terça-feira, 16 de junho de 2026

Conecta 76

#ciencia #humano #mudancasclimaticas #aquecimentoglobal #ElNiño Junho, mês do Meio Ambiente, é um período de reflexão e compromisso com a preservação do planeta. No entanto, vamos passar por momentos delicados que podem alterar o modo de vida em diversos países com a vinda do El Niño, é o que dizem alguns especialistas. Cerca de 95% do desmatamento na Amazônia é ilegal, diz Paulo Artaxo, em entrevista ao Roda Viva, a devastação da floresta não é apenas um problema que causa o desiquilibrio ambiental, mas um motor que alimenta diretamente o crime organizado. Paulo Artaxo, diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP e uma das maiores autoridades mundiais em clima. Laureado com o Planet Earth Award 2026 e autor-líder nos três últimos relatórios do IPCC, na ONU foi agraciado com o Nobel da Paz, Artaxo analisa o cenário de transição global rumo à sustentabilidade. Em debate, os impactos das mudanças climáticas, as vulnerabilidades e vantagens estratégicas do Brasil, o impacto do próximo El Niño, o ponto de não retorno da Amazônia e a resiliência das cidades. O especialista alerta que atividades ilícitas como a grilagem de terras públicas, a invasão de territórios indígenas e o garimpo ilegal estão dominando a região. Artaxo destacou que o lançamento maciço de mercúrio nos rios por conta da mineração ilegal vai deixar sequelas por centenas de anos nos ecossistemas. O momento atual é mais um ponto de transição da humanidade, assim como foram o fim do Feudalismo, a Revolução Industrial e as Grandes Guerras. Artaxo pontua que o atual sistema econômico é insustentável a curto prazo e que a transformação para uma sociedade sustentável é inevitável. No entanto, o alerta do cientista é para o custo social dessa mudança: as fortes tensões econômicas atuais e o fato de que bilhões de pessoas, especialmente em países vulneráveis como os do continente africano, não terão recursos para fazer essa transição a tempo. Artaxo defende que a melhora ambiental e social do país passa, obrigatoriamente, por uma renovação do Congresso Nacional, hoje dominado por setores como o agronegócio, mineração, bancada da bala e dos agrotóxicos e agora o perigo dos data centers, portanto não está na pauta a questão de converter os combustíveis fósseis em energias renováveis. O espaço que falta ser ocupado é o da "bancada do povo". O Sr. José Antonio Marengo Orsini passou em uma audiência pública no Senado Federal cercado por parlamentares preocupados com um assunto que explodiu nas manchetes internacionais nas últimas semanas: o risco de um possível “Super El Niño”. Senadores falam sobre a soja, enchentes, escolas fechadas, incêndios no Pantanal e risco de colapso hídrico. Parte da discussão vinha carregada por projeções climáticas extremas que circulam nas redes sociais e em vídeos de influenciadores. Horas depois, já fora da audiência, o climatologista resumiu à Forbes Agro o ponto central da discussão: o El Niño está praticamente confirmado. O tamanho do problema, ainda não, afirmou Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o Brasil, o El Niño tem impactos de seca no norte e no leste da Amazônia e no norte do Nordeste durante o ano. Se o El Niño persistir no segundo semestre de 2026, poderá ter impactos no ano que vem. Para o Sul do Brasil, o impacto é na primavera do hemisfério Sul [em setembro como aconteceu em anos anteriores]. Caso se configure El Niño em julho ou agosto, significa que a região Sudeste terá um inverno menos frio do que o normal e pode ser que tenha períodos com ondas de calor. A depender da intensidade, o principal impacto nos próximos meses serão temperaturas mais altas do que a média histórica. O El Niño é um fenômeno natural que consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele altera as correntes marítimas e a circulação da atmosfera, reorganizando o clima em todo o planeta, confirmando que o principal motivo é o aquecimento global. Fonte: @rodaviva @forbesagro @gov.br @brasilescola @climatempo

terça-feira, 9 de junho de 2026

Conecta 75

#ciencia #humano #absorvente #biodegradavel #saude #SustainPads Essas meninas de uma escola pública brasileira criaram um absorvente biodegradável que poderia ajudar milhões de mulheres no mundo que muitas vezes não têm acesso nem ao básico para higiene íntima, trazendo uma série de riscos à saúde delas. As estudantes Camille Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebs desenvolveram o projeto na Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, no Rio Grande do Sul. Elas constataram um problema gigantesco, os absorventes convencionais geram toneladas de lixo e levam séculos para se decompor, muitas mulheres ao redor do mundo ainda deixam de estudar ou de ter uma rotina tradicional durante o período menstrual, justamente por não conseguirem comprar esse tipo de produto. Foi aí que junto com a escola elas criaram o “Sustain Pads”, um absorvente sustentável feito a partir das fibras da palmeira juçara e do pseudocaule da bananeira, materiais naturais e de baixo valor comercial que normalmente seriam descartados, e acabariam no lixo. E além de biodegradável e compostável, o custo de produção dessa opção ficou em incríveis 2 centavos por unidade. O impacto desse projeto foi tão grande que ele um conquistou prêmio internacional na Suécia, com reconhecimento na Forbes Under 30. Mas o Sustain Pads infelizmente ainda aguarda investimentos e parcerias industriais para produção em larga escala e futura comercialização, o que poderia revolucionar completamente o acesso de baixo custo à higiene íntima no Brasil e no mundo. Em 2022, com apenas 19 anos, Camily Pereira dos Santos acreditou e desenvolveu um absorvente biodegradável, produzido a partir de materiais descartados por agricultores locais e com custo de produção de apenas R$0,02. O reconhecimento da Forbes Under 30 contribuiu para o ingresso dela na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O Sustain Pads, como foi batizado e desenvolvido pela estudante gaúcha durante o ensino médio, integrado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul no campus de Osório. Junto com sua colega Laura Nedel Drebes e sob orientação da professora Flávia Twardowski, Camily desenvolveu o projeto com foco na transformação social e na solução criativa de uma questão urgente. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. O SustainPads foi criado para democratizar o acesso a um item tão básico de higiene que ainda falta a muitas meninas em todo o mundo e as impede de frequentar a escola com a devida regularidade”, ela explica. O projeto recebeu mais de 29 premiações nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Cientistas do Ano pela revista Glamour e o reconhecimento da Forbes Under 30. Como fruto dessa trajetória de impacto social e mérito pelo seu desempenho acadêmico, a jovem cientista passou para a universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em 2022, ela começou a cursar Engenharia Química e foi reconhecida com uma bolsa de estudos do programa Líderes Estudar, da Fundação Estudar, que recentemente abriu novas inscrições.Esse processo é voltado para jovens que estão se aplicando, já foram aceitos ou estão matriculados para iniciar o curso em universidades norte-americanas, em qualquer área do conhecimento. O projeto SustainPads (absorventes ecológicos e de baixo custo feitos com fibras de bananeira e açaí) já teve o seu pedido de patente depositado e registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Fonte: Exame.com - @laura.drebes - ifrs.edu.br - @coracoralina

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Conecta 74

#ciencia #humano #natureza #amazonia #ibama #terrasraras Corrida por terras raras já acende alerta sobre garimpo ilegal na Amazônia. Setor mineral e integrantes do governo avaliam risco de estruturas criminosas migrarem para exploração ilegal de terras raras na Amazônia. Mineradoras e integrantes do governo já tratam como risco real a atuação do garimpo ilegal sobre terras raras e minerais críticos, sobretudo na Amazônia. A informação foi relatada pelo ex-comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Ubiratan Ângelo, e confirmada junto a fontes do setor mineral. A preocupação envolve a possibilidade de organizações criminosas adaptarem estruturas já usadas hoje no garimpo ilegal de ouro para explorar minerais estratégicos em áreas remotas da floresta. O receio é que rotas clandestinas, maquinário pesado, sistemas de lavagem da origem mineral e redes de transporte ilegal passem também a operar em torno das terras raras, grupo de minerais usados na fabricação de carros elétricos, turbinas e equipamentos de defesa. O tema entrou de vez na pauta do governo e do setor mineral por causa da corrida internacional pelos chamados minerais críticos, que viraram um ativo-chave nas relações internacionais. O Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo, atrás somente da China. A discussão avançou junto com a tramitação do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, aprovado pela Câmara neste mês e agora em análise no Senado. O texto prevê incentivos fiscais, fundo garantidor bilionário, regras para exploração de terras raras e a criação de um conselho com poder para analisar operações consideradas estratégicas para a soberania nacional. Para piorar a fiscalização e favorecer o desmatamento foi apresentado Projeto de Lei (PL) 2564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais, para proibir que o Ibama e outros órgãos ambientais realizem embargos e apliquem medidas cautelares unicamente com base em imagens de satélite ou detecção remota. Aprovado pela Câmara dos Deputados, este texto proíbe o Ibama de aplicar embargos imediatos de terras ou multas baseando-se unicamente em imagens de satélite. A nova regra exige que o produtor rural seja notificado previamente para se defender antes de qualquer punição remota, o que, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e fiscais do Ibama, inviabiliza o combate rápido ao desmatamento em tempo real. Como funciona hoje versus o que propõe o PL. Regra atual: Agentes do Ibama e do ICMBio têm respaldo legal para queimar tratores, escavadeiras, helicópteros e aviões do garimpo ilegal e destruição imediata de maquinários como uma antecipação de pena, proibindo o ato antes de um processo administrativo finalizado com direito a defesa prévia. Essa inutilização ocorre de forma imediata em áreas isoladas (como Terras Indígenas na Amazônia) quando a remoção do maquinário pesado é logisticamente inviável ou coloca em risco a vida dos fiscais. Com o PL 2564/2025: Essa queima fica proibida. Os parlamentares que apoiam a medida sustentam que a destruição de patrimônio sem julgamento definitivo viola o direito de propriedade e os princípios democráticos. Há também outros projetos correlatos em andamento, que sugerem doar ou reciclar o maquinário em vez de destruí-lo. Como o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2026, ele ainda não virou lei. A proposta precisa ser votada e aprovada pelo Senado Federal antes de seguir para sanção ou veto do Presidente da República. Órgãos ambientais (como Ibama), cientistas e ONGs alertam que a aprovação do texto pode acelerar a destruição da floresta, inviabiliza a fiscalização e dificulta para os fiscais atenderem a cada alerta de satélite antes de agir, tornando o combate ao desmatamento logisticamente impossível. Fortalece o crime organizado, pois proibir a queima de maquinário pesado em locais inacessíveis significa que os fiscais terão de deixar tratores e helicópteros para trás, permitindo que os garimpeiros e madeireiros ilegais os recuperem e voltem a operar no dia seguinte. O Projeto de Lei é considerado positivo por defensores do setor agropecuário e altamente prejudicial por ambientalistas e órgãos de fiscalização. Fiquemos atentos, preservar a natureza e os povos originários é o melhor investimento! Fonte: @amadomundo / Agência Câmara de Notícias / Ibama / gov.br

terça-feira, 19 de maio de 2026

Conecta 73

#ciencia #humano #inteligenciaartificial #geopolitica # A humanidade entrou em 2026 cercada por guerras, algoritmos e medo nuclear. A inteligência artificial já participa da seleção de alvos militares. Satélites espionam continentes inteiros e exterminam populações em segundos. E governos que mal conseguem impedir enchentes ou blecautes climáticos falam diariamente em “equilíbrio estratégico” enquanto ampliam o arsenal. A humanidade tornou-se biologicamente, tecnologicamente e economicamente interdependente sem desenvolver maturidade política equivalente. Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. “Construímos um sistema nervoso planetário sem criar um cérebro político correspondente", afirma o bilionário norte-americano Peter Thiel, integrante do círculo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”. A Palantir desde 2003 tem propagado publicamente visões para a sociedade vistas por críticos como “tecnofacistas”. A guerra navega nas fronteiras e na tecnologia , enquanto grandes potências como a China e Rússia tem seus softwares, os EUA já avançam e lucram com os confrontos desumanos, usando a Palantir há muito tempo que divide opiniões, a empresa norte-americana desenvolve softwares de inteligência para prever e investigar crimes, utilizados por forças de segurança e agências de inteligência não só dos Estados Unidos, mas também em países como Reino Unido, Israel e Ucrânia. A Alemanha (já abandonou o uso), mas é empregado nos estados da Baviera, Hesse e Renânia do Norte-Vestfália, o software unifica e cruza dados como registros bancários, imagens e contatos, criando perfis de suspeitos em tempo real. Críticos afirmam, no entanto, que o uso massivo da inteligência artificial na busca dos suspeitos pode afetar indivíduos inocentes. Outros complicadores são a relação próxima que a Palantir teria com os serviços de inteligência americanos e o papel do seu fundador. A mudança climática talvez seja o exemplo mais devastador dessa contradição. O dióxido de carbono não reconhece os passaportes, a fumaça das queimadas não respeita as soberanias. O degelo do Ártico altera preços agrícolas no hemisfério sul. Um tufão no Pacífico desorganiza cadeias industriais em continentes inteiros. Mesmo assim, os governos continuam negociando como acionistas brigando pelo controle de uma embarcação já inclinada sobre o abismo. O mundo assiste à corrida tecnológica mais perigosa desde a bomba atômica. Empresas privadas acumulam poder computacional comparável ao de estados nacionais. Algoritmos influenciam eleições, manipulam emoções e organizam economias. Mas não existe estrutura internacional minimamente robusta para governar essa transformação. A humanidade tornou-se biologicamente, tecnologicamente e economicamente interdependente sem desenvolver maturidade política equivalente. Construímos um sistema nervoso planetário sem criar um cérebro político correspondente. A mudança climática talvez seja o exemplo mais devastador dessa contradição. O grande desafio histórico do nosso tempo é criar uma ideia de ordem internacional que não seja imperial, tecnocrática nem puramente mercantil. A paz mundial talvez seja menos um sonho filosófico do que uma exigência evolutiva. A alternativa já começou a aparecer diante dos olhos do planeta: crises simultâneas, sociedades emocionalmente exaustas, democracias fragilizadas, ecossistemas em colapso e tecnologias cada vez mais poderosas nas mãos de estruturas politicamente imaturas. O século XXI ainda não decidiu se será ponte ou precipício. Fonte: @brasildefato @brasil247 @correiodobrasil @operamundi

Conecta 72

#ciencia #humano #inteligenciaartificial #colonialismo #historia #paz Nascemos e convivemos com confrontos armados ou não ao redor do mundo desde que nascemos, com base em dados atualizados até o início de 2026, o mundo vive um dos cenários mais violentos desde a Segunda Guerra Mundial. Conflitos Armados Totais: Existem mais de 120 conflitos armados ativos no mundo, um número considerado altíssimo e que tem aumentado. Grandes Guerras: Especialistas apontam para, pelo menos, 8 a 11 grandes guerras com alto número de mortes (mais de 10.000 ao ano) em andamento. Países Envolvidos: Cerca de 60 países estão envolvidos em situações de conflito armado, representando 31% das nações do mundo. A África concentra o maior número de conflitos estatais (28), seguida pela Ásia (17) e Oriente Médio (10). Principais Conflitos Ativos (2025-2026): Guerra Ucrânia-Rússia. Continua como um dos maiores conflitos com alta fatalidade. Guerra Israel-Irã/Gaza. Este ano registrou um agravamento, com ataques conjuntos de Israel e EUA contra o Irã em fevereiro. Conflitos na África e Ásia: Sudão, Sudão do Sul, Mianmar, Iêmen, Burkina Faso e Somália enfrentam guerras civis e conflitos internos intensos. Historicamente, os Estados Unidos já realizaram centenas de intervenções militares no exterior, além de fornecerem um suporte multidimensional a Israel que é considerado fundamental para a sustentação de suas operações militares em múltiplas frentes, incluindo Gaza, Líbano e Cisjordânia. Em abril deste ano, esse apoio manifesta-se principalmente através de ajuda financeira, fornecimento de armamento avançado e suporte diplomático. O aumento é impulsionado por um recorde de conflitos armados não internacionais, que mais do que triplicaram desde o ano 2000. Muitos desses conflitos não recebem atenção constante da mídia, mas causam sofrimento a milhões. Essa corrida tecnológica está mudando o conceito de superioridade militar, não vence quem tem mais tanques, mas quem possui o algoritmo que decide mais rápido. Na guerra sobre petróleo, terras raras e colonização de países. A solução vem da tecnologia com o sistema criado na China para evitar ataques, a Inteligência artificial ajudou a desenvolver um algoritmo chamado Jingqi, projetado para monitorar e antecipar movimentações militares de larga escala. Identificação Antecipada: O sistema teria sido capaz de detectar sinais de mobilização de tropas e preparativos logísticos semanas antes de ações concretas. Fontes de Dados: A IA opera integrando uma vasta gama de informações, incluindo imagens de satélite em tempo real, trajetórias de voos de transporte e reconhecimento, movimentação de grupos de ataque navais, registros públicos e fontes abertas (OSINT). No uso agora (Irã, 2026), afirma-se que este sistema identificou o acúmulo de forças ocidentais no Oriente Médio meses antes dos ataques de fevereiro de 2026, reconstruindo padrões que superaram os níveis de atividade da Guerra do Iraque. Além disso existem as guerras híbridas que acontecem também no campo invisível: Ciberataques: Sabotagem de infraestruturas críticas (super mísseis teleguiados, cabos submarinos, drones, redes elétricas e internet). Desinformação: O uso de IA para manipular opiniões públicas e desestabilizar governos adversários sem disparar um único tiro. Especialistas apontam que 2026 é um "ano decisivo". O rumo das negociações atuais no continente Africano, Ucrânia e no Oriente Médio, somado à postura das grandes potências frente às crises climáticas, determinará se caminhamos para uma desescalada ou para uma conflagração ainda maior. Já que não conseguimos conviver como irmãos que morrem sem ter uma arma na mão, evitemos futuras guerras. Nos abençoe ó Jesus de Nazaré, afaste as coisas ruins e aumente a minha fé. ( Paulo Perdigão) #PazNoMundo

Conecta 71

#ciencia #faunaeflora #rioribeira #reciclagem #lixo0 #coletaseletiva #Itaoca Rio Ribeira precisa de ações urgentes de todas as cidades que vivem em suas margens. A educação ambiental segue junto com a preocupação com saneamento e resgate das matas ciliares, plantar e cuidar das nascentes passa a ser prioridade frente às mudanças climáticas, falta de chuva e controle das plantações que devastam a Mata Atlântica, tem que ser observadas e realizar ações importantes para enfrentar os novos tempos. Palestra sobre coleta seletiva para escolas deve ser prioridade! Propor equilíbrio entre ser humano, a conscientização ambiental e a instrução prática. Na biologia e na ecologia, os elementos são as bases que formam os ecossistemas. Vamos falar sobre os elementos da natureza, a importância deles com a Coleta Seletiva e como colocar essas ações em nosso dia a dia, sem deixar resíduos fora de lugar e aprender como a terra se transforma em adubo orgânico, utilizar as caixas coletoras e sentir o prazer de pertencimento ao futuro do planeta e das próximas gerações, aprendendo com a sabedoria dos ancestrais e usando as novas tecnologias para tornar sua moradia em “LIXO 0”. Através do FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) é o braço financeiro do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH) de São Paulo, que financia projetos de saneamento, drenagem, preservação e gestão hídrica, com recursos oriundos da cobrança pelo uso da água e outras fontes, visando a melhoria das bacias hidrográficas. A cidade de Itaoca foi contemplada após apresentar números e estatísticas de todo sistema hídrico, pecuário, agrônomo e da qualidade de vida dos moradores, este projeto foi bem direcionado e administrado pela prefeitura de Frederico Dias Batista e sua equipe. Foi produzido um vídeo “Itaoca - Um território vivo do Vale do Ribeira” (Documentário), que vai ser exibido em breve nas redes sociais, mas as escolas e a população estão tendo acesso em primeira mão, o projeto conseguiu verbas para nova sede da associação de reciclagem, coletoras para recicláveis e um caminhão para fazer a coleta em toda cidade, isso gera motivação e sensação de pertencimento à nossa terra, para preservação da natureza e qualidade de vida da população ribeirinha e das futuras gerações. Foram feitas várias palestras com apresentação deste colunista sobre coleta seletiva em escolas municipais e estaduais, mostrando a importância da separação correta dos resíduos em seus devidos lugares para facilitar o trabalho dos coletores. As águas do Ribeira ganham voz no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) apresenta seu novo vídeo institucional: “A Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul". Um olhar sobre um dos territórios socioambientais mais relevantes do país da nascente, nos Campos Gerais do Paraná, até o encontro com o mar em Iguape. Um rio que segue livre, sem barramentos em seu curso principal. Mantendo sua dinâmica natural e sustentando a biodiversidade. Ao longo de seu percurso, o Ribeira atravessa o maior contínuo de Mata Atlântica do Brasil e sustenta modos de vida que constroem, há gerações, uma relação direta com a água, povos indígenas, quilombolas, caiçaras e ribeirinhos. Há 30 anos, o CBH-RB atua na construção coletiva de caminhos para o uso equilibrado da água. O lançamento foi no 3º Fórum Brasil das Águas no Stand do Fórum Paulista de CBH’s dia 5 de maio. As águas seguem e contar essa história também é parte da gestão das prefeituras, a educação ambiental é mais que necessária. Produzido pelos mesmos diretores do @aguasdoribeira @rafadoribeira , direção de fotografia @viniciusoliveira.cine e direção de som de @rodrigo.aquino.gtr. Para levar essa palestra sobre o Rio Ribeira e a Coleta Seletiva para sua cidade ou escola entrar em contato.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Conecta 70

#ciencia #agua #mineradoras #barragens #baciashidrograficas #demarcaçãojá Relatório aponta queda de 81% nas populações de peixes migratórios de água doce no mundo. Os dados mostram estudos nas populações desde 1970, um dos declínios mais acentuados já registrados entre vertebrados. Além disso, 97% das espécies migratórias já listadas enfrentam risco de extinção, o que evidencia a gravidade da crise. Entre os principais fatores estão a construção de barragens, que interrompem rotas naturais, a fragmentação de habitats, a poluição, a sobrepesca e as mudanças climáticas. Esses impactos comprometem a conectividade dos rios, elemento vital para o ciclo de vida dos peixes migratórios de água doce, que dependem de longos deslocamentos entre áreas de reprodução, alimentação e crescimento. A maior concentração está na Ásia, com 205 espécies, seguida pela América do Sul (55), Europa (50), África (42) e América do Norte (32). Entre as bacias hidrográficas prioritárias para intervenção estão sistemas estratégicos como Amazônia, La Plata-Paraná, Danúbio, Mekong, Nilo e Ganges-Brahmaputra, regiões onde a pressão humana sobre os rios cresce rapidamente. Apesar da magnitude do problema, poluição, mineração e a demarcação de terras são os mais preocupantes, estudiosos alertam que a crise permanece subestimada. Diferentemente de desmatamentos ou eventos extremos, o colapso das migrações ocorre de forma invisível, sob a superfície das águas, dificultando sua percepção pública e política. Na Amazônia, considerada um dos últimos grandes refúgios de muitas espécies, o cenário é preocupante. Os peixes migratórios de água doce respondem por cerca de 93% da pesca regional e sustentam uma atividade econômica estimada em US$436 milhões por ano. Um dos exemplos mais emblemáticos é o bagre dourado (Brachyplatystoma rousseauxii), que realiza uma das maiores migrações de água doce conhecidas, percorrendo mais de 10 mil quilômetros desde os Andes até áreas costeiras. Essa jornada só é possível em rios plenamente conectados, condição cada vez mais rara. Diante desse cenário, o relatório defende uma mudança estrutural na gestão dos recursos hídricos. A principal recomendação é tratar os rios como sistemas ecológicos integrados e não como unidades fragmentadas por fronteiras nacionais. Isso inclui a proteção de corredores migratórios, o planejamento em escala de bacias e a cooperação internacional. A crise das migrações fluviais expõe o desafio de preservar biomas fundamentais para a vida no planeta. Sem ação coordenada e urgente, os especialistas alertam que uma das maiores migrações da Terra pode desaparecer silenciosamente. Isso se deve ao descaso, corrupção ou intimidação, pois mais de 1.300 pedidos expõem lobby da mineração em terras indígenas e quilombolas. A intensificação da atividade minerária na Amazônia tem acendido alertas entre organizações indígenas e especialistas. Garimpo ilegal, terras invadidas e crimes ambientais continuam ocorrendo, no ano de 2011 foi inaugurada a construção de Belo Monte no Pará, o maior crime ambiental do século XXI, agora a notícia é que a mineradora Canadense Belo Sun teve a liberação no estado do Pará para trazer a mineração de volta no Xingu. Não bastasse o crime ambiental de Belo Monte, agora teremos um desfecho sem precedentes. Estamos assistindo ao envenenamento do Rio Xingu e de todas as populações indígenas, ribeirinhas, vilas e as cidades acima abaixo da barragem. Veremos o flagelo do Rio Amazonas pois o Rio Xingu corre para lá. A luta dos povos indígenas no Brasil continua firme, em abril de 2026 reuniu milhares de representantes de diversos povos de todas as regiões do país em Brasília, para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O encontro encerrou com a entrega de cartas de reivindicações aos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário cobrando a aceleração das demarcações e proteção ambiental. Está notícia nos dá tristeza profunda, alerta para divulgar e cobrar das autoridades! Fonte: https://brasilamazoniaagora.com.br/colunistas/bruna-akamatsu/

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Conecta 69

#ciencia #humano #internet #fakenews #redessociais A Verdade sob Ataque: O Desafio das Fake News e o Caminho da Regulamentação. Vivemos na era da hiperconexão. Nunca foi tão fácil acessar informação, mas, paradoxalmente, nunca foi tão difícil filtrar o que é real. No fluxo incessante de notificações, às Fake News (notícias falsas) deixaram de ser apenas "boatos de internet" para se tornarem ferramentas sofisticadas de desinformação, capazes de abalar democracias, destruir reputações e colocar a saúde pública em risco. Vídeos e fotos com realidade impressionante deixando cada vez mais difícil detectar a veracidade da informação. Novos aplicativos e sites têm surgido como ferramenta de combate à desinformação. Inteligência Artificial contra desinformação em grupos de Whatsapp foi criada por alunos da USP e vence desafio internacional. Três alunos do curso de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP) venceram o Programa AI4Good, desafio promovido pela Brazil Conference, com a criação do chatbot “Tá Certo Isso AI?”. Durante anos, acreditou-se que as próprias plataformas de tecnologia (Big Techs) conseguiriam moderar esse conteúdo de forma orgânica. No entanto, o cenário atual mostra que a escala do problema é maior do que qualquer filtro interno. É aqui que entra o debate urgente sobre a regulamentação. Falar em regulamentar não significa censurar, mas sim estabelecer regras de responsabilidade. Você deixaria um filme mudar a forma como seu filho enxerga o próprio celular? Um psiquiatra infantil reuniu alguns documentários e algo inesperado aconteceu: as crianças começaram a largar as telas por conta própria. Sem grito, sem regra forçada… só consciência. Produções como O Dilema das Redes e Privacidade Hackeada mostram que por trás de cada curtida existe um sistema projetado para prender atenção, e quando isso fica claro, a forma de usar a internet muda na hora. Denuncie fraudes: Encontrou serviços que prometem elevar seu score ou ofertas milagrosas para limpar o nome? Denuncie fraudes e golpes digitais que utilizam o nome da Serasa e protejam seus dados! serasa.com.br/contra-fraudes. O ICL Notícias lançou, nesta segunda-feira (23), um site de denúncias voltado ao recebimento seguro e anônimo de informações de interesse público. denunciei.com. O portal G1 lançou a página Fato ou Fake (Como denunciar Fake News nas redes sociais). Plataformas digitais fizeram uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação. A atenção está focada em eleições, redes sociais e urna eletrônica. Desinformação? Não repasse! Manda a real, não caia em fake news, acesse informações, dicas e ferramentas para reconhecer e combater a desinformação. mandaareal.mpf.mp.br . As mentiras não podem vencer a democracia. Combater notícias falsas é fundamental para que tenhamos um real Estado Democrático de Direito, acesse e saiba como atuar casa13.pt.org.br/combate-fake-news Dicas de filmes: Adolescentes digitais - crescer na era digital, Privacidade hackeada, Dilema das redes, Desatentos, Século do ego, Império da dor, Mestres do dinheiro, Infância 2.0, O Experimento Vivo, Adolescentes Digitais, Crescer na Era Digital e Desatentos vão ainda mais fundo, mostrando ansiedade, conflitos familiares e até o funcionamento do cérebro diante das telas. O impacto é silencioso, mas poderoso: crianças e adultos começam a perceber que não estão no controle como imaginavam, e essa virada de chave vale mais do que qualquer proibição. No Brasil de 2026, embora ainda não exista uma "Lei Geral de Fake News", a Justiça utiliza ferramentas que já existem no nosso Código Penal e na Justiça Eleitoral, que criminaliza toda e qualquer notícia falsa, mas o tribunal da internet é cruel, portanto atenção ao repassar, na dúvida não compartilhe, a responsabilidade digital agora é uma obrigação legal, não apenas um conselho ético. Sigamos conectados pelo que é verdadeiro!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Conecta 68

#ciencia #humano #embalagem #agrotoxicos #remedios #reciclagem Os poluentes mais graves para nossa saúde são os agrotóxicos em larga escala e o descarte incorreto de medicamentos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando nossos rios em "incubadoras" de resistência bacteriana, essa combinação de fatores cria o ambiente perfeito para o surgimento de superbactérias, representando uma ameaça crescente à saúde pública. O descarte de embalagens de remédios e agrotóxicos não tem controle nenhum, um estudo recente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) revelou a presença de antibióticos e bactérias multirresistentes em águas fluviais, acendendo um alerta vermelho para a saúde pública e o meio ambiente. O problema de tratar o rio como lixeira é que o "troco" vem em forma de bactéria que nenhum remédio comum consegue matar. O cenário é alimentado pelo uso indiscriminado de remédios, descarte doméstico irregular e, principalmente, pelo lançamento de efluentes domésticos e agropecuários sem o devido tratamento. O perigo das superbactérias nas amostras coletadas os pesquisadores identificaram a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Na prática, isso significa que infecções que antes eram simples podem se tornar fatais (como a sepse), exigindo tratamentos hospitalares muito mais complexos. O risco atinge humanos e animais através do contato direto com a água, solo contaminado ou consumo de alimentos irrigados com esses recursos. Além do perigo biológico, o excesso de resíduos orgânicos e químicos causa a eutrofização (aumento excessivo de fósforo e nitrogênio) em corpos d'água, causando a proliferação de algas, diminuição de oxigênio e morte de espécies aquáticas), esse processo gera uma explosão de algas que bloqueiam a luz solar e consomem o oxigênio da água, levando à morte de peixes e plantas submersas. É um ciclo de decomposição que favorece ainda mais a proliferação bacteriana e a bioacumulação de contaminantes em toda a cadeia alimentar. Embora a contaminação por antimicrobianos seja um desafio global presente em mais de 70 países, no Brasil a situação expõe nossa fragilidade estrutural em saneamento básico e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos. Agora temos o Projeto de Lei 6427/25, determina que embalagens de alimentos industrializados e in natura contenham informações ostensivas, claras e de fácil visualização sobre presença de resíduos de agrotóxicos ou pesticidas. Proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e está em análise na Câmara dos Deputados. Empresas serão obrigadas a informar potenciais riscos das substâncias encontradas para a saúde humana. Destaca que famílias de menor renda, populações periféricas e grupos historicamente vulnerabilizados são os que mais sofrem com exposição involuntária a substâncias químicas, sendo frequentemente privadas de instrumentos que permitam escolhas seguras. Estudos de vigilância sanitária revelam distúrbios neurológicos e aumento da incidência de câncer, mesmo em produtos que atendem aos limites legais. O Código de Defesa do Consumidor já estabelece como direito básico do consumidor a informação adequada sobre riscos e proteção da saúde. O Brasil lidera o consumo mundial de agrotóxicos devido ao modelo agrícola hegemônico focado em commodities (soja, milho, algodão), clima tropical que favorece pragas o ano todo, múltiplas safras anuais (até 3/ano), expansão da fronteira agrícola e uma legislação que permite o uso de substâncias banidas em outros países. A pesquisadora brasileira que precisou deixar o Brasil após denunciar o uso de agrotóxicos foi Larissa Mies Bombardi, professora do Departamento de Geografia da USP, ela foi para Europa após sofrer uma série de intimidações e ameaças de morte. Os indicativos mostram que estamos longe da perfeição tanto na informação, quanto na reciclagem de embalagens de remédios e agrotóxicos que inevitavelmente vão parar nos rios sem nenhum tratamento. Fonte: @florestalbrasilblog @brasildefato @brasilescola Conteúdo urgente e necessário nas escolas do mundo todo! @retudo @revolixonarios

terça-feira, 14 de abril de 2026

Conecta 67

#ciencia #humano #natureza #permacultura #agroecologia #agrofloresta #ErnstGötsch A Permacultura (Cultura Permanente) é o conceito mais amplo de todos. Enquanto a Agrofloresta foca no plantio e a Agroecologia na ciência e sociedade, a Permacultura é um sistema de design ético para criar assentamentos humanos produtivos e sustentáveis. Vamos resumir e dar os caminhos para você conhecer melhor todos esses sistemas muito utilizados em todo Brasil que tornam nossas vidas mais saudáveis e preservam a natureza. Ernst Götsch é o pai da Agrofloresta (Sintrópica). Embora ele seja uma das maiores referências dentro do movimento da Agroecologia, aqui está a diferença aplicada ao trabalho dele: Ernst Götsch na Agrofloresta o foco dele é o manejo da vida. Ele ensina como plantar imitando a floresta (sucessão natural), usando a poda drástica para gerar "adubo vindo do céu" e criar sistemas que produzem água e solo fértil enquanto produzem comida (como cacau e banana). Agroecologia é o campo maior que abraça, ela inclui não só a técnica dele, mas também a luta por sementes crioulas, a reforma agrária e a economia solidária, (cultivo comunitário e diversificado). Para se livrar dos agrotóxicos na agricultura familiar, o caminho mais eficaz é a transição para sistemas de base ecológica, como a agroecologia ou a agricultura orgânica. Agrofloresta (O Sistema de Plantio), o foco é o manejo biológico e a estratificação, as árvores de diferentes alturas convivem, criando um ambiente úmido e biodiverso que imita a floresta natural para produzir alimentos. Aqui estão as principais estratégias para produtores e consumidores reduzirem ou eliminarem o impacto dessas substâncias: Manejo Integrado de Pragas (MIP): Conjunto de práticas que priorizam o uso consciente de recursos naturais. O agrotóxico só entra como último recurso após outros métodos falharem. Controle Biológico: Introdução de predadores naturais, parasitas ou patógenos para combater pragas de forma totalmente natural. Bioinsumos: Uso de produtos naturais e defensivos biológicos que estão cada vez mais acessíveis e substituem os químicos tradicionais. O "melhor" adubo orgânico depende do que o seu solo precisa no momento, mas na agricultura familiar do Vale do Ribeira, o esterco bovino curtido e tratado é o campeão em custo-benefício e versatilidade, além de borra de café, casca de legumes e ovos e sobras de podas. Manter as plantas bem nutridas e variar as espécies cultivadas fortalece a lavoura contra doenças, reduzindo a necessidade de intervenção química. Essas práticas substituem o uso de químicos por métodos naturais de controle e nutrição do solo que priorizam o uso consciente de recursos naturais. A compostagem coberta de folhas secas ou serragem, e a reciclagem também são ações importantes nesse processo, os descartes de eletroeletrônicos e resíduos como plásticos e metais, para evitar contaminação do solo e dos rios. Rotação de culturas e nutrição no Alto Vale do Ribeira, essas duas formas de tratar a terra como um ser vivo caminham juntas, os agricultores usam a Agrofloresta como o método de produção para alcançar os ideais da Agroecologia. Para mais informações procure apoio na Prefeitura de Apiaí (Secretaria de Agropecuária), agropecuaria@apiai.sp.gov.br (ZAP) 15 35521830. Informe que você já tem o interesse em iniciar o Protocolo de Transição e agende uma visita técnica à sua propriedade. O Assentamento Luiz David Macedo, organizado pelo MST em Apiaí (SP), é um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) referência na produção agroecológica e preservação da Mata Atlântica. No Alto Vale, usar a Permacultura significa planejar seu sítio para que ele seja quase independente de recursos externos, aproveitando a água das nascentes e o relevo da região a seu favor, fortalecendo o turismo de base comunitária e a economia circular. Preservar a cultura e natureza é o melhor investimento! Fonte: @OrgânicoSimples - @agendagotsch - @embrapa - instagram.com/sma.apiai

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Conecta 66

#ciencia #humano #internet #datacenter #agua #meioambiente Os Data Centers são o "cérebro" da internet moderna e essencial para tudo na era digital, desde transações bancárias (Pix) até o uso de Inteligência Artificial. A decisão de implementar ou hospedar dados envolve diferentes perspectivas, desde o nível corporativo até o impacto socioambiental. O Brasil será um dos principais destinos de investimentos em data centers no mundo, que deverão somar cerca de US$3 trilhões nos próximos cinco anos. Os investimentos serão impulsionados pelo avanço da IA, da computação em nuvem e serviços de internet. Atualmente, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global, na América Latina, o país é líder e concentra metade do mercado, com cerca de 200 empreendimentos e previsão de R$60 a R$100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. Vamos falar sobre os prós e contras de se investir em Data Centers. Para empresas trazem muitas vantagens e estruturas profissionais garantem que os sistemas fiquem online 100% do tempo, com geradores e múltiplos caminhos de energia. Segurança robusta, oferecem controle físico rígido (biometria, câmeras) e proteção digital avançada contra ataques cibernéticos. Serviços de nuvem permitem aumentar a capacidade de processamento rapidamente sem precisar construir novas salas físicas. Conformidade de Dados: Manter dados em um data center próprio ou local facilita o cumprimento de leis de privacidade. Vamos analisar os detalhes, construir um data center próprio exige um capital altíssimo na compra de hardware, sistemas de refrigeração e segurança. Custos de manutenção exigem gastos constantes com energia elétrica, licenciamento de softwares e equipe técnica altamente qualificada. A tecnologia de servidores evolui rápido, o que pode tornar um hardware defasado em poucos anos. Prós (Vantagens): Desenvolvimento tecnológico atrai investimentos bilionários e fortalece a soberania digital. Os contras (Desvantagens): Consumo massivo de recursos, demandam quantidades gigantescas de eletricidade e água para resfriamento, o que pode sobrecarregar redes locais e agravar crises hídricas. Impacto na vizinhança: O ruído constante dos sistemas de ventilação (semelhante a sopradores de folhas) e a poluição luminosa podem afetar moradores e a fauna local. Baixa geração de empregos diretos: Embora a construção gera muitas vagas temporárias, a operação rotineira é altamente automatizada e exige poucos funcionários permanentes. O neurocientista Miguel Nicolelis tem sido um crítico vocal da expansão desenfreada de grandes data centers, ele utiliza o termo "parasitas digitais" para descrever essas estruturas, argumentando que elas consomem recursos vitais como a água, sem oferecer contrapartidas proporcionais à sociedade. O primeiro data center de grande porte foi inaugurado oficialmente em 24 de maio de 2017 em Santana de Parnaíba (Equinix), trouxe melhorias significativas para a economia e a infraestrutura da cidade, consolidando o município como um dos principais pólos tecnológicos e de infraestrutura digital. No entanto, o rápido crescimento do setor traz desafios técnicos e ambientais que exigem monitoramento. O povo Anacé e ambientalistas lutam contra o licenciamento ao Data Center no Ceará. Mesmo após denúncia formal ao Ministério Público Federal, o processo de licenciamento do mega Data Center da empresa chinesa ByteDance controladora do TikTok, segue tramitando com velocidade na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Um empreendimento que invade uma região habitada por comunidades tradicionais, que irá usar a água da região em um volume semelhante ao consumido por toda a população de Fortaleza. Embora a construção civil e a infraestrutura física básica sejam locais, o coração dos data centers dependem de tecnologia internacional, enfim muitos debates pela frente. Fonte: @cienciatododia @manualdomundo @gov.br @olhardigital

segunda-feira, 30 de março de 2026

Conecta 65

#ciencia #humano #misoginia #feminicídio #machosfera #preconceito O crime que não para de crescer é o "feminicídio". Estamos em momento delicado em nosso país, os dados mais recentes de março de 2026 (consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ministério da Justiça) revelam um cenário alarmante. O Brasil registrou recordes históricos sucessivos, quebrando a tendência de estabilidade dos anos anteriores. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação a 2024. A média é de 4 mulheres mortas por dia no país. Se somarmos casos consumados e tentativas, o número salta para 6.904 vítimas em 2025 (um aumento de 34% no registro de tentativas em relação ao ano anterior). Desde que a lei foi criada em 2015, pelo menos 13.703 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero. O Perfil das Vítimas e do Crime pois os dados mostram que o feminicídio não é um crime de "rua", mas de proximidade e controle: Raça: 62,6% das vítimas são mulheres negras. Vínculo com o agressor: Em 80,7% dos casos, o assassino foi o companheiro (59,4%) ou ex-companheiro (21,3%). Gênero do agressor: 97,3% dos autores são homens. Local do Crime: 66,3% dos assassinatos ocorreram dentro da residência da própria vítima. Instrumentos: O uso de armas brancas (facas, etc.) é predominante, correspondendo a 48,7% dos casos, seguido por armas de fogo (25,2%). Geografia e Vulnerabilidade: Uma descoberta relevante dos dados de 2026 é o peso das pequenas cidades, embora concentrem 41% da população feminina, os municípios com até 100 mil habitantes respondem por 50% dos feminicídios. Nessas cidades, o acesso a Delegacias Especializadas (DEAM) e Casas Abrigo é drasticamente menor (apenas 5% e 3%, respectivamente), dificultando a quebra do ciclo de violência. Esses dados conectam-se diretamente com o tema da #Machosfera (movimentos crescentes entre a juventude igual a Redpill prega o ódio às mulheres), pois mostram como a radicalização do discurso de ódio e a "defesa da honra" se materializam em violência letal. O ódio desvenda como agem os elementos da machosfera. No ecossistema digital, onde as bolhas de informação se moldam aos nossos desejos, um fenômeno sombrio tem ganhado terreno de forma silenciosa e, muitas vezes, lucrativa a machosfera. O termo, que parece saído de uma distopia hi-tech, descreve uma rede interconectada de fóruns, chats, canais e perfis que promovem uma visão de mundo baseada na hostilidade sistemática às mulheres, a velha conhecida misoginia, agora com novos filtros e hashtags. Não se trata apenas de "homens conversando". A machosfera é um guarda-chuva que abriga desde comunidades de "autoajuda masculina" até grupos extremistas. O fio condutor? A ideia de que o progresso dos direitos femininos é uma ameaça direta à identidade masculina. O grande desafio é entender os sinais e perceber que a misoginia exige um olhar atento, pois ela raramente se apresenta de forma escancarada logo de início. Na maioria das vezes, ela se manifesta de maneira sutil, estrutural e psicológica, disfarçada de "opinião", "piada" ou "proteção". Frases que começam com "Toda mulher é..." ou "Mulher hoje em dia só quer..." e discussões em alto tom de voz são sinais claros de desumanização. A misoginia digital não fica restrita às telas, ela molda comportamentos reais, subjuga jovens e adultos e afeta a saúde mental de uma geração inteira. A percepção é o primeiro passo para a intervenção. Enfrentar a machosfera exige mais do que apenas "dar block". Precisamos entender como esses discursos são construídos para que possamos oferecer alternativas de uma masculinidade saudável, empática e que não precise do apagamento do outro para existir. A tecnologia deve servir para ampliar horizontes, não para nos trancar em cavernas de preconceito, ao prever um ataque denuncie. Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher.

terça-feira, 24 de março de 2026

Conecta 64

#ciencia #humano #natureza #agua #bombahidraulica #energiaeolica Um adolescente brilhante chamado Lucas Figueiredo Medeiros, de somente 14 anos, estudante do Colégio Santa Maria, em Recife, criou uma solução sustentável que pode transformar realidades no Nordeste, e outras áreas carentes de acesso à água. Ele desenvolveu uma bomba hidráulica acionada pela força dos ventos, produzida com materiais reaproveitados, pensada especialmente para abastecer comunidades com acesso limitado à água. O equipamento, que custa menos do que versões convencionais, utiliza a energia eólica para extrair água de poços e cisternas, podendo ser reproduzido facilmente em áreas rurais com poucos recursos. A criação chamou atenção no cenário científico, rendendo premiações em nível nacional e também reconhecimento fora do país. O destaque maior veio internacionalmente: o jovem inventor foi premiado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em uma competição dedicada a projetos de energia limpa e impacto social acessível. Com isso, ele passou a integrar o grupo de jovens talentos que vêm se destacando mundialmente por suas ideias inovadoras. O projeto do Lucas Figueiredo Medeiros é realmente um exemplo extraordinário de como a ciência jovem pode atacar problemas históricos de forma prática e acessível. Ao desenvolver esse sistema, ele não apenas aplicou conceitos avançados de física, mas o fez com um olhar voltado para a realidade social e climática do Semiárido. O que torna a iniciativa do Lucas tão relevante, além do reconhecimento internacional, é a viabilidade econômica. No Nordeste, onde muitas famílias dependem do carro-pipa ou de poços com água salobra, uma solução que utiliza materiais de baixo custo e dispensa o uso de energia elétrica é um divisor de águas. O Diferencial da Inovação: O uso de materiais recicláveis e componentes simples (como tubos de PVC e garrafas PET) para criar uma bomba de aríete demonstra uma sensibilidade ambiental profunda. Ele conseguiu transformar conceitos que muitas vezes ficam restritos aos livros em uma ferramenta que: Combate à escassez hídrica: Facilitando a irrigação para pequenos produtores. Promove a autonomia: Reduzindo a dependência de infraestrutura cara ou combustíveis fósseis. Inspira a Educação: Serve como modelo para outros estudantes em feiras de ciências pelo Brasil e pelo mundo e conexão com a sustentabilidade. Essa mentalidade de "fazer muito com pouco" é a base do desenvolvimento sustentável. Quando um jovem consegue levar água ao sertão usando a própria força da gravidade e materiais reaproveitados, ele está protegendo o recurso mais precioso que temos e, ao mesmo tempo, combatendo o desperdício. É inspirador ver como a nova geração está assumindo o protagonismo na resolução de problemas complexos, unindo estudo, criatividade e consciência social. Diferente da bomba de carneiro (que usa apenas a pressão da água), a invenção específica do Lucas é uma bomba d'água Eólica Sustentável. A Linha do Tempo da Invenção : Início (2022 - 2023): Lucas começou a desenvolver o protótipo ainda nas feiras de ciências do Colégio Santa Maria, no Recife. A inspiração veio do filme "O Menino que Descobriu o Vento", mas ele adaptou a ideia para a realidade do sertão de Pernambuco. Consolidação (2024 - 2025): Foi neste período que a invenção ganhou o mundo. Ele conquistou a medalha de ouro na International Greenwich Olympiad, em Londres (2024), e representou o Brasil na ESI MILSET em Abu Dhabi (2025). Momento Atual (2026): O projeto continua evoluindo. Em junho de 2026, Lucas está programado para representar o Brasil no GENIUS Olympiad, em Nova York. Além disso, ele firmou uma parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) para aprimorar a engenharia da bomba. Como funciona: Ele criou um sistema onde uma hélice (feita de materiais reciclados) capta a força do vento para acionar um pistão ou compressor, esse movimento mecânico empurra a água de poços ou cisternas ou reservatórios elevados. É um projeto que une ciência aplicada e compromisso social, algo que tem tudo a ver com o espírito de preservação e desenvolvimento regional.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Conecta 63

#ciencia #humano #natureza #faunaeflora #agua #mataatlantica Semana da Água, conscientização e ação. O Vale do Ribeira é uma das regiões mais privilegiadas do mundo em termos de recursos hídricos, abrigando uma densidade altíssima de nascentes devido à preservação da Mata Atlântica. Proteger essas "fábricas de água" é vital não apenas para o ecossistema local, mas para o abastecimento de grandes centros urbanos. A Semana da Água é um período fundamental para jogarmos luz sobre um dos recursos mais preciosos (e, às vezes, negligenciados) do nosso planeta. Ela acontece em torno do Dia Mundial da Água, celebrado anualmente em 22 de março: Preservação da Mata Ciliar (O "Cílio" da Água). A vegetação ao redor da nascente funciona como um filtro e um escudo. De acordo com o Código Florestal, deve-se manter uma Área de Preservação Permanente (APP) em um raio de pelo menos 50 metros ao redor de qualquer nascente. Enriquecimento Florestal: Se a área estiver degradada, o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica (como o palmito juçara, aroeira e ipês) ajuda a manter a umidade do solo e evita o assoreamento. Em propriedades rurais, o gado e outros animais domésticos são grandes ameaças às nascentes. Isolamento: Cercar a área da nascente impede que o pisoteio dos animais compacte o solo (o que impede a infiltração da chuva) e evita a contaminação da água por dejetos. Bebedouros Externos: Instale canos para levar a água até bebedouros fora da área de preservação, garantindo que os animais bebam água limpa sem danificar a fonte. Saneamento Rural Adequado: Nascentes são extremamente sensíveis a contaminantes químicos e biológicos. Fossas Sépticas Biodigestoras: É fundamental que as residências próximas não utilizem "fossas negras". O uso de sistemas de tratamento biológico evita que coliformes fecais atinjam o lençol freático que alimenta a nascente. Manejo de Agrotóxicos: Evitar o uso de herbicidas e pesticidas em áreas de encosta acima das nascentes, pois a lixiviação (lavagem pela chuva) carrega esses venenos direto para a água. Técnicas de Conservação de Solo, implementar plantios em curvas de nível e caixas de sedimentação (barraginhas) nas estradas rurais ajuda a segurar a enxurrada, permitindo que a água penetre no solo e recarregue o aquífero. O Vale do Ribeira pode se beneficiar economicamente da proteção dessas águas. Existem programas governamentais e de ONGs que remuneram produtores rurais que conservam nascentes em suas terras. Valorizar as nascentes como parte de roteiros de educação ambiental, mostrando a origem dos rios que formam as cavernas e cachoeiras do PETAR. O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 1992, durante a conferência Rio-92. O objetivo é conscientizar e alertar sobre a crise global da água e do saneamento. Inspirar medidas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), água e saneamento para todos até 2030. No Alto Ribeira, a rede hidrográfica é o coração pulsante do ecossistema, sendo alimentada por centenas de nascentes que brotam da Serra de Paranapiacaba. Esses rios são conhecidos não apenas pelo volume, mas pela pureza e pelo papel que desempenham na formação das cavernas da região. Muito importante na região de Iporanga e Apiaí, o Rio Betari é conhecido por sua beleza e por atravessar áreas de mata densa e preservada. Ele contribui significativamente para o volume do Rio Ribeira no trecho de transição para o Médio Ribeira. Isso significa que qualquer poluição e desmatamento nas margens (matas ciliares) no topo da serra impactam rapidamente a qualidade da água quilômetros abaixo. A preservação dessas águas é o que garante a sobrevivência da Mata Atlântica e das comunidades tradicionais (quilombolas e ribeirinhos) que dependem da pesca e da agricultura de subsistência. A água do Alto Ribeira é o nosso maior ativo para o turismo sustentável e para a agricultura familiar, que depende de rios limpos para a irrigação. Denuncias: Polícia Militar Ambiental disque 190 ou acesse https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb

terça-feira, 10 de março de 2026

Conecta 62

#ciencia #humano #natureza #reciclagem #altovale #e-lixo Vamos falar da importância da reciclagem em nossas vidas! Adotar um estilo de vida Lixo Zero em casa é um processo gradual que exige mudança de hábitos e planejamento. O objetivo principal é reduzir ao máximo a quantidade de resíduos que você envia para o aterro sanitário ou incineração. A filosofia Lixo Zero se baseia em uma hierarquia de ações, conhecidas como os 5 R's, que devem ser aplicadas nesta ordem: Recusar: O mais importante, recuse o que você não precisa e que se tornará lixo (gratuitos, brindes, embalagens desnecessárias, sacolas plásticas, canudos, etc.). Reduzir: Consuma menos, compre menos itens, escolha produtos com menos embalagens ou embalagens reutilizáveis/recicláveis. Reutilizar: Opte por produtos duráveis e reutilize o que você já tem (potes de vidro, sacolas de pano, garrafas reutilizáveis). Reciclar: Separe corretamente e descarte para a coleta seletiva (ou pontos de entrega voluntária) tudo o que não puder ser recusado, reduzido ou reutilizado. Compostar: Transforma lixo orgânico, cascas de frutas e legumes, casca de ovos e borra de café vira ótimo adubo através da compostagem, evitando que ele vá para o lixo comum. Dicas Práticas para Implementação: Na cozinha (usar recipiente com tampa para óleo utilizado que pode ser uma garrafa PET), compras (escolher o produto certo para ter onde descartar embalagens), para higiene pessoal e limpeza existem vários produtos que podem ser reciclados. Muitas vezes pensamos na reciclagem apenas como um favor para o planeta, mas o impacto dela na nossa saúde física e mental é direto e profundo. Viver em um ambiente mais limpo e consciente altera a forma como nosso corpo e mente funcionam. Como fazer a Reciclagem Correta? Para que seja realmente reciclado, siga estas regras de ouro: Limpe as embalagens, restos de comida inviabilizam o processo e atraem bichos. Uma passada rápida de água (ou usar o papel usado para limpar o prato) já ajuda. Separe por tipo, papel, plástico, metal e vidro. Atenção ao vidro: Se quebrado, envolva em jornal ou coloque dentro de uma garrafa PET/caixa de leite para proteger os coletores. O descarte de eletroeletrônicos (o chamado E-Lixo) é um dos pontos mais sensíveis da reciclagem. Esses objetos contêm metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio) que são tóxicos para o solo, mas também possuem materiais valiosos (ouro, prata, cobre) que podem ser reaproveitados. O lixo comum vai para aterros, se um celular for para lá, a bateria pode inchar e vazar metais pesados que contaminam o lençol freático da nossa região, que é rica em recursos naturais e cavernas. Reciclar é proteger o Vale do Ribeira e a Mata Atlântica. Para eletrônicos de grandes dimensões (como geladeiras, fogões, máquinas de lavar ou televisores antigos), entre em contato com a Recicla Alto Vale, pois esses itens não podem ser deixados na calçada para a recolha comum. Lembre-se: a meta não é a perfeição imediata, mas a consistência na redução e na mudança de mentalidade em relação ao consumo. O ato de reciclar e adotar o Lixo Zero gera benefícios psicológicos comprovados. Saber que suas ações protegem as futuras gerações gera satisfação pessoal e traz bem-estar ao lar. Quase tudo que vai na tomada ou usa pilha é considerado lixo eletrônico, notebooks, CPUs, monitores, teclados, mouses e impressoras, celulares, tablets, carregadores e cabos. Eletroportáteis: Batedeiras, liquidificadores, ferros de passar e ventiladores, além das pilhas e baterias devem ser separados. Em Apiaí temos a Cooperativa Recicla Alto Vale: Localizada no bairro Palmital (Rua Neri Antonio de Camargo, s/n), esta cooperativa é o braço principal da coleta seletiva na cidade. Para saber o dia que o caminhão de reciclagem vai passar no seu bairro entre em contato (15) 99729-6673. Quer aprender mais sobre reciclagem visite o site reciclasampa.com.br/ - instagram.com/coopreciclaaltovale/ @retudo Não existe jogar fora, preservar é o melhor investimento!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Conecta 61

#ciencia #humano #natureza #faunaeflora #especiesinvasoras #mataatlantica A Mata Atlântica é um dos biomas mais vulneráveis a invasões biológicas por ser historicamente a porta de entrada da colonização e do comércio no Brasil. Aqui estão as principais espécies introduzidas que causam desequilíbrio nesse bioma: Fauna (Animais) Mico-estrela e Mico-de-pincel-preto: Nativos do Cerrado e da Caatinga, foram soltos na Mata Atlântica (como no RJ e SP) por humanos. Eles competem por comida e hibridizam (cruzam) com o Mico-leão-dourado, ameaçando a pureza genética da espécie nativa. Javali e Javaporco: Destroem o sub-bosque da floresta, atacam nascentes e competem com o queixada e o caititu. Caramujo-gigante-africano: Introduzido para fins gastronômicos, hoje é uma praga urbana e rural que consome centenas de espécies de plantas e transmite doenças. Cães e Gatos Domésticos: Em áreas próximas a Unidades de Conservação, predam aves, pequenos mamíferos e répteis nativos, além de transmitirem doenças para a fauna silvestre. Abelha-africana: Compete com abelhas nativas sem ferrão por pólen e néctar, alterando a dinâmica de polinização da floresta. Na flora a introdução de espécies vegetais exóticas é um dos maiores desafios para a restauração da Mata Atlântica. Muitas dessas plantas foram trazidas para fins ornamentais, agrícolas ou para conter a erosão, mas acabaram "vencendo" as espécies nativas por serem mais agressivas e não terem predadores (como insetos e fungos locais). Aqui estão as principais espécies da flora invasora na Mata Atlântica: Braquiária e Capim-Gordura (Urochloa spp. e Melinis minutiflora), o capim cresce muito rápido em áreas abertas e cria um "tapete" denso que impede que as sementes das árvores nativas toquem o solo e germinem. Além disso, eles alimentam incêndios florestais, pois secam rápido e queimam com muita intensidade. Pinus e Eucalipto (Pinus spp. e Eucalyptus spp.) Embora fundamentais para a indústria de papel, fora das plantações controladas, eles causam sérios problemas. Pinus: Suas sementes são aladas e viajam quilômetros com o vento. Em campos de altitude, o Pinus cresce onde não deveria haver árvores altas, mudando toda a paisagem e matando a flora rasteira por sombreamento. Eucalipto: Consome uma quantidade imensa de água do solo e suas folhas liberam substâncias químicas que impedem outras plantas de crescerem ao redor (alelopatia). Leucena (Leucaena leucocephala), esta árvore é uma das invasoras mais agressivas em áreas urbanas e de encostas, ela produz milhares de sementes que duram anos no solo. Ela forma "desertos verdes" onde apenas leucenas crescem, impedindo a biodiversidade da Mata Atlântica de retornar. Lírio-do-Brejo (Hedychium coronarium). Comum em beiras de rios e áreas úmidas da Serra do Mar, ele forma touceiras tão densas que sufocam a vegetação de beira de rio (mata ciliar), alterando o fluxo da água e impedindo que árvores nativas se estabeleçam. Outras Espécies Comuns: Jaqueira (Artocarpus heterophyllus): Embora dê frutos, na Mata Atlântica (como no Parque Nacional da Tijuca) ela é invasora. Como suas folhas e frutos são enormes e ela cresce rápido, ela sombreia demais o solo, matando as mudas das árvores nativas menores. Amendoeira-da-praia (Terminalia catappa): Muito comum em toda a orla brasileira, ela ocupa o lugar da restinga nativa. Goiabeira (Psidium guajava): Embora pareça nativa para muitos, a goiabeira comercial espalhada por pássaros pode se tornar dominante em áreas degradadas, impedindo a sucessão florestal natural. Crescemos vendo Jaqueiras e Eucaliptos e acreditamos que eles fazem parte da nossa fauna original. O erro humano aqui é também cultural: perdemos a referência do que é a floresta original e passamos a aceitar uma "floresta de invasoras" como natural. O grande desafio da Mata Atlântica hoje não é apenas plantar árvores, mas garantir que as espécies que estão lá sejam as corretas. O manejo dessas espécies invasoras é complexo e caro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Conecta 60

#ciencia #humano #natureza #especiesexoticas #biologia A introdução de espécies exóticas é considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo, atrás apenas da destruição de habitats. Estima-se que mais de 37.000 espécies já foram introduzidas globalmente pela ação humana. O desastre dos sapos-cururu (cane toads) na Austrália é considerado um dos maiores erros de biologia aplicada da história. Diferente das pítons (que foram um acidente com pets), os sapos foram introduzidos deliberadamente pelo governo em 1935 para uma missão específica, salvar as plantações de cana-de-açúcar de besouros. Os cientistas da época não consideraram um detalhe básico: os besouros viviam no topo das hastes de cana, enquanto os sapos não escalam e preferem ficar no chão. O resultado? Os sapos ignoraram os besouros e passaram a comer tudo o que viam pela frente, insetos nativos, pequenos répteis e até comida de cachorro. O maior problema não é o que o sapo come, mas quem tenta comê-lo. Como o sapo-cururu é nativo das Américas (incluindo o Brasil), os predadores australianos não tinham resistência ao seu veneno potente (bufotoxina). Isso causou uma mortalidade em massa de: crocodilos de água doce, lagartos monitores (Goannas), cobras nativas e o Quoll setentrional (um marsupial raro). Explosão populacional sem controle, sem predadores naturais e com uma capacidade reprodutiva absurda, uma única fêmea pode botar até 35 mil ovos por vez, a população saltou de apenas 102 sapos iniciais para mais de 200 milhões hoje. Na época, o entomologista Walter Froggatt alertou que os sapos se tornaram uma praga, mas as autoridades cederam à pressão política dos produtores de açúcar e seguiram com a soltura. Lição para a Humanidade: Hoje, os australianos tentam soluções desesperadas, como o treinamento de predadores nativos para "não comer" o sapo ou até o uso de feromônios para atrair girinos. O caso ensina que a introdução de uma espécie para controle biológico sem testes rigorosos pode ser pior do que a própria praga original. Aqui estão alguns dos casos mais impactantes e "clássicos" de desequilíbrio: Perca-do-Nilo no Lago Vitória (África), introduzida nos anos 50 para fomentar a pesca comercial, esse peixe predador gigante causou a extinção de mais de 200 espécies nativas de peixes ciclídeos. O impacto foi além da água: para defumar a carne gorda da Pesca, as populações locais cortaram tantas árvores que causaram erosão e alteraram o clima local. Cobra-Arbórea-Marrom em Guam, Coelho e Raposa na Austrália. Mexilhão-Dourado no Brasil e EUA. Javali no Brasil, introduzido para produção de carne e caça. Caracol-Gigante-Africano. Peixe-Leão no Caribe/Brasil. Abelha Africana,cruzou-se com abelhas europeias nas Américas, tornando as colmeias muito mais agressivas e alterando a polinização de plantas nativas. Infelizmente, quase todos os países do mundo já sofreram com invasões biológicas.No entanto, algumas nações enfrentaram crises tão graves que mudaram permanentemente suas paisagens e políticas ambientais. Aqui estão os principais exemplos globais e as espécies que causaram o caos: Estados Unidos (Além da Flórida), Javali no Texas, Carpa Asiática. Mexilhão-Zebra: Originário da Rússia, chegou nos cascos de navios e hoje entope tubulações de usinas e sistemas de água, causando prejuízos de bilhões de dólares por ano. Na Austrália e Nova Zelândia (Os casos mais extremos), o país trava uma guerra contra possums (gambás australianos), ratos e doninhas. Alemanha e Europa Central: Guaxinim (Raccoon), Vespa-Asiática e Cobra-Arbórea-Marrom. No Brasil, Javali, Coral-Sol: invadiu nossa costa e "sufocou" os recifes de corais nativos, competindo por espaço e alimento. Caramujo-Gigante-Africano. Espalhado por quase todo o território, é uma praga agrícola e risco à saúde pública.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Conecta 59

#ciencia #humano #natureza #pitons #especiesexoticas #aguasvivas O desequilíbrio causado pelas ações humanas, muitas vezes movida por interesses imediatos ou falta de cautela, pode gerar catástrofes ecológicas irreversíveis. Introdução de espécies exóticas como "Moda". O problema começou nas décadas de 70 e 80, quando as pítons se tornaram populares na Flórida (USA) como animais de estimação exóticos. O erro humano foi tratar seres complexos como meros produtos de consumo, sem considerar as consequências de sua fuga ou soltura deliberada por donos que não conseguiam mais lidar com o tamanho do animal. Subestimar a resiliência da natureza (e do Clima). Acreditava-se que essas cobras, nativas do sudeste asiático, não prosperaram. No entanto, elas encontraram nos Everglades um ambiente pantanoso e quente muito similar ao seu habitat original. A destruição de criadouros pelo Furacão Andrew em 1992 acelerou drasticamente a dispersão dessas serpentes no ambiente selvagem. Ao introduzir um predador de topo sem inimigos naturais locais, a humanidade causou um colapso populacional devastador. Estudos indicam que as pítons consumiram cerca de 90% dos pequenos mamíferos em certas áreas, levando ao desaparecimento quase total de raposas, coelhos e guaxinins. Elas competem até com o jacaré americano, o antigo rei do pântano. Falta de fiscalização e proibição tardia. A importação de pítons birmanesas só foi proibida nos EUA em 2012, décadas após o início da crise. Esse atraso demonstra a falha em implementar o princípio da precaução, onde a falta de certeza científica absoluta não deveria ser usada como razão para adotar medidas de proteção ambiental. Medidas de controle paliativas levaram o governo da Flórida a pagar recompensas a caçadores para tentar conter a invasão. Embora necessário, isso é um "enxugar gelo": cada fêmea pode botar até 100 ovos por ano, tornando a erradicação total praticamente impossível com as tecnologias atuais. A "invasão" de águas-vivas gigantes no Japão, especificamente da espécie Nomura (Nemopilema nomurai), é um exemplo de como a degradação ambiental sistêmica pode gerar "monstros" ecológicos. Diferente das pítons, que foram uma introdução direta, o caso das águas-vivas é uma resposta da natureza a múltiplos erros humanos acumulados. Aqui estão os principais erros que levaram a esse desequilíbrio: Sobrepesca Massiva. As águas-vivas e os peixes competem pelo mesmo alimento: o zooplâncton. Ao pescar excessivamente os peixes comerciais no Mar Amarelo e no Mar do Japão, a humanidade removeu os competidores naturais das águas-vivas, deixando "mesa farta" para que suas populações explodissem sem controle. Poluição por nutrientes (Eutrofização). O despejo de fertilizantes agrícolas e esgoto nas águas costeiras aumentou os níveis de nitrogênio e fósforo. Isso estimula o crescimento de plâncton, o combustível principal para o rápido desenvolvimento das águas-vivas, que podem pesar até 200 kg e atingir 2 metros de diâmetro. O aumento da temperatura dos oceanos devido às mudanças climáticas favorece o ciclo reprodutivo das águas-vivas. Águas mais quentes aceleram o metabolismo e a taxa de crescimento dessas criaturas, permitindo que elas se tornem adultas e se reproduzam muito mais rápido do que o normal. A construção de portos, piers e paredões de concreto forneceu superfícies ideais para que os pólipos (a fase inicial da vida da água-viva) se fixem e se multipliquem. Em ambientes naturais, elas teriam menos locais para se prender e no ambiente urbanizado encontram berçários perfeitos em cada pilar de ponte ou cais. Consequências drásticas como o colapso da pesca, acidentes marítimos, bloqueio de usinas, pois águas-vivas chegaram a entupir os sistemas de resfriamento de usinas nucleares e elétricas no litoral japonês, forçando paradas de emergência. Na sequência vamos falar sobre outros desequilíbrios da fauna e flora do mundo e do Brasil. Para conferir siga a Coluna Conecta!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Conecta 58

#ciencia #humano #medicina #biologia #medulaespinhal #polilaminina Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que desenvolveu uma abordagem terapêutica inovadora com potencial para reverter lesões da medula espinhal. Cientista brasileira lidera avanço histórico: tetraplégicos voltam a andar! Tatiana Sampaio, da UFRJ, cria molécula que estimula regeneração neural na medula espinhal. Pesquisadora reconhecida internacionalmente na área de biologia regenerativa e biologia celular, ela é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma estrutura polimerizada da proteína laminina investigada como agente terapêutico para regeneração neural. Tatiana atua como professora universitária e chefe de laboratório na UFRJ, onde coordena pesquisas de destaque nacional e internacional voltadas à recuperação de tecidos do sistema nervoso. Tatiana Coelho de Sampaio é graduada em Biologia, com formação acadêmica voltada à biologia celular e molecular da matriz extracelular. Ao longo de sua trajetória, realizou pós-graduação stricto sensu, incluindo mestrado e doutorado, com pesquisas centradas no papel das proteínas da matriz extracelular no desenvolvimento, organização tecidual e processos regenerativos. Sua formação científica contribuiu para a consolidação de uma linha de pesquisa voltada ao estudo das lâminas, glicoproteínas fundamentais da matriz extracelular envolvidas na adesão celular, migração, diferenciação e sobrevivência celular, especialmente no sistema nervoso central. Ensaios clínicos e translação tecnológica: A polilaminina avançou para etapas regulatórias, sendo registrada no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos para estudos iniciais em humanos, com o objetivo de avaliar segurança, viabilidade e sinais preliminares de eficácia em pacientes com lesão medular aguda. O avanço da pesquisa atraiu atenção da mídia, de instituições científicas e de órgãos governamentais, sendo frequentemente citada como uma das pesquisas brasileiras mais promissoras na área de regeneração neural e biotecnologia aplicada à saúde. O trabalho da bióloga brasileira Tatiana Coelho Sampaio com a polilaminina representa uma fronteira promissora para a biologia regenerativa, com um impacto social profundo e transformador. Ao desenvolver essa variante polimerizada da laminina, a pesquisadora oferece uma nova esperança para o tratamento de lesões no sistema nervoso central e periférico. O alcance dessa inovação toca diretamente a estrutura da sociedade e a saúde pública. Ao estimular o crescimento de neurônios, a polilaminina tem o potencial de devolver movimentos e sensibilidade a pacientes com paralisias, promovendo dignidade e independência. Redução de custos em Saúde: Terapias eficientes em biologia regenerativa podem diminuir a dependência de cuidados paliativos de longo prazo e reduzir o ônus socioeconômico sobre famílias e sistemas de saúde. Protagonismo Científico: A pesquisa reforça a capacidade da ciência brasileira em gerar patentes e soluções de alta complexidade, posicionando o país na vanguarda da biologia e suas tecnologias. Contribuições para a ciência brasileira. Tatiana Coelho de Sampaio é frequentemente citada como exemplo de pesquisadora brasileira atuando na fronteira do conhecimento em biologia celular e biologia regenerativa. Sua atuação contribuiu para o fortalecimento da pesquisa básica no Brasil, integração entre ciência básica e inovação tecnológica, formação de recursos humanos altamente qualificados, visibilidade internacional da ciência brasileira na área de matriz extracelular. Por décadas, acreditava-se que lesões na medula espinhal eram irreversíveis. Mas essa descoberta liderada pela cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ, muda esse cenário. Com o uso da polilaminina, uma molécula experimental criada a partir de proteínas da placenta humana, seis pessoas tetraplégicas recuperaram movimentos e sensibilidade, um resultado que surpreendeu a comunidade científica internacional.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Conecta 56

#ciencia #humano #natureza #odontologia #saude #dentes Esta é uma descoberta fascinante que parece saída de um filme de ficção científica, mas está prestes a se tornar realidade clínica. A Ciência que "Cria" Dentes do Zero: Imagine a cena: você perdeu um dente e, em vez de recorrer a implantes de titânio ou próteses desconfortáveis, o seu dentista simplesmente aplica um medicamento que faz um novo dente nascer. O que parece futurista demais acaba de entrar em fase de testes em humanos, graças a uma descoberta revolucionária no Japão. A Proteína USAG-1. Liderados pelo pesquisador Katsu Takahashi, do Hospital Kitano, em Osaka, cientistas identificaram que todos nós possuímos o "mapa" para uma terceira dentição. O problema é que uma proteína específica, chamada USAG-1, atua como um freio biológico, impedindo que novos dentes se desenvolvam após a dentição permanente. A lógica da descoberta é elegante em sua simplicidade: A Descoberta: A USAG-1 bloqueia os sinais de crescimento dental. A Solução: Os cientistas criaram um anticorpo capaz de neutralizar essa proteína. O Resultado: Sem o "freio", o corpo retoma sua capacidade natural de gerar dentes. Dos Laboratórios para os Consultórios: Os resultados em camundongos e furões foram impressionantes, mostrando que o bloqueio da proteína é seguro e eficaz para estimular o rebroto (crescimento de um novo dente). Agora, o mundo volta os olhos para os testes em humanos, que já estão em andamento. Se os testes forem bem-sucedidos, o tratamento poderá estar disponível comercialmente até 2030. Inicialmente, o foco será em crianças com anodontia (condição genética onde os dentes não nascem), mas o objetivo final é expandir para qualquer pessoa que tenha perdido dentes devido a cáries ou acidentes. Ponto de Reflexão: Estamos presenciando o nascimento da "odontologia regenerativa". Em breve, a pergunta no consultório não será mais "qual prótese vamos colocar?", mas sim "está pronto para deixar seu novo dente crescer?". No Brasil, a comunidade científica e órgãos oficiais (como o CFO - Conselho Federal de Odontologia) acompanham os avanços japoneses com grande entusiasmo, embora o país ainda não tenha um ensaio clínico idêntico ao de Katsu Takahashi em andamento, emitiu notas esclarecendo que, embora as manchetes pareçam futuristas, as pesquisas sobre a proteína USAG-1 são reais e fundamentadas. O conselho destaca que o Brasil é um dos países que mais poderá beneficiar desta tecnologia, dado que cerca de 15% da população adulta brasileira sofre com a perda total ou parcial de dentes, segundo dados do IBGE. Pesquisas de Ponta na USP e UNICAMP. Embora o foco japonês seja o bloqueio da proteína USAG-1, pesquisadores brasileiros em universidades como a USP (Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto) e a UNICAMP exploram vertentes complementares da Odontologia Regenerativa: Células-Tronco: Existem estudos avançados no Brasil sobre o uso de células-tronco de polpa dentária (muitas vezes coletadas de dentes de leite) para regenerar tecidos dentários e até osso alveolar. Biomateriais: Pesquisas brasileiras focam em "arcabouços" (scaffolds) biológicos que ajudariam o novo dente a crescer no formato correto, que é justamente um dos desafios citados pelo Dr. Takahashi. Diferentes portais de ciência brasileiros (como a Revista Pesquisa FAPESP e a Exame), têm destacado que o Brasil possui um ecossistema de biotecnologia capaz de adotar essas terapias rapidamente assim que forem aprovadas internacionalmente. A expectativa é que, se o medicamento chegar ao mercado em 2030, o Brasil possa ser um dos grandes centros de aplicação devido à sua vasta rede de cirurgiões-dentistas qualificados. O Brasil é um dos países mais ativos na divulgação e preparação teórica para essa nova era da odontologia, com grupos de pesquisa prontos para colaborar nos testes de segurança e eficácia no futuro.

Conecta 57

#brasil #pardo #indigena #negro #ribeirinho #branco #mestico Afinal de contas o Brasil é branco, negro ou indio? Essa é a pergunta de "um milhão de palmitos" que define a nossa identidade. A resposta mais honesta, baseada na ciência, na história e na sociologia, é: o Brasil não é um país é um continente. O Brasil é branco e negro e indígena. No entanto, se tivéssemos que escolher uma definição que unifique tudo, a palavra correta seria Mestiço (ou Pardo, no termo oficial do IBGE). Aqui está o porquê de cada uma dessas camadas ser fundamental: Geneticamente: Somos uma Mistura Irreversível. Se você olhar para o DNA médio do brasileiro, verá que quase ninguém é "puro". Somos um dos raros países onde a mistura não aconteceu apenas nas margens, mas no núcleo da formação populacional. O Brasil é o país com a maior população de origem africana fora da África, tem uma das maiores heranças genéticas indígenas das Américas e uma das maiores heranças europeias do hemisfério sul. O Brasil não é europeu porque nosso comportamento e alma são tropicais, muito ligados a natureza e adeptos de rítmicos de vários países. O Brasil não "é" puramente africano porque falamos uma língua portuguesa-latina e vivemos sob leis tipicamente europeias. O Brasil não "é" puramente indígena, embora nossa relação com a terra e nossos hábitos de higiene e alimentação sejam nativos. Estatisticamente: O Brasil é "Pardo" e diverso como nossa natureza. Pela primeira vez em 2022, o IBGE confirmou que a maioria absoluta dos brasileiros se identifica como parda. Isso significa que o brasileiro médio se olha no espelho e não vê um branco europeu, nem um negro retinto, nem um indígena de aldeia, ele vê a mistura. O retrato por regiões: O DNA conta a história das migrações e ocupações de cada parte do país: Norte: É a região com a maior carga de DNA Indígena do país (chegando a 30% ou mais em média). Nordeste: Possui a maior contribuição de DNA Africano (especialmente no litoral e na Bahia). Sul: Apresenta a maior predominância de DNA Europeu (acima de 75%), devido às ondas de imigração alemã, italiana e polonesa. Sudeste e Centro-Oeste: São as regiões mais equilibradas, com alta mistura das três linhagens. O DNA do brasileiro é considerado um dos mais diversos e complexos do mundo. Estudos genéticos recentes (como o projeto DNA do Brasil, publicado na revista Science em 2025) confirmam que somos um "mosaico genético" formado por três matrizes principais branco, negro e indio, mas com uma curiosidade: nosso DNA nem sempre bate com a nossa aparência. Dados do Censo indígena indicam o crescimento de 305 para 322 etnias no Brasil e um total de 295 línguas faladas. Sabemos dos desafios para se fazer um mapeamento desta dimensão, e também da importância de termos os números reais da diversidade dos povos originários em nosso país. Com dados atualizados, podemos avançar na proteção e implementação de políticas públicas no Brasil. As línguas não são apenas uma forma de expressão, mas um elemento da construção cultural. Quando uma língua se perde, vai embora junto parte da tradição e dos ensinamentos de um povo. É por isso que o governo implantou o Departamento de Línguas e Memórias, como forma de preservar a nossa história e cultura que ainda sofre muito com a discriminação racial. Viva a diversidade dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e comunidade européia e asiática que fazem parte da nossa sociedade e contribuem para nossa forma única de viver, seja nas artes ou pelo amor ao próximo, mesmo com todas divergências a harmonia e o cuidado com a natureza prevalece, respeito a todas as diferenças!