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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Conecta 87

#ciencia #humano #estradaparque #Apiai #Iporanga #PETAR Recebemos a resposta do DER/SP sobre esclarecimentos da SP-165 e se existe algum projeto de asfalto ou estrada parque para nossa região: Em atenção à sua manifestação e considerando os esclarecimentos da Coordenadoria Geral Regional de Itapetininga - CGR.2, informamos que conforme manifestação da Coordenadoria de Conservação e Operações Viárias desta Regional, que trata-se da SP-165, Rodovia Antônio Honório da Silva entre os municípios de Apiaí/SP e Iporanga/SP, cuja estrada é mantida pelos serviços de conservação de rotina, os quais têm por finalidade manter as condições adequadas de segurança, trafegabilidade e funcionalidade da estrada, com as atividades como manutenção e recuperação localizada da estrada através dos serviços pontuais de reposição de revestimento primário, limpeza e desobstrução da drenagem, conservação das faixas de domínio, roçada, limpeza da sinalização e demais intervenções necessárias à manutenção das condições operacionais da rodovia. Ressalta-se que a execução desses serviços é realizada de forma contínua e de acordo com as necessidades identificadas nas inspeções e vistorias técnicas, observando-se as condições de trafegabilidade, segurança dos usuários e as características específicas do trecho viário. Registra-se a importância das manifestações da comunidade e dos usuários da SP-165, que contribuem para o acompanhamento das condições da rodovia e para o aprimoramento das ações de manutenção, conservação e segurança viária. A Ouvidoria do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP) agradece o contato e informa que a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários, Ouvidoria DER/SP. Conclusão, não existe nenhum projeto de construção de uma estrada viável e segura, mas a Ouvidoria ressalta que ”a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários", deixando claro que se a população não se manifestar o recapeamento vai continuar da mesma forma que está, somente reformas paliativas e nada de projetos definitivos. Enfim, seguimos isolados sem ônibus, impossibilitando os moradores que não tem carro de sair de Apiaí e Iporanga e vice e versa. Com chuvas e El Nino mais deslizamentos e acidentes vão acontecer impossibilitando o desenvolvimento da região e ouvindo comentários de turistas que aqui é o fim do mundo, pelo contrário, aqui é onde tudo começou com o povo vivendo em harmonia com a natureza, mas como desenvolver e prosperar com a estrada desse jeito, fica a questão. Manifestação segue para governo estadual e federal e contamos com apoio de todos. Esclarecendo: O PETAR não foi privatizado. O que ocorreu foi uma concessão da gestão dos serviços de uso público (como recepção de visitantes, bilheteria, manutenção de estruturas, estacionamento e alguns serviços turísticos) à iniciativa privada. A área do parque continua sendo um bem público do Estado de São Paulo, administrado e fiscalizado pela Fundação Florestal. Atualmente, a compra de ingressos para o PETAR é feita pela plataforma oficial da concessionária Parquetur (que até agora não realizou nenhuma ação de melhoria com relação à qualidade da estrada, conforto e segurança para todos). No portal é possível escolher o dia da visita, selecionar o núcleo do PETAR que deseja visitar (conforme disponibilidade), comprar ingressos, adicionar serviços disponíveis e receber o ingresso eletrônico após a compra. Antes de visitar lembre-se de que o ingresso do parque não substitui o acompanhamento de um monitor ambiental onde esse acompanhamento é obrigatório. https://parquetur.com.br. Assine o manifesto e compartilhe! facebook.com/jornaldoribeira

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Conecta 78

#ciencia #zoologia #mataatlantica #soroantiofidico #cobras #serpentes A produção de soros antiofídicos é um trabalho multidisciplinar que envolve profissionais de diversas áreas da ciência, saúde e produção biotecnológica. O desenvolvimento de um único lote de soro antiofídico pode envolver dezenas de profissionais diferentes, desde pesquisadores que estudam as cobras na Mata Atlântica até médicos que aplicam o tratamento nos hospitais. É um excelente exemplo de como a zoologia, a medicina, a veterinária e a biotecnologia trabalham juntas para salvar vidas, vamos conhecer e exaltar a dedicação desses profissionais. Herpetólogo: Estuda as serpentes, identifica espécies peçonhentas, auxilia na coleta de venenos, pesquisa a distribuição das cobras na natureza. Biólogo: Estuda a composição dos venenos, analisa toxinas e seus efeitos, desenvolve pesquisas sobre novos antivenenos. Biotecnologista: Desenvolve novas tecnologias para produção de soros, trabalha com engenharia genética e anticorpos, pesquisa antivenenos de nova geração. Bioquímico: Analisa proteínas e enzimas presentes nos venenos, avalia a eficácia dos soros produzidos. Farmacêutico: Participa da produção industrial dos soros, realiza controle de qualidade, garante a segurança do produto final. Médico Toxicologista: Trata pacientes vítimas de acidentes ofídicos, avalia a eficácia dos soros, desenvolve protocolos clínicos. Médico Veterinário: Cuida dos cavalos utilizados na produção do soro, monitora a saúde dos animais doadores de anticorpos e garante o bem-estar animal durante o processo. Biomédico: Atua em laboratórios de pesquisa e desenvolve testes imunológicos, auxilia na validação dos soros. Epidemiologista: Analisa dados de acidentes com serpentes, ajuda a planejar a distribuição dos soros no país. Engenheiro de Bioprocessos: Coordena equipamentos industriais, desenvolve métodos de purificação dos soros, otimiza a produção em larga escala. Existem diversos tipos de soros utilizados na medicina para neutralizar venenos, toxinas e agentes infecciosos. Soros para serpentes: Soro Antibotrópico (SAB) utilizado para acidentes causados por Jararaca (Bothrops jararaca), Urutu (Bothrops alternatus), Jararacuçu (Bothrops jararacussu). Soro Anticrotálico (SAC) para acidentes com cascavel. Soro Antielapídico (SAE) para acidentes com coral-verdadeira. Soro Antilaquético (SAL) para acidentes com surucucu-pico-de-jaca. Soro Antibotrópico-Laquético (SABL) utilizado quando há suspeita entre jararacas e surucucus. Soros para aranhas - Soro Antiaracnídico (SAAR) indicado para acidentes por armadeira,aranha-marrom. Soro Antiloxoscélico específico para Aranha-marrom. Soros para escorpiões: Soro Antiescorpiônico (SAEsc) utilizado para acidentes por escorpião-amarelo, outras espécies do gênero Tityus. Soros para insetos: Soro Antielapídico utilizado em casos graves de múltiplas ferroadas de abelha-africanizada é um dos soros mais recentes desenvolvidos no Brasil. Outros soros importantes: Soro Antirrábico utilizado após exposição ao vírus da raiva. Soro Antitetânico contra a toxina do tétano. Soro Antidiftérico contra a toxina da difteria. Soro Antibotulínico utilizado para tratar o botulismo. A palavra soro significa uma solução contendo anticorpos capazes de neutralizar toxinas ou microrganismos. Os soros antiofídicos salvam milhares de vidas todos os anos no Brasil e são considerados uma das maiores conquistas da medicina tropical. Durante muitos anos, os soros antiofídicos foram produzidos praticamente da mesma forma. Hoje, graças à genética, à biotecnologia e à inteligência artificial, estamos entrando em uma nova era da medicina. A tecnologia está transformando profundamente a fabricação dos Soros Antiofídicos, tornando-os mais seguros, eficientes e acessíveis. O conhecimento das serpentes e de seus venenos não apenas salva vidas após acidentes, mas também ajuda a desenvolver medicamentos que beneficiam milhões de pessoas em todo o mundo.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Conecta 77

#ciencia #zoologia #mataatlantica #soroantiofidico #cobras #serpentes Com o aumento de casos de ataques das serpentes da Mata Atlântica, vamos trazer várias explicações. A Zoologia é o ramo da biologia que estuda os animais. A palavra vem do grego: “zoo” = animal, “logia” = estudo, ou seja, Zoologia significa “estudo dos animais”. "Serpentes da Mata Atlântica, conheça as principais cobras peçonhentas do bioma". Como devemos chamar cobra ou serpente? As duas formas estão corretas, mas dependem do contexto. “Serpente” é um termo científico e zoológico. Os biólogos, herpetólogos e materiais acadêmicos costumam usar "serpente" porque é o nome do grupo de animais da subordem Serpentes. Exemplo: A jararaca é uma serpente peçonhenta da Mata Atlântica. “Cobra”é o termo popular mais utilizado no Brasil. Na linguagem do dia a dia, praticamente todas as serpentes são chamadas de cobras. Exemplo: Encontramos uma cobra durante a trilha. Quando ouvimos a palavra “cobra”, muitas vezes sentimos medo. Isso acontece porque, ao longo da história, esses animais foram cercados de mitos, histórias e desinformação. Porém, hoje vamos descobrir que as serpentes são fundamentais para o equilíbrio da natureza e possuem um papel essencial na manutenção da vida nas florestas. A Mata Atlântica abriga uma enorme diversidade de serpentes, desde espécies pequenas e inofensivas até serpentes peçonhentas conhecidas, como a jararaca, a cascavel e a coral-verdadeira. Cada uma delas possui características únicas, hábitos diferentes e uma função ecológica muito importante. Vamos identificar algumas espécies, quais são peçonhentas e quais não oferecem perigo, como agir em caso de acidentes, a importância das serpentes para o controle de pragas e doenças, e por que preservar esses animais também significa preservar a nossa própria sobrevivência. As serpentes ajudam a controlar populações de ratos e outros animais, colaborando diretamente para o equilíbrio ambiental e até para a saúde pública. Além disso, os estudos científicos com venenos de serpentes já contribuíram para a criação de medicamentos importantes utilizados no mundo inteiro. Nosso objetivo hoje não é ensinar medo, mas sim conhecimento, respeito e conservação. Diferença entre veneno e peçonha? O veneno é produzido pelo organismo, mas o animal não possui um aparelho inoculador ativo. O envenenamento ocorre de forma passiva, geralmente quando a presa entra em contato com a pele do animal, o ingere ou sofre pressão em glândulas específicas (ex: sapos-cururus, baiacus e certas rãs). A peçonha é uma substância tóxica produzida por alguns animais para defesa ou caça. Animal peçonhento é o animal que injeta a toxina, como cobras, escorpiões, aranhas, arraias, eles possuem presas, ferrões, espinhos, ou agulhões. A peçonha normalmente contém proteínas, enzimas, toxinas neurotóxicas, hemotóxicas, ou citotóxicas. Embora os dois termos sejam tipos de substâncias tóxicas, a distinção principal está na forma como a toxina entra no organismo. Essas substâncias podem paralisar, causar dor, destruir tecidos, afetar o sangue, ou atacar o sistema nervoso. As peçonhas são muito estudadas pela medicina porque podem ajudar no desenvolvimento de remédios, anestésicos, medicamentos contra hipertensão, tratamentos neurológicos e pesquisas contra o câncer. A urutu é um exemplo das serpentes peçonhentas mais importantes e perigosas da Mata Atlântica e do Sul do Brasil. Seu nome tem origem na língua tupi e significa aproximadamente "cobra muito feroz" ou "cobra grande". Ela é facilmente reconhecida pelo desenho em forma de cruz na cabeça, motivo pelo qual também é chamada de urutu-cruzeiro. Quanto mais rápido o soro antiofídico for administrado, maiores são as chances de recuperação completa e menores os riscos de sequelas. No Alto Ribeira o Hospital de Apiai é o mais próximo para atendimentos urgentes, o tratamento é gratuito pelo SUS, e possuem soros distribuídos pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz, ou Disque SAMU 192. Quando a Mata Encolhe, a Vida Avança: O Desequilíbrio que Multiplica Serpentes. Por mais distante que a vida urbana pareça estar do coração da Mata Atlântica, existe um fio invisível que conecta a saúde da floresta diretamente ao nosso quintal. Quando esse ecossistema é agredido, a resposta da natureza muitas vezes surge de forma silenciosa e rasteira. Um dos reflexos mais nítidos do desequilíbrio ambiental hoje é o aumento do avistamento e da população de serpentes em áreas de transição e centros urbanos. Mas, ao contrário do que o senso comum dita, isso não é uma "invasão" dos animais. É uma fuga pela sobrevivência motivada por fatores gerados por nós. A Dinâmica do Desequilíbrio: A multiplicação e o aparecimento frequente de espécies como a jararaca e a cascavel na Mata Atlântica acontecem devido a três fatores principais interligados. A Perda de Predadores Naturais: Com o desmatamento e a caça, animais que estão no topo da cadeia alimentar e controlam a população de cobras (como gaviões, corujas e quatis) perdem habitat ou desaparecem. Sem predadores, a taxa de sobrevivência das serpentes dispara. A Explosão de Roedores: Cidades e plantações próximas às florestas geram acúmulo de lixo orgânico. Isso atrai uma enorme quantidade de ratos. Como os roedores são a base da dieta de cobras peçonhentas, cria-se um banquete ideal para que elas se reproduzam mais. Efeito de Borda e Perda de Habitat: A fragmentação das matas destrói o interior úmido e preservado da floresta. Sem seu refúgio original, as serpentes se deslocam para as "bordas" da mata que coincidem justamente com estradas, sítios e bairros residenciais. O Ecossistema como Espelho: O aumento de serpentes não indica uma floresta "forte" ou cheia de vida, mas sim um ambiente fragmentado e sob estresse crônico. Nesta edição da Coluna Conecta, convidamos você a entender que preservar a biodiversidade vai muito além de proteger paisagens bonitas. Significa manter cada peça da engrenagem viva em seu devido lugar, garantindo a segurança de todas as espécies, inclusive a nossa.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Conecta 75

#ciencia #humano #absorvente #biodegradavel #saude #SustainPads Essas meninas de uma escola pública brasileira criaram um absorvente biodegradável que poderia ajudar milhões de mulheres no mundo que muitas vezes não têm acesso nem ao básico para higiene íntima, trazendo uma série de riscos à saúde delas. As estudantes Camille Pereira dos Santos e Laura Nedel Drebs desenvolveram o projeto na Escola Técnica Estadual Frederico Guilherme Schmidt, no Rio Grande do Sul. Elas constataram um problema gigantesco, os absorventes convencionais geram toneladas de lixo e levam séculos para se decompor, muitas mulheres ao redor do mundo ainda deixam de estudar ou de ter uma rotina tradicional durante o período menstrual, justamente por não conseguirem comprar esse tipo de produto. Foi aí que junto com a escola elas criaram o “Sustain Pads”, um absorvente sustentável feito a partir das fibras da palmeira juçara e do pseudocaule da bananeira, materiais naturais e de baixo valor comercial que normalmente seriam descartados, e acabariam no lixo. E além de biodegradável e compostável, o custo de produção dessa opção ficou em incríveis 2 centavos por unidade. O impacto desse projeto foi tão grande que ele um conquistou prêmio internacional na Suécia, com reconhecimento na Forbes Under 30. Mas o Sustain Pads infelizmente ainda aguarda investimentos e parcerias industriais para produção em larga escala e futura comercialização, o que poderia revolucionar completamente o acesso de baixo custo à higiene íntima no Brasil e no mundo. Em 2022, com apenas 19 anos, Camily Pereira dos Santos acreditou e desenvolveu um absorvente biodegradável, produzido a partir de materiais descartados por agricultores locais e com custo de produção de apenas R$0,02. O reconhecimento da Forbes Under 30 contribuiu para o ingresso dela na universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O Sustain Pads, como foi batizado e desenvolvido pela estudante gaúcha durante o ensino médio, integrado no Instituto Federal do Rio Grande do Sul no campus de Osório. Junto com sua colega Laura Nedel Drebes e sob orientação da professora Flávia Twardowski, Camily desenvolveu o projeto com foco na transformação social e na solução criativa de uma questão urgente. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. “Acredito que a ciência tem uma importante função social. Devemos olhar para os problemas ao nosso redor e trazer soluções inovadoras e sustentáveis, mas que sejam acessíveis a todos. O SustainPads foi criado para democratizar o acesso a um item tão básico de higiene que ainda falta a muitas meninas em todo o mundo e as impede de frequentar a escola com a devida regularidade”, ela explica. O projeto recebeu mais de 29 premiações nacionais e internacionais, incluindo o prêmio de Cientistas do Ano pela revista Glamour e o reconhecimento da Forbes Under 30. Como fruto dessa trajetória de impacto social e mérito pelo seu desempenho acadêmico, a jovem cientista passou para a universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Em 2022, ela começou a cursar Engenharia Química e foi reconhecida com uma bolsa de estudos do programa Líderes Estudar, da Fundação Estudar, que recentemente abriu novas inscrições.Esse processo é voltado para jovens que estão se aplicando, já foram aceitos ou estão matriculados para iniciar o curso em universidades norte-americanas, em qualquer área do conhecimento. O projeto SustainPads (absorventes ecológicos e de baixo custo feitos com fibras de bananeira e açaí) já teve o seu pedido de patente depositado e registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Fonte: Exame.com - @laura.drebes - ifrs.edu.br - @coracoralina

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Conecta 74

#ciencia #humano #natureza #amazonia #ibama #terrasraras Corrida por terras raras já acende alerta sobre garimpo ilegal na Amazônia. Setor mineral e integrantes do governo avaliam risco de estruturas criminosas migrarem para exploração ilegal de terras raras na Amazônia. Mineradoras e integrantes do governo já tratam como risco real a atuação do garimpo ilegal sobre terras raras e minerais críticos, sobretudo na Amazônia. A informação foi relatada pelo ex-comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Ubiratan Ângelo, e confirmada junto a fontes do setor mineral. A preocupação envolve a possibilidade de organizações criminosas adaptarem estruturas já usadas hoje no garimpo ilegal de ouro para explorar minerais estratégicos em áreas remotas da floresta. O receio é que rotas clandestinas, maquinário pesado, sistemas de lavagem da origem mineral e redes de transporte ilegal passem também a operar em torno das terras raras, grupo de minerais usados na fabricação de carros elétricos, turbinas e equipamentos de defesa. O tema entrou de vez na pauta do governo e do setor mineral por causa da corrida internacional pelos chamados minerais críticos, que viraram um ativo-chave nas relações internacionais. O Brasil possui a segunda maior reserva desses minerais no mundo, atrás somente da China. A discussão avançou junto com a tramitação do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, aprovado pela Câmara neste mês e agora em análise no Senado. O texto prevê incentivos fiscais, fundo garantidor bilionário, regras para exploração de terras raras e a criação de um conselho com poder para analisar operações consideradas estratégicas para a soberania nacional. Para piorar a fiscalização e favorecer o desmatamento foi apresentado Projeto de Lei (PL) 2564/2025, que altera a Lei de Crimes Ambientais, para proibir que o Ibama e outros órgãos ambientais realizem embargos e apliquem medidas cautelares unicamente com base em imagens de satélite ou detecção remota. Aprovado pela Câmara dos Deputados, este texto proíbe o Ibama de aplicar embargos imediatos de terras ou multas baseando-se unicamente em imagens de satélite. A nova regra exige que o produtor rural seja notificado previamente para se defender antes de qualquer punição remota, o que, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e fiscais do Ibama, inviabiliza o combate rápido ao desmatamento em tempo real. Como funciona hoje versus o que propõe o PL. Regra atual: Agentes do Ibama e do ICMBio têm respaldo legal para queimar tratores, escavadeiras, helicópteros e aviões do garimpo ilegal e destruição imediata de maquinários como uma antecipação de pena, proibindo o ato antes de um processo administrativo finalizado com direito a defesa prévia. Essa inutilização ocorre de forma imediata em áreas isoladas (como Terras Indígenas na Amazônia) quando a remoção do maquinário pesado é logisticamente inviável ou coloca em risco a vida dos fiscais. Com o PL 2564/2025: Essa queima fica proibida. Os parlamentares que apoiam a medida sustentam que a destruição de patrimônio sem julgamento definitivo viola o direito de propriedade e os princípios democráticos. Há também outros projetos correlatos em andamento, que sugerem doar ou reciclar o maquinário em vez de destruí-lo. Como o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em maio de 2026, ele ainda não virou lei. A proposta precisa ser votada e aprovada pelo Senado Federal antes de seguir para sanção ou veto do Presidente da República. Órgãos ambientais (como Ibama), cientistas e ONGs alertam que a aprovação do texto pode acelerar a destruição da floresta, inviabiliza a fiscalização e dificulta para os fiscais atenderem a cada alerta de satélite antes de agir, tornando o combate ao desmatamento logisticamente impossível. Fortalece o crime organizado, pois proibir a queima de maquinário pesado em locais inacessíveis significa que os fiscais terão de deixar tratores e helicópteros para trás, permitindo que os garimpeiros e madeireiros ilegais os recuperem e voltem a operar no dia seguinte. O Projeto de Lei é considerado positivo por defensores do setor agropecuário e altamente prejudicial por ambientalistas e órgãos de fiscalização. Fiquemos atentos, preservar a natureza e os povos originários é o melhor investimento! Fonte: @amadomundo / Agência Câmara de Notícias / Ibama / gov.br

terça-feira, 19 de maio de 2026

Conecta 72

#ciencia #humano #inteligenciaartificial #colonialismo #historia #paz Nascemos e convivemos com confrontos armados ou não ao redor do mundo desde que nascemos, com base em dados atualizados até o início de 2026, o mundo vive um dos cenários mais violentos desde a Segunda Guerra Mundial. Conflitos Armados Totais: Existem mais de 120 conflitos armados ativos no mundo, um número considerado altíssimo e que tem aumentado. Grandes Guerras: Especialistas apontam para, pelo menos, 8 a 11 grandes guerras com alto número de mortes (mais de 10.000 ao ano) em andamento. Países Envolvidos: Cerca de 60 países estão envolvidos em situações de conflito armado, representando 31% das nações do mundo. A África concentra o maior número de conflitos estatais (28), seguida pela Ásia (17) e Oriente Médio (10). Principais Conflitos Ativos (2025-2026): Guerra Ucrânia-Rússia. Continua como um dos maiores conflitos com alta fatalidade. Guerra Israel-Irã/Gaza. Este ano registrou um agravamento, com ataques conjuntos de Israel e EUA contra o Irã em fevereiro. Conflitos na África e Ásia: Sudão, Sudão do Sul, Mianmar, Iêmen, Burkina Faso e Somália enfrentam guerras civis e conflitos internos intensos. Historicamente, os Estados Unidos já realizaram centenas de intervenções militares no exterior, além de fornecerem um suporte multidimensional a Israel que é considerado fundamental para a sustentação de suas operações militares em múltiplas frentes, incluindo Gaza, Líbano e Cisjordânia. Em abril deste ano, esse apoio manifesta-se principalmente através de ajuda financeira, fornecimento de armamento avançado e suporte diplomático. O aumento é impulsionado por um recorde de conflitos armados não internacionais, que mais do que triplicaram desde o ano 2000. Muitos desses conflitos não recebem atenção constante da mídia, mas causam sofrimento a milhões. Essa corrida tecnológica está mudando o conceito de superioridade militar, não vence quem tem mais tanques, mas quem possui o algoritmo que decide mais rápido. Na guerra sobre petróleo, terras raras e colonização de países. A solução vem da tecnologia com o sistema criado na China para evitar ataques, a Inteligência artificial ajudou a desenvolver um algoritmo chamado Jingqi, projetado para monitorar e antecipar movimentações militares de larga escala. Identificação Antecipada: O sistema teria sido capaz de detectar sinais de mobilização de tropas e preparativos logísticos semanas antes de ações concretas. Fontes de Dados: A IA opera integrando uma vasta gama de informações, incluindo imagens de satélite em tempo real, trajetórias de voos de transporte e reconhecimento, movimentação de grupos de ataque navais, registros públicos e fontes abertas (OSINT). No uso agora (Irã, 2026), afirma-se que este sistema identificou o acúmulo de forças ocidentais no Oriente Médio meses antes dos ataques de fevereiro de 2026, reconstruindo padrões que superaram os níveis de atividade da Guerra do Iraque. Além disso existem as guerras híbridas que acontecem também no campo invisível: Ciberataques: Sabotagem de infraestruturas críticas (super mísseis teleguiados, cabos submarinos, drones, redes elétricas e internet). Desinformação: O uso de IA para manipular opiniões públicas e desestabilizar governos adversários sem disparar um único tiro. Especialistas apontam que 2026 é um "ano decisivo". O rumo das negociações atuais no continente Africano, Ucrânia e no Oriente Médio, somado à postura das grandes potências frente às crises climáticas, determinará se caminhamos para uma desescalada ou para uma conflagração ainda maior. Já que não conseguimos conviver como irmãos que morrem sem ter uma arma na mão, evitemos futuras guerras. Nos abençoe ó Jesus de Nazaré, afaste as coisas ruins e aumente a minha fé. ( Paulo Perdigão) #PazNoMundo

Conecta 71

#ciencia #faunaeflora #rioribeira #reciclagem #lixo0 #coletaseletiva #Itaoca Rio Ribeira precisa de ações urgentes de todas as cidades que vivem em suas margens. A educação ambiental segue junto com a preocupação com saneamento e resgate das matas ciliares, plantar e cuidar das nascentes passa a ser prioridade frente às mudanças climáticas, falta de chuva e controle das plantações que devastam a Mata Atlântica, tem que ser observadas e realizar ações importantes para enfrentar os novos tempos. Palestra sobre coleta seletiva para escolas deve ser prioridade! Propor equilíbrio entre ser humano, a conscientização ambiental e a instrução prática. Na biologia e na ecologia, os elementos são as bases que formam os ecossistemas. Vamos falar sobre os elementos da natureza, a importância deles com a Coleta Seletiva e como colocar essas ações em nosso dia a dia, sem deixar resíduos fora de lugar e aprender como a terra se transforma em adubo orgânico, utilizar as caixas coletoras e sentir o prazer de pertencimento ao futuro do planeta e das próximas gerações, aprendendo com a sabedoria dos ancestrais e usando as novas tecnologias para tornar sua moradia em “LIXO 0”. Através do FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) é o braço financeiro do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH) de São Paulo, que financia projetos de saneamento, drenagem, preservação e gestão hídrica, com recursos oriundos da cobrança pelo uso da água e outras fontes, visando a melhoria das bacias hidrográficas. A cidade de Itaoca foi contemplada após apresentar números e estatísticas de todo sistema hídrico, pecuário, agrônomo e da qualidade de vida dos moradores, este projeto foi bem direcionado e administrado pela prefeitura de Frederico Dias Batista e sua equipe. Foi produzido um vídeo “Itaoca - Um território vivo do Vale do Ribeira” (Documentário), que vai ser exibido em breve nas redes sociais, mas as escolas e a população estão tendo acesso em primeira mão, o projeto conseguiu verbas para nova sede da associação de reciclagem, coletoras para recicláveis e um caminhão para fazer a coleta em toda cidade, isso gera motivação e sensação de pertencimento à nossa terra, para preservação da natureza e qualidade de vida da população ribeirinha e das futuras gerações. Foram feitas várias palestras com apresentação deste colunista sobre coleta seletiva em escolas municipais e estaduais, mostrando a importância da separação correta dos resíduos em seus devidos lugares para facilitar o trabalho dos coletores. As águas do Ribeira ganham voz no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul (CBH-RB) apresenta seu novo vídeo institucional: “A Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira de Iguape e Litoral Sul". Um olhar sobre um dos territórios socioambientais mais relevantes do país da nascente, nos Campos Gerais do Paraná, até o encontro com o mar em Iguape. Um rio que segue livre, sem barramentos em seu curso principal. Mantendo sua dinâmica natural e sustentando a biodiversidade. Ao longo de seu percurso, o Ribeira atravessa o maior contínuo de Mata Atlântica do Brasil e sustenta modos de vida que constroem, há gerações, uma relação direta com a água, povos indígenas, quilombolas, caiçaras e ribeirinhos. Há 30 anos, o CBH-RB atua na construção coletiva de caminhos para o uso equilibrado da água. O lançamento foi no 3º Fórum Brasil das Águas no Stand do Fórum Paulista de CBH’s dia 5 de maio. As águas seguem e contar essa história também é parte da gestão das prefeituras, a educação ambiental é mais que necessária. Produzido pelos mesmos diretores do @aguasdoribeira @rafadoribeira , direção de fotografia @viniciusoliveira.cine e direção de som de @rodrigo.aquino.gtr. Para levar essa palestra sobre o Rio Ribeira e a Coleta Seletiva para sua cidade ou escola entrar em contato.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Conecta 69

#ciencia #humano #internet #fakenews #redessociais A Verdade sob Ataque: O Desafio das Fake News e o Caminho da Regulamentação. Vivemos na era da hiperconexão. Nunca foi tão fácil acessar informação, mas, paradoxalmente, nunca foi tão difícil filtrar o que é real. No fluxo incessante de notificações, às Fake News (notícias falsas) deixaram de ser apenas "boatos de internet" para se tornarem ferramentas sofisticadas de desinformação, capazes de abalar democracias, destruir reputações e colocar a saúde pública em risco. Vídeos e fotos com realidade impressionante deixando cada vez mais difícil detectar a veracidade da informação. Novos aplicativos e sites têm surgido como ferramenta de combate à desinformação. Inteligência Artificial contra desinformação em grupos de Whatsapp foi criada por alunos da USP e vence desafio internacional. Três alunos do curso de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP) venceram o Programa AI4Good, desafio promovido pela Brazil Conference, com a criação do chatbot “Tá Certo Isso AI?”. Durante anos, acreditou-se que as próprias plataformas de tecnologia (Big Techs) conseguiriam moderar esse conteúdo de forma orgânica. No entanto, o cenário atual mostra que a escala do problema é maior do que qualquer filtro interno. É aqui que entra o debate urgente sobre a regulamentação. Falar em regulamentar não significa censurar, mas sim estabelecer regras de responsabilidade. Você deixaria um filme mudar a forma como seu filho enxerga o próprio celular? Um psiquiatra infantil reuniu alguns documentários e algo inesperado aconteceu: as crianças começaram a largar as telas por conta própria. Sem grito, sem regra forçada… só consciência. Produções como O Dilema das Redes e Privacidade Hackeada mostram que por trás de cada curtida existe um sistema projetado para prender atenção, e quando isso fica claro, a forma de usar a internet muda na hora. Denuncie fraudes: Encontrou serviços que prometem elevar seu score ou ofertas milagrosas para limpar o nome? Denuncie fraudes e golpes digitais que utilizam o nome da Serasa e protejam seus dados! serasa.com.br/contra-fraudes. O ICL Notícias lançou, nesta segunda-feira (23), um site de denúncias voltado ao recebimento seguro e anônimo de informações de interesse público. denunciei.com. O portal G1 lançou a página Fato ou Fake (Como denunciar Fake News nas redes sociais). Plataformas digitais fizeram uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação. A atenção está focada em eleições, redes sociais e urna eletrônica. Desinformação? Não repasse! Manda a real, não caia em fake news, acesse informações, dicas e ferramentas para reconhecer e combater a desinformação. mandaareal.mpf.mp.br . As mentiras não podem vencer a democracia. Combater notícias falsas é fundamental para que tenhamos um real Estado Democrático de Direito, acesse e saiba como atuar casa13.pt.org.br/combate-fake-news Dicas de filmes: Adolescentes digitais - crescer na era digital, Privacidade hackeada, Dilema das redes, Desatentos, Século do ego, Império da dor, Mestres do dinheiro, Infância 2.0, O Experimento Vivo, Adolescentes Digitais, Crescer na Era Digital e Desatentos vão ainda mais fundo, mostrando ansiedade, conflitos familiares e até o funcionamento do cérebro diante das telas. O impacto é silencioso, mas poderoso: crianças e adultos começam a perceber que não estão no controle como imaginavam, e essa virada de chave vale mais do que qualquer proibição. No Brasil de 2026, embora ainda não exista uma "Lei Geral de Fake News", a Justiça utiliza ferramentas que já existem no nosso Código Penal e na Justiça Eleitoral, que criminaliza toda e qualquer notícia falsa, mas o tribunal da internet é cruel, portanto atenção ao repassar, na dúvida não compartilhe, a responsabilidade digital agora é uma obrigação legal, não apenas um conselho ético. Sigamos conectados pelo que é verdadeiro!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Conecta 68

#ciencia #humano #embalagem #agrotoxicos #remedios #reciclagem Os poluentes mais graves para nossa saúde são os agrotóxicos em larga escala e o descarte incorreto de medicamentos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando nossos rios em "incubadoras" de resistência bacteriana, essa combinação de fatores cria o ambiente perfeito para o surgimento de superbactérias, representando uma ameaça crescente à saúde pública. O descarte de embalagens de remédios e agrotóxicos não tem controle nenhum, um estudo recente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) revelou a presença de antibióticos e bactérias multirresistentes em águas fluviais, acendendo um alerta vermelho para a saúde pública e o meio ambiente. O problema de tratar o rio como lixeira é que o "troco" vem em forma de bactéria que nenhum remédio comum consegue matar. O cenário é alimentado pelo uso indiscriminado de remédios, descarte doméstico irregular e, principalmente, pelo lançamento de efluentes domésticos e agropecuários sem o devido tratamento. O perigo das superbactérias nas amostras coletadas os pesquisadores identificaram a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Na prática, isso significa que infecções que antes eram simples podem se tornar fatais (como a sepse), exigindo tratamentos hospitalares muito mais complexos. O risco atinge humanos e animais através do contato direto com a água, solo contaminado ou consumo de alimentos irrigados com esses recursos. Além do perigo biológico, o excesso de resíduos orgânicos e químicos causa a eutrofização (aumento excessivo de fósforo e nitrogênio) em corpos d'água, causando a proliferação de algas, diminuição de oxigênio e morte de espécies aquáticas), esse processo gera uma explosão de algas que bloqueiam a luz solar e consomem o oxigênio da água, levando à morte de peixes e plantas submersas. É um ciclo de decomposição que favorece ainda mais a proliferação bacteriana e a bioacumulação de contaminantes em toda a cadeia alimentar. Embora a contaminação por antimicrobianos seja um desafio global presente em mais de 70 países, no Brasil a situação expõe nossa fragilidade estrutural em saneamento básico e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos. Agora temos o Projeto de Lei 6427/25, determina que embalagens de alimentos industrializados e in natura contenham informações ostensivas, claras e de fácil visualização sobre presença de resíduos de agrotóxicos ou pesticidas. Proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e está em análise na Câmara dos Deputados. Empresas serão obrigadas a informar potenciais riscos das substâncias encontradas para a saúde humana. Destaca que famílias de menor renda, populações periféricas e grupos historicamente vulnerabilizados são os que mais sofrem com exposição involuntária a substâncias químicas, sendo frequentemente privadas de instrumentos que permitam escolhas seguras. Estudos de vigilância sanitária revelam distúrbios neurológicos e aumento da incidência de câncer, mesmo em produtos que atendem aos limites legais. O Código de Defesa do Consumidor já estabelece como direito básico do consumidor a informação adequada sobre riscos e proteção da saúde. O Brasil lidera o consumo mundial de agrotóxicos devido ao modelo agrícola hegemônico focado em commodities (soja, milho, algodão), clima tropical que favorece pragas o ano todo, múltiplas safras anuais (até 3/ano), expansão da fronteira agrícola e uma legislação que permite o uso de substâncias banidas em outros países. A pesquisadora brasileira que precisou deixar o Brasil após denunciar o uso de agrotóxicos foi Larissa Mies Bombardi, professora do Departamento de Geografia da USP, ela foi para Europa após sofrer uma série de intimidações e ameaças de morte. Os indicativos mostram que estamos longe da perfeição tanto na informação, quanto na reciclagem de embalagens de remédios e agrotóxicos que inevitavelmente vão parar nos rios sem nenhum tratamento. Fonte: @florestalbrasilblog @brasildefato @brasilescola Conteúdo urgente e necessário nas escolas do mundo todo! @retudo @revolixonarios

quarta-feira, 18 de março de 2026

Conecta 63

#ciencia #humano #natureza #faunaeflora #agua #mataatlantica Semana da Água, conscientização e ação. O Vale do Ribeira é uma das regiões mais privilegiadas do mundo em termos de recursos hídricos, abrigando uma densidade altíssima de nascentes devido à preservação da Mata Atlântica. Proteger essas "fábricas de água" é vital não apenas para o ecossistema local, mas para o abastecimento de grandes centros urbanos. A Semana da Água é um período fundamental para jogarmos luz sobre um dos recursos mais preciosos (e, às vezes, negligenciados) do nosso planeta. Ela acontece em torno do Dia Mundial da Água, celebrado anualmente em 22 de março: Preservação da Mata Ciliar (O "Cílio" da Água). A vegetação ao redor da nascente funciona como um filtro e um escudo. De acordo com o Código Florestal, deve-se manter uma Área de Preservação Permanente (APP) em um raio de pelo menos 50 metros ao redor de qualquer nascente. Enriquecimento Florestal: Se a área estiver degradada, o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica (como o palmito juçara, aroeira e ipês) ajuda a manter a umidade do solo e evita o assoreamento. Em propriedades rurais, o gado e outros animais domésticos são grandes ameaças às nascentes. Isolamento: Cercar a área da nascente impede que o pisoteio dos animais compacte o solo (o que impede a infiltração da chuva) e evita a contaminação da água por dejetos. Bebedouros Externos: Instale canos para levar a água até bebedouros fora da área de preservação, garantindo que os animais bebam água limpa sem danificar a fonte. Saneamento Rural Adequado: Nascentes são extremamente sensíveis a contaminantes químicos e biológicos. Fossas Sépticas Biodigestoras: É fundamental que as residências próximas não utilizem "fossas negras". O uso de sistemas de tratamento biológico evita que coliformes fecais atinjam o lençol freático que alimenta a nascente. Manejo de Agrotóxicos: Evitar o uso de herbicidas e pesticidas em áreas de encosta acima das nascentes, pois a lixiviação (lavagem pela chuva) carrega esses venenos direto para a água. Técnicas de Conservação de Solo, implementar plantios em curvas de nível e caixas de sedimentação (barraginhas) nas estradas rurais ajuda a segurar a enxurrada, permitindo que a água penetre no solo e recarregue o aquífero. O Vale do Ribeira pode se beneficiar economicamente da proteção dessas águas. Existem programas governamentais e de ONGs que remuneram produtores rurais que conservam nascentes em suas terras. Valorizar as nascentes como parte de roteiros de educação ambiental, mostrando a origem dos rios que formam as cavernas e cachoeiras do PETAR. O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 1992, durante a conferência Rio-92. O objetivo é conscientizar e alertar sobre a crise global da água e do saneamento. Inspirar medidas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), água e saneamento para todos até 2030. No Alto Ribeira, a rede hidrográfica é o coração pulsante do ecossistema, sendo alimentada por centenas de nascentes que brotam da Serra de Paranapiacaba. Esses rios são conhecidos não apenas pelo volume, mas pela pureza e pelo papel que desempenham na formação das cavernas da região. Muito importante na região de Iporanga e Apiaí, o Rio Betari é conhecido por sua beleza e por atravessar áreas de mata densa e preservada. Ele contribui significativamente para o volume do Rio Ribeira no trecho de transição para o Médio Ribeira. Isso significa que qualquer poluição e desmatamento nas margens (matas ciliares) no topo da serra impactam rapidamente a qualidade da água quilômetros abaixo. A preservação dessas águas é o que garante a sobrevivência da Mata Atlântica e das comunidades tradicionais (quilombolas e ribeirinhos) que dependem da pesca e da agricultura de subsistência. A água do Alto Ribeira é o nosso maior ativo para o turismo sustentável e para a agricultura familiar, que depende de rios limpos para a irrigação. Denuncias: Polícia Militar Ambiental disque 190 ou acesse https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb

terça-feira, 10 de março de 2026

Conecta 62

#ciencia #humano #natureza #reciclagem #altovale #e-lixo Vamos falar da importância da reciclagem em nossas vidas! Adotar um estilo de vida Lixo Zero em casa é um processo gradual que exige mudança de hábitos e planejamento. O objetivo principal é reduzir ao máximo a quantidade de resíduos que você envia para o aterro sanitário ou incineração. A filosofia Lixo Zero se baseia em uma hierarquia de ações, conhecidas como os 5 R's, que devem ser aplicadas nesta ordem: Recusar: O mais importante, recuse o que você não precisa e que se tornará lixo (gratuitos, brindes, embalagens desnecessárias, sacolas plásticas, canudos, etc.). Reduzir: Consuma menos, compre menos itens, escolha produtos com menos embalagens ou embalagens reutilizáveis/recicláveis. Reutilizar: Opte por produtos duráveis e reutilize o que você já tem (potes de vidro, sacolas de pano, garrafas reutilizáveis). Reciclar: Separe corretamente e descarte para a coleta seletiva (ou pontos de entrega voluntária) tudo o que não puder ser recusado, reduzido ou reutilizado. Compostar: Transforma lixo orgânico, cascas de frutas e legumes, casca de ovos e borra de café vira ótimo adubo através da compostagem, evitando que ele vá para o lixo comum. Dicas Práticas para Implementação: Na cozinha (usar recipiente com tampa para óleo utilizado que pode ser uma garrafa PET), compras (escolher o produto certo para ter onde descartar embalagens), para higiene pessoal e limpeza existem vários produtos que podem ser reciclados. Muitas vezes pensamos na reciclagem apenas como um favor para o planeta, mas o impacto dela na nossa saúde física e mental é direto e profundo. Viver em um ambiente mais limpo e consciente altera a forma como nosso corpo e mente funcionam. Como fazer a Reciclagem Correta? Para que seja realmente reciclado, siga estas regras de ouro: Limpe as embalagens, restos de comida inviabilizam o processo e atraem bichos. Uma passada rápida de água (ou usar o papel usado para limpar o prato) já ajuda. Separe por tipo, papel, plástico, metal e vidro. Atenção ao vidro: Se quebrado, envolva em jornal ou coloque dentro de uma garrafa PET/caixa de leite para proteger os coletores. O descarte de eletroeletrônicos (o chamado E-Lixo) é um dos pontos mais sensíveis da reciclagem. Esses objetos contêm metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio) que são tóxicos para o solo, mas também possuem materiais valiosos (ouro, prata, cobre) que podem ser reaproveitados. O lixo comum vai para aterros, se um celular for para lá, a bateria pode inchar e vazar metais pesados que contaminam o lençol freático da nossa região, que é rica em recursos naturais e cavernas. Reciclar é proteger o Vale do Ribeira e a Mata Atlântica. Para eletrônicos de grandes dimensões (como geladeiras, fogões, máquinas de lavar ou televisores antigos), entre em contato com a Recicla Alto Vale, pois esses itens não podem ser deixados na calçada para a recolha comum. Lembre-se: a meta não é a perfeição imediata, mas a consistência na redução e na mudança de mentalidade em relação ao consumo. O ato de reciclar e adotar o Lixo Zero gera benefícios psicológicos comprovados. Saber que suas ações protegem as futuras gerações gera satisfação pessoal e traz bem-estar ao lar. Quase tudo que vai na tomada ou usa pilha é considerado lixo eletrônico, notebooks, CPUs, monitores, teclados, mouses e impressoras, celulares, tablets, carregadores e cabos. Eletroportáteis: Batedeiras, liquidificadores, ferros de passar e ventiladores, além das pilhas e baterias devem ser separados. Em Apiaí temos a Cooperativa Recicla Alto Vale: Localizada no bairro Palmital (Rua Neri Antonio de Camargo, s/n), esta cooperativa é o braço principal da coleta seletiva na cidade. Para saber o dia que o caminhão de reciclagem vai passar no seu bairro entre em contato (15) 99729-6673. Quer aprender mais sobre reciclagem visite o site reciclasampa.com.br/ - instagram.com/coopreciclaaltovale/ @retudo Não existe jogar fora, preservar é o melhor investimento!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Conecta 58

#ciencia #humano #medicina #biologia #medulaespinhal #polilaminina Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que desenvolveu uma abordagem terapêutica inovadora com potencial para reverter lesões da medula espinhal. Cientista brasileira lidera avanço histórico: tetraplégicos voltam a andar! Tatiana Sampaio, da UFRJ, cria molécula que estimula regeneração neural na medula espinhal. Pesquisadora reconhecida internacionalmente na área de biologia regenerativa e biologia celular, ela é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma estrutura polimerizada da proteína laminina investigada como agente terapêutico para regeneração neural. Tatiana atua como professora universitária e chefe de laboratório na UFRJ, onde coordena pesquisas de destaque nacional e internacional voltadas à recuperação de tecidos do sistema nervoso. Tatiana Coelho de Sampaio é graduada em Biologia, com formação acadêmica voltada à biologia celular e molecular da matriz extracelular. Ao longo de sua trajetória, realizou pós-graduação stricto sensu, incluindo mestrado e doutorado, com pesquisas centradas no papel das proteínas da matriz extracelular no desenvolvimento, organização tecidual e processos regenerativos. Sua formação científica contribuiu para a consolidação de uma linha de pesquisa voltada ao estudo das lâminas, glicoproteínas fundamentais da matriz extracelular envolvidas na adesão celular, migração, diferenciação e sobrevivência celular, especialmente no sistema nervoso central. Ensaios clínicos e translação tecnológica: A polilaminina avançou para etapas regulatórias, sendo registrada no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos para estudos iniciais em humanos, com o objetivo de avaliar segurança, viabilidade e sinais preliminares de eficácia em pacientes com lesão medular aguda. O avanço da pesquisa atraiu atenção da mídia, de instituições científicas e de órgãos governamentais, sendo frequentemente citada como uma das pesquisas brasileiras mais promissoras na área de regeneração neural e biotecnologia aplicada à saúde. O trabalho da bióloga brasileira Tatiana Coelho Sampaio com a polilaminina representa uma fronteira promissora para a biologia regenerativa, com um impacto social profundo e transformador. Ao desenvolver essa variante polimerizada da laminina, a pesquisadora oferece uma nova esperança para o tratamento de lesões no sistema nervoso central e periférico. O alcance dessa inovação toca diretamente a estrutura da sociedade e a saúde pública. Ao estimular o crescimento de neurônios, a polilaminina tem o potencial de devolver movimentos e sensibilidade a pacientes com paralisias, promovendo dignidade e independência. Redução de custos em Saúde: Terapias eficientes em biologia regenerativa podem diminuir a dependência de cuidados paliativos de longo prazo e reduzir o ônus socioeconômico sobre famílias e sistemas de saúde. Protagonismo Científico: A pesquisa reforça a capacidade da ciência brasileira em gerar patentes e soluções de alta complexidade, posicionando o país na vanguarda da biologia e suas tecnologias. Contribuições para a ciência brasileira. Tatiana Coelho de Sampaio é frequentemente citada como exemplo de pesquisadora brasileira atuando na fronteira do conhecimento em biologia celular e biologia regenerativa. Sua atuação contribuiu para o fortalecimento da pesquisa básica no Brasil, integração entre ciência básica e inovação tecnológica, formação de recursos humanos altamente qualificados, visibilidade internacional da ciência brasileira na área de matriz extracelular. Por décadas, acreditava-se que lesões na medula espinhal eram irreversíveis. Mas essa descoberta liderada pela cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ, muda esse cenário. Com o uso da polilaminina, uma molécula experimental criada a partir de proteínas da placenta humana, seis pessoas tetraplégicas recuperaram movimentos e sensibilidade, um resultado que surpreendeu a comunidade científica internacional.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Conecta 55

#HipHop #humano #natureza #tecnologia #culturaderua O Brasil tem campeões em várias categorias há muitos anos, e precisam ser respeitados e apresentados ao grande público. Para dar sequência a esse trabalho vamos contar essa trajetória e juntar os profissionais competentes, essa é a intenção do canal de transmissão online True School Brasil, fundado em 2000 pelo DJ e Produtor Sylvio Muller, que já produziu vários discos, eventos, campeonatos e shows ao vivo e online, traz agora de forma mais ampla levando de São Paulo para o resto do mundo a cultura Hip Hop nacional e apresentando os novos representantes e talentos dos campeonatos e dos bailes mundo afora. Transmitir online em diversas localidades e usar o sistema de podcast (raid) para trazer profissionais e especialistas em diversos ritmos e também, campeonatos e eventos. Teremos sedes no interior paulista na cidade de Apiai (Vale do Ribeira), na grande São Paulo, Sorocaba e Osasco, com estúdios preparados para apresentações ao vivo e entrevistas com renomados profissionais, como por exemplo mostrar a força e resistência da cultura dos discos vinil da fábrica Vinil Brasil com o mestre das bolachas Michel Nath, apresentando e recebendo King Nino Brown, Nelson Triunfo entre outros convidados, representantes dos elementos da cultura Hip Hop de outros estados e países. Hip Hop - elementos: Breakdance - dança de rua / DJ - batidas e efeitos / Grafite - arte gráfica /Mestre de Cerimônias - Rap / Beatboxing - batida com a boca. O Hip Hop chegou ao Brasil na década de 1980, impulsionado pelo movimento Hip Hop americano e se estabeleceu em São Paulo, onde jovens das periferias se reuniam em locais como a Praça 24 de Maio e a Estação São Bento do metrô. O movimento cresceu como uma poderosa forma de expressão cultural, social e política, denunciando desigualdades e servindo como um espaço de resistência e formação de identidade para a juventude periférica. A cultura se consolidou ao longo das décadas de 1990 e 2000, com o rap ganhando projeção nacional e diversificando-se com a incorporação de outros elementos e ritmos, resultando em um reconhecimento oficial em 2023 através do Decreto nº 11.784, que o reconhece como cultura nacional. Levar o Hip Hop para a escola é uma estratégia pedagógica poderosa. O Hip Hop não é apenas um gênero musical, mas uma cultura vasta que dialoga diretamente com a juventude, promovendo identidade, expressão crítica e criatividade.Para apresentar os quatro elementos (mais o quinto, que é o Conhecimento) de forma educativa e estruturada, recomendo uma abordagem em fases, integrando diferentes disciplinas (História, Artes, Educação Física e Língua Portuguesa). A True School Brasil não é apenas um projeto educacional, mas sim uma TV Online (plataforma de mídia digital) que atua como embaixadora oficial da Zulu Nation Internacional no Brasil. A Zulu Nation, fundada por Afrika Bambaataa, é uma organização cultural que estabeleceu os princípios fundamentais do Hip Hop: Paz, Amor, União e Diversão. Os elementos MC, DJ, B-Boy e Grafiteiros, são os principais representantes que continuam se aprimorando, e os brasileiros são campeões mundiais nessas categorias. Zulu Nation Brasil é referência para comunidade Hip Hop, da periferia aos grandes centros é praticado e ensinado nas escolas, formando cidadãos e despertando talento de novos artistas. Em 2025, surgiu a ideia de São Paulo representar as comunidades do mundo todo que o Hip Hop impera como referência, modo de vida e seguindo os passos dos grandes mestres, já que desta grande metrópole surgiu o primeiro marco histórico na estação São Bento no centro da cidade, o espaço que reuniu os primeiros personagens de um estilo de vida que se aprimora mas mantém os elementos unidos e fortes, representada com muita competência com os principais profissionais do país pelos professores da, True School Brasil, leva o Hip Hop até as escolas em 2026!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Conecta 53

#amor #fraternidade #natureza #gratidão #gentileza #todosiguais Independente de Religião ou Cor, Somos Todos Iguais. Nascemos, crescemos e morremos necessitando de Amor e Carinho. Vivemos em um mundo de cores vibrantes e crenças diversas. Olhamos ao redor e vemos a beleza da multiplicidade: diferentes tons de pele, idiomas que cantam histórias únicas e fés que apontam para incontáveis horizontes. Essa diversidade é, sem dúvida, a maior riqueza da humanidade. No entanto, por vezes, permitimos que as diferenças se tornem muros em vez de pontes, focando no que nos separa em vez de celebrar o que nos une. Mas, se pararmos para refletir sobre a essência da nossa jornada, a verdade se revela com uma simplicidade inegável: por baixo de todas as camadas, somos fundamentalmente iguais. Por isso é tão importante o respeito às diferenças e nunca julgar, pois a dádiva da vida nos é ofertada e com ela nos tornamos seres de luz. Toda vida começa com um choro de bebê, um ser completamente indefeso, cuja única exigência é o acolhimento. Nascemos necessitando de carinho, de um toque seguro, de um olhar que nos diga "você pertence". Essa dependência inicial não conhece fronteiras geográficas, religiosas ou raciais. O caminho ao longo do crescimento, todos nós buscamos conexão. Ansiamos por amizade, por pertencimento à família, por laços que nos deem força para enfrentar os desafios. O coração humano, seja ele de que cor for ou sob qual templo ore, vibra na mesma frequência quando encontra a empatia e o respeito. A dor de uma perda é universal; a alegria de uma conquista é compartilhada por todos que amamos. No fim, inevitavelmente, a vida se completa. No momento da partida saudáveis ou uma pessoa com deficiência, o que mais desejamos e o que deixamos para trás é o amor. Ninguém parte ou permanece sem ter sentido, em algum nível, a necessidade de ser cuidado, de ser lembrado com afeto e de ter o seu valor reconhecido. Não importa se nossas mãos se unem para orar em diferentes direções, se nossa pele reage de maneiras distintas ao sol ou se nossos costumes nos separam nas festividades. A alma humana é movida pela mesma bússola: a necessidade primordial de afeto. Quando removemos o rótulo da religião, o estigma da cor ou a barreira cultural, resta apenas o ser humano em sua fragilidade e beleza, clamando por ser visto e amado. A verdadeira conexão não está em concordar com tudo, mas em reconhecer a humanidade um no outro. Que possamos usar essa simples verdade como exemplo, pois estamos unidos e interligados com todos seres vivos através da natureza e temos as mesmas necessidades, como um motor para construir uma sociedade onde a gentileza seja a nossa principal doutrina e o abraço o nosso credo universal. Afinal, nascemos, crescemos e morremos necessitando da mesma coisa, amor e carinho. Essa é a nossa igualdade mais profunda e duradoura. A Gentileza em Ação: O poder de doar e cuidar conforta o coração. A gentileza é mais do que um ato é uma postura de vida, um reconhecimento profundo da interdependência humana. Ela floresce em atitudes concretas que vão além do "bom dia" e transformam realidades. A essência da gentileza gera respeito, especialmente em um mundo de desigualdades, carente do teu compartilhar, seja tempo, recursos ou afeto. Boas festas e um feliz 2026 é o que desejamos a todos, gratidão!!! Vamos explorar como a gentileza se manifesta em formas tão vitais como a doação do excedente, o apoio aos necessitados e a adoção de seres vivos que precisam de um lar. 1. Doar o Excedente: O Fluxo da Abundância O conceito de doar o excedente (aquilo que está além da nossa necessidade imediata) é uma prática ancestral e profundamente ética. Não se trata de dar o que não serve mais, mas de permitir que o que está em desuso ou em abundância em sua vida se torne útil na vida de outra pessoa. Roupas e Objetos: Aquelas peças de vestuário em bom estado que você não usa há meses, ou eletrodomésticos funcionais que estão parados, podem representar dignidade e conforto para uma família em dificuldade. Alimentos: O alimento que está prestes a vencer em sua despensa ou que seria descartado pode alimentar uma comunidade. A doação de alimentos não perecíveis a bancos de alimentos ou cozinhas comunitárias é um ato direto de gentileza que combate a fome. Tempo e Conhecimento: Seu tempo é um excedente valioso. Dar aulas voluntárias, ajudar a ler documentos, ou oferecer sua habilidade profissional (como contabilidade ou consertos) gratuitamente a uma ONG ou a um vizinho idoso é uma das formas mais ricas de doação. Doar o excedente cria um ciclo virtuoso: reduz o desperdício, gera bem-estar e reafirma que os recursos da Terra devem servir a todos. 2. Adoção e Ajuda: Cuidando de Quem Não Pode Pedir A gentileza se estende a todos os seres vivos, especialmente aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade. Adotar ou cuidar de um animal de estimação resgatado é um dos atos de gentileza mais transformadores, tanto para o humano quanto para o animal. Impacto no Animal: Você tira um ser vivo de uma situação de abandono, rua ou superpopulação em abrigos, oferecendo-lhe segurança, alimentação e, acima de tudo, amor incondicional. Impacto no Humano: Os animais ensinam sobre paciência, responsabilidade e oferecem uma fonte inesgotável de companheirismo, contribuindo significativamente para a saúde mental e emocional. Doação de Medicamentos e Ajuda aos Necessitados: A doação de medicamentos é uma forma crítica de ajuda. Muitas pessoas têm remédios controlados ou caros em casa que não são mais usados (dentro da validade e em boas condições) e que podem salvar vidas. Remédios: Procure programas de farmácias populares, postos de saúde ou ONGs que recebam e redistribuam medicamentos de forma segura e legal. Apoio ou ajuda aos necessitados abrange uma gama de necessidades. Pode ser: Financeira: Contribuir com organizações sérias que trabalham com causas específicas (moradia, educação, saúde). Emocional: Visitar lares de idosos ou hospitais (com permissão e preparo), oferecendo escuta e conforto. Material: Montar kits de higiene ou cobertores para pessoas em situação de rua, entregando-os com dignidade e respeito. A essência da gentileza está no amor, em não guardar rancor ou ódio. Em todas as formas de ação, o que realmente conta é a intenção. A verdadeira gentileza é: Voluntária (Não espera retorno). Respeitosa (Não humilha quem recebe, mas o eleva). Consciente (Não se limita ao que nos custa pouco, mas sim ao que, de fato, fará a diferença na vida do outro). Ser gentil é, portanto, a maneira mais bonita de reconhecer a nossa humanidade compartilhada, a mesma que nos une independente de religião ou cor.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Conecta 52

#turismo #cultura #natureza #valedoribeira #mataatlantica #otribunaregional Vale do Ribeira é destaque no turismo nacional. Começando por Apiai que agora é reconhecida como Estância Turística, com trabalho árduo da Secretaria de Turismo e Cultura na pessoa de Márcia Cristina e equipe da Prefeitura, na apresentação dos documentos e dedicação pela nossa cidade, tornou oficialmente e aprovada pela ALESP Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o estado passa a ter 78 estâncias turísticas e cidades habilitadas passam a receber recursos do Fundo de Melhoria dos Municípios Turísticos. Apiaí, Barra do Turvo,Tatuí, Jaú, Botucatu, Guararema, Sertãozinho, Buritama, agora tem seu reconhecimento por preservar a natureza e a cultura do interior paulista, e recebem visibilidade mundial. Mais prêmios para Grande Reserva Mata Atlântica que atua nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, abrangendo 60 municípios, suas ações já conquistaram grandes reconhecimentos: Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2023, Prêmio WTM Latin America 2024, e agora o Prêmio Nacional do Turismo na categoria Governança e Gestão do Turismo e Prêmio Nacional do Turismo 2025, e destaque para o primeiro lugar da Palmitolândia (Iporanga) na pessoa de Anna Gabriella Rodrigues de Araujo Mayer Braga, foi premiada na categoria Turismo Sustentável e Ações de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas. Outra iniciativa que contribui para o turismo no Alto Ribeira é o grupo Arte Looze (Artesanato em Cerâmica), com artesã Diná Looze como coordenadora, esse projeto Documentário "Transformando barro em Arte" foi realizado através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura, do Governo Federal, com o apoio da Prefeitura Municipal de Apiaí/SP. A Prefeitura de Barra do Turvo parabeniza o Sr. Ozico Pereira e sua esposa Pedrina conquistaram a primeira colocação na categoria arábica cereja descascado, com uma nota superior a 91. Segundo a jurada Camila Arcanjo, o café produzido pelo casal se destacou por notas florais e de baunilha, sendo classificado como “excepcional”, conquistando o primeiro lugar na especialidade “Qualidade do Café de São Paulo” Isso mostra que o nosso trabalho em rede está no caminho certo e traz uma abordagem consistente que pode servir de referência, para quem tiver interesse em entrar em contato com a riqueza natural e desfrutando das suas especiarias e a simplicidade do povo ribeirinho. Muitas melhorias nas cidades têm sido realizadas na saúde, saneamento, segurança, melhoria nas estradas e hospedagem. A Casa da Cerâmica , a Caverna Temimina, Morro do Ouro, Rastro da Serpente e Cachoeira Arapongas e Mafalda são passeios mais conhecidos no roteiro da região, o turismo é essencial para fomentar a economia e incentivar novas iniciativas nos setores da arte, cultura, agricultura familiar e investimentos em estudos da preservação da natureza. Fonte: Alesp / @dinaloose / @grandereservadamataatlantica / @prefeituradeapiai /@palmitolandia / @prefeiturabarradoturvo / @cavernatemimina / @petar

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Conecta 51

#ciencia #humano #natureza #butantan #dengue #vacina A vacina da dengue do Instituto Butantan, primeira do mundo em dose única, é aprovada pela Anvisa. O Instituto Butantan já produziu mais de um milhão de doses para disponibilizar para o Ministério da Saúde. A Butantan-DV, vacina da dengue do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foi aprovada nesta quarta (26/11) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com o parecer favorável, o imunizante, que é o primeiro contra dengue em dose única no mundo, deverá ser incluído no Programa Nacional de Imunizações (PNI). O início da vacinação e a faixa etária de aplicação ainda serão definidas pelo Ministério da Saúde. Mesmo antes da aprovação, o Instituto Butantan havia dado início à produção do imunizante em seu parque industrial, já tendo mais de um milhão de doses prontas para serem disponibilizadas ao PNI. Além disso, o Butantan fechou uma parceria internacional com a empresa chinesa WuXi para aumentar a produção. O acordo permitirá ampliar a capacidade de fornecimento para entregar aproximadamente 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026. “É um feito histórico para a ciência e a saúde do Brasil. Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa: a vacina em dose única do Instituto Butantan. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, diz o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás. Para o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, o imunizante é um dos maiores avanços científicos das últimas décadas. “A produção da vacina da dengue em território paulista demonstra nossa capacidade de liderar o desenvolvimento de biotecnologias estratégicas para o país, reduzindo a dependência de importações e assegurando autonomia na proteção da nossa população”, afirma. Em 2024, o Brasil registrou 6,5 milhões de casos prováveis de dengue, quatro vezes mais do que em 2023, de acordo com o Ministério da Saúde. Em 2025, até meados de novembro, foram notificados 1,6 milhão de casos prováveis. Desde o começo dos anos 2000, mais de 20 milhões de brasileiros já foram acometidos pela doença.A aprovação da vacina é sustentada pelos resultados de cinco anos de acompanhamento dos voluntários do ensaio clínico de fase 3 encaminhados à Anvisa. No público de 12 a 59 anos, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue. O estudo, conduzido entre 2016 e 2024, avaliou a Butantan-DV em mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros. Resultados anteriores do acompanhamento de dois e 3,7 anos foram publicados no The New England Journal of Medicine e na The Lancet Infectious Diseases, respectivamente. A vacina da dengue do Instituto Butantan é a primeira que pode ser aplicada em apenas uma dose no mundo, o que tem potencial de facilitar a adesão do público e a logística da campanha. Os benefícios da dose única foram descritos em um relatório publicado por pesquisadores do Reino Unido na Human Vaccines & Immunotherapeutics, em 2018. O estudo apontou que programas de imunização com menos doses estão associados a uma melhor cobertura vacinal e enfrentamento da doença. Fonte: butantan.gov.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Conecta 50

#transicaoenergetica #povosoriginarios #natureza #mudancaclimatica #energiarenovavel A transição energética na COP 30, realizada em Belém (Brasil), foi um dos temas centrais, marcada por dificuldades significativas em relação ao consenso sobre o abandono dos combustíveis fósseis, mas também por avanços na discussão sobre o financiamento e a justiça climática. As principais dificuldades encontradas nas negociações sobre a transição energética justa e equitativa se concentraram em pontos de divergência entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, e na resistência de nações produtoras de combustíveis fósseis: O principal impasse foi a ausência de um roteiro claro e explícito para a eliminação (ou phase-out) dos combustíveis fósseis no texto final da conferência (a "Decisão Mutirão"). Países produtores de petróleo pressionaram para que essa menção fosse retirada, o que gerou críticas de ativistas e de um grupo de cerca de 30 nações que defendiam uma linguagem mais ambiciosa. Financiamento Climático: A questão do financiamento para a transição energética e adaptação em países em desenvolvimento continua sendo um grande desafio. Embora tenha havido algum avanço na discussão, o compromisso final de apoio financeiro público, justo e acessível ainda está distante do que é considerado necessário para uma transição verdadeiramente equitativa. A insuficiência das metas de emissão (Contribuições Nacionalmente Determinadas - NDCs) dos países foi um tema central difícil, indicando que o ritmo da transição energética global ainda não é compatível com o objetivo de limitar o aquecimento global. Apesar do resultado ser considerado insuficiente pela sociedade civil e por alguns países, a COP 30 alcançou avanços importantes, principalmente no fortalecimento do debate sobre a justiça da transição. O Brasil, como presidência, liderou um debate global sem precedentes sobre o futuro dos combustíveis fósseis. Embora não tenha havido consenso no texto final, o país anunciou iniciativas próprias, como o Mapa do Caminho para a Transição dos Combustíveis Fósseis de forma justa, ordenada e equitativa. Houve um avanço significativo no programa de trabalho sobre a Transição Energética Justa (Just Transition Work Programme). O texto final reconheceu a importância de assegurar a participação ampla e significativa dos grupos mais impactados (trabalhadores, povos indígenas, comunidades locais, etc.), e a centralidade dos direitos humanos no processo de transição. Fortalecimento da Ação Climática: O Acordo de Paris foi fortalecido com decisões sobre a redução de emissões, adaptação e financiamento para países em desenvolvimento, buscando responder às lacunas de ambição e à urgência climática. A questão sobre quais multinacionais são contra a transição energética justa e o fim dos combustíveis fósseis está intimamente ligada ao lobby e à influência da indústria fóssil nas negociações da COP 30. Embora o texto final da conferência (Decisão Mutirão) tenha sido enfraquecido pela ausência de um roteiro claro e obrigatório para a eliminação (phase-out) dos combustíveis fósseis, essa oposição é frequentemente representada por países produtores de petróleo e suas empresas estatais/multinacionais de energia. A resistência à eliminação dos combustíveis fósseis na COP é exercida principalmente por meio da pressão política de blocos de países, que representam os interesses de suas grandes empresas de energia. A oposição mais intransigente para eliminação progressiva de combustíveis fósseis é liderada por nações com economias altamente dependentes da exploração de petróleo e gás. O bloco da Arábia Saudita e outros países árabes tem sido historicamente o mais resistente a qualquer menção de eliminação no texto da ONU. Países como a Rússia e a Índia, que possuem grandes reservas de carvão, petróleo e gás e enfrentam desafios de desenvolvimento energético, também demonstram resistência a compromissos rígidos. As multinacionais que se beneficiam da manutenção do status quo dos combustíveis fósseis operam seu lobby de diferentes maneiras: Empresas de Petróleo e Gás (Oil & Gas Majors): Embora muitas das grandes empresas multinacionais (como ExxonMobil, Chevron, Shell, BP e Total Energies) publicamente apoiem a transição energética e se comprometam com metas de neutralidade de carbono, elas continuam investindo pesadamente em novos projetos de exploração de petróleo e gás. Na COP, essas empresas e associações industriais mantêm uma forte presença de lobistas para influenciar o resultado das negociações, visando evitar a menção de "Phase-Out" (Eliminação). Promover soluções como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) como alternativa à redução direta da produção. Setores com Alta Intensidade Energética: Outras indústrias que dependem de combustíveis fósseis como matéria-prima ou fonte de energia (como a indústria de cimento, aço e alguns setores da mineração) também tendem a se opor a um cronograma de transição muito acelerado que aumentaria drasticamente seus custos operacionais. Um relatório recente da Transparência Internacional alertou que o lobby dos combustíveis fósseis continua a impactar as negociações climáticas da ONU, influenciando regras, decisões e discursos nas COPs. Em resumo, a oposição formal no texto da COP é feita por países, mas ela reflete e protege os interesses econômicos de gigantescas multinacionais de energia (petróleo, gás e carvão) que resistem a uma transição energética acelerada e com um cronograma rígido para o fim de seus principais ativos. O Futuro da Energia é Nosso, mas não olhemos para os obstáculos como muros, mas como montanhas a serem escaladas. A Transição Energética é a maior tarefa da nossa geração, e é, acima de tudo, uma prova de vontade. Sim, as dificuldades são imensas: O lobby dos combustíveis fósseis é poderoso, o custo inicial das novas tecnologias é alto, e a inércia dos sistemas atuais é gigantesca. Vimos isso nas negociações internacionais e no nosso cotidiano. Mas nós não podemos desistir. Pela Saúde do Planeta e cada painel solar instalado, cada turbina eólica girando, é um ato de cura para um planeta sobrecarregado. A transição não é apenas sobre substituir o carvão e o petróleo; é sobre respirar ar limpo e garantir um clima estável para nossos filhos. Pela Soberania e Economia: Desistir é ficar preso à volatilidade do mercado de petróleo, aos riscos geopolíticos e a tecnologias do passado. Insistir é garantir a segurança energética de nossas nações e criar a próxima onda de prosperidade baseada em inovação e empregos verdes. Pela Justiça aos povos originários e as populações ribeirinhas. Desistir é falhar em criar soluções que protejam tanto o planeta quanto as pessoas. O caminho é longo, mas cada passo conta. Seja exigindo políticas mais ambiciosas, investindo em energias renováveis, ou simplesmente mudando a forma como consumimos, fortalecer o estudo de energias renováveis é o grande desafio assim como a proteção de nossas riquezas naturais. A energia para essa mudança está em nossa persistência. Não desistiremos!

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Conecta 46

#povosindigenas #humano #natureza #tecnologia #floresta #sabedoriaancestral Conecta Raízes: Tecnologia, Natureza e o Legado dos Povos Indígenas Prestar reverências e dar o devido respeito aos povos indígenas é um compromisso de toda sociedade no sentido ético, histórico e que envolve várias dimensões. Aqui estão algumas ações concretas e atitudes que a sociedade deve adotar para cumprir esse dever: Reconhecer e valorizar as culturas indígenas: Respeitar suas línguas, tradições, crenças e modos de vida. Apoiar a difusão da arte, da música, da literatura e do conhecimento tradicional indígena nos meios de comunicação e nas escolas. Garantir direitos territoriais: Defender e respeitar a demarcação e proteção das terras indígenas, assegurando que não sejam invadidas por garimpeiros, madeireiros e grileiros. Reconhecer que a terra tem um valor espiritual e coletivo, não apenas econômico, para esses povos. Ouvir as vozes indígenas nas decisões políticas: Incluir lideranças indígenas nos espaços de decisão que dizem respeito às suas vidas e territórios. Promover consultas livres, prévias e informadas, junto a escolas e universidades. Educação e conscientização: Incluir a história e a cultura dos povos indígenas nos currículos escolares, de forma correta e respeitosa. Combater preconceitos e estereótipos que desvalorizam os povos originários. Proteger a vida e a dignidade dos povos indígenas, garantir acesso à saúde, educação e segurança, respeitando suas especificidades culturais, responsabilizar criminalmente quem atenta contra suas vidas e seus territórios. Valorizar o conhecimento ancestral indígena: Reconhecer a importância dos saberes indígenas na preservação da natureza, na agricultura sustentável e no equilíbrio ambiental. Apoiar parcerias entre ciência moderna e conhecimento tradicional, sempre com respeito e consentimento. Em resumo, respeitar os povos indígenas significa reconhecer sua autonomia, proteger seus direitos e valorizar sua contribuição para o país e para o planeta. De acordo com os dados mais recentes do Censo 2022 do IBGE, o Brasil possui 305 etnias indígenas reconhecidas oficialmente. Esses povos falam mais de 270 línguas indígenas diferentes e estão distribuídos por todas as regiões do país, com maior concentração na Amazônia Legal, especialmente nos estados do Amazonas, Roraima, Pará e Mato Grosso. As etnias variam muito em tamanho e modo de vida, algumas contam com milhares de pessoas, enquanto outras têm apenas algumas dezenas de membros, muitas vivendo em áreas de difícil acesso ou em isolamento voluntário. No Brasil, não existe uma única língua indígena comum a todas as etnias, pois cada povo possui seu próprio idioma ou variação linguística. No entanto, há algumas línguas que se tornaram mais difundidas e compreendidas entre diferentes povos, especialmente nas regiões onde há convivência entre etnias. Os povos indígenas têm uma influência profunda e muitas vezes invisível no nosso cotidiano, desde a alimentação e medicina até técnicas de sustentabilidade e tecnologias naturais. A seguir estão algumas das principais habilidades e descobertas indígenas que a sociedade moderna utiliza, muitas vezes sem perceber: Agricultura sustentável e manejo da terra: Rotação de culturas, queimadas controladas e sistemas agroflorestais já eram praticados por povos indígenas há séculos. O modelo atual de agrofloresta que combina árvores, frutas e cultivos agrícolas, tem origem em práticas indígenas da Amazônia. O uso de adubos naturais e compostagem também vem desse conhecimento. Alimentos que mudaram o mundo: Muitos dos alimentos que hoje sustentam a economia global são descobertas indígenas: milho, mandioca, batata, tomate, cacau, amendoim, pimenta e abacaxi foram domesticados por povos indígenas das Américas. Sem essas culturas, não existiriam pratos populares como pão de milho, chocolate, batata frita, molho de tomate ou café com leite (feito com açúcar de cana e cacau). Medicina natural e fitoterapia: O conhecimento indígena sobre plantas medicinais é uma das bases da farmacologia moderna. Exemplos: Jaborandi, usado em colírios contra glaucoma, Quina, que deu origem à quinina (usada contra a malária), Guaraná, usado em energéticos e refrigerantes, Copaíba e Andiroba, com propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. Engenharia e tecnologia tradicional: Construções com isolamento térmico e ventilação natural, como as ocas e malocas, inspiram hoje a arquitetura bioclimática. Canoas, remos e redes de pesca indígenas influenciaram técnicas modernas de navegação e design ecológico. O uso de materiais renováveis, como palha, barro e fibras vegetais, é exemplo de tecnologia sustentável ancestral. Comunicação e organização social: A sabedoria coletiva e a tomada de decisões em assembleias são inspiração para modelos modernos de governança participativa. O respeito ao equilíbrio entre ser humano e natureza orienta hoje muitas tecnologias ambientais e sustentáveis, fica a grande lição que preservar é o melhor investimento. O Brasil é o país que tem mais povos indígenas do mundo, e ainda lutam e morrem injustamente pela ignorância e preconceito, resistentes povos originários que merecem viver em paz. Em nome de todos que se foram e aos que apoiam a causa indígena fica aqui nosso “aguyjevete” (obrigado e gratidão em Tupi-Guarani). #marcotemporalnao Aqui está um resumo das principais etnias indígenas por região do Brasil, com base em dados do IBGE, Funai e Instituto Socioambiental (ISA): 🟢 Região Norte É a região com maior diversidade e número de povos indígenas do país: Tikuna (AM) – uma das maiores populações indígenas do Brasil Yanomami (AM e RR) Makuxi (RR) Wai Wai (PA e RR) Munduruku (PA e AM) Kayapó (PA e MT) Baniwa e Baré (AM) Araweté e Asurini (PA) Ye’kwana Baniwa Baré Dessana Tukano Tariano Munduruku Kayapó Xikrin Wai Wai Araweté Asurin Arara Juruna Parakanã Apurinã Katukina Kulina Huni Kuin (Kaxinawá) Ashaninka Marubo Korubo Matsés Matis Zo’é Karajá Waimiri-Atroari Suruí Paiter Arara do Pará Zoró 🟡 Região Nordeste Muitos povos resistiram à colonização e vivem próximos a áreas urbanas. Tremembé (CE) Pataxó Hã-Hã-Hãe (BA) Atikum (PE) Xukuru (PE) Tupinambá (BA) Kariri-Xocó (AL) Potiguara (PB) Xukuru (PE) Atikum (PE) Pankararu (PE Kambiwá (PE) Truká (PE) Fulni-ô (PE) – um dos poucos povos que mantêm viva sua língua original Kariri-Xocó (AL) Xocó (SE) Tabajara (CE) Tumbalalá (BA) Tupinambá (BA Pataxó (BA) Pataxó Hã-Hã-Hãe (BA) Kaimbé (BA) Kiriri (BA) 🔵 Região Centro-Oeste Concentra terras indígenas extensas e etnias do cerrado e do Pantanal. Terena (MS) Guarani Kaiowá (MS) Kadiwéu (MS) Bororo (MT) Xavante e Xacriabá (MT e GO) Kadiwéu (MS) Ofayé (MS) Kinikinau (MS) Bororo (MT) Xavante (MT) Bakairi (MT) Pareci (MT) Nambikwara (MT) Enawenê-Nawê (MT) Tapirapé (MT) Karajá (MT/GO/TO) 🟠 Região Sudeste Menor número de povos, mas com grande força cultural e histórica. Principais etnias: Guarani Mbya (SP, RJ, ES) Pataxó (MG e ES) Maxakali (MG) Krenak (MG) Guarani Mbya (SP, RJ, ES) Guarani Nhandeva (SP, PR) Guarani Kaiowá (MS) Maxakali (MG) Krenak (MG) Tupiniquim (ES) Puris (RJ e MG, em processo de retomada cultural) 🔴 Região Sul Os Guarani predominam, com presença em vários estados. Principais etnias: Guarani Mbya e Guarani Nhandeva (RS, SC, PR) Kaingang (RS, SC, PR, SP) Xokleng (SC) Guarani Nhandeva Xokleng (também chamados de Laklãnõ) Charrua (em processo de reconhecimento, RS) 📊 Resumo Nacional (Censo 2022): 305 etnias indígena 274 línguas indígenas faladas 1,7 milhão de indígenas no Brasil São Gabriel da Cachoeira (AM) é o município com maior diversidade étnica (mais de 20 povos diferentes). 🗣️ Línguas indígenas mais faladas no Brasil Nheengatu (ou Língua Geral Amazônica) – derivada do tupi antigo, é falada por várias comunidades no Amazonas, Pará e Roraima. É uma língua de união entre diferentes etnias e também usada por não indígenas na região amazônica. Foi muito usada desde o período colonial como língua de comunicação entre portugueses e indígenas. Guarani – falado por povos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste (como os Guarani Mbya e Kaiowá). É uma das línguas indígenas mais vivas e ativas, inclusive com ensino em escolas indígenas. Tikuna – é o idioma indígena mais falado por número de pessoas no Brasil (mais de 40 mil falantes, no Amazonas). 🌍 Situação linguística geral Das 274 línguas indígenas identificadas, cerca de 150 ainda são faladas por comunidades pequenas. Algumas estão ameaçadas de extinção, faladas apenas por poucos idosos. Outras, como o Nheengatu e o Guarani, estão sendo revitalizadas e ensinadas às novas gerações. 🌍 A sabedoria ancestral que inspira o futuro A história do Brasil começa muito antes da colonização. Milhares de anos antes da chegada dos europeus, os povos originários já habitavam este território, desenvolvendo culturas diversas, línguas ricas e uma profunda conexão com a terra. Esses saberes, muitas vezes ignorados, formam a base da nossa identidade e guardam soluções sustentáveis que o mundo moderno só agora começa a redescobrir.Os Tupi-Guarani, os Xavante, os Yanomami, os Pataxó, os Guarani Mbya e tantas outras etnias espalhadas pelo território brasileiro são guardiões da floresta, dos rios e dos ciclos da vida. Seus costumes e rituais revelam uma compreensão do planeta como um grande organismo vivo — uma rede onde tudo está interligado. 🌿 Tradição e tecnologia: o encontro entre o ancestral e o digital A nova geração tem a oportunidade de unir o conhecimento ancestral com a tecnologia digital. Ferramentas como drones, satélites e inteligência artificial estão sendo usadas para mapear áreas desmatadas, identificar nascentes e monitorar o avanço do fogo, mas também para contar histórias, valorizar tradições e preservar memórias. A proposta da Conecta é justamente essa: integração homem, natureza e inteligência artificial em um mesmo propósito — cuidar da Terra, promover a cultura local e formar jovens conscientes e criativos. 🍃 A sabedoria dos sabores: o alimento como herança viva A culinária é uma das formas mais poderosas de manter viva a memória indígena. Pratos como o beiju de mandioca, o tacacá, a moqueca, o pirá, o cauim e a maniçoba carregam séculos de tradição e representam o diálogo entre o corpo e a natureza. Cada alimento vem de um ciclo respeitoso: da plantação à colheita, da folha ao fogo, do ritual ao convívio. Essas receitas revelam uma ecologia do paladar — um equilíbrio entre nutrição, espiritualidade e pertencimento. O ato de preparar um beiju, por exemplo, é mais do que culinária: é conexão, memória e resistência. 🔥 Cultura, território e resistência Os povos originários seguem lutando por seus direitos, suas terras e sua forma de viver. Suas vozes ecoam nas florestas, nas aldeias urbanas e nas redes sociais, reivindicando o respeito a seus territórios e saberes. Hoje, muitos jovens indígenas são programadores, cineastas, DJs, artistas digitais e educadores ambientais, provando que tradição e inovação podem caminhar lado a lado. Preservar as culturas originárias é preservar o futuro da humanidade — é manter viva a relação espiritual e ecológica com o planeta. 💡 Educação para a sustentabilidade e o futuro A tecnologia, quando guiada pela sabedoria da natureza, se transforma em ferramenta de cura e reconexão. Projetos como o Curso Multimídia Conecta mostram que é possível ensinar áudio, vídeo, internet e cultura digital a partir de uma perspectiva ambiental. A formação de novos comunicadores e produtores culturais conscientes é um passo essencial para criar uma geração capaz de proteger o planeta e suas raízes. A história da etnia Tupi-Guarani é uma das mais antigas e influentes da formação cultural do Brasil. Esses povos, pertencentes ao grande tronco linguístico Tupi, estão entre os primeiros habitantes do território brasileiro muito antes da chegada dos europeus. ✨ Legado Tupi-Guarani Deixaram milhares de nomes de cidades, rios e montanhas no Brasil (como Ipanema, Itaquera, Paranaguá). Influenciaram o vocabulário da língua portuguesa no país (palavras como pipoca, mandioca, peteca, abacaxi, tatu, capim). Inspiraram a culinária, com pratos à base de mandioca, milho e peixe. Transmitiram valores de respeito à natureza e à vida em comunidade. 🌿 Origens Os povos Tupi-Guarani se originaram na região amazônica há milhares de anos. Acredita-se que, por volta de 2.000 anos antes de Cristo, começaram a migrar para o litoral e para o interior do continente sul-americano. Durante essas migrações, fundaram aldeias ao longo dos rios e do litoral, espalhando-se por áreas que hoje são o Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. 🌎 Organização social Os Tupi-Guarani viviam em aldeias chamadas “taba”, organizadas por famílias extensas e lideradas por um cacique (chefe político) e um pajé (líder espiritual). A sociedade era coletiva: todos compartilhavam os alimentos, cuidavam da roça e da caça em grupo. A base da economia era a agricultura de subsistência, com destaque para a mandioca, o milho e a batata-doce. Eles praticavam também a caça, a pesca e o extrativismo, respeitando profundamente os ciclos da natureza. 🔥 Cultura e espiritualidade A cultura Tupi-Guarani é fortemente marcada pela relação com o sagrado e a natureza. Eles acreditavam em uma força criadora chamada Tupã, o deus do trovão, e em Nhanderu, o grande criador. O equilíbrio entre o homem e a natureza era essencial — o desrespeito aos rios, florestas e animais significava ofender os espíritos que garantiam a vida. A língua tupi-guarani serviu de base para o Nheengatu, também chamada de “língua geral”, usada por séculos na comunicação entre indígenas, colonos e jesuítas no Brasil. ⚔️ Contato com os colonizadores Com a chegada dos portugueses no século XVI, os Tupi-Guarani foram os primeiros povos a ter contato direto com os europeus. Foram explorados como mão de obra, catequizados por missionários e, em muitos casos, dizimados por doenças trazidas pelos colonizadores. Apesar disso, resistiram e se adaptaram, mantendo viva grande parte de sua cultura, mitos e tradições. Hoje, os povos Tupi-Guarani estão presentes em várias regiões do Brasil — principalmente no Pará, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e litoral sul. São cerca de 80 mil pessoas, divididas em subgrupos como os Guarani Mbya, Kaiowá, Nhandeva, Tupinambá, Tupiniquim, e Guajajara. Eles continuam lutando pela preservação de seus territórios, línguas e tradições, sendo guardiões de saberes ancestrais sobre a floresta, os rios e os remédios naturais.