quarta-feira, 30 de julho de 2025
Conecta 33
#turismo #humano #natureza #tecnologia #seguranca #shorts #mataatlantica
Aventuras na Natureza: Segurança Redobrada e o Apoio Tecnológico dos Drones.
A beleza exuberante da natureza nos convida à aventura, seja em trilhas desafiadoras, ou qualquer um dos parques de nossa região. No entanto, os recentes acontecimentos em vários lugares do mundo nos alertam, como os acidentes em regiões com mata fechada, montanhas e acidentes nas cachoeiras, rios, cavernas e trilhas do Vale do Ribeira, nos lembram que todo cuidado é pouco. A imprevisibilidade do ambiente natural e a inexperiência ou descuido podem transformar um passeio inesquecível em um momento de perigo. Começa com o cuidado nas estradas, muitas têm sinalização precária, ou nem tem, e um pequeno descuido e seu passeio pode acabar em tragédia.
É fundamental que, antes de se aventurar, você planeje cuidadosamente sua expedição. Conheça seus limites físicos, informe-se sobre as condições climáticas e geográficas do local e nunca subestime os riscos. Utilize equipamentos adequados, vista roupas apropriadas e leve sempre água e alimentos. Em trilhas auto guiadas é importante que vá acompanhado de alguém que conheça bem a região, em caso de passeios por trilhas, cachoeiras e cavernas, informe sempre alguém sobre seu roteiro e horário previsto de retorno. A prevenção é, sem dúvida, o primeiro e mais importante passo para uma aventura segura, pesquisar antes e contratar um guia credenciado e especializado para a região a ser visitada. O socorro nessas regiões demoram à chegar pela dificuldade do acesso, por isso o incentivo em novas tecnologias são urgentes, como GPS e drones, aliados indispensáveis no resgate em áreas de risco.
Mesmo com todas as precauções, imprevistos podem acontecer. É nesse cenário que a tecnologia surge como uma grande aliada, especialmente os drones. Essas aeronaves não tripuladas estão revolucionando as operações de busca e salvamento em locais de difícil acesso ou perigosos. Imagine a situação de um acidente em uma trilha íngreme, uma pessoa perdida em uma floresta densa ou um alpinista preso em uma encosta rochosa. Em cenários como esses, onde o acesso humano pode ser arriscado e demorado, os drones se destacam. Equipados com câmeras de alta resolução, inclusive termográficas, eles conseguem mapear rapidamente grandes áreas, identificar vítimas e até mesmo entregar kits de primeiros socorros básicos. A agilidade e a capacidade de operar em condições adversas tornam os drones ferramentas preciosas. Eles podem: Localizar pessoas desaparecidas em terrenos acidentados ou de visibilidade reduzida, avaliar a extensão de um acidente e a gravidade da situação antes da chegada das equipes de resgate, fornecer imagens em tempo real para que as equipes em solo possam planejar a melhor rota de acesso e estratégia de salvamento, transportar equipamentos leves, como cordas finas, rádios comunicadores ou medicamentos, para as vítimas enquanto o resgate principal se aproxima. Em suma, enquanto a prudência e o respeito pela natureza são essenciais para evitar acidentes, a tecnologia dos drones oferece uma esperança real e uma capacidade de resposta muito mais eficaz em situações de emergência. Vamos cobrar dos gestores mais atenção na modernização e contratação de profissionais especializados em resgate!
A Coluna Conecta reforça: respeite os limites da natureza, siga orientações de segurança, nunca faça trilhas sozinho e informe sempre alguém sobre seu percurso. Leve celular com bateria extra, mapas atualizados e todo equipamento de segurança, quando possível, participe de grupos acompanhados por guias experientes. Entre a beleza e o risco, a diferença está no preparo — e na conexão entre o homem, a natureza e a tecnologia.
terça-feira, 22 de julho de 2025
Conecta 32
#geociencias #humano #natureza #tecnologia #terrasraras
Os elementos de terras raras (ETRs ou REEs - Rare Earth Elements), também chamados de metais de terras raras, óxidos de terras raras, ou lantanídeos são um conjunto de 17 metais pesados. Segundo matéria do site SGB Educa o termo “terra rara” é uma designação incorreta, pois os elementos de terras raras são relativamente abundantes na crosta terrestre. Um exemplo é o cério que é o 25º elemento mais abundante dos 78 elementos comuns na crosta terrestre, encontrado na concentração de 60 partes por milhão. A partir de seus números atômicos, os ETRs podem ser divididos em terras raras leves e pesadas. Os elementos de terras raras leves são o lantânio (La), cério (Ce), praseodímio (Pr), neodímio (Nd), promécio (Pm), samário (Sm), európio (Eu), mais o escândio (Sc) e ítrio (Y), que possuem números atômicos menores.
Já os elementos de terras raras pesados são o gadolínio (Gd), térbio (Tb), disprósio (Dy), hólmio (Ho), érbio (Er), túlio (Tm), itérbio (Yb) e lutécio (Lu), com números atômicos maiores. No entanto, raramente os ETRs ocorrem concentrados em grandes depósitos, em geral estão disseminados entre outros elementos, e não é comum serem encontpararados em concentrações suficientes apoiar operações mineiras comerciais. É importante observar que, embora quase todos os elementos da tabela periódica estejam presentes na crosta terrestre (a camada rochosa externa da Terra), suas abundâncias absolutas são muito variáveis. Isso pode ser observado no gráfico da imagem abaixo, que mostra a abundância de cada elemento por um milhão de átomos de silício, que é o elemento mais comum nos minerais formadores de rochas da crosta, como o quartzo, os feldspatos e as micas, por exemplo. A China possui as maiores reservas e lidera a produção mundial de ETRs, com 44 milhões de toneladas em reservas e 140.000 toneladas de produção anual nas suas minas. O Vietnã e o Brasil têm a segunda e a terceira maior reserva de metais de terras raras, porém nesses dois países a produção de ETRs está entre as mais baixas de todos os países produtores, com apenas 1.000 toneladas por ano cada um. O domínio mundial da China na produção de ETRs não é acidental. Anos de pesquisa e política industrial levaram o país a posição de topo no mercado e a China controla a produção e a disponibilidade global desses valiosos metais. A exploração de terras raras é um assunto geopolítico delicado, já que esses elementos são essenciais para as tecnologias modernas, mas sua extração e processamento podem gerar impactos ambientais significativos. A exploração de terras raras é uma atividade complexa e altamente regulamentada, principalmente devido à sua importância estratégica para a indústria de alta tecnologia, e às preocupações ambientais e sociais associadas à sua mineração e processamento. As normas variam significativamente de país para país, refletindo diferentes prioridades econômicas, ambientais e geopolíticas. No Brasil, o controle e a fiscalização das mineradoras são complexos e envolvem diversas esferas do governo, com a Agência Nacional de Mineração (ANM) desempenhando o papel central. No entanto, é importante notar que o sistema enfrenta desafios significativos. O licenciamento ambiental é um processo crucial, exigindo estudos prévios como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), além de programas de recuperação de áreas degradadas e compensação ambiental. Toda atenção no monitoramento é essencial, vide o vazamento recente de óleo no Rio Ribeira de Iguape, que impactou várias cidades no Vale do Ribeira. Fonte: https://www.sgb.gov.br/
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Conecta 30
#geologia #geoturismo #humano #natureza #ciencia #tecnologia
O estudo da Geologia no Brasil conta com profissionais dedicados, tanto pelo grau de dificuldade quanto pelo estudo em escola ou em campo, pois é necessária muita dedicação e perseverança. Fundado em 1969 o Serviço Geológico do Brasil (SGB) vinculada ao Ministério de Minas e Energia, com a missão de realizar estudos e pesquisas geológicas e de recursos minerais no país. Desenvolve pesquisas e levantamentos geológicos, de recursos minerais, geofísicos, geoquímicos, hidrogeológicos, hidrológico e de gestão territorial, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável, a gestão dos recursos naturais e a redução de riscos geológicos no país.
O SGB atua em diversas frentes essenciais para o Brasil:
Mapeamento Geológico: Realiza levantamentos sistemáticos das formações rochosas, dos solos e das estruturas geológicas, fundamentais para orientar a exploração mineral, o ordenamento territorial e o desenvolvimento de infraestrutura.
Recursos Minerais: Desenvolve estudos que subsidiam a prospecção de minérios estratégicos para a economia nacional, oferecendo dados técnicos confiáveis para o setor mineral. Hidrogeologia: Atua na investigação e no monitoramento dos aquíferos brasileiros, essenciais para a gestão sustentável dos recursos hídricos subterrâneos, especialmente em regiões sujeitas à escassez. Hidrologia: Desenvolve estudos e monitoramento dos recursos hídricos superficiais, como rios, lagos e bacias hidrográficas, contribuindo para a gestão integrada das águas, prevenção de enchentes, estiagens e apoio à segurança hídrica.
Gestão territorial e risco geológico: realiza a setorização de áreas com altos riscos geológicos como para as inundações e deslizamentos em municípios, contribuindo para a segurança e o planejamento territorial.
Geoinformação: Desenvolve e disponibiliza plataformas digitais e bancos de dados geocientíficos, promovendo o acesso público às informações para pesquisadores, gestores públicos e sociedade em geral.
Geologia Marinha: Conduz estudos da plataforma continental brasileira, apoiando a expansão da soberania nacional e a exploração responsável dos recursos marinhos.
Impacto na Sociedade e na Economia
O trabalho do SGB é fundamental para:
- Atrair investimentos para o setor mineral;
- Apoiar políticas públicas de desenvolvimento regional;
- Subsidiar ações de proteção civil em situações de desastres;
- Proteger e gerir os recursos hídricos;
- Gerar conhecimento científico para universidades e centros de pesquisa;
- Promover o uso sustentável do território e dos recursos naturais.
O Centro Integrado de Estudos Multidisciplinares - CIEM Apiaí é uma unidade de desenvolvimento técnico e apoio operacional do Serviço Geológico do Brasil, ligado à Superintendência Regional de São Paulo. O CIEM Apiaí foi idealizado para apoiar as atividades do SGB, além de abrigar iniciativas que atendam aos interesses da comunidade local, como trabalhos de extensão social e na área de divulgação científica e cultural.
No Ciem há um museu de minerais, onde as escolas e a comunidade podem visitar no período de segunda à sexta-feira das 8:00 às 17:00. Também são produzidas réplicas de fósseis de dinossauros dentes de T-Rex, Megalodon, garras do preguiça gigante, Velociraptor, além do Trilobita e Amonite, essas réplicas são confeccionadas para futuramente serem doadas aos alunos nas oficinas, que o Projeto SGBEDUCA faz nas escolas mediante a marcações pelo site www.sgbeduca.sgb.gov.br
Conecta 29
#geologia #geoturismo #humano #natureza #ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial
Geologia é a ciência que estuda os processos que ocorrem no interior do globo terrestre e na sua superfície. Pode-se dizer também que é a ciência que estuda a Terra (do grego Geos = Terra e logos = estudo). É uma ciência relativamente nova, surgida no século XVIII. No Brasil, os primeiros geólogos diplomaram-se em 1959. Ela é talvez a mais variada das ciências naturais, estuda a Terra como um todo, sua origem, composição, estrutura e história, bem como os processos que deram origem ao seu estado atual e os que governam as transformações que ocorrem no presente. Estuda também a vida que sobre ela existiu e que se encontra registrada nos fósseis, que são restos ou vestígios de animais e plantas preservados nas rochas. Na maioria dos casos, o geólogo faz isso em uma área restrita, que pode ser, por exemplo, um município, uma porção do estado, um ambiente geológico favorável à existência de um determinado minério, que proporcionam formações rochosas em grande escala e com beleza única, esculpida pela natureza durante milhões de anos.
A Geologia gerou o Geoturismo, é o turismo associado a atrações e destinos geológicos. O geoturismo atua nos ambientes abióticos naturais e construídos (componentes não vivos de um ecossistema que influenciam os seres vivos e suas interações). O geoturismo foi definido pela primeira vez na Inglaterra por Thomas Alfred Hose em 1995. O Vale do Ribeira é um paraíso geológico, como destaca Eduardo Salamuni, da Universidade Federal do Paraná, que esteve em Apiai num sítio geológico e diz, para efeitos de academia, que é um sítio de geodiversidade. E esses sítios de geodiversidade são aqueles que têm importância para vários fins, tem importância científica e vamos traduzir isso como importância de visitação, portanto, turística. São blocos de calcário, de meta-calcário, ou mármore, que mostram estruturas geológicas muito particulares. São estruturas geológicas que não aparecem em todo momento para nós nos cortes de estrada, nas pedreiras, isso não aparece com frequência, mas aqui apareceram. São estruturas que a gente chama de deformação da rocha, como por exemplo uma rocha que foi formada mais ou menos há 700 milhões de anos num lago, num grande oceano. Foi depositado calcário e depois, com o tempo, a evolução, ela acaba subindo por várias forças, inclusive aquelas forças tectônicas das placas tectônicas, e aí ela vai se deformando. E a deformação dessas rochas é retratada nesse arqueamento que nós temos das camadas, e elas estão arqueadas, a gente chama de dobradas. E essas dobras nos demonstram como evolui essa crosta terrestre do ponto de vista da deformação rochosa. E isso explica muita coisa para nós. Vamos lembrar que aqui o Vale do Ribeira é dominado por muitos calcários, por muitas formações de calcário, o mármore, como nós falamos, e tem outros tipos de rochas. Esses tipos de rochas estavam todas num fundo oceânico. Aqui era um oceano, mas era um oceano muito e um pouco diferente do que é um oceano atlântico, um oceano pacífico, era menor, mas não era tão pequeno assim. Com o advento das forças, que foram comprimindo o território como um todo ao longo dessas centenas de milhões de anos, eles apareceram. E a gente pode ver, particularmente, inclusive em Apiaí, por exemplo, a formação de várias cavernas que são típicas do terreno de mármore e calcário, a dissolução desse mineral que se formam as cavernas. Quando a dissolução é muito grande, elas aparecem para nós como blocos que a gente pode, inclusive, visitar, é um processo de dissolução muito grande, a ponto de sobrarem só os blocos que mostram as estruturas geológicas de interesse científico que podem eventualmente compor, um roteiro futuro de vários pontos de diversidade e geodiversidade.
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