segunda-feira, 23 de junho de 2025
Conecta 28
#humano #natureza #ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial
A Grande Reserva Mata Atlântica é uma iniciativa notável de conservação e desenvolvimento sustentável que abrange o maior e mais bem conservado remanescente contínuo da Mata Atlântica no mundo. Esse corredor verde se estende por cerca de 2,7 milhões de hectares de floresta tropical contínua e 2,2 milhões de hectares de área marinha, distribuídos entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, englobando aproximadamente 60 municípios. O trabalho da Grande Reserva Mata Atlântica se concentra na conservação de um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, com muitas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. A Grande Reserva busca proteger essa riqueza natural, que inclui montanhas, cavernas, cachoeiras, baías, manguezais e praias. Instituições neste território atuam há anos para o monitoramento e proteção de espécies como o papagaio-de-cara-roxa, mico-leão-da-cara-preta e o muriqui-do-sul. A promoção do Turismo de Natureza, um dos pilares da Grande Reserva, é o desenvolvimento do ecoturismo como um vetor de desenvolvimento socioeconômico para a região. O objetivo é transformar a área em um destino turístico reconhecido internacionalmente, tão importante quanto o Pantanal e a Amazônia, pautado na conservação da natureza e valorização cultural e histórica. Isso envolve a criação de rotas turísticas, a qualificação de pessoas e empresas locais, e a organização de experiências conectadas com a natureza e a cultura local. Desenvolvimento Socioeconômico Sustentável: A iniciativa busca incentivar a "produção de natureza" como modelo de desenvolvimento, onde a integridade ecológica e a convivência harmônica entre sociedade e natureza são a base para uma economia inteligente e restaurativa. Isso se traduz em apoio a negócios que valorizam a sociobiodiversidade, a criação de parcerias entre diversos atores (públicos, privados, comunitários, não governamentais e acadêmicos), e a promoção de programas de aceleração de negócios sustentáveis. A Grande Reserva Mata Atlântica também atua na educação ambiental, buscando conscientizar moradores e visitantes sobre a importância da preservação, participando de feiras e palestras que colaborem com o equilíbrio do planeta e para as gerações futuras. As Unidades de Conservação são fundamentais para a proteção deste patrimônio, com profissionais especializados atuando nestas áreas, já que a região possui mais de 110 unidades que protegem legalmente cerca de 60% do território. A Grande Reserva Mata Atlântica atua para valorizar e fortalecer as gestões destas Unidades de Conservação para benefício de toda a sociedade. Com acervo de vídeos e documentários produzidos com alta qualidade de imagens e informações, a Grande Reserva reconhece e promove a rica cultura e história das comunidades que vivem na região, incluindo povos originários, quilombolas e ribeirinhos. A Grande Reserva Mata Atlântica tem alcançado importantes resultados, como o reconhecimento internacional no campo do turismo responsável. A iniciativa tem sido elogiada por seu modelo de governança colaborativa e por impulsionar a captação de recursos para projetos de conservação por meio de parcerias e plataformas de crowdfunding. O aumento da visitação responsável e o fomento a economias locais sustentáveis são indicadores do sucesso do trabalho. Em resumo, a Grande Reserva Mata Atlântica é um movimento abrangente que busca unir a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento humano, transformando a região em um modelo de "produção de natureza" e um destino de ecoturismo de referência mundial. É uma oportunidade única para o desenvolvimento a partir da conservação da biodiversidade e da valorização da cultura e história local. Com a floresta em pé e abundante vida selvagem é possível oferecer experiências de ecoturismo mais autênticas aos visitantes e, ao mesmo tempo, criar empregos, gerar renda e melhorar a qualidade de vida de muitos brasileiros. Confira os clips e escolha seu roteiro - grandereservamataatlantica.com.br
Conecta 27
#humano #natureza #ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial
O curta-metragem “Alto Ribeira – Fauna Flora Ecoturismo”, produzido e dirigido por Sylvio Muller (também conhecido como DJ Dumato), faz parte de uma iniciativa cultural em Apiaí, beneficiada pela Lei Paulo Gustavo, que busca resgatar e valorizar a história, a natureza e a vida rural do Vale do Ribeira, com foco especial no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). No coração da Mata Atlântica, entre montanhas verdes e cavernas ancestrais, esconde-se um dos últimos refúgios de biodiversidade exuberante do Brasil: o Alto Ribeira. Berço de uma fauna e flora raras, este santuário natural abriga espécies endêmicas e paisagens únicas, que se entrelaçam com a história e a cultura dos povos tradicionais da região. Enquanto o Rio Ribeira serpenteia suas águas cristalinas, nutrindo a terra e as comunidades, o ecoturismo emerge como uma ponte entre o homem e a natureza. Aqui, o turismo sustentável se une à preservação ambiental, oferecendo uma experiência que não apenas revela a grandiosidade natural da região, mas também fortalece a herança cultural e a consciência ecológica. Neste curta-metragem, mergulhamos na beleza inigualável da fauna e flora do Alto Ribeira, explorando os desafios e conquistas na preservação desse ecossistema singular e entenderemos o papel vital que o ecoturismo e as tradições locais desempenham na proteção desse tesouro. Convidamos você a descobrir o coração pulsante de um Brasil que resiste, que preserva e que continua a inspirar gerações futuras. A preservação da natureza é fundamental para a vida no planeta. Ao visitarmos o Alto Ribeira, seus quilombos e seus parques, contribuímos para a proteção e estudo deste bioma único e vital para a nossa sobrevivência e das futuras gerações. Enfoque socioambiental: o curta destaca a relação entre ecoturismo e conservação local mostrando como a fauna e a flora se mantêm integradas à vida das comunidades rurais. Registro histórico-cultural: elementos da vida cotidiana dos moradores são entrelaçados com cenas das atividades rurais. Dessa forma, valoriza-se a memória local e a ancestralidade ligada ao território, um refúgio de belezas naturais, onde a fauna e a flora se entrelaçam em um espetáculo de vida. Educar e sensibilizar sobre a importância da conservação da Mata Atlântica e do ecoturismo sustentável.
Valorizar a história da região, conectando gerações e mostrando a contribuição dos moradores do Vale para a preservação ambiental e estudos científicos.
Combinar arte, cultura e turismo, promovendo uma visão integrada que inclui educação, economia local e respeito à vida selvagem e nascentes de água pura ainda intocáveis.
Um documentário-curta sensível e engajado, que celebra a biodiversidade e a cultura rural do Vale do Ribeira e do PETAR, incentivando o ecoturismo responsável e o orgulho local, por meio da arte, da educação e da memória.
Vamos ficar atentos às leis e cobrar das autoridades a preservação da natureza e suas comunidades ao organizar uma visita, lembrem-se sempre de consultar um guia especializado e bom passeio. As apresentações continuam em escolas da região e unidades de conservação com apoio de vários órgãos como Instituto Florestal, S.O.S. Mata Atlântica, RBMA Reserva da Biosfera entre outros.
Preservar nossa cultura e a natureza é o melhor investimento.
Confira e compartilhe nossa coluna Conecta no Youtube @branquinegrindios
terça-feira, 10 de junho de 2025
Conecta 26
#humano #natureza #ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial
Coluna Conecta desembarca na Reserva Betary, que conta com biólogos e pesquisadores em um verdadeiro laboratório vivo no coração da Mata Atlântica.
Mantida pelo IPBio – Instituto de Pesquisas da Biodiversidade, essa área particular abriga um centro de pesquisas que é referência em projetos voltados à fauna, flora, fungos e outros organismos essenciais para o equilíbrio do nosso bioma.
Aqui, ciência e natureza caminham lado a lado. O centro é equipado para receber pesquisadores e também turistas curiosos, interessados em vivenciar o que há de mais inovador na educação ambiental e no turismo científico.
Durante as visitas, técnicos especializados guiam os participantes por trilhas e instalações, explicando os bastidores da conservação e da pesquisa científica em tempo real.
A Reserva Betary oferece diferentes modalidades de visitas:
Grupos escolares, turistas de todas as idades, e até projetos especiais para educação ambiental. Uma experiência que une o conhecimento à preservação, despertando a consciência ecológica através da tecnologia e da ciência.
Tipos de Pesquisa na Reserva Betary: Pesquisa com Fauna, monitoramento de anfíbios, aves, mamíferos e insetos. Estudos sobre comportamento animal, vocalização, alimentação e reprodução. Armadilhas fotográficas e gravadores para registrar animais silvestres. Pesquisa com Flora: Identificação e catalogação de espécies nativas e endêmicas. Estudo da regeneração natural da vegetação. Avaliação de impactos ambientais sobre as plantas da Mata Atlântica. Pesquisa com Fungos: Estudos sobre fungos decompositores, e descoberta de novas espécies.
Educação Ambiental: Desenvolvimento de métodos e materiais didáticos para escolas. Projetos de sensibilização ecológica com comunidades locais. Oficinas e trilhas educativas para visitantes. Conservação e Monitoramento Ambiental: Avaliação da qualidade da água e do solo. Monitoramento de impactos humanos e climáticos na área da reserva. Modelos de restauração ecológica e uso sustentável da terra.
Turismo Científico e Cidadania Científica: Integração de turistas e voluntários de várias partes do mundo em atividades de coleta e observação. Programas de ciência cidadã, com participação do público em levantamentos de biodiversidade. Cogumelos bioluminescentes, luz natural da floresta. Você sabia que existem cogumelos que emitem luz naturalmente? Eles são chamados de cogumelos bioluminescentes, e podem ser encontrados em florestas tropicais, como a Mata Atlântica do Vale do Ribeira, inclusive na Reserva Betary, um verdadeiro paraíso ecológico, localizada na estrada SP 165, entre Apiaí e Iporanga. Existem mais de 80 espécies conhecidas de cogumelos bioluminescentes no mundo, e várias delas estão no Brasil. A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos nesse tipo de fungo. Na Reserva Betary, por exemplo, é possível observar essas espécies em trilhas noturnas guiadas por especialistas, uma experiência que une ciência, turismo e encantamento. Destaques de Publicações Científicas: Descoberta de organismo terrestre com bioluminescência azul: Pesquisadores do IPBio participaram de um estudo publicado na revista Scientific Reports, documentando a descoberta do primeiro organismo terrestre com bioluminescência azul. Confira vídeos, ebooks e publicações em revistas renomadas como Science e Nature. Informe-se e agende uma visita. https://ipbio.org.br/
terça-feira, 3 de junho de 2025
Conecta 25
#humano #natureza #ciencia #tecnologia #inteligenciaartificial
Mariangela Hungria ganha o “Nobel” da agricultura mundial.
A cientista brasileira Mariangela Hungria da Cunha (natural de Itapetininga), pesquisadora da Embrapa Soja e membro titular e integrante da diretoria da Academia Brasileira de Ciências, foi laureada com o Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize), reconhecido como o “Nobel” da agricultura. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. Concedido anualmente, o prêmio reconhece as personalidades que contribuem para aprimorar a qualidade e disponibilidade de alimentos no mundo. Em anúncio sobre o prêmio, a fundação destacou que as descobertas de Mariângela ajudaram o Brasil a se tornar uma potência agrícola global. Com mais de 40 anos dedicados a pesquisas, Mariangela é reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras em microbiologia do solo. “Substituir o uso de produtos químicos por produtos biológicos na agricultura tem sido a luta da minha vida. Tenho muito orgulho de contribuir para a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, diminuir o impacto ambiental. A meta era aumentar a produtividade com o menor uso possível de produtos químicos, e conseguimos isso com mais produtos biológicos”, afirmou Mariangela em comunicado sobre o prêmio. Para ela, a láurea é um reconhecimento também à ciência feita no Brasil e um estímulo a outras pesquisadoras. “Não consigo acreditar que agora estou recebendo o Prêmio Mundial da Alimentação. Muitas pessoas questionaram minha capacidade ao longo de minha carreira, mas eu acreditei no que estava fazendo e perseverei. O papel das mulheres na agricultura, da agricultura à ciência, merece mais reconhecimento. Espero que minha conquista inspire outras pessoas a perseguirem suas paixões na ciência. Ao longo da carreira, desenvolveu dezenas de tratamentos biológicos, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos e aumentando a produtividade. A estimativa é que suas tecnologias tenham sido usadas em mais de 40 milhões de hectares no Brasil, economizando aos agricultores até US$ 25 bilhões por ano em custos de insumos e evitando mais de 230 milhões de toneladas de emissões equivalentes de CO2 por ano. Segundo a Embrapa, onde atua desde 1982, a ênfase das pesquisas de Mariangela tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio, síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Além das pesquisas com soja, Mariangela também já coordenou estudos que levaram a tecnologias para outras culturas, como feijão, milho e trigo. Desde 1991, atua na Embrapa Soja, em Londrina (PR). É ainda professora da Universidade Estadual do Paraná e da Universidade Federal de Tecnologia do Estado do Paraná. Cientista é a primeira mulher brasileira a receber o prêmio, que já laureou outros três representantes do país. “Como cientista pioneira e mãe, a Dra. Hungria também serve como um exemplo inspirador para mulheres pesquisadoras que buscam encarnar ambos os papeis. Suas descobertas levaram o Brasil a se tornar um celeiro global”, afirmou. “A Dra. Hungria foi escolhida pelas suas extraordinárias realizações científicas na fixação biológica que transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul”, afirmou o presidente do comitê de seleção dos indicados ao prêmio. “Seu brilhante trabalho científico e visão comprometida no avanço da produção agrícola sustentável lhe renderam reconhecimento global, tanto no país como no exterior.”
Fonte: https://www.abc.org.br/2025/05/14/mariangela-hungria-nobel-da-agricultura/
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