quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Conecta 89
#ciencia #humano #inteligenciaartificial #Apiai #Iporanga #datacenter
Nadar contra a corrente na era da IA significa preservar o pensamento crítico, a originalidade e as relações humanas em um cenário dominado pela automação rápida.
Ao longo da história, revoluções sociais e tecnológicas moldaram nosso tempo e redefiniram nossas relações com a terra, com o outro, com o trabalho, com a arte, com a informação, com o mundo para além das fronteiras e com as próprias fronteiras. Da Revolução Agrícola ao surgimento da escrita, à metalurgia, à invenção da imprensa, às revoluções industriais, dos transportes e das comunicações. E hoje vivemos a reformulação da sociedade em torno do uso da inteligência artificial. Em cada um desses saltos, a relação de poder entre quem produz e quem se apropria do que é produzido também foi reformulada e forjada em novos termos. Quando se tornou possível obter excedente de alimentos, a tecnologia deixou de ser apenas instrumento de sobrevivência e passou a ser também instrumento de dominação e acumulação. E, a partir da Revolução Industrial, ganhou dimensões nunca antes exploradas.É exatamente nesse fio histórico que devemos compreender o avanço acelerado da inteligência artificial hoje como a nova roupagem de uma lógica muito antiga, em que a tecnologia desenvolvida por quem detém o capital serve aos interesses de quem detém o capital. Nas fábricas, a implementação de máquinas permitiu aos donos dos meios de produção aumentar a produtividade, mas esse ganho não se traduziu em mais tempo livre aos trabalhadores. Traduziu-se em maior exploração do trabalho e extração de mais-valia. Mais do que isso, a máquina também distanciou o trabalhador do próprio ofício. O conhecimento concentrado em quem executava o trabalho foi fragmentado, ocasionando um distanciamento do trabalhador do seu próprio ofício, tornando-o dependente de um processo que deveria estar sob seu controle. A corrida bilionária: A inteligência artificial exige um patamar de capital que poucos atores no planeta conseguem reunir, como centros de dados gigantescos, consumo elevadíssimo de energia, chips especializados caríssimos e as equipes de pesquisa mais bem pagas do mercado global. Tudo isso ainda não garante a hegemonia da ferramenta. Garante, por enquanto, apenas um lugar na disputa pelo domínio do mercado. Pela própria estrutura de custos, ela se concentra nas mãos de poucas corporações privadas e de Estados-nação com capacidade e vontade política de mobilizar recursos em escala parecida. A disputa entre China e EUA, por exemplo, está sendo travada com restrições à exportação de semicondutores, disputa por terras raras e políticas industriais bilionárias, e expõe dois projetos distintos de desenvolvimento da inteligência artificial. Em julho de 2026, Xi Jinping anunciou a criação da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), sediada em Xangai, com um pacote de compromissos ao Sul Global. Entre eles, vagas de formação, centros de cooperação com blocos como BRICS e União Africana, acesso a sistemas de alerta climático. “A IA não deve ser solo de um único país, mas uma sinfonia de cooperação internacional”, discursou Xi Jinping na ocasião. É uma proposta que abre uma brecha real de cooperação Sul-Sul, historicamente negada pelos países centrais. Essa disputa em escala planetária não fica restrita aos laboratórios e às cúpulas de governo. Ela desce até o cotidiano de quem usa a ferramenta, muitas vezes sem perceber a que lógica essas respostas servem. O uso cada vez mais cotidiano da inteligência artificial, do trabalho aos estudos e às perguntas básicas do dia a dia, não muda essa lógica. A falsa ideia de democratização que acompanhou a chegada das redes sociais já é bastante conhecida nas reflexões sobre comunicação. O controle sobre o pensamento de grande parte da população pela manipulação de dados, sentimentos e algoritmos virou ciência bem apropriada para tentar definir eleições e rumos políticos. O campo definitivamente não é neutro, tampouco democrático. Muitas empresas já adotaram o mau uso da inteligência artificial, e as consequências disso para o mundo do trabalho ainda não se apresentam em toda a sua extensão. Aplicá-la no cotidiano exige treinamento, debate e análise constante de cada aplicação, para que o conteúdo produzido seja melhor, sempre alinhado à nossa missão como veículo de comunicação popular. Nademos contra a corrente.
Fonte: Brasil de Fato
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Conecta 88
#ciencia #humano #mataatlantica #borboletas #preservar
Borboletas da Mata Atlântica. Em dias ensolarados, o jardim das borboletas da Fundação José Pedro de Oliveira, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP) , é um festival de cores e movimentos. Centenas de borboletas de variadas cores e espécies voam e pousam nas flores cultivadas especialmente para atraí-las. A bióloga Christiane Holvorcem coordena as pesquisas com as borboletas. Ela conta que a grande quantidade e variedade de espécies é resultado de um jardim planejado com esse objetivo: repleto de flores formando grandes manchas de algumas cores. "Isso facilita que a borboleta encontre as flores das cores que lhe atraem, já que elas usam a visão para identificá-las", explica. O borboletário está incrustado na Reserva Florestal Mata Santa Genebra, um dos últimos resquícios de Mata Atlântica no estado de São Paulo. "As borboletas acabam sendo, também, um instrumento de mobilização das pessoas para a conservação dessa mata", diz a bióloga. Os estudos sobre as borboletas na Fundação estão tornando-se referência na área. Os pesquisadores realizaram um censo em 2001 e registraram das 690 espécies que visitam a reserva, 200 frequentam o jardim das borboletas. Além disso, identificaram o horário de atividade de várias espécies. "Essa é uma informação importante para os pesquisadores planejarem seus estudos". Cristiane acrescenta que está em estudo, agora, o ciclo de vida de cinco espécies de borboletas que frequentam o jardim e são mantidas em cativeiro.
" O estudo é diário, todos os dias da semana: acompanho desde a coleta do ovo, soltura e identificação do adulto para ser colocado dentro do viveiro, observo onde os ovos serão colocados e o tempo de eclosão depois da coleta", conta a bióloga Cynira Any Gabriel. Todas as borboletas são marcadas, para que seja possível identificar a origem de cada ovo, e depois são soltas dentro de um viveiro repleto de plantas, para observação dos pesquisadores. "No viveiro, cada espécie põe ovo em uma planta diferente. Fazemos, ainda, um tratamento diário para evitar a contaminação por fungos e ressecamento da folha que serve de alimento para as lagartas", conta Cynira. O objetivo é saber quanto tempo essas espécies vivem e descrever o ciclo de vida desde o ovo até a fase adulta, em ambientes confinados. Esses dados auxiliam no planejamento das pesquisas e permitem que criadores comerciais de borboletas não as retirem do ambiente natural. "Também fornece um modelo teórico para estudos de dinâmica de populações. Uma vez que temos as taxas de mortalidade sem a interferência do ambiente natural, temos um sistema puro onde nós podemos trabalhar a modelagem demográfica", complementa Christiane alerta, também, para a relação entre as borboletas e a preservação da Mata Santa Genebra: "O habitat da borboleta tem que ter um tipo de planta que o inseto adulto frequenta, e outro que alimenta a lagarta. Se o número de determinada espécie cresce ou diminui muito, isso é um indício de que algo está ocorrendo na floresta".
O Brasil tem a maior diversidade de borboletas do mundo, com mais de 3.700 espécies identificadas, uma riqueza que representa mais de 60 por cento de todas as espécies de borboletas conhecidas, concentrada num único país. O Vale do Ribeira (PETAR, Intervales, Carlos Botelho e áreas de Mata Atlântica entre Apiaí, Iporanga e Eldorado) é um dos lugares mais ricos do Brasil para observação de borboletas. Abaixo está um guia ilustrado com 30 espécies muito representativas da região, organizado por grupos para facilitar o uso em educação ambiental, turismo e trilhas interpretativas. A distribuição desta diversidade tem um padrão que é ao mesmo tempo fascinante e preocupante do ponto de vista da conservação: a maioria das espécies não vive no interior da floresta densa nem em áreas completamente abertas, mas nos ambientes de transição como bordas de floresta, clareiras naturais, margens de rios e áreas de vegetação variada. A Morpho azul é provavelmente a mais conhecida internacionalmente: o azul vívido das asas não resulta de pigmento mas de microestruturas em escama que difractam apenas os comprimentos de onda azuis da luz, uma iridescência estrutural que a torna invisível de certos ângulos e brilhante de outros, um sistema de sinalização e de reconhecimento de espécie. A borboleta-carteiro (Heliconius) é um dos casos mais estudados em biologia evolutiva: é venenosa, e o seu padrão vermelho-preto é reconhecido e evitado por predadores que aprenderam a associar as cores ao sabor desagradável. A asa-de-vidro (Greta oto) tem asas praticamente transparentes, sem as escamas coloridas que caracterizam a maioria das borboletas, a transparência é em si mesma uma forma de camuflagem que a torna quase invisível em repouso sobre folhagem. As borboletas têm papel fundamental para a natureza e ecossistema, listamos a seguir algumas maneiras interessantes de como a borboleta ajuda a natureza: Base de cadeia alimentar: A principal colaboração das borboletas ao ecossistema é servir como base de cadeia alimentar. As borboletas servem de alimento para pássaros, formigas, aranhas, louva-a-deus, sapos, macacos, lagartos, lagartixas e muitas outras espécies de animais. É possível notar então que as borboletas contribuem com a sobrevivência de diversas outras espécies de animais e que seu desaparecimento e um ecossistema que poderia acarretar um imenso desequilíbrio para a natureza por falta de alimento para diversas espécies.
Indicador de vegetação preservada: De um modo geral, se há borboletas em um lugar é porque a vegetação e a natureza local está bem preservada e é saudável. É o que nos aponta uma matéria do The Ecologist¹. Isso faz sentido pois como as borboletas se alimentam diretamente de vegetais como néctar das flores e frutas em decomposição, ela precisa então da presença desses itens em um ambiente para sobreviver. Sendo assim, a presença da borboleta em um local indica para os seres humanos que aquele lugar deve ser preservado, tendo em vista que ambientes naturais e saudáveis estão raros nos dias de hoje por conta do desmatamento e das queimadas das florestas e matas.
Polinização: A borboleta em sua fase adulta se alimenta do néctar das flores, ao se alimentar o pólen do néctar dessas flores fica preso às asas da borboleta que, ao batê-las enquanto voa, espalha esse mesmo pólen pelos lugares onde passa, fazendo assim com que novas flores nasçam. A esse processo damos o nome de polinização.
Ela é importante porque colabora com a reprodução e manutenção de diversas espécies agrícolas, posto que a maioria das plantas precisa de agentes polinizadores para se reproduzir.
Conclusão: Sem as borboletas a natureza inteira entraria em colapso, um verdadeiro “efeito borboleta” ocorreria no planeta! Primeiramente porque muitos animais perderiam uma importante fonte de alimento, comprometendo assim toda a cadeia alimentar. Em segundo lugar porque o homem perderia um importante indicador de áreas ambientalmente preservadas e -por último mas não menos importante- a natureza ficaria sem um dos seus agentes polinizadores. Esses pequenos animais são fundamentais para a sobrevivência do planeta inteiro.A importância das borboletas para o meio ambiente vai muito além da beleza, apesar de evocarem imagens de sol e de campos floridos. Mas elas estão cada vez mais ameaçadas. Como resultado, só no Reino Unido quatro espécies desapareceram nos últimos 150 anos . É provável que o aquecimento global, muitos mais casos podem ocorrer. Por isso as borboletas são um importante indicador sobre a precariedade do nosso meio ambiente. Seus habitats foram destruídos em grande escala no mundo inteiro. Além disso, com as mudanças nos padrões de clima , o risco aumenta a cada dia. O uso desenfreado de agrotóxicos torna o cenário ainda mais preocupante. A menos que façamos algo, o risco de extinguir cada vez mais espécies de borboletas se torna mais real. A importância das borboletas é muito grande e sua presença é fundamental para a nossa sobrevivência.
Fonte: borboletariodesaopaulo.com.br / SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Conecta 87
#ciencia #humano #estradaparque #Apiai #Iporanga #PETAR
Recebemos a resposta do DER/SP sobre esclarecimentos da SP-165 e se existe algum projeto de asfalto ou estrada parque para nossa região: Em atenção à sua manifestação e considerando os esclarecimentos da Coordenadoria Geral Regional de Itapetininga - CGR.2, informamos que conforme manifestação da Coordenadoria de Conservação e Operações Viárias desta Regional, que trata-se da SP-165, Rodovia Antônio Honório da Silva entre os municípios de Apiaí/SP e Iporanga/SP, cuja estrada é mantida pelos serviços de conservação de rotina, os quais têm por finalidade manter as condições adequadas de segurança, trafegabilidade e funcionalidade da estrada, com as atividades como manutenção e recuperação localizada da estrada através dos serviços pontuais de reposição de revestimento primário, limpeza e desobstrução da drenagem, conservação das faixas de domínio, roçada, limpeza da sinalização e demais intervenções necessárias à manutenção das condições operacionais da rodovia. Ressalta-se que a execução desses serviços é realizada de forma contínua e de acordo com as necessidades identificadas nas inspeções e vistorias técnicas, observando-se as condições de trafegabilidade, segurança dos usuários e as características específicas do trecho viário. Registra-se a importância das manifestações da comunidade e dos usuários da SP-165, que contribuem para o acompanhamento das condições da rodovia e para o aprimoramento das ações de manutenção, conservação e segurança viária. A Ouvidoria do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP) agradece o contato e informa que a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários, Ouvidoria DER/SP. Conclusão, não existe nenhum projeto de construção de uma estrada viável e segura, mas a Ouvidoria ressalta que ”a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários", deixando claro que se a população não se manifestar o recapeamento vai continuar da mesma forma que está, somente reformas paliativas e nada de projetos definitivos. Enfim, seguimos isolados sem ônibus, impossibilitando os moradores que não tem carro de sair de Apiaí e Iporanga e vice e versa. Com chuvas e El Nino mais deslizamentos e acidentes vão acontecer impossibilitando o desenvolvimento da região e ouvindo comentários de turistas que aqui é o fim do mundo, pelo contrário, aqui é onde tudo começou com o povo vivendo em harmonia com a natureza, mas como desenvolver e prosperar com a estrada desse jeito, fica a questão. Manifestação segue para governo estadual e federal e contamos com apoio de todos. Esclarecendo: O PETAR não foi privatizado. O que ocorreu foi uma concessão da gestão dos serviços de uso público (como recepção de visitantes, bilheteria, manutenção de estruturas, estacionamento e alguns serviços turísticos) à iniciativa privada. A área do parque continua sendo um bem público do Estado de São Paulo, administrado e fiscalizado pela Fundação Florestal. Atualmente, a compra de ingressos para o PETAR é feita pela plataforma oficial da concessionária Parquetur (que até agora não realizou nenhuma ação de melhoria com relação à qualidade da estrada, conforto e segurança para todos). No portal é possível escolher o dia da visita, selecionar o núcleo do PETAR que deseja visitar (conforme disponibilidade), comprar ingressos, adicionar serviços disponíveis e receber o ingresso eletrônico após a compra. Antes de visitar lembre-se de que o ingresso do parque não substitui o acompanhamento de um monitor ambiental onde esse acompanhamento é obrigatório. https://parquetur.com.br. Assine o manifesto e compartilhe! facebook.com/jornaldoribeira
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Conecta 86
#ciencia #Adrianópolis #ValeDoRibeira #MeioAmbiente #Empregos #Desenvolvimento
Entre a memória do chumbo e a Chegada De Novos Empregos.
A relação de parte da população de Adrianópolis com empresas do setor mineral não pode ser entendida apenas pelo presente. Existe uma ferida histórica deixada pela antiga Plumbum e a atividade de mineração e beneficiamento de chumbo na região, associada à contaminação ambiental e a problemas que atingiram a população. Essa história ajuda a explicar por que, ainda hoje, existe desconfiança e resistência quando novas empresas chegam ao município. Para muitos moradores, a preocupação não é simplesmente contra a geração de empregos, mas o medo de que Adrianópolis volte a enfrentar problemas ambientais semelhantes aos do passado. Moradores de Adrianópolis (PR) denunciam Supremo Secil Cimentos por poluição e estragos em casas. Em 2015, a Supremo Secil Cimentos se instalou no município de Adrianópolis com o objetivo de produzir 1,7 milhão de toneladas de cimento ao ano. Na época, o então Governador Beto Richa comemorou a chegada da fábrica. O empreendimento contou com o apoio do Governo do Estado por meio do programa Paraná Competitivo, que oferece incentivos fiscais e outros benefícios. Richa disse, na inauguração, que a nova indústria mudaria o perfil socioeconômico da região do Vale do Ribeira, uma das mais empobrecidas do estado. Ao longo destes dez anos, no entanto, o impacto tem sido negativo para os moradores, que denunciam inúmeros problemas, como poluição e estragos nas casas, e pedem soluções tanto da empresa como da Prefeitura de Adrianópolis. “Meu pai já morava antes de 2011 ali, eu vim morar depois de 2011. Com a instalação dessa fábrica, acabou a tranquilidade do nosso bairro. Temos problema com poeira de cimento que se acumulam nas calhas das nossas casas, tem o lixo tóxico que eles queimam, causando mau cheiro durante a noite. Além de todos os problemas no presente, pensamos no quanto isso futuramente trará problemas de saúde”, diz o morador Nilson Alves Pedroso. Ao mesmo tempo, a empresa Supremo gera empregos, movimenta a economia local e também desenvolve ações sociais na comunidade, pontos que precisam ser considerados no debate. O grande desafio é encontrar o equilíbrio: Adrianópolis precisa de empregos e desenvolvimento, mas também precisa de segurança ambiental, transparência, fiscalização e respeito à saúde da população. Talvez a rejeição de parte dos adrianopolenses não seja apenas uma rejeição à empresa atual, mas também o reflexo de uma história que ainda não foi esquecida.
Os moradores também levaram a denúncia ao Ministério Público. O processo atualmente corre junto ao Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema). Tramita no Gaema de Curitiba inquérito civil envolvendo a Fábrica Suprema Cimentos sobre a ampliação da empresa e possíveis danos ambientais. A partir deste inquérito civil, foi celebrado um termo de ajustamento de conduta, que vem sendo acompanhado pelo Ministério Público. Em nota, a Supremo Secil Cimentos disse que “todas as operações em Adrianópolis são conduzidas rigorosamente em conformidade com a legislação vigente e seguem as diretrizes dos órgãos competentes e implementa medidas preventivas para monitorar, minimizar, mitigar e eliminar os eventuais impactos ambientais de suas atividades, observando padrões e protocolos de segurança e saúde contínua e periodicamente avaliados pelos órgãos e instituições responsáveis para garantir o bem-estar de seus colaboradores e das comunidades do seu entorno. Reivindicações não foram atendidas na última audiência realizada pela diretoria da Supremo Secil Cimentos, em agosto, os moradores levaram uma carta apresentando as situações de risco à vida da população, pedindo principalmente que observem as legislações municipais e estaduais no que se refere à extração, produção e transporte de minérios, além de outros encaminhamentos que, segundo eles, não foram atendidos.
A pergunta que fica é: como construir um futuro de desenvolvimento sem repetir os erros ambientais do passado?
Fonte: @apiaensesbravos @brasildefato
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Conecta 85
#ciencia #humano #vacinas #virus #vacinacura
Vacinas: quando o preconceito vence a ciência, todos nós perdemos!
Vivemos em uma época em que nunca tivemos tanto acesso à informação. Em poucos segundos, podemos descobrir uma pesquisa científica, acompanhar uma descoberta médica ou conversar com alguém do outro lado do mundo. Mas existe um paradoxo: quanto mais informação temos, maior também é a responsabilidade de saber distinguir conhecimento de desinformação. As vacinas são um exemplo claro dessa relação entre ciência, ser humano e tecnologia. É natural ter dúvidas e perguntar sobre efeitos colaterais, eficácia, composição ou necessidade de determinada vacina. A ciência não deveria ser tratada como algo que não pode ser questionado. Pelo contrário: a ciência existe justamente porque perguntas podem ser feitas, hipóteses podem ser testadas e evidências podem ser avaliadas. O problema começa quando a dúvida deixa de ser uma busca por conhecimento e passa a ser alimentada pelo preconceito, pelo medo ou por informações sem comprovação. Para muitas pessoas, doenças como sarampo, poliomielite, difteria e coqueluche parecem pertencer a um passado distante. Mas elas não desaparecem simplesmente porque deixaram de existir. Em grande parte, foram controladas graças a décadas de pesquisa científica, campanhas de vacinação, profissionais de saúde e políticas públicas. Quando a vacinação diminui, algumas dessas doenças podem encontrar novamente espaço para circular. É como uma ponte construída entre gerações: uma geração recebe a proteção, outra mantém essa proteção é a seguinte: muitas vezes cresce sem sequer conhecer o perigo que existia antes. E justamente por não conhecer o problema, pode acabar subestimando a importância da solução. Existe também uma questão profundamente humana. Nós tendemos a acreditar em histórias que confirmam aquilo que já pensamos. Nas redes sociais, os algoritmos podem reforçar esse comportamento, mostrando cada vez mais conteúdos semelhantes aos que despertaram nossa atenção. Uma informação falsa, quando repetida milhares de vezes, pode parecer verdadeira. Um vídeo com milhões de visualizações não substitui um estudo científico. Uma postagem compartilhada por milhares de pessoas não equivale a uma avaliação de segurança. A tecnologia ampliou nossa capacidade de acessar informação. Agora precisamos ampliar também nossa capacidade de avaliá-la. Defender a vacinação não significa dizer que ninguém pode questionar. Significa reconhecer que decisões importantes sobre saúde devem ser tomadas com informação confiável, evidências científicas e orientação de profissionais qualificados. Não devemos transformar quem tem dúvidas em inimigo. Talvez esse seja um dos maiores desafios da nossa sociedade conectada: combater a desinformação sem combater as pessoas. Uma conversa respeitosa pode abrir uma porta que uma discussão agressiva fecha. A ciência não é perfeita, ela é construída por seres humanos, pode ser aprimorada e está sempre aberta a novas evidências. É justamente essa capacidade de corrigir erros que faz da ciência uma das ferramentas mais importantes que temos para compreender o mundo. As vacinas são resultado dessa construção: pesquisadores, médicos, profissionais de laboratório, universidades, instituições de pesquisa e sistemas de saúde trabalhando durante décadas para desenvolver, testar, aperfeiçoar e monitorar tecnologias capazes de prevenir doenças. Em uma sociedade cada vez mais conectada, talvez a nossa maior vacina contra a desinformação seja justamente essa: curiosidade, pensamento crítico, responsabilidade e respeito pelo conhecimento. Não devemos ter preconceito com as vacinas porque questionar e buscar informação é saudável, mas rejeitar uma vacina apenas por medo, boatos ou preconceito pode aumentar o risco para a própria pessoa e para toda a comunidade.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Conecta 84
#ciência #MataAtlantica #guardaparques #incendios #PicodaCaledônia
O Dia Mundial do Guarda-parques foi 31 de julho, mas devemos lembrá-lo sempre e deixar nosso respeito e agradecimentos para esses verdadeiros guerreiros contra os incêndios e desmatamento das nossas riquezas naturais. Os Guarda-parques (GPs) são os guardiões das Unidades de Conservação (UCs) e exercem um trabalho essencial para a proteção e manutenção das mesmas. São os primeiros a chegarem no combate ao fogo nos incêndios dentro das UCs. Fazem a fiscalização e promovem a conscientização e educação ambiental dos visitantes. Realizam palestras em escolas e universidades levando conhecimento da importância de se ter áreas naturais preservadas. Ajudam na pesquisa científica apoiando pesquisadores e muitos GPs atuam como pesquisadores nas UCs em que estão lotados.
O Brasil registrou 6.284 focos de incêndio ao longo do último mês de julho, de acordo com os dados consolidados do sistema BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apesar de o número representar uma queda de 35,9% em relação a julho do ano passado, o país entra agora em agosto no período mais crítico da temporada de seca, com novos focos ativos sendo monitorados diariamente via satélite. O Cerrado é atualmente o bioma mais atingido do país, concentrando 3.380 focos (mais da metade do total nacional). Vamos destacar o trabalho dos heróis no resgate do Pico da Caledônia, pois a visitação está temporariamente suspensa devido a um incêndio florestal de grandes proporções que atingiu a montanha. Quem olha de longe para o imponente Maciço da Caledônia, desenhado contra o céu de Nova Friburgo (RJ), muitas vezes esquece que aquela imensidão de pedra e verde pulsa vida. Uma vida frágil, que nos últimos dias esteve severamente ameaçada por um incêndio devastador. Diante das chamas que consumiram mais de 30 hectares de Mata Atlântica e campos de altitude, uma força humana exemplar se agigantou para salvar o coração do Parque Estadual dos Três Picos. Falamos aqui, com profunda reverência, dos nossos guarda-parques. Enquanto a maioria de nós acompanhava as notícias com aperto no coração do conforto de nossas casas, esses profissionais enfrentam o perigo real. Combater o fogo em uma montanha com mais de 2.200 metros de altitude não é apenas uma questão de força mecânica, é um teste extremo de resistência física, técnica e coragem. Subir encostas íngremes carregando equipamentos pesados, respirar a fumaça densa sob o vento forte da serra e encarar o calor sufocante exige uma bravura que ultrapassa as obrigações do ofício. É puro amor à terra, o trabalho do guarda-parque é por natureza, um exercício de doação silenciosa. Eles são os primeiros a chegar e os últimos a sair. Quando o foco principal finalmente é extinto, o trabalho deles continua na exaustiva e meticulosa etapa de rescaldo, revirando a terra quente para garantir que o gigante não volte a queimar. Eles não protegem apenas árvores, protegem as nascentes que abastecem nossas cidades, o refúgio da onça-parda e o ecossistema único que faz da nossa região um patrimônio inestimável. A destruição criminosa provocada pela ação humana nos revolta, mas a resposta imediata desses defensores da natureza nos devolve a esperança. O mais cruel é saber que esses incêndios são criminosos e acontecem em todo o país. Se o Pico da Caledônia ainda se ergue altivo, pronto para se regenerar, é porque homens e mulheres colocaram suas vidas em xeque pela preservação do coletivo. Às equipes do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), aos guarda-parques e a todos os voluntários e bombeiros que sangraram e suaram no topo da montanha neste início de agosto, a natureza e as cidades devem a vocês um eterno muito obrigado. Vocês são os verdadeiros guardiões do nosso teto do mundo. Sem os guarda-parques seria impossível manter as Unidades de Conservação. Um viva para os Guarda-parques!
Preservar a natureza e a cultura dos povos ribeirinhos é o melhor investimento.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Conecta 83
#ciência #residuos #usina #bioenergia #biofertilizantes #USP
Usina da USP gera bioenergia e biofertilizantes a partir de resíduos orgânicos. O modelo desenvolvido pelo Instituto de Energia e Ambiente oferece uma solução para a gestão de resíduos de municípios e empresas, transformando o material orgânico que seria descartado em aterros sanitários em energia elétrica, biometano e fertilizantes.
Pesquisadores da USP inauguraram uma usina que transforma resíduos orgânicos, como restos de alimentos e resíduos agroindustriais, em eletricidade, biometano e biofertilizantes. A iniciativa demonstra, na prática, como a ciência pode reduzir impactos ambientais e transformar resíduos em recursos valiosos para a sociedade. O projeto, desenvolvido pelo Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP), utiliza o processo de digestão anaeróbia, no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica na ausência de oxigênio. Durante esse processo é produzido o biogás, que pode ser utilizado para gerar energia elétrica ou refinado em biometano, um combustível renovável capaz de substituir o diesel e o gás natural em diversas aplicações. Além da produção de energia, o sistema gera biofertilizantes ricos em nutrientes, que podem ser utilizados na agricultura para melhorar a fertilidade do solo e reduzir a dependência de fertilizantes minerais. Com isso, diminuem-se os resíduos enviados aos aterros sanitários, as emissões de gases de efeito estufa e os custos associados ao descarte de resíduos orgânicos. Atualmente, a usina processa cerca de 25 toneladas de resíduos por dia, com capacidade licenciada para atingir 43 toneladas diárias. O modelo pode ser replicado por municípios, indústrias alimentícias, supermercados, centrais de abastecimento e grandes restaurantes, fortalecendo a economia circular, a bioeconomia e a produção de energia renovável no Brasil. Mais do que uma solução para o tratamento de resíduos, essa tecnologia mostra que é possível transformar um problema ambiental em energia limpa, fertilizantes e desenvolvimento sustentável, aproximando o país de uma economia de baixo carbono. O modelo tecnológico desenvolvido pela USP está apto a ser adotado por prefeituras, regiões metropolitanas e por grandes geradores de resíduos da cadeia alimentar, como indústrias alimentícias, centrais de abastecimento e restaurantes. A planta foi planejada para operar majoritariamente com resíduos alimentares, mas também pode ser abastecida com resíduos orgânicos da agroindústria e resíduos alimentares externos.
Os pesquisadores estimam que 300 usinas como essa do IEE seriam capazes de tratar todo o volume de resíduos orgânicos domésticos gerados na cidade de São Paulo; 600 seriam o suficiente para atender todo o Estado e 3 mil, todo o País.
Um desafio enfrentado pelo projeto é a regulamentação. A usina foi a primeira operação que utiliza essa tecnologia a ser licenciada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Também obteve registro como produtora de material secundário no Ministério da Agricultura e Pecuária e está em conformidade com as determinações da SP Regula, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo responsável, entre outras coisas, por gerir e fiscalizar os serviços de coleta domiciliar de resíduos na capital paulista. Ao transformar o que antes era desperdício em luz para as casas, combustível limpo para as cidades e vida nova para a nossa terra, essa usina prova que o futuro sustentável não é um sonho distante, mas uma realidade que respira e renova a qualidade de vida de todos nós a cada novo amanhecer.
Fontes: Jornal da USP - Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP).
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Conecta 82
#ciência #tecnologia #natureza #MataAtlantica #RioRibeira #danascenteafoz
Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz. Um documentário inédito que percorre os quase 500 km do último grande rio não represado do Estado de São Paulo. Produzido de forma brilhante pela PreserValle, o filme é muito mais do que um registro geográfico e histórico, é uma aula sobre nosso Brasil real e como as mudanças climáticas estão alterando toda fauna, flora e a vida da população que vive à beira do Rio Ribeira. Trata-se de um manifesto poético e socioambiental sobre a nossa gente. Ao percorrer toda a extensão do rio, a obra conecta realidades que, embora distantes em quilômetros, partilham do mesmo cordão umbilical hídrico. Da calmaria das cabeceiras e das águas que brotam na rocha e alimentam a nossa Mata Atlântica, até o encontro imponente com o oceano, o que vemos na tela é o retrato da nossa própria sobrevivência. Com direção de Rafael Guimarães e Vinícius Oliveira, a obra é resultado de uma realização conjunta entre o Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB), a Associação dos Bananicultores de Miracatu (ABAM) e a PreserValle Soluções Ambientais Inteligentes, com financiamento do FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos). Atravessando montanhas, vales, comunidades e saberes, o filme é conduzido por um roteiro original e sensível, costurado a partir das vozes dos próprios territórios. Quilombolas, indígenas, caiçaras, pesquisadores, gestores públicos e artistas compartilham histórias e reflexões que resgatam a memória e projetam o futuro das águas do Ribeira. O grande trunfo do documentário é dar voz a quem de fato molda e protege esse território: as comunidades tradicionais. São os quilombolas, os caiçaras, os povos indígenas e os nossos agricultores familiares que, com suas mãos e saberes ancestrais, mostram que o desenvolvimento real só acontece em harmonia com a floresta em pé e os rios limpos. O filme nos lembra, de forma sensível e direta, que cuidar das nossas águas nas encostas da serra é garantir a vida e o alimento de quem está lá na ponta, além de trazer à tona debates históricos cruciais, como os impactos que o homem causou ao intervir no fluxo natural das águas, exploração indevida e ações criminosas na Mata Atlântica do Vale do Ribeira, a exemplo do Canal do Valo Grande em Iguape. O Rio Ribeira nasce no estado do Paraná, na região do município de Cerro Azul e deságua no Oceano Atlântico, na costa do estado de São Paulo, na altura do município de Iguape, na região do Complexo Estuarino-Lagunar de Cananéia-Iguape-Paranaguá. Com trilha sonora original do Rodrigo Aquino, que evoca os sons do antigo Caminho do Peabiru, som ambiente imersivo e imagens aéreas deslumbrantes, a obra une estética, pedagogia e etnografia em uma poderosa ferramenta de comunicação socioambiental. Sensibilizando, educando e mobilizando diferentes públicos para a importância da conservação da bacia hidrográfica do Ribeira de Iguape. Após emocionar o público em exibições marcantes e lotadas pelo Sesc Registro e Fábricas de Cultura, "Águas do Ribeira – Da Nascente à Foz" cumpre agora o seu papel mais nobre: o de democratizar o acesso à informação e à cultura, estando disponível gratuitamente no YouTube. Assistir a esse documentário não é apenas um ato de lazer; é um exercício de cidadania e de reconexão com a nossa terra. Em tempos onde a segurança climática, a preservação da Mata Atlântica e a gestão dos nossos recursos hídricos se tornaram debates urgentes em todo o planeta, o Vale do Ribeira mostra que tem a chave para o futuro. Que as águas do nosso rio continuem correndo livres, e que a nossa consciência siga o mesmo fluxo. Acesse, assista e conecte-se com a nossa maior riqueza. Assista, compartilhe e mergulhe nessa jornada. Youtube - Instagram @preservalle
#ÁguasDoRibeira #Documentário #ValeDoRibeira #PreserValle #ABAM #CBHRB #FEHIDRO #EducaçãoAmbiental #ODS #PertencimentoTerritorial #CaminhoDoPeabiru
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Conecta 81
🌿 Movimento pela Estrada Parque PETAR (Parque Estadual turístico do Alto Ribeira) SP-165 – Apiaí • Iporanga
O coração do PETAR pede socorro. E a nossa voz pode fazer a diferença.
A rodovia SP-165, que liga Apiaí a Iporanga, atravessa uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta: o coração do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), patrimônio natural reconhecido por suas cavernas, rios cristalinos, remanescentes da Mata Atlântica e uma fauna e flora únicas. Chegou o momento de transformar essa estrada em uma verdadeira Estrada Parque. Não estamos falando apenas de uma rodovia. Estamos falando de um projeto capaz de unir conservação ambiental, segurança viária, turismo sustentável, geração de empregos, educação ambiental e desenvolvimento regional (Exemplo Estrada Parque Carlos Botelho em São Miguel Arcanjo).
Uma Estrada Parque pode proporcionar: Proteção da Mata Atlântica e da fauna silvestre.
Mirantes, áreas de observação de aves e pontos de interpretação ambiental. Trilhas, cicloturismo e turismo de natureza. Trânsito mais seguro e organizado. Valorização das comunidades locais. Novas oportunidades para pousadas, restaurantes, guias, artesãos e pequenos produtores. Educação ambiental para moradores, estudantes e visitantes.
Fortalecimento do PETAR como um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil.
Essa transformação beneficiará não apenas Apiaí e Iporanga, mas todo o Vale do Ribeira, criando um modelo de desenvolvimento que respeita a natureza e melhora a qualidade de vida da população. O futuro da região depende das escolhas que fazemos hoje.
Convidamos moradores, empresários, professores, estudantes, pesquisadores, turistas, ambientalistas e todos que amam a Mata Atlântica a fazer parte deste movimento. Vamos mostrar que preservar também é desenvolver.
Nosso pedido: Pedimos ao Governo do Estado de São Paulo, às prefeituras, aos parlamentares e aos órgãos ambientais que iniciem os estudos e investimentos necessários para a implantação da Estrada Parque SP-165, transformando este corredor ecológico em um exemplo nacional de conservação e turismo sustentável.
A natureza precisa. A população merece. O PETAR agradece.
Sua assinatura pode mudar esta história. Grandes transformações começam quando pessoas comuns decidem agir por uma causa que beneficia toda a sociedade.
Ao assinar este movimento, você demonstra que acredita em um futuro onde a natureza é preservada, as comunidades são valorizadas e o desenvolvimento acontece de forma sustentável. Cada assinatura fortalece nossa voz. Cada compartilhamento leva esta ideia a mais pessoas. Juntos, podemos sensibilizar autoridades, instituições e a sociedade para que a Estrada Parque SP-165 deixe de ser apenas um sonho e se torne uma realidade.
Assine. Convide seus amigos e familiares.
Porque proteger o coração do PETAR é preservar um patrimônio que pertence às gerações de hoje e às que ainda virão. O futuro da Mata Atlântica começa com uma atitude. A sua. Assine este movimento e compartilhe esta causa. Quanto mais pessoas unidas, maior será nossa força para transformar a SP-165 na Estrada Parque que o PETAR, Apiaí, Iporanga e todo o Vale do Ribeira merecem.
Compartilhe esta ideia! Link para petição pública.
https://peticaopublica.com.br/pview.a...
#EstradaParqueSP165 #PETAR #Apiaí #Iporanga #BairrodaSerra #ValeDoRibeira #MataAtlântica #TurismoSustentável #ConservaçãoAmbiental #Ecoturismo #DesenvolvimentoRegional #EstradaParqueJá #PreservarEDesenvolver
terça-feira, 14 de julho de 2026
Conecta 80
#ciência #humano #resistência #biopirataria #povosoriginarios #garimpoilegal
Trazer histórias de vitória das comunidades que enfrentam multinacionais que destroem o meio ambiente é fundamental, pois mostra que mesmo diante de disparidades financeiras e políticas brutais, a resistência organizada e o uso estratégico do direito internacional podem vencer gigantes. Destacamos quatro dos casos mais emblemáticos e recentes no Brasil e no mundo, onde povos tradicionais conseguiram derrotar multinacionais e governos cúmplices: 1- O povo Waorani vs. Indústria do Petróleo (Equador). Em 2019, o povo indígena Waorani conquistou uma vitória histórica na Suprema Corte do Equador que ecoou globalmente. O governo equatoriano havia fatiado a floresta amazônica em blocos e planejava leiloar meio milhão de acres de terras ancestrais Waorani para multinacionais do petróleo. Os Waorani provaram na Justiça que o processo de consulta prévia realizado pelo governo foi manipulado e repleto de fraudes, resultado. O tribunal suspendeu o leilão por tempo indeterminado e criou um precedente legal poderosíssimo para toda a Amazônia, exigindo o cumprimento estrito da consulta prévia, livre e informada. 2- Povo Ashaninka vs. Indústria madeireira e biopirataria (Brasil). Os Ashaninka, do Acre, são protagonistas de duas vitórias jurídicas colossais que servem de modelo internacional. No caso do desmatamento, após duas décadas de disputa judicial contra empresas ligadas a uma poderosa família de madeireiros (que retiravam ilegalmente mogno e cedro de suas terras nos anos 1980 para abastecer o mercado de luxo europeu), os Ashaninka venceram. Eles receberam uma indenização milionária e um inédito pedido oficial de desculpas que reconheceu seu papel como guardiões da floresta. No caso Murmuru (Biopirataria), a comunidade moveu e venceu ações contra indústrias químicas e de cosméticos que acessaram o conhecimento tradicional do povo sobre o murmuru (um fruto local com alto poder hidratante) para lucrar com produtos sem autorização prévia ou partilha de benefícios, consagrando a proteção jurídica da biodiversidade e da propriedade intelectual indígena. 3- Povo Dongria Kondh vs. Vedanta Resources (Índia), nas montanhas sagradas de Niyamgiri, no estado de Odisha, o povo Dongria Kondh enfrentou a gigante britânica de mineração Vedanta Resources, que planejava abrir uma mina de bauxita a céu aberto orçada em bilhões de dólares, o que destruiria as florestas e o modo de vida local. O trunfo jurídico veio em 2013, a Suprema Corte da Índia determinou que a comunidade local tinha o direito de decidir se a mineração seria permitida. O resultado: Através de assembleias populares a comunidade rejeitou o projeto por unanimidade. A decisão forçou a multinacional a recuar, tornando-se o caso de Davi contra Golias mais famoso da Ásia. 4- Povo Ka'apor vs. Mercado de Créditos de Carbono (Maranhão, Brasil), um caso extremamente recente e vital para os debates atuais sobre o chamado "colonialismo verde". Uma empresa norte-americana tentou implementar um megaprojeto de créditos de carbono nas terras do povo Ka'apor. O trunfo jurídico veio e o conselho Tuxa Ta Pame, liderança dos Ka'apor, acionou a Justiça Federal denunciando que o projeto estava dividindo a comunidade e avançando sem o consentimento real e unificado do povo. O resultado: A Justiça Federal determinou a suspensão imediata de todas as atividades da empresa sob pena de multa diária, provando que nem mesmo os novos mercados "sustentáveis" podem atropelar a autonomia e a governança dos povos originários. Importante é destacar que a terra para essas populações não é uma mercadoria (commodity). A vitória jurídica deles é de todos nós, não visa o enriquecimento, mas sim a garantia de que a floresta permaneça em pé e a água permaneça limpa, ainda mais agora com a exploração das terras raras. Como parte de uma reparação histórica, a política de regularização fundiária de Territórios Quilombolas aconteceu, é importante para a dignidade e garantia da continuidade desses grupos étnicos. Uma grande conquista que merece destaque foi da tribo dos Yanomamis que conseguiram acabar com 98% do garimpo ilegal na Amazonia, conta a Ministra dos Povos Indígenas e Deputada Federal Sonia Guajajara no programa Chico Pinheiro entrevista no canal ICL. Fonte: @iclnoticias @gov.br
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Conecta 79
#ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial #claudefable5 #meioambiente
Conectando tecnologia, meio ambiente e futuro. Inteligência Artificial na linha de frente da conservação. Nas últimas semanas, o mundo da tecnologia foi sacudido pelo turbulento lançamento dos novos modelos de inteligência artificial da Anthropic. Mas, longe das disputas corporativas e das novelas geopolíticas de Washington, uma aplicação prática e silenciosa desses supercomputadores acendeu uma luz de esperança para o futuro da conservação ambiental do nosso planeta. Antes de ser temporariamente retirado do ar por diretivas governamentais, o Claude Fable 5 foi colocado à prova em um dos ecossistemas mais complexos e desafiadores do mundo, o Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. O desafio dos grandes ecossistemas foi posto à prova, mapear uma área protegida da magnitude de Yosemite não é apenas traçar linhas em um mapa de satélite. Significa processar terabytes de dados brutos que incluem topografia de relevo, índices de umidade do solo, saúde das copas das árvores, padrões de migração da fauna e, crucialmente, o acúmulo de biomassa seca que é o combustível para os incêndios florestais. Normalmente, equipes de ecologistas, geólogos e guardas florestais levam anos cruzando dados de campo para atualizar os modelos preditivos do parque. O Fable 5, utilizando sua gigantesca capacidade de processamento autônomo e uma janela de contexto sem precedentes, realizou um mapeamento ecológico profundo e integrado em apenas 18 horas. Tecnologia a serviço da vida é o que tornou o mapeamento do Fable 5 um marco histórico para as ciências ambientais. Prevenção de incêndios dinâmicos, o modelo cruzou dados de calor dos últimos dez anos com imagens de satélite em tempo real, gerando um mapa térmico que aponta com precisão cirúrgica quais micro-regiões correm risco iminente de incêndio caso haja uma descarga elétrica atmosférica. Gestão de Recursos Hídricos: Yosemite atua como uma gigantesca "esponja natural" que armazena água nas suas florestas e solos para abastecer as bacias hidrográficas da região. A IA mapeou o fluxo invisível dessa água subterrânea, prevendo o impacto exato da estiagem nas áreas de mata fechada. Monitoramento de Espécies: Ao analisar registros de áudio de biofonia (sons da floresta) captados por sensores espalhados pelo parque, o modelo isolou e identificou os padrões de comportamento de espécies ameaçadas, mapeando suas rotas sem causar qualquer interferência humana. A experiência em Yosemite nos deixa uma lição valiosa. Embora o debate global sobre a IA esteja saturado de preocupações sobre mercado financeiro e segurança militar, o verdadeiro valor dessas mentes digitais pode residir na nossa capacidade de compreender e salvar o mundo natural. Ferramentas como o Fable 5 provam que a tecnologia não precisa ser a antagonista da biosfera. Pelo contrário: se bem direcionada, ela pode ser o par de olhos mais potente que já tivemos para monitorar, respeitar e proteger a riqueza das nossas florestas, rios e reservas biológicas. Que os impasses burocráticos se resolvam, pois a Terra não tem tempo a perder. A mesma tecnologia que assusta pelas suas capacidades de automação é a que nos oferece as ferramentas mais precisas para curar as feridas ambientais do planeta. O futuro dessa evolução na prevenção de catástrofes prova que a inteligência artificial deixou de ser um assistente de texto para se tornar uma força de trabalho autônoma capaz de impactar a segurança nacional e a ecologia global. Fable 5 deu mais luz à IA, e certamente a fez atingir a maioridade, que permite ser explorada pela ciência, medicina e trazer benefícios para a população global. Parque Nacional de Yosemite: complexidade ecológica decifrada em tempo recorde por inteligência artificial profunda. Fonte: Youtube @meio Pedro+Cora
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Conecta 78
#ciencia #zoologia #mataatlantica #soroantiofidico #cobras #serpentes
A produção de soros antiofídicos é um trabalho multidisciplinar que envolve profissionais de diversas áreas da ciência, saúde e produção biotecnológica. O desenvolvimento de um único lote de soro antiofídico pode envolver dezenas de profissionais diferentes, desde pesquisadores que estudam as cobras na Mata Atlântica até médicos que aplicam o tratamento nos hospitais. É um excelente exemplo de como a zoologia, a medicina, a veterinária e a biotecnologia trabalham juntas para salvar vidas, vamos conhecer e exaltar a dedicação desses profissionais. Herpetólogo: Estuda as serpentes, identifica espécies peçonhentas, auxilia na coleta de venenos, pesquisa a distribuição das cobras na natureza. Biólogo: Estuda a composição dos venenos, analisa toxinas e seus efeitos, desenvolve pesquisas sobre novos antivenenos. Biotecnologista: Desenvolve novas tecnologias para produção de soros, trabalha com engenharia genética e anticorpos, pesquisa antivenenos de nova geração. Bioquímico: Analisa proteínas e enzimas presentes nos venenos, avalia a eficácia dos soros produzidos. Farmacêutico: Participa da produção industrial dos soros, realiza controle de qualidade, garante a segurança do produto final. Médico Toxicologista: Trata pacientes vítimas de acidentes ofídicos, avalia a eficácia dos soros, desenvolve protocolos clínicos. Médico Veterinário: Cuida dos cavalos utilizados na produção do soro, monitora a saúde dos animais doadores de anticorpos e garante o bem-estar animal durante o processo. Biomédico: Atua em laboratórios de pesquisa e desenvolve testes imunológicos, auxilia na validação dos soros. Epidemiologista: Analisa dados de acidentes com serpentes, ajuda a planejar a distribuição dos soros no país. Engenheiro de Bioprocessos: Coordena equipamentos industriais, desenvolve métodos de purificação dos soros, otimiza a produção em larga escala. Existem diversos tipos de soros utilizados na medicina para neutralizar venenos, toxinas e agentes infecciosos. Soros para serpentes: Soro Antibotrópico (SAB) utilizado para acidentes causados por Jararaca (Bothrops jararaca), Urutu (Bothrops alternatus), Jararacuçu (Bothrops jararacussu). Soro Anticrotálico (SAC) para acidentes com cascavel. Soro Antielapídico (SAE) para acidentes com coral-verdadeira. Soro Antilaquético (SAL) para acidentes com surucucu-pico-de-jaca. Soro Antibotrópico-Laquético (SABL) utilizado quando há suspeita entre jararacas e surucucus. Soros para aranhas - Soro Antiaracnídico (SAAR) indicado para acidentes por armadeira,aranha-marrom. Soro Antiloxoscélico específico para Aranha-marrom. Soros para escorpiões: Soro Antiescorpiônico (SAEsc) utilizado para acidentes por escorpião-amarelo, outras espécies do gênero Tityus. Soros para insetos: Soro Antielapídico utilizado em casos graves de múltiplas ferroadas de abelha-africanizada é um dos soros mais recentes desenvolvidos no Brasil. Outros soros importantes: Soro Antirrábico utilizado após exposição ao vírus da raiva. Soro Antitetânico contra a toxina do tétano. Soro Antidiftérico contra a toxina da difteria. Soro Antibotulínico utilizado para tratar o botulismo. A palavra soro significa uma solução contendo anticorpos capazes de neutralizar toxinas ou microrganismos. Os soros antiofídicos salvam milhares de vidas todos os anos no Brasil e são considerados uma das maiores conquistas da medicina tropical. Durante muitos anos, os soros antiofídicos foram produzidos praticamente da mesma forma. Hoje, graças à genética, à biotecnologia e à inteligência artificial, estamos entrando em uma nova era da medicina. A tecnologia está transformando profundamente a fabricação dos Soros Antiofídicos, tornando-os mais seguros, eficientes e acessíveis. O conhecimento das serpentes e de seus venenos não apenas salva vidas após acidentes, mas também ajuda a desenvolver medicamentos que beneficiam milhões de pessoas em todo o mundo.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
Conecta 77
#ciencia #zoologia #mataatlantica #soroantiofidico #cobras #serpentes
Com o aumento de casos de ataques das serpentes da Mata Atlântica, vamos trazer várias explicações. A Zoologia é o ramo da biologia que estuda os animais. A palavra vem do grego: “zoo” = animal, “logia” = estudo, ou seja, Zoologia significa “estudo dos animais”. "Serpentes da Mata Atlântica, conheça as principais cobras peçonhentas do bioma". Como devemos chamar cobra ou serpente? As duas formas estão corretas, mas dependem do contexto. “Serpente” é um termo científico e zoológico. Os biólogos, herpetólogos e materiais acadêmicos costumam usar "serpente" porque é o nome do grupo de animais da subordem Serpentes. Exemplo: A jararaca é uma serpente peçonhenta da Mata Atlântica. “Cobra”é o termo popular mais utilizado no Brasil. Na linguagem do dia a dia, praticamente todas as serpentes são chamadas de cobras. Exemplo: Encontramos uma cobra durante a trilha. Quando ouvimos a palavra “cobra”, muitas vezes sentimos medo. Isso acontece porque, ao longo da história, esses animais foram cercados de mitos, histórias e desinformação. Porém, hoje vamos descobrir que as serpentes são fundamentais para o equilíbrio da natureza e possuem um papel essencial na manutenção da vida nas florestas. A Mata Atlântica abriga uma enorme diversidade de serpentes, desde espécies pequenas e inofensivas até serpentes peçonhentas conhecidas, como a jararaca, a cascavel e a coral-verdadeira. Cada uma delas possui características únicas, hábitos diferentes e uma função ecológica muito importante. Vamos identificar algumas espécies, quais são peçonhentas e quais não oferecem perigo, como agir em caso de acidentes, a importância das serpentes para o controle de pragas e doenças, e por que preservar esses animais também significa preservar a nossa própria sobrevivência. As serpentes ajudam a controlar populações de ratos e outros animais, colaborando diretamente para o equilíbrio ambiental e até para a saúde pública. Além disso, os estudos científicos com venenos de serpentes já contribuíram para a criação de medicamentos importantes utilizados no mundo inteiro. Nosso objetivo hoje não é ensinar medo, mas sim conhecimento, respeito e conservação. Diferença entre veneno e peçonha? O veneno é produzido pelo organismo, mas o animal não possui um aparelho inoculador ativo. O envenenamento ocorre de forma passiva, geralmente quando a presa entra em contato com a pele do animal, o ingere ou sofre pressão em glândulas específicas (ex: sapos-cururus, baiacus e certas rãs). A peçonha é uma substância tóxica produzida por alguns animais para defesa ou caça. Animal peçonhento é o animal que injeta a toxina, como cobras, escorpiões, aranhas, arraias, eles possuem presas, ferrões, espinhos, ou agulhões. A peçonha normalmente contém proteínas, enzimas, toxinas neurotóxicas, hemotóxicas, ou citotóxicas. Embora os dois termos sejam tipos de substâncias tóxicas, a distinção principal está na forma como a toxina entra no organismo. Essas substâncias podem paralisar, causar dor, destruir tecidos, afetar o sangue, ou atacar o sistema nervoso. As peçonhas são muito estudadas pela medicina porque podem ajudar no desenvolvimento de remédios, anestésicos, medicamentos contra hipertensão, tratamentos neurológicos e pesquisas contra o câncer. A urutu é um exemplo das serpentes peçonhentas mais importantes e perigosas da Mata Atlântica e do Sul do Brasil. Seu nome tem origem na língua tupi e significa aproximadamente "cobra muito feroz" ou "cobra grande". Ela é facilmente reconhecida pelo desenho em forma de cruz na cabeça, motivo pelo qual também é chamada de urutu-cruzeiro. Quanto mais rápido o soro antiofídico for administrado, maiores são as chances de recuperação completa e menores os riscos de sequelas. No Alto Ribeira o Hospital de Apiai é o mais próximo para atendimentos urgentes, o tratamento é gratuito pelo SUS, e possuem soros distribuídos pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz, ou Disque SAMU 192.
Quando a Mata Encolhe, a Vida Avança: O Desequilíbrio que Multiplica Serpentes.
Por mais distante que a vida urbana pareça estar do coração da Mata Atlântica, existe um fio invisível que conecta a saúde da floresta diretamente ao nosso quintal. Quando esse ecossistema é agredido, a resposta da natureza muitas vezes surge de forma silenciosa e rasteira. Um dos reflexos mais nítidos do desequilíbrio ambiental hoje é o aumento do avistamento e da população de serpentes em áreas de transição e centros urbanos.
Mas, ao contrário do que o senso comum dita, isso não é uma "invasão" dos animais. É uma fuga pela sobrevivência motivada por fatores gerados por nós.
A Dinâmica do Desequilíbrio: A multiplicação e o aparecimento frequente de espécies como a jararaca e a cascavel na Mata Atlântica acontecem devido a três fatores principais interligados. A Perda de Predadores Naturais: Com o desmatamento e a caça, animais que estão no topo da cadeia alimentar e controlam a população de cobras (como gaviões, corujas e quatis) perdem habitat ou desaparecem. Sem predadores, a taxa de sobrevivência das serpentes dispara. A Explosão de Roedores: Cidades e plantações próximas às florestas geram acúmulo de lixo orgânico. Isso atrai uma enorme quantidade de ratos. Como os roedores são a base da dieta de cobras peçonhentas, cria-se um banquete ideal para que elas se reproduzam mais. Efeito de Borda e Perda de Habitat: A fragmentação das matas destrói o interior úmido e preservado da floresta. Sem seu refúgio original, as serpentes se deslocam para as "bordas" da mata que coincidem justamente com estradas, sítios e bairros residenciais. O Ecossistema como Espelho: O aumento de serpentes não indica uma floresta "forte" ou cheia de vida, mas sim um ambiente fragmentado e sob estresse crônico. Nesta edição da Coluna Conecta, convidamos você a entender que preservar a biodiversidade vai muito além de proteger paisagens bonitas. Significa manter cada peça da engrenagem viva em seu devido lugar, garantindo a segurança de todas as espécies, inclusive a nossa.
terça-feira, 16 de junho de 2026
Conecta 76
#ciencia #humano #mudancasclimaticas #aquecimentoglobal #ElNiño
Junho, mês do Meio Ambiente, é um período de reflexão e compromisso com a preservação do planeta. No entanto, vamos passar por momentos delicados que podem alterar o modo de vida em diversos países com a vinda do El Niño, é o que dizem alguns especialistas. Cerca de 95% do desmatamento na Amazônia é ilegal, diz Paulo Artaxo, em entrevista ao Roda Viva, a devastação da floresta não é apenas um problema que causa o desiquilibrio ambiental, mas um motor que alimenta diretamente o crime organizado. Paulo Artaxo, diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP e uma das maiores autoridades mundiais em clima. Laureado com o Planet Earth Award 2026 e autor-líder nos três últimos relatórios do IPCC, na ONU foi agraciado com o Nobel da Paz, Artaxo analisa o cenário de transição global rumo à sustentabilidade. Em debate, os impactos das mudanças climáticas, as vulnerabilidades e vantagens estratégicas do Brasil, o impacto do próximo El Niño, o ponto de não retorno da Amazônia e a resiliência das cidades. O especialista alerta que atividades ilícitas como a grilagem de terras públicas, a invasão de territórios indígenas e o garimpo ilegal estão dominando a região. Artaxo destacou que o lançamento maciço de mercúrio nos rios por conta da mineração ilegal vai deixar sequelas por centenas de anos nos ecossistemas. O momento atual é mais um ponto de transição da humanidade, assim como foram o fim do Feudalismo, a Revolução Industrial e as Grandes Guerras. Artaxo pontua que o atual sistema econômico é insustentável a curto prazo e que a transformação para uma sociedade sustentável é inevitável. No entanto, o alerta do cientista é para o custo social dessa mudança: as fortes tensões econômicas atuais e o fato de que bilhões de pessoas, especialmente em países vulneráveis como os do continente africano, não terão recursos para fazer essa transição a tempo. Artaxo defende que a melhora ambiental e social do país passa, obrigatoriamente, por uma renovação do Congresso Nacional, hoje dominado por setores como o agronegócio, mineração, bancada da bala e dos agrotóxicos e agora o perigo dos data centers, portanto não está na pauta a questão de converter os combustíveis fósseis em energias renováveis. O espaço que falta ser ocupado é o da "bancada do povo". O Sr. José Antonio Marengo Orsini passou em uma audiência pública no Senado Federal cercado por parlamentares preocupados com um assunto que explodiu nas manchetes internacionais nas últimas semanas: o risco de um possível “Super El Niño”. Senadores falam sobre a soja, enchentes, escolas fechadas, incêndios no Pantanal e risco de colapso hídrico. Parte da discussão vinha carregada por projeções climáticas extremas que circulam nas redes sociais e em vídeos de influenciadores. Horas depois, já fora da audiência, o climatologista resumiu à Forbes Agro o ponto central da discussão: o El Niño está praticamente confirmado. O tamanho do problema, ainda não, afirmou Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o Brasil, o El Niño tem impactos de seca no norte e no leste da Amazônia e no norte do Nordeste durante o ano. Se o El Niño persistir no segundo semestre de 2026, poderá ter impactos no ano que vem. Para o Sul do Brasil, o impacto é na primavera do hemisfério Sul [em setembro como aconteceu em anos anteriores]. Caso se configure El Niño em julho ou agosto, significa que a região Sudeste terá um inverno menos frio do que o normal e pode ser que tenha períodos com ondas de calor. A depender da intensidade, o principal impacto nos próximos meses serão temperaturas mais altas do que a média histórica. O El Niño é um fenômeno natural que consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele altera as correntes marítimas e a circulação da atmosfera, reorganizando o clima em todo o planeta, confirmando que o principal motivo é o aquecimento global.
Fonte: @rodaviva @forbesagro @gov.br @brasilescola @climatempo
terça-feira, 9 de junho de 2026
Conecta 75
#ciencia #humano #absorvente #biodegradavel #saude #SustainPads
Essas meninas de uma escola pública brasileira criaram um absorvente biodegradável que poderia ajudar milhões de mulheres no mundo que muitas vezes não têm acesso nem ao básico para higiene íntima, trazendo uma série de riscos à saúde delas. As estudantes Camille Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebs desenvolveram o projeto na Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, no Rio Grande do Sul. Elas constataram um problema gigantesco, os absorventes convencionais geram toneladas de lixo e levam séculos para se decompor, muitas mulheres ao redor do mundo ainda deixam de estudar ou de ter uma rotina tradicional durante o período menstrual, justamente por não conseguirem comprar esse tipo de produto. Foi aí que junto com a escola elas criaram o “Sustain Pads”, um absorvente sustentável feito a partir das fibras da palmeira juçara e do pseudocaule da bananeira, materiais naturais e de baixo valor comercial que normalmente seriam descartados, e acabariam no lixo. E além de biodegradável e compostável, o custo de produção dessa opção ficou em incríveis 2 centavos por unidade. O impacto desse projeto foi tão grande que ele um conquistou prêmio internacional na Suécia, com reconhecimento na Forbes Under 30. Mas o Sustain Pads infelizmente ainda aguarda investimentos e parcerias industriais para produção em larga escala e futura comercialização, o que poderia revolucionar completamente o acesso de baixo custo à higiene íntima no Brasil e no mundo. Em 2022, com apenas 19 anos, Camily Pereira dos Santos acreditou e desenvolveu um absorvente biodegradável, produzido a partir de materiais descartados por agricultores locais e com custo de produção de apenas R$0,02. O reconhecimento da Forbes Under 30 contribuiu para o ingresso dela na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O Sustain Pads, como foi batizado e desenvolvido pela estudante gaúcha durante o ensino médio, integrado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul no campus de Osório. Junto com sua colega Laura Nedel Drebes e sob orientação da professora Flávia Twardowski, Camily desenvolveu o projeto com foco na transformação social e na solução criativa de uma questão urgente. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. O SustainPads foi criado para democratizar o acesso a um item tão básico de higiene que ainda falta a muitas meninas em todo o mundo e as impede de frequentar a escola com a devida regularidade”, ela explica. O projeto recebeu mais de 29 premiações nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Cientistas do Ano pela revista Glamour e o reconhecimento da Forbes Under 30. Como fruto dessa trajetória de impacto social e mérito pelo seu desempenho acadêmico, a jovem cientista passou para a universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em 2022, ela começou a cursar Engenharia Química e foi reconhecida com uma bolsa de estudos do programa Líderes Estudar, da Fundação Estudar, que recentemente abriu novas inscrições.Esse processo é voltado para jovens que estão se aplicando, já foram aceitos ou estão matriculados para iniciar o curso em universidades norte-americanas, em qualquer área do conhecimento. O projeto SustainPads (absorventes ecológicos e de baixo custo feitos com fibras de bananeira e açaí) já teve o seu pedido de patente depositado e registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Fonte: Exame.com - @laura.drebes - ifrs.edu.br - @coracoralina
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Conecta 74
#ciencia #humano #natureza #amazonia #ibama #terrasraras
Corrida por terras raras já acende alerta sobre garimpo ilegal na Amazônia.
Setor mineral e integrantes do governo avaliam risco de estruturas criminosas migrarem para exploração ilegal de terras raras na Amazônia. Mineradoras e integrantes do governo já tratam como risco real a atuação do garimpo ilegal sobre terras raras e minerais críticos, sobretudo na Amazônia. A informação foi relatada pelo ex-comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Ubiratan Ângelo, e confirmada junto a fontes do setor mineral. A preocupação envolve a possibilidade de organizações criminosas adaptarem estruturas já usadas hoje no garimpo ilegal de ouro para explorar minerais estratégicos em áreas remotas da floresta. O receio é que rotas clandestinas, maquinário pesado, sistemas de lavagem da origem mineral e redes de transporte ilegal passem também a operar em torno das terras raras, grupo de minerais usados na fabricação de carros elétricos, turbinas e equipamentos de defesa. O tema entrou de vez na pauta do governo e do setor mineral por causa da corrida internacional pelos chamados minerais críticos, que viraram um ativo-chave nas relações internacionais. O Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo, atrás somente da China. A discussão avançou junto com a tramitação do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, aprovado pela Câmara neste mês e agora em análise no Senado. O texto prevê incentivos fiscais, fundo garantidor bilionário, regras para exploração de terras raras e a criação de um conselho com poder para analisar operações consideradas estratégicas para a soberania nacional.
Para piorar a fiscalização e favorecer o desmatamento foi apresentado Projeto de Lei (PL) 2564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais, para proibir que o Ibama e outros órgãos ambientais realizem embargos e apliquem medidas cautelares unicamente com base em imagens de satélite ou detecção remota. Aprovado pela Câmara dos Deputados, este texto proíbe o Ibama de aplicar embargos imediatos de terras ou multas baseando-se unicamente em imagens de satélite. A nova regra exige que o produtor rural seja notificado previamente para se defender antes de qualquer punição remota, o que, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e fiscais do Ibama, inviabiliza o combate rápido ao desmatamento em tempo real. Como funciona hoje versus o que propõe o PL. Regra atual: Agentes do Ibama e do ICMBio têm respaldo legal para queimar tratores, escavadeiras, helicópteros e aviões do garimpo ilegal e destruição imediata de maquinários como uma antecipação de pena, proibindo o ato antes de um processo administrativo finalizado com direito a defesa prévia. Essa inutilização ocorre de forma imediata em áreas isoladas (como Terras Indígenas na Amazônia) quando a remoção do maquinário pesado é logisticamente inviável ou coloca em risco a vida dos fiscais. Com o PL 2564/2025: Essa queima fica proibida. Os parlamentares que apoiam a medida sustentam que a destruição de patrimônio sem julgamento definitivo viola o direito de propriedade e os princípios democráticos. Há também outros projetos correlatos em andamento, que sugerem doar ou reciclar o maquinário em vez de destruí-lo. Como o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2026, ele ainda não virou lei. A proposta precisa ser votada e aprovada pelo Senado Federal antes de seguir para sanção ou veto do Presidente da República. Órgãos ambientais (como Ibama), cientistas e ONGs alertam que a aprovação do texto pode acelerar a destruição da floresta, inviabiliza a fiscalização e dificulta para os fiscais atenderem a cada alerta de satélite antes de agir, tornando o combate ao desmatamento logisticamente impossível. Fortalece o crime organizado, pois proibir a queima de maquinário pesado em locais inacessíveis significa que os fiscais terão de deixar tratores e helicópteros para trás, permitindo que os garimpeiros e madeireiros ilegais os recuperem e voltem a operar no dia seguinte. O Projeto de Lei é considerado positivo por defensores do setor agropecuário e altamente prejudicial por ambientalistas e órgãos de fiscalização. Fiquemos atentos, preservar a natureza e os povos originários é o melhor investimento!
Fonte: @amadomundo / Agência Câmara de Notícias / Ibama / gov.br
terça-feira, 19 de maio de 2026
Conecta 73
#ciencia #humano #inteligenciaartificial #geopolitica #
A humanidade entrou em 2026 cercada por guerras, algoritmos e medo nuclear. A inteligência artificial já participa da seleção de alvos militares. Satélites espionam continentes inteiros e exterminam populações em segundos. E governos que mal conseguem impedir enchentes ou blecautes climáticos falam diariamente em “equilíbrio estratégico” enquanto ampliam o arsenal. A humanidade tornou-se biologicamente, tecnologicamente e economicamente interdependente sem desenvolver maturidade política equivalente. Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. “Construímos um sistema nervoso planetário sem criar um cérebro político correspondente", afirma o bilionário norte-americano Peter Thiel, integrante do círculo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”. A Palantir desde 2003 tem propagado publicamente visões para a sociedade vistas por críticos como “tecnofacistas”. A guerra navega nas fronteiras e na tecnologia , enquanto grandes potências como a China e Rússia tem seus softwares, os EUA já avançam e lucram com os confrontos desumanos, usando a Palantir há muito tempo que divide opiniões, a empresa norte-americana desenvolve softwares de inteligência para prever e investigar crimes, utilizados por forças de segurança e agências de inteligência não só dos Estados Unidos, mas também em países como Reino Unido, Israel e Ucrânia. A Alemanha (já abandonou o uso), mas é empregado nos estados da Baviera, Hesse e Renânia do Norte-Vestfália, o software unifica e cruza dados como registros bancários, imagens e contatos, criando perfis de suspeitos em tempo real. Críticos afirmam, no entanto, que o uso massivo da inteligência artificial na busca dos suspeitos pode afetar indivíduos inocentes. Outros complicadores são a relação próxima que a Palantir teria com os serviços de inteligência americanos e o papel do seu fundador. A mudança climática talvez seja o exemplo mais devastador dessa contradição. O dióxido de carbono não reconhece os passaportes, a fumaça das queimadas não respeita as soberanias. O degelo do Ártico altera preços agrícolas no hemisfério sul. Um tufão no Pacífico desorganiza cadeias industriais em continentes inteiros. Mesmo assim, os governos continuam negociando como acionistas brigando pelo controle de uma embarcação já inclinada sobre o abismo. O mundo assiste à corrida tecnológica mais perigosa desde a bomba atômica. Empresas privadas acumulam poder computacional comparável ao de estados nacionais. Algoritmos influenciam eleições, manipulam emoções e organizam economias. Mas não existe estrutura internacional minimamente robusta para governar essa transformação. A humanidade tornou-se biologicamente, tecnologicamente e economicamente interdependente sem desenvolver maturidade política equivalente. Construímos um sistema nervoso planetário sem criar um cérebro político correspondente. A mudança climática talvez seja o exemplo mais devastador dessa contradição. O grande desafio histórico do nosso tempo é criar uma ideia de ordem internacional que não seja imperial, tecnocrática nem puramente mercantil. A paz mundial talvez seja menos um sonho filosófico do que uma exigência evolutiva. A alternativa já começou a aparecer diante dos olhos do planeta: crises simultâneas, sociedades emocionalmente exaustas, democracias fragilizadas, ecossistemas em colapso e tecnologias cada vez mais poderosas nas mãos de estruturas politicamente imaturas. O século XXI ainda não decidiu se será ponte ou precipício.
Fonte: @brasildefato @brasil247 @correiodobrasil @operamundi
Conecta 72
#ciencia #humano #inteligenciaartificial #colonialismo #historia #paz
Nascemos e convivemos com confrontos armados ou não ao redor do mundo desde que nascemos, com base em dados atualizados até o início de 2026, o mundo vive um dos cenários mais violentos desde a Segunda Guerra Mundial. Conflitos Armados Totais: Existem mais de 120 conflitos armados ativos no mundo, um número considerado altíssimo e que tem aumentado. Grandes Guerras: Especialistas apontam para, pelo menos, 8 a 11 grandes guerras com alto número de mortes (mais de 10.000 ao ano) em andamento. Países Envolvidos: Cerca de 60 países estão envolvidos em situações de conflito armado, representando 31% das nações do mundo. A África concentra o maior número de conflitos estatais (28), seguida pela Ásia (17) e Oriente Médio (10). Principais Conflitos Ativos (2025-2026): Guerra Ucrânia-Rússia. Continua como um dos maiores conflitos com alta fatalidade. Guerra Israel-Irã/Gaza. Este ano registrou um agravamento, com ataques conjuntos de Israel e EUA contra o Irã em fevereiro. Conflitos na África e Ásia: Sudão, Sudão do Sul, Mianmar, Iêmen, Burkina Faso e Somália enfrentam guerras civis e conflitos internos intensos. Historicamente, os Estados Unidos já realizaram centenas de intervenções militares no exterior, além de fornecerem um suporte multidimensional a Israel que é considerado fundamental para a sustentação de suas operações militares em múltiplas frentes, incluindo Gaza, Líbano e Cisjordânia. Em abril deste ano, esse apoio manifesta-se principalmente através de ajuda financeira, fornecimento de armamento avançado e suporte diplomático. O aumento é impulsionado por um recorde de conflitos armados não internacionais, que mais do que triplicaram desde o ano 2000. Muitos desses conflitos não recebem atenção constante da mídia, mas causam sofrimento a milhões. Essa corrida tecnológica está mudando o conceito de superioridade militar, não vence quem tem mais tanques, mas quem possui o algoritmo que decide mais rápido. Na guerra sobre petróleo, terras raras e colonização de países. A solução vem da tecnologia com o sistema criado na China para evitar ataques, a Inteligência artificial ajudou a desenvolver um algoritmo chamado Jingqi, projetado para monitorar e antecipar movimentações militares de larga escala. Identificação Antecipada: O sistema teria sido capaz de detectar sinais de mobilização de tropas e preparativos logísticos semanas antes de ações concretas. Fontes de Dados: A IA opera integrando uma vasta gama de informações, incluindo imagens de satélite em tempo real, trajetórias de voos de transporte e reconhecimento, movimentação de grupos de ataque navais, registros públicos e fontes abertas (OSINT). No uso agora (Irã, 2026), afirma-se que este sistema identificou o acúmulo de forças ocidentais no Oriente Médio meses antes dos ataques de fevereiro de 2026, reconstruindo padrões que superaram os níveis de atividade da Guerra do Iraque. Além disso existem as guerras híbridas que acontecem também no campo invisível: Ciberataques: Sabotagem de infraestruturas críticas (super mísseis teleguiados, cabos submarinos, drones, redes elétricas e internet). Desinformação: O uso de IA para manipular opiniões públicas e desestabilizar governos adversários sem disparar um único tiro. Especialistas apontam que 2026 é um "ano decisivo". O rumo das negociações atuais no continente Africano, Ucrânia e no Oriente Médio, somado à postura das grandes potências frente às crises climáticas, determinará se caminhamos para uma desescalada ou para uma conflagração ainda maior. Já que não conseguimos conviver como irmãos que morrem sem ter uma arma na mão, evitemos futuras guerras. Nos abençoe ó Jesus de Nazaré, afaste as coisas ruins e aumente a minha fé. ( Paulo Perdigão) #PazNoMundo
Conecta 71
#ciencia #faunaeflora #rioribeira #reciclagem #lixo0 #coletaseletiva #Itaoca
Rio Ribeira precisa de ações urgentes de todas as cidades que vivem em suas margens. A educação ambiental segue junto com a preocupação com saneamento e resgate das matas ciliares, plantar e cuidar das nascentes passa a ser prioridade frente às mudanças climáticas, falta de chuva e controle das plantações que devastam a Mata Atlântica, tem que ser observadas e realizar ações importantes para enfrentar os novos tempos. Palestra sobre coleta seletiva para escolas deve ser prioridade! Propor equilíbrio entre ser humano, a conscientização ambiental e a instrução prática. Na biologia e na ecologia, os elementos são as bases que formam os ecossistemas. Vamos falar sobre os elementos da natureza, a importância deles com a Coleta Seletiva e como colocar essas ações em nosso dia a dia, sem deixar resíduos fora de lugar e aprender como a terra se transforma em adubo orgânico, utilizar as caixas coletoras e sentir o prazer de pertencimento ao futuro do planeta e das próximas gerações, aprendendo com a sabedoria dos ancestrais e usando as novas tecnologias para tornar sua moradia em “LIXO 0”. Através do FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) é o braço financeiro do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH) de São Paulo, que financia projetos de saneamento, drenagem, preservação e gestão hídrica, com recursos oriundos da cobrança pelo uso da água e outras fontes, visando a melhoria das bacias hidrográficas. A cidade de Itaoca foi contemplada após apresentar números e estatísticas de todo sistema hídrico, pecuário, agrônomo e da qualidade de vida dos moradores, este projeto foi bem direcionado e administrado pela prefeitura de Frederico Dias Batista e sua equipe. Foi produzido um vídeo “Itaoca - Um território vivo do Vale do Ribeira” (Documentário), que vai ser exibido em breve nas redes sociais, mas as escolas e a população estão tendo acesso em primeira mão, o projeto conseguiu verbas para nova sede da associação de reciclagem, coletoras para recicláveis e um caminhão para fazer a coleta em toda cidade, isso gera motivação e sensação de pertencimento à nossa terra, para preservação da natureza e qualidade de vida da população ribeirinha e das futuras gerações. Foram feitas várias palestras com apresentação deste colunista sobre coleta seletiva em escolas municipais e estaduais, mostrando a importância da separação correta dos resíduos em seus devidos lugares para facilitar o trabalho dos coletores. As águas do Ribeira ganham voz no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) apresenta seu novo vídeo institucional: “A Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul". Um olhar sobre um dos territórios socioambientais mais relevantes do país da nascente, nos Campos Gerais do Paraná, até o encontro com o mar em Iguape. Um rio que segue livre, sem barramentos em seu curso principal. Mantendo sua dinâmica natural e sustentando a biodiversidade. Ao longo de seu percurso, o Ribeira atravessa o maior contínuo de Mata Atlântica do Brasil e sustenta modos de vida que constroem, há gerações, uma relação direta com a água, povos indígenas, quilombolas, caiçaras e ribeirinhos. Há 30 anos, o CBH-RB atua na construção coletiva de caminhos para o uso equilibrado da água. O lançamento foi no 3º Fórum Brasil das Águas no Stand do Fórum Paulista de CBH’s dia 5 de maio. As águas seguem e contar essa história também é parte da gestão das prefeituras, a educação ambiental é mais que necessária. Produzido pelos mesmos diretores do @aguasdoribeira @rafadoribeira , direção de fotografia @viniciusoliveira.cine e direção de som de @rodrigo.aquino.gtr. Para levar essa palestra sobre o Rio Ribeira e a Coleta Seletiva para sua cidade ou escola entrar em contato.
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Conecta 70
#ciencia #agua #mineradoras #barragens #baciashidrograficas #demarcaçãojá
Relatório aponta queda de 81% nas populações de peixes migratórios de água doce no mundo. Os dados mostram estudos nas populações desde 1970, um dos declínios mais acentuados já registrados entre vertebrados. Além disso, 97% das espécies migratórias já listadas enfrentam risco de extinção, o que evidencia a gravidade da crise. Entre os principais fatores estão a construção de barragens, que interrompem rotas naturais, a fragmentação de habitats, a poluição, a sobrepesca e as mudanças climáticas. Esses impactos comprometem a conectividade dos rios, elemento vital para o ciclo de vida dos peixes migratórios de água doce, que dependem de longos deslocamentos entre áreas de reprodução, alimentação e crescimento. A maior concentração está na Ásia, com 205 espécies, seguida pela América do Sul (55), Europa (50), África (42) e América do Norte (32). Entre as bacias hidrográficas prioritárias para intervenção estão sistemas estratégicos como Amazônia, La Plata-Paraná, Danúbio, Mekong, Nilo e Ganges-Brahmaputra, regiões onde a pressão humana sobre os rios cresce rapidamente. Apesar da magnitude do problema, poluição, mineração e a demarcação de terras são os mais preocupantes, estudiosos alertam que a crise permanece subestimada. Diferentemente de desmatamentos ou eventos extremos, o colapso das migrações ocorre de forma invisível, sob a superfície das águas, dificultando sua percepção pública e política. Na Amazônia, considerada um dos últimos grandes refúgios de muitas espécies, o cenário é preocupante. Os peixes migratórios de água doce respondem por cerca de 93% da pesca regional e sustentam uma atividade econômica estimada em US$436 milhões por ano. Um dos exemplos mais emblemáticos é o bagre dourado (Brachyplatystoma rousseauxii), que realiza uma das maiores migrações de água doce conhecidas, percorrendo mais de 10 mil quilômetros desde os Andes até áreas costeiras. Essa jornada só é possível em rios plenamente conectados, condição cada vez mais rara. Diante desse cenário, o relatório defende uma mudança estrutural na gestão dos recursos hídricos. A principal recomendação é tratar os rios como sistemas ecológicos integrados e não como unidades fragmentadas por fronteiras nacionais. Isso inclui a proteção de corredores migratórios, o planejamento em escala de bacias e a cooperação internacional. A crise das migrações fluviais expõe o desafio de preservar biomas fundamentais para a vida no planeta. Sem ação coordenada e urgente, os especialistas alertam que uma das maiores migrações da Terra pode desaparecer silenciosamente. Isso se deve ao descaso, corrupção ou intimidação, pois mais de 1.300 pedidos expõem lobby da mineração em terras indígenas e quilombolas. A intensificação da atividade minerária na Amazônia tem acendido alertas entre organizações indígenas e especialistas. Garimpo ilegal, terras invadidas e crimes ambientais continuam ocorrendo, no ano de 2011 foi inaugurada a construção de Belo Monte no Pará, o maior crime ambiental do século XXI, agora a notícia é que a mineradora Canadense Belo Sun teve a liberação no estado do Pará para trazer a mineração de volta no Xingu. Não bastasse o crime ambiental de Belo Monte, agora teremos um desfecho sem precedentes. Estamos assistindo ao envenenamento do Rio Xingu e de todas as populações indígenas, ribeirinhas, vilas e as cidades acima abaixo da barragem. Veremos o flagelo do Rio Amazonas pois o Rio Xingu corre para lá. A luta dos povos indígenas no Brasil continua firme, em abril de 2026 reuniu milhares de representantes de diversos povos de todas as regiões do país em Brasília, para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O encontro encerrou com a entrega de cartas de reivindicações aos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário cobrando a aceleração das demarcações e proteção ambiental.
Está notícia nos dá tristeza profunda, alerta para divulgar e cobrar das autoridades!
Fonte: https://brasilamazoniaagora.com.br/colunistas/bruna-akamatsu/
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