valor espiritual e coletivo, não apenas econômico, para esses povos. Ouvir as vozes indígenas nas decisões políticas: Incluir lideranças indígenas nos espaços de decisão que dizem respeito às suas vidas e territórios. Promover consultas livres, prévias e informadas, junto a escolas e universidades. Educação e conscientização: Incluir a história e a cultura dos povos indígenas nos currículos escolares, de forma correta e respeitosa. Combater preconceitos e estereótipos que desvalorizam os povos originários. Proteger a vida e a dignidade dos povos indígenas, garantir acesso à saúde, educação e segurança, respeitando suas especificidades culturais, responsabilizar criminalmente quem atenta contra suas vidas e seus territórios. Valorizar o conhecimento ancestral indígena: Reconhecer a importância dos saberes indígenas na preservação da natureza, na agricultura sustentável e no equilíbrio ambiental. Apoiar parcerias entre ciência moderna e conhecimento tradicional, sempre com respeito e consentimento. Em resumo, respeitar os povos indígenas significa reconhecer sua autonomia, proteger seus direitos e valorizar sua contribuição para o país e para o planeta. De acordo com os dados mais recentes do Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui 305 etnias indígenas reconhecidas oficialmente. Esses povos falam mais de 270 línguas indígenas diferentes e estão distribuídos por todas as regiões do país, com maior concentração na Amazônia Legal, especialmente nos estados do Amazonas, Roraima, Pará e Mato Grosso. As etnias variam muito em tamanho e modo de vida, algumas contam com milhares de pessoas, enquanto outras têm apenas algumas dezenas de membros, muitas vivendo em áreas de difícil acesso ou em isolamento voluntário. No Brasil, não existe uma única língua indígena comum a todas as etnias, pois cada povo possui seu próprio idioma ou variação linguística. No entanto, há algumas línguas que se tornaram mais difundidas e compreendidas entre diferentes povos, especialmente nas regiões onde há convivência entre etnias. Os povos indígenas têm uma influência profunda e muitas vezes invisível no nosso cotidiano, desde a alimentação e medicina até técnicas de sustentabilidade e tecnologias naturais. A seguir estão algumas das principais habilidades e descobertas indígenas que a sociedade moderna utiliza, muitas vezes sem perceber: Agricultura sustentável e manejo da terra: Rotação de culturas, queimadas controladas e sistemas agroflorestais já eram praticados por povos indígenas há séculos. O modelo atual de agrofloresta que combina árvores, frutas e cultivos agrícolas, tem origem em práticas indígenas da Amazônia. O uso de adubos naturais e compostagem também vem desse conhecimento. Alimentos que mudaram o mundo: Muitos dos alimentos que hoje sustentam a economia global são descobertas indígenas: milho, mandioca, batata, tomate, cacau, amendoim, pimenta e abacaxi foram domesticados por povos indígenas das Américas. Sem essas culturas, não existiriam pratos populares como pão de milho, chocolate, batata frita, molho de tomate ou café com leite (feito com açúcar de cana e cacau). Medicina natural e fitoterapia: O conhecimento indígena sobre plantas medicinais é uma das bases da farmacologia moderna. Exemplos: Jaborandi, usado em colírios contra glaucoma, Quina, que deu origem à quinina (usada contra a malária), Guaraná, usado em energéticos e refrigerantes, Copaíba e Andiroba, com propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. Engenharia e tecnologia tradicional: Construções com isolamento térmico e ventilação natural, como as ocas e malocas, inspiram hoje a arquitetura bioclimática. Canoas, remos e redes de pesca indígenas influenciaram técnicas modernas de navegação e design ecológico. O uso de materiais renováveis, como palha, barro e fibras vegetais, é exemplo de tecnologia sustentável ancestral. Comunicação e organização social: A sabedoria coletiva e a tomada de decisões em assembleias são inspiração para modelos modernos de governança participativa. O respeito ao equilíbrio entre ser humano e natureza orienta hoje muitas tecnologias ambientais e sustentáveis, fica a grande lição que preservar é o melhor investimento. O Brasil é o país que tem mais povos indígenas do mundo, e ainda lutam e morrem injustamente pela ignorância e preconceito, resistentes povos originários que merecem viver em paz.
Em nome de todos que se foram e aos que apoiam a causa indígena fica aqui nosso “aguyjevete” (obrigado e gratidão em Tupi-Guarani). #marcotemporalnao
Aqui está um resumo das principais etnias indígenas por região do Brasil, com base em dados do IBGE, Funai e Instituto Socioambiental (ISA):
🟢 Região Norte
É a região com maior diversidade e número de povos indígenas do país:
Tikuna (AM) – uma das maiores populações indígenas do Brasil
Yanomami (AM e RR)
Makuxi (RR)
Wai Wai (PA e RR)
Munduruku (PA e AM)
Kayapó (PA e MT)
Baniwa e Baré (AM)
Araweté e Asurini (PA)
Ye’kwana
Baniwa
Baré
Dessana
Tukano
Tariano
Munduruku
Kayapó
Xikrin
Wai Wai
Araweté
Asurin
Arara
Juruna
Parakanã
Apurinã
Katukina
Kulina
Huni Kuin (Kaxinawá)
Ashaninka
Marubo
Korubo
Matsés
Matis
Zo’é
Karajá
Waimiri-Atroari
Suruí Paiter
Arara do Pará
Zoró
🟡 Região Nordeste
Muitos povos resistiram à colonização e vivem próximos a áreas urbanas.
Tremembé (CE)
Pataxó Hã-Hã-Hãe (BA)
Atikum (PE)
Xukuru (PE)
Tupinambá (BA)
Kariri-Xocó (AL)
Potiguara (PB)
Xukuru (PE)
Atikum (PE)
Pankararu (PE
Kambiwá (PE)
Truká (PE)
Fulni-ô (PE) – um dos poucos povos que mantêm viva sua língua original
Kariri-Xocó (AL)
Xocó (SE)
Tabajara (CE)
Tumbalalá (BA)
Tupinambá (BA
Pataxó (BA)
Pataxó Hã-Hã-Hãe (BA)
Kaimbé (BA)
Kiriri (BA)
🔵 Região Centro-Oeste
Concentra terras indígenas extensas e etnias do cerrado e do Pantanal.
Terena (MS)
Guarani Kaiowá (MS)
Kadiwéu (MS)
Bororo (MT)
Xavante e Xacriabá (MT e GO)
Kadiwéu (MS)
Ofayé (MS)
Kinikinau (MS)
Bororo (MT)
Xavante (MT)
Bakairi (MT)
Pareci (MT)
Nambikwara (MT)
Enawenê-Nawê (MT)
Tapirapé (MT)
Karajá (MT/GO/TO)
🟠 Região Sudeste
Menor número de povos, mas com grande força cultural e histórica.
Principais etnias:
Guarani Mbya (SP, RJ, ES)
Pataxó (MG e ES)
Maxakali (MG)
Krenak (MG)
Guarani Mbya (SP, RJ, ES)
Guarani Nhandeva (SP, PR)
Guarani Kaiowá (MS)
Maxakali (MG)
Krenak (MG)
Tupiniquim (ES)
Puris (RJ e MG, em processo de retomada cultural)
🔴 Região Sul
Os Guarani predominam, com presença em vários estados.
Principais etnias:
Guarani Mbya e Guarani Nhandeva (RS, SC, PR)
Kaingang (RS, SC, PR, SP)
Xokleng (SC)
Guarani Nhandeva
Xokleng (também chamados de Laklãnõ)
Charrua (em processo de reconhecimento, RS)
📊 Resumo Nacional (Censo 2022):
305 etnias indígena
274 línguas indígenas faladas
1,7 milhão de indígenas no Brasil
São Gabriel da Cachoeira (AM) é o município com maior diversidade étnica (mais de 20 povos diferentes).
🗣️ Línguas indígenas mais faladas no Brasil
Nheengatu (ou Língua Geral Amazônica) – derivada do tupi antigo, é falada por várias comunidades no Amazonas, Pará e Roraima.
É uma língua de união entre diferentes etnias e também usada por não indígenas na região amazônica.
Foi muito usada desde o período colonial como língua de comunicação entre portugueses e indígenas.
Guarani – falado por povos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste (como os Guarani Mbya e Kaiowá).
É uma das línguas indígenas mais vivas e ativas, inclusive com ensino em escolas indígenas.
Tikuna – é o idioma indígena mais falado por número de pessoas no Brasil (mais de 40 mil falantes, no Amazonas).
🌍 Situação linguística geral
Das 274 línguas indígenas identificadas, cerca de 150 ainda são faladas por comunidades pequenas.
Algumas estão ameaçadas de extinção, faladas apenas por poucos idosos.
Outras, como o Nheengatu e o Guarani, estão sendo revitalizadas e ensinadas às novas gerações.
🌍 A sabedoria ancestral que inspira o futuro
A história do Brasil começa muito antes da colonização. Milhares de anos antes da chegada dos europeus, os povos originários já habitavam este território, desenvolvendo culturas diversas, línguas ricas e uma profunda conexão com a terra. Esses saberes, muitas vezes ignorados, formam a base da nossa identidade e guardam soluções sustentáveis que o mundo moderno só agora começa a redescobrir.Os Tupi-Guarani, os Xavante, os Yanomami, os Pataxó, os Guarani Mbya e tantas outras etnias espalhadas pelo território brasileiro são guardiões da floresta, dos rios e dos ciclos da vida. Seus costumes e rituais revelam uma compreensão do planeta como um grande organismo vivo — uma rede onde tudo está interligado.
🌿 Tradição e tecnologia: o encontro entre o ancestral e o digital
A nova geração tem a oportunidade de unir o conhecimento ancestral com a tecnologia digital.
Ferramentas como drones, satélites e inteligência artificial estão sendo usadas para mapear áreas desmatadas, identificar nascentes e monitorar o avanço do fogo, mas também para contar histórias, valorizar tradições e preservar memórias. A proposta da Conecta é justamente essa: integração homem, natureza e inteligência artificial em um mesmo propósito — cuidar da Terra, promover a cultura local e formar jovens conscientes e criativos.
🍃 A sabedoria dos sabores: o alimento como herança viva
A culinária é uma das formas mais poderosas de manter viva a memória indígena.
Pratos como o beiju de mandioca, o tacacá, a moqueca, o pirá, o cauim e a maniçoba carregam séculos de tradição e representam o diálogo entre o corpo e a natureza.
Cada alimento vem de um ciclo respeitoso: da plantação à colheita, da folha ao fogo, do ritual ao convívio. Essas receitas revelam uma ecologia do paladar — um equilíbrio entre nutrição, espiritualidade e pertencimento. O ato de preparar um beiju, por exemplo, é mais do que culinária: é conexão, memória e resistência.
🔥 Cultura, território e resistência
Os povos originários seguem lutando por seus direitos, suas terras e sua forma de viver.
Suas vozes ecoam nas florestas, nas aldeias urbanas e nas redes sociais, reivindicando o respeito a seus territórios e saberes.
Hoje, muitos jovens indígenas são programadores, cineastas, DJs, artistas digitais e educadores ambientais, provando que tradição e inovação podem caminhar lado a lado. Preservar as culturas originárias é preservar o futuro da humanidade — é manter viva a relação espiritual e ecológica com o planeta.
💡 Educação para a sustentabilidade e o futuro
A tecnologia, quando guiada pela sabedoria da natureza, se transforma em ferramenta de cura e reconexão. Projetos como o Curso Multimídia Conecta mostram que é possível ensinar áudio, vídeo, internet e cultura digital a partir de uma perspectiva ambiental.
A formação de novos comunicadores e produtores culturais conscientes é um passo essencial para criar uma geração capaz de proteger o planeta e suas raízes. A história da etnia Tupi-Guarani é uma das mais antigas e influentes da formação cultural do Brasil. Esses povos, pertencentes ao grande tronco linguístico Tupi, estão entre os primeiros habitantes do território brasileiro muito antes da chegada dos europeus.
✨ Legado Tupi-Guarani
Deixaram milhares de nomes de cidades, rios e montanhas no Brasil (como Ipanema, Itaquera, Paranaguá).
Influenciaram o vocabulário da língua portuguesa no país (palavras como pipoca, mandioca, peteca, abacaxi, tatu, capim).
Inspiraram a culinária, com pratos à base de mandioca, milho e peixe.
Transmitiram valores de respeito à natureza e à vida em comunidade.
🌿 Origens
Os povos Tupi-Guarani se originaram na região amazônica há milhares de anos. Acredita-se que, por volta de 2.000 anos antes de Cristo, começaram a migrar para o litoral e para o interior do continente sul-americano. Durante essas migrações, fundaram aldeias ao longo dos rios e do litoral, espalhando-se por áreas que hoje são o Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.
🌎 Organização social
Os Tupi-Guarani viviam em aldeias chamadas “taba”, organizadas por famílias extensas e lideradas por um cacique (chefe político) e um pajé (líder espiritual).
A sociedade era coletiva: todos compartilhavam os alimentos, cuidavam da roça e da caça em grupo. A base da economia era a agricultura de subsistência, com destaque para a mandioca, o milho e a batata-doce. Eles praticavam também a caça, a pesca e o extrativismo, respeitando profundamente os ciclos da natureza.
🔥 Cultura e espiritualidade
A cultura Tupi-Guarani é fortemente marcada pela relação com o sagrado e a natureza.
Eles acreditavam em uma força criadora chamada Tupã, o deus do trovão, e em Nhanderu, o grande criador. O equilíbrio entre o homem e a natureza era essencial — o desrespeito aos rios, florestas e animais significava ofender os espíritos que garantiam a vida. A língua tupi-guarani serviu de base para o Nheengatu, também chamada de “língua geral”, usada por séculos na comunicação entre indígenas, colonos e jesuítas no Brasil.
⚔️ Contato com os colonizadores
Com a chegada dos portugueses no século XVI, os Tupi-Guarani foram os primeiros povos a ter contato direto com os europeus. Foram explorados como mão de obra, catequizados por missionários e, em muitos casos, dizimados por doenças trazidas pelos colonizadores. Apesar disso, resistiram e se adaptaram, mantendo viva grande parte de sua cultura, mitos e tradições.
Hoje, os povos Tupi-Guarani estão presentes em várias regiões do Brasil — principalmente no Pará, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e litoral sul.
São cerca de 80 mil pessoas, divididas em subgrupos como os Guarani Mbya, Kaiowá, Nhandeva, Tupinambá, Tupiniquim, e Guajajara. Eles continuam lutando pela preservação de seus territórios, línguas e tradições, sendo guardiões de saberes ancestrais sobre a floresta, os rios e os remédios naturais.
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Conecta 45
#redessociais #humano #natureza #tecnologia #bullying #internet
Os novos golpes na internet e as armadilhas virtuais geram discussões, violência e mortes.
O comportamento e uso adequado das redes sociais estão ligados diretamente à educação, e a ideia que se moldava de ser algo essencial para tornar a informação e a criatividade mais ágil, encantar os usuários de todas idades e facilitar o acesso ao entretenimento e cultura aconteceu e melhorou muito nossas vidas, mas não é bem assim pois vieram muitos problemas e vamos explicar.
A cada dia, os golpes na internet se tornam mais sofisticados, aproveitando a distração e a confiança das pessoas. Com o avanço das redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas de compras, os criminosos digitais criaram um verdadeiro universo próprio para enganar, roubar dados e aplicar fraudes financeiras, acesso a diversos ilícitos, que podem destruir relacionamentos e causar sérios danos monetários, psicológicos e até vítimas fatais nas famílias, nas escolas, no trabalho, é nessa hora que aquele click digital influencia sua vida diária se não estiver atento. A melhor defesa é a educação digital, conhecer os termos, desconfiar das facilidades e proteger suas senhas e dispositivos seja celular, notebook, tablet ou computador. Falo com experiência de causa pois sou usuario desde o início, e quando a internet entrou em minha vida foi uma maravilha para um DJ, produtor musical, vídeo e redes sociais, me tornei professor multimídia, pois já ministrava cursos antes da internet, e mesmo conhecendo e acompanhando toda evolução que ocorreu tive vários sites retirados do ar por Haters (significa "os que odeiam" ou "odiadores"), presenciei muitos ataques homofóbicos, políticos, raciais, religiosos e pasmem até ameaças por preservar a natureza. No início os sites que infringiram a lei eram para baixar música, vídeo e livros, o que incomodou muito a indústria fonográfica e literária, mas lentamente foram criadas leis que tentavam controlar essa troca de arquivos sem custo. Quando os programadores eram criadores de conteúdos aleatórios, às vezes engraçados e às vezes mórbidos não faziam por maldade, mas os “memes” como são chamados essas montagens de fotos ou vídeos tomou outro rumo, que desencadearam assassinatos e até gerou tentativa de tomada de poder nos EUA (Confira no documentário “A rede anti social - do meme ao caos”). Os sites ilícitos de vendas de drogas e armas como Shini Flakes abriu caminho para o crime organizado, que sempre existiu mas encontrou nos garotos novos, programadores que sabem usar o lado obscuro da internet sem ser rastreados, mas um dia a casa cai e novos sites ocupam seus lugares, tornando quase impossível criar uma legislação que controle toda rede. A realidade é que hoje temos que estar atentos aos nossos arquivos que guardam senhas e documentos importantes, e sempre alterar senhas e verificação em 2 etapas para todos aplicativos, não compartilhar com ninguem , as senhas são suas identidades nas redes e nunca abrir um link se não conhecer a procedência, lembrando que os bancos não permitem envio de emails aos correntistas e toda transferências e pagamento de contas temos que se certificar que está fazendo no site oficial da empresa. Quanto ao compartilhamento de FAKE NEWS (noticias falsas), fique sabendo que você pode ser responsabilizado se souber que a informação é falsa e mesmo assim a repassar; divulgar conteúdo que cause pânico, dano à reputação, discriminação ou interferência eleitoral, participar de grupos que organizam o envio em massa de desinformação. Mesmo quem não criou a fake news, mas ajuda a espalhar, pode responder judicialmente. Uma análise aponta que, desde 2001, ao menos 47 mortes ocorreram em episódios de “violência escolar”, que englobam ataques letais, agressões graves. Estudos nacionais destacam que o bullying (ofensas, apelidos e humilhações disfarçadas de brincadeira), pode contribuir para discórdias entre famílias, suicídios, e até automutilação, há casos específicos de tragédias em escolas, como Massacre de Suzano, que tiveram bullying como um dos fatores de motivação. Para evitar crimes de conteudo sexual ou pedofilia não compartilhe nude (nudez), nem seu nem de outra pessoa, vigiar sempre os sites que os menores de idade acessam, ao presenciar algo suspeito procurar um ou mais adultos e avisar as autoridades, pois esses crimes são os mais perigosos e letais. Coluna Conecta deixa à disposição uma lista de filmes e documentários especializados em segurança digital. A internet é uma ferramenta espetacular quando bem utilizada, mas a vida com a natureza, esporte, os bichos, amigos e família continua sendo a melhor forma de viver!
Todo cuidado é pouco, enquanto o usuário propaga o ódio as big techs lucram!!!
O Dilema das Redes - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-280921/
A rede social - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-147912/
Rede de ódio - https://www.adorocinema.com/pesquisar/?q=rede+de+odio
A Rede Antissocial: Dos Memes ao Caos - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-326898/
CTRL - https://www.imdb.com/pt/title/tt12736014/
Cyber Bunker - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-321436/
Shiny_Flakes - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-294421/
O Futuro de Bill Gates - NetFlix
Batalha Bilionária: O Caso Google Earth - Netflix
John McAfee: Gênio, Polêmico e Fugitivo - Netflix
Intimidade | Site oficial da Netflix
terça-feira, 21 de outubro de 2025
Conecta 44
#agrotoxico #humano #natureza #tecnologia #agricultura #metanol
Veneno na mesa e no comércio clandestino: O perigo invisível dos agrotóxicos, alimentos e bebidas adulteradas. Em tempos de falsificações em larga escala, e a pressa dita o ritmo das refeições e o consumo se torna cada vez mais industrializado, cresce uma ameaça silenciosa que atinge o campo e as cidades: o uso excessivo de agrotóxicos e a adulteração de bebidas e alimentos enlatados. O que parece apenas uma questão de “fiscalização” é, na verdade, um problema de saúde pública e ambiental de proporções alarmantes. O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Muitos desses produtos são proibidos em outros países, mas ainda circulam livremente aqui, contaminando o solo, as águas e os alimentos que chegam à nossa mesa. O resultado? Casos crescentes de doenças crônicas, intoxicações e danos irreversíveis à biodiversidade. Enquanto isso, nas prateleiras dos mercados e bares, bebidas e enlatados adulterados se infiltram disfarçados de grandes marcas. São produtos falsificados, fabricados sem controle sanitário, muitas vezes em condições precárias, com ingredientes tóxicos e embalagens recicladas de forma ilegal. O risco vai desde infecções graves até intoxicações fatais, e quem mais sofre são as populações de baixa renda, atraídas pelos preços mais baixos. O barato pode custar caro. É fundamental observar rótulos, verificar selos de procedência e desconfiar de preços muito abaixo do normal. No campo, apoiar a agricultura familiar, os produtos orgânicos e feiras locais é uma forma de resistência e de cuidado coletivo. A mudança começa com a consciência do consumidor e o respeito à terra. Quando exigimos alimentos limpos, protegem não só a nossa saúde, mas também o equilíbrio do planeta. Prefira produtos com selo de certificação orgânica. Evite bebidas e enlatados de procedência duvidosa. Apoie campanhas locais contra o uso abusivo de agrotóxicos. Denuncie casos suspeitos à Vigilância Sanitária. Tecnologia e natureza lado a lado, usar a informação como ferramenta é o primeiro passo para transformar o consumo em um ato de preservação, muito importante para a saúde pública. Nos últimos anos, diversas investigações da Polícia Federal, Vigilância Sanitária e Ministério da Agricultura revelaram que muitas bebidas adulteradas, especialmente destilados como uísque, vodka e cachaça, têm sido misturadas com substâncias tóxicas, entre elas:
- Metanol (álcool metílico) - É o mais perigoso. Diferente do etanol (álcool comum das bebidas), o metanol é altamente tóxico e não pode ser ingerido por humanos. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar: Cegueira irreversível, danos neurológicos, insuficiência renal e até morte como está ocorrendo em diversos lugares. Ele é usado indevidamente para aumentar o teor alcoólico e reduzir custos de produção em bebidas falsificadas.
- Etanol industrial (álcool combustível ou de limpeza): É o mesmo tipo usado em combustíveis ou produtos de limpeza, não é próprio para consumo humano. Pode conter impurezas e solventes tóxicos que prejudicam o fígado e o sistema nervoso.
- Açúcares, corantes e essências artificiais: São usados para imitar o sabor e a cor de marcas conhecidas, enganando o consumidor. Apesar de não serem tão letais quanto o metanol, podem provocar reações alérgicas e intoxicações leves a moderadas.
Água não potável ou contaminada: Em falsificações artesanais, a água usada para “diluir” o álcool muitas vezes vem de fontes sem tratamento, o que adiciona bactérias e metais pesados à mistura.
Como identificar uma bebida adulterada: O sabor e o cheiro podem parecer estranhos ou “ardidos” demais. O lacre e rótulo podem estar mal colados, tortos ou com erros de grafia. Preços muito abaixo da média são um grande sinal de alerta. Garrafas reabertas ou com tampas reaproveitadas são indício de falsificação. Os agrotóxicos são amplamente usados na agricultura brasileira, e alguns alimentos, especialmente os de cultivo intensivo e com casca fina, acabam acumulando mais resíduos dessas substâncias. Segundo relatórios recentes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e de organizações independentes como a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, os seguintes produtos estão entre os mais contaminados por agrotóxicos no Brasil:
Top 10 alimentos com mais agrotóxicos no Brasil
🥬 Pimentão - Campeão absoluto de resíduos químicos. Costuma conter diversos tipos de agrotóxicos simultaneamente, inclusive alguns proibidos na União Europeia.
🍓 Morango - Muito sensível a pragas e fungos, o que leva ao uso excessivo de venenos. Boa parte das amostras analisadas têm resíduos acima do limite permitido.
🍎 Maçã - Recebe pulverizações frequentes de fungicidas e inseticidas. Grande parte dos resíduos se concentra na casca.
🥒 Pepino - Tem pele fina, o que facilita a absorção de agrotóxicos. Frequentemente aparece entre os cinco alimentos mais contaminados.
🍅 Tomate - Cultivado em larga escala e altamente suscetível a pragas. Costuma conter resíduos de até 10 tipos diferentes de pesticidas.
🍇 Uva - Alta aplicação de fungicidas e inseticidas. Resíduos podem permanecer mesmo após a lavagem.
🥦 Alface e outras folhas verdes - Absorvem muito os produtos químicos pulverizados. Mesmo lavadas, ainda podem conter resíduos.
🍊 Laranja - É pulverizada para evitar fungos e insetos. O suco natural pode conter resíduos se a fruta for espremida com casca contaminada.
🥔 Batata - Recebe fungicidas e herbicidas no solo. Mesmo sendo descascada, pode conter resíduos internos.
🍍 Abacaxi -Frequentemente tratado com fungicidas e pesticidas na plantação.
🌿 Dicas da Coluna Conecta para reduzir os riscos:
Prefira alimentos orgânicos sempre que possível. Lave e esfregue bem frutas e verduras com solução de vinagre (1 parte de vinagre para 3 de água). Retire cascas e folhas externas de produtos mais expostos. Valorize feiras locais e produtores familiares, que evitam veneno e preservam o solo e a água.
Descubra como identificar bebidas adulteradas com metanol agora mesmo
Em São Paulo, mais de 225 casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas foram confirmados até 5 de outubro de 2025. Isso representa uma crescente preocupação na região e expansão para outros estados, como Pernambuco e Bahia, onde também foram relatados casos sob investigação. A identificação de bebidas adulteradas com metanol tornou-se essencial para evitar riscos significativos à saúde pública.
Metanol, um componente químico utilizado em indústrias e não adequado para o consumo humano, destaca os sintomas de intoxicação entre 6 a 24 horas após ingestão. Os sinais incluem visão turva, cegueira, náuseas e, em casos graves, podem levar à morte. Isso ressalta a necessidade urgente de métodos eficazes para identificar bebidas contaminadas.
Sinais de Adulteração: Verifique Embalagens e Preços
Ao comprar bebidas alcoólicas, a inspeção da embalagem é sua primeira defesa. Bebidas legítimas possuem rótulos bem impressos e lacres firmemente aplicados. As falsas causam horror à saúde pública, as bebidas adulteradas têm lacres desalinhados e rótulos com erros. Além disso, preços significativamente mais baixos podem sinalizar produtos de origem duvidosa. Essas embalagens comprometidas são frequentemente reutilizadas por falsificadores, exigindo cautela dos consumidores. Métodos Alternativos Para Prevenir Intoxicações - Embora métodos laboratoriais como cromatografia gasosa existam para detectar metanol, tais testes ainda não estão acessíveis para uso doméstico. Enquanto isso, consumidores devem buscar comprar bebidas de estabelecimentos confiáveis, evitando locais desconhecidos e atacados promocionais com preços muito baixos. Além disso, a Associação Brasileira de Bebidas sugere a verificação rigorosa de selos fiscais e nota fiscal para atestar a autenticidade da compra. Sintomas de Intoxicação e Ação Imediata
A intoxicação por metanol se manifesta com sintomas como náuseas, vômitos, tontura e dificuldades visuais, podendo resultar em cegueira ou morte. Ao notar esses sinais após o consumo de álcool, busque imediatamente assistência médica e informe a origem da bebida para aprofundar a investigação. Medidas Reforçadas e Recomendação de Consumo
O governo de São Paulo implementou medidas para suspender inscrições estaduais de estabelecimentos flagrados vendendo bebidas adulteradas. Além disso, forças de segurança ampliaram operações de apreensão de itens suspeitos. Para o consumidor, a cautela permanece crucial. Prefira bebidas de empresas conhecidas e sempre verifique os rótulos e selos antes de consumir.
Com o aumento dos casos, consumidores em todo o país devem permanecer vigilantes. A investigação continua, e medidas adicionais de segurança são esperadas para reduzir os riscos associados ao consumo de bebidas adulteradas.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
Conecta 43
#cidadeesponja #humano #natureza #paisagista #arquiteto #KongjianYu
Homenagem ao arquiteto paisagista chinês Kongjian Yu, criador do conceito de "cidade-esponja", teve uma trajetória marcada pela busca por soluções baseadas na natureza para a resiliência urbana e o gerenciamento hídrico. Desenvolveu para as cidades um dos sistemas mais inteligentes, funcionais e de uma beleza ímpar, provando que o ser humano quando ele entende como a natureza funciona pode fazer coisas incríveis, transformar obras sem atrapalhar o crescimento das cidades e transformar em espaços turísticos e paisagísticos. Kongjian Yu nasceu em 1963 e cresceu na área rural da Vila Dongyu, na província de Zhejiang, na China. Sua inspiração para as "cidades-esponja" veio diretamente de suas experiências de infância. Ele observou como o sistema natural de riachos e lagos de sua vila, com sua vegetação e paisagem irregulares, funcionava como uma "esponja" viva, absorvendo, retardando e armazenando a água da chuva, mitigando enchentes e secas de forma natural, e como ele sempre deixou claro que odeia o concreto. Graduado na Universidade Florestal de Beijing, obteve seu doutorado em design na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ao retornar para a China em 1997, fundou o escritório Turenscape, que se tornou uma das maiores e mais premiadas empresas de arquitetura paisagista do mundo. Ele também fundou o Colégio de Arquitetura e Paisagem da Universidade de Pequim. O Conceito da "Cidade-Esponja": Sua pesquisa sobre Infraestrutura Ecológica e Cidades-Esponja (a partir de 2003) propõe substituir a infraestrutura urbana cinza (canais e tubos de concreto) por infraestrutura verde (parques alagáveis, zonas úmidas, telhados verdes, pavimentos permeáveis) para fazer as cidades absorverem, limparem e reutilizarem a água da chuva. Seu trabalho foi tão influente que, a partir de 2013, o conceito de "cidade-esponja" foi adotado como política nacional na China. Kongjian Yu veio ao Brasil em setembro de 2025 para participar de eventos importantes. Sua visita foi focada em compartilhar suas experiências e discutir a aplicação do conceito de "cidade-esponja" em cidades brasileiras, especialmente após as graves calamidades climáticas recentes no país. Em sua passagem, ele sugeriu intervenções no Rio de Janeiro e ressaltou que o Brasil tem potencial para ser uma referência mundial em sustentabilidade. Atuação no Brasil: No momento de seu falecimento, ele estava na região do Pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul, como parte de uma equipe que estava produzindo um documentário sobre o seu trabalho e a aplicação de suas ideias. “Não lute contra a água, você precisa deixar que ela escoe”. E se uma enchente pudesse ser algo que pudéssemos abraçar em vez de temer? Esta é a ideia central da cidade-esponja de Yu. A gestão convencional das águas de enchentes envolve a construção de canos ou drenagens para conduzir a água da forma mais rápida possível ou o reforço das margens do rio com concreto, para garantir que elas não transbordem. Mas uma cidade-esponja faz o contrário. Ela procura absorver a água da chuva e retardar o escoamento pela superfície. O processo desenvolvido por Kongjian Yu se baseia em três grandes estratégias. A primeira passa por reter a água assim que ela toca o solo, por meio de grandes áreas permeáveis e porosas. Da mesma forma que uma esponja com muitos orifícios, a cidade deve conter a chuva com lagos artificiais e áreas de açude alimentados naturalmente ou por canos que ajudam a escoar a água de rios e represas. Telhados e fachadas verdes, assim como valas com áreas verdes com camadas de solo permeáveis por baixo também são usadas para esse propósito. Em seguida, o arquiteto aconselha pensar no manejo da água coletada. Isto é, desacelerar o fluxo d'água. Em vez de tentar canalizar a água rapidamente para longe em linhas retas, rios tortuosos com vegetação ou várzeas reduzem a velocidade da água.
A terceira estratégia é adaptar as cidades para que elas tenham áreas alagáveis, para onde a água possa escorrer sem causar destruição. Em 2015, o presidente chinês, Xi Jinping, inaugurou oficialmente o "Programa Cidade-Esponja", que incentivava as cidades a adotar uma infraestrutura verde para conter a água, ao invés das estratégias cinza comuns (feitas com cimento, concreto, aço e asfalto). Yu é consultor da iniciativa e ajudou a construir centenas de "parques-esponja" na China, um deles é o Houtan Park, em Xangai. A faixa verde de quase 2 quilômetros de extensão ao longo do rio Huangpu foi projetada em uma antiga área industrial. Terraços plantados com bambu, ervas e gramíneas nativas são cortados por passarelas de madeira instaladas entre lagoas e pântanos. As zonas úmidas filtram a água, retardam o fluxo do rio e criam um ambiente propício para aves aquáticas e peixes.Mas o conceito de cidade-esponja não é exclusivo da China. Um dos projetos supervisionados por Yu fora do país foi nomeado Parque Florestal Benjakitti. Em Bangkok, na Tailândia, o parque possui um labirinto de lagos, árvores e pequenas ilhas. Inaugurado em 2022, ocupa mais de 400 mil metros quadrados e foi construído no lugar de uma antiga fábrica de tabaco. Viagem ao Brasil: Kongjian Yu participou na última sexta-feira (19/09) da abertura da Bienal de São Paulo, onde exibe projetos baseados no conceito de cidades-esponja. Ele também falou na Conferência Internacional do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), em Brasília, no início de setembro. O chinês ainda participava da gravação de um documentário sobre as cidades-esponja e seus ensinamentos já se espalharam pelo mundo. Os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. também estavam na aeronave que caiu no Pantanal. O piloto Marcelo Pereira de Barros também morreu na noite de 23 de setembro de 2025, na região rural de Aquidauana (MS), no Pantanal, quando tentava pousar em uma fazenda. Ele tinha 62 anos, em sua passagem por São Paulo, Kongjian Yu visitou pontos verdes na cidade durante as filmagens. Um dos pontos visitados foi o Tiquatira, o maior parque linear dentro de São Paulo, localizado na Vila São Geraldo, na divisa entre os distritos da Penha e do Cangaíba. Nossos sentimentos a toda família de Kongjian Yu, e a todos que também faleceram nesse trágico acidente. As causas do acidente ainda serão investigadas. Fonte @bbcnewsbrasil
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Conecta 42
#ecologia #humano #altoribeira #valedoribeira #mataatlantica #petar
A privatização do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) é, na realidade, uma concessão de serviços turísticos à iniciativa privada, um modelo que gera opiniões bastante divididas entre moradores, guias e empresários. Não há um consenso sobre ser "bom" ou "ruim", pois existem benefícios claros e preocupações igualmente válidas. Vamos analisar os dois lados. Primeiro, um esclarecimento importante: Não foi uma "privatização" da terra. O PETAR continua sendo um parque estadual, uma unidade de conservação de proteção integral pertencente ao Estado de São Paulo. A Fundação Florestal ainda é a gestora do parque e responsável pela sua proteção. O que aconteceu foi a concessão dos serviços de visitação (como venda de ingressos, recepção, estacionamento, operação de restaurantes e lojas) para uma empresa privada. A concessionária que opera os serviços no Núcleo Santana do PETAR é o consórcio Parque Nascentes do PETAR (Kulturrisc e Ambiental Jr.). Pontos Positivos (Argumentos de que foi "BOM"). A privatização é prevista para durar 30 anos.
Melhoria na Infraestrutura e Segurança:
Antes: Estrutura precária, banheiros em mau estado, estacionamento desorganizado, falta de sinalização.
Depois: Investimento em banheiros novos, centro de visitantes reformado, estacionamento organizado, sistema de bilheteria moderno. Isso oferece mais conforto e segurança para o turista.
Profissionalização e Organização: A chegada da concessionária trouxe processos mais claros para a visitação, como a compra online de ingressos, o que ajuda a controlar o número de visitantes e evitar superlotação, prejudicial às cavernas.
Maior Divulgação e Aumento no Número de Visitantes: A empresa privada tem recursos e expertise para divulgar o PETAR em grandes canais, atraindo um público maior. Com mais turistas, o comércio local (restaurantes, pousadas) pode ser beneficiado.
Segurança Jurídica para os Guias: Foi criado um cadastro oficial e um processo de credenciamento para os guias, o que teoricamente garante que apenas profissionais qualificados e regulares possam trabalhar no parque.Pontos negativos e preocupações (Argumentos de que foi "RUIM" ou Problemático):
Aumento dos custos para o visitante (e repasse aos Guias): O valor do ingresso subiu significativamente. Além disso, a concessionária cobra tarifas adicionais, como a taxa de estacionamento. Para o guia, isso significa um custo operacional maior, que precisa ser repassado ao preço final do passeio para o turista, podendo tornar a atividade menos competitiva.
Centralização dos Lucros e "Elitização": A maior crítica é que o dinheiro do ingresso, que antes ficava em parte com a associação de monitores e ajudava a financiar a própria gestão do parque, agora vai majoritariamente para a concessionária. Há um temor de que o PETAR se torne um produto turístico "elitizado", distanciando-se do turismo de base comunitária.
Perda de Autonomia e Conflitos com Guias Locais:
Os guias, muitos deles moradores da região com décadas de experiência, sentem que perderam voz ativa na gestão da visitação. Eles alegam que a concessionária impõe regras sem um diálogo suficiente e que o processo de credenciamento foi excludente para alguns guias mais antigos. Houve protestos e conflitos no início da concessão.
Descaso com a Realidade Local: Críticas apontam que a empresa, vinda de fora, não compreende totalmente a dinâmica social e cultural da região, tomando decisões que desconsideram o conhecimento tradicional dos moradores. Conclusão: Foi bom ou ruim?
A resposta não é simples. Depende muito do ponto de vista: Para o turista: Em geral, a experiência melhorou devido à infraestrutura, organização e segurança. Para os moradores que têm pousadas, restaurantes ou comércio: Pode ser positivo se o aumento no fluxo de turistas se converter em mais clientes para seus estabelecimentos. Para os guias de turismo (monitores ambientais): É a classe mais impactada e a visão é mista e crítica. Por um lado, há mais organização e potencial de clientes. Por outro, há um sentimento de perda de autonomia, aumento de custos e receio de que o modelo priorize o lucro da empresa em detrimento da valorização do profissional local.
Em resumo: A concessão trouxe benefícios tangíveis em termos de infraestrutura e organização, mas às custas de um aumento significativo de custos e de um profundo conflito socioambiental com a comunidade de guias locais, que se sentem marginalizados no processo. O sucesso a longo prazo deste modelo dependerá da capacidade da concessionária, do Estado e da comunidade local em encontrarem um equilíbrio que valorize tanto a conservação e a experiência do turista, quanto o conhecimento e o sustento das pessoas que são a alma do PETAR em São Paulo. O PETAR possui quatro “Núcleos” em suas entradas para auxiliar na visitação turística no Vale do Ribeira.
Núcleo Caboclos: No caminho de Guapiara e Apiaí temos o parque Intervales e o Núcleo Caboclos que não faz parte da privatização é espetacular, foi o primeiro núcleo de visitação a ser criado e está localizado na parte alta do PETAR SP, divisa entre Apiaí e Iporanga. Porém, é o que possui menor infra-estrutura, mas sendo o único que há um espaço para montagem de barracas, dois banheiros e dois chuveiros. Não há pousadas, bares nem energia elétrica, portanto não há banho quente. Para entrar no núcleo é cobrado uma taxa onde estão algumas das cavernas mais lindas do PETAR, como a Caverna Temimina, a Caverna Desmoronada e a Pescaria. No caminho para Iporanga temos a Cachoeira Arapongas que é auto guiada, mas é importante o acompanhamento de guia especializado, passando pelo mirante com vista até a Serra do Mar, chegamos no Bairro da Serra, principal ponto de partida para todos núcleos. O Núcleo Casa de Pedra dá acesso, através de uma bela trilha, para uma das cavernas com um dos maiores pórticos de entrada do mundo, são 215 metros de altura, a Casa de Pedra. Porém a caverna encontra-se fechada para visitação por conta do Plano de Manejo Espeleológico do PETAR, podendo apenas visitar o pórtico de entrada. O núcleo possui portaria, mas não é cobrado ingressos. Núcleo Ouro Grosso: O Núcleo Ouro Grosso está situado no bairro da Serra (Vale do Betari), conta com um centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e à rede escolar, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região. Nesse núcleo situa-se a caverna Ouro Grosso, uma das mais difíceis do parque a ser concluída, devido a sua formação. Também faz parte desse núcleo a Caverna do Alambari de Baixo, a qual você passa por uma trilha dentro do rio na Caverna. Núcleo Santana: O Núcleo Santana é o principal ponto de visitação do PETAR. Localiza-se no Vale do Rio Betari, uma das paisagens mais notáveis da região. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor entre outras, trilha do Morro-Preto, cachoeira e Caverna do Couto. Suas trilhas são de fácil acesso e está localizado ao lado do Bairro da Serra. Em Iporanga e Apiaí, encontram-se a maioria das pousadas e hotéis. As áreas de camping são diversas, também muito utilizadas pelos turistas, estudantes e escolas em atividades de educação ambiental e estudo da Mata Atlântica. As estradas ainda continuam precárias, alguns lugares sem energia e sinal de celular, falta muito para ter mais segurança nas trilhas, aos monitores e preservação ao meio ambiente. E você morador, guia ou empreendedor gostaríamos de saber sua opinião. jornaldoribeira@gmail.com
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