terça-feira, 10 de março de 2026

Conecta 62

#ciencia #humano #natureza #reciclagem #altovale #e-lixo Vamos falar da importância da reciclagem em nossas vidas! Adotar um estilo de vida Lixo Zero em casa é um processo gradual que exige mudança de hábitos e planejamento. O objetivo principal é reduzir ao máximo a quantidade de resíduos que você envia para o aterro sanitário ou incineração. A filosofia Lixo Zero se baseia em uma hierarquia de ações, conhecidas como os 5 R's, que devem ser aplicadas nesta ordem: Recusar: O mais importante, recuse o que você não precisa e que se tornará lixo (gratuitos, brindes, embalagens desnecessárias, sacolas plásticas, canudos, etc.). Reduzir: Consuma menos, compre menos itens, escolha produtos com menos embalagens ou embalagens reutilizáveis/recicláveis. Reutilizar: Opte por produtos duráveis e reutilize o que você já tem (potes de vidro, sacolas de pano, garrafas reutilizáveis). Reciclar: Separe corretamente e descarte para a coleta seletiva (ou pontos de entrega voluntária) tudo o que não puder ser recusado, reduzido ou reutilizado. Compostar: Transforma lixo orgânico, cascas de frutas e legumes, casca de ovos e borra de café vira ótimo adubo através da compostagem, evitando que ele vá para o lixo comum. Dicas Práticas para Implementação: Na cozinha (usar recipiente com tampa para óleo utilizado que pode ser uma garrafa PET), compras (escolher o produto certo para ter onde descartar embalagens), para higiene pessoal e limpeza existem vários produtos que podem ser reciclados. Muitas vezes pensamos na reciclagem apenas como um favor para o planeta, mas o impacto dela na nossa saúde física e mental é direto e profundo. Viver em um ambiente mais limpo e consciente altera a forma como nosso corpo e mente funcionam. Como fazer a Reciclagem Correta? Para que seja realmente reciclado, siga estas regras de ouro: Limpe as embalagens, restos de comida inviabilizam o processo e atraem bichos. Uma passada rápida de água (ou usar o papel usado para limpar o prato) já ajuda. Separe por tipo, papel, plástico, metal e vidro. Atenção ao vidro: Se quebrado, envolva em jornal ou coloque dentro de uma garrafa PET/caixa de leite para proteger os coletores. O descarte de eletroeletrônicos (o chamado E-Lixo) é um dos pontos mais sensíveis da reciclagem. Esses objetos contêm metais pesados (chumbo, mercúrio, cádmio) que são tóxicos para o solo, mas também possuem materiais valiosos (ouro, prata, cobre) que podem ser reaproveitados. O lixo comum vai para aterros, se um celular for para lá, a bateria pode inchar e vazar metais pesados que contaminam o lençol freático da nossa região, que é rica em recursos naturais e cavernas. Reciclar é proteger o Vale do Ribeira e a Mata Atlântica. Para eletrônicos de grandes dimensões (como geladeiras, fogões, máquinas de lavar ou televisores antigos), entre em contato com a Recicla Alto Vale, pois esses itens não podem ser deixados na calçada para a recolha comum. Lembre-se: a meta não é a perfeição imediata, mas a consistência na redução e na mudança de mentalidade em relação ao consumo. O ato de reciclar e adotar o Lixo Zero gera benefícios psicológicos comprovados. Saber que suas ações protegem as futuras gerações gera satisfação pessoal e traz bem-estar ao lar. Quase tudo que vai na tomada ou usa pilha é considerado lixo eletrônico, notebooks, CPUs, monitores, teclados, mouses e impressoras, celulares, tablets, carregadores e cabos. Eletroportáteis: Batedeiras, liquidificadores, ferros de passar e ventiladores, além das pilhas e baterias devem ser separados. Em Apiaí temos a Cooperativa Recicla Alto Vale: Localizada no bairro Palmital (Rua Neri Antonio de Camargo, s/n), esta cooperativa é o braço principal da coleta seletiva na cidade. Para saber o dia que o caminhão de reciclagem vai passar no seu bairro entre em contato (15) 99729-6673. Quer aprender mais sobre reciclagem visite o site reciclasampa.com.br/ - instagram.com/coopreciclaaltovale/ @retudo Não existe jogar fora, preservar é o melhor investimento!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Conecta 61

#ciencia #humano #natureza #faunaeflora #especiesinvasoras #mataatlantica A Mata Atlântica é um dos biomas mais vulneráveis a invasões biológicas por ser historicamente a porta de entrada da colonização e do comércio no Brasil. Aqui estão as principais espécies introduzidas que causam desequilíbrio nesse bioma: Fauna (Animais) Mico-estrela e Mico-de-pincel-preto: Nativos do Cerrado e da Caatinga, foram soltos na Mata Atlântica (como no RJ e SP) por humanos. Eles competem por comida e hibridizam (cruzam) com o Mico-leão-dourado, ameaçando a pureza genética da espécie nativa. Javali e Javaporco: Destroem o sub-bosque da floresta, atacam nascentes e competem com o queixada e o caititu. Caramujo-gigante-africano: Introduzido para fins gastronômicos, hoje é uma praga urbana e rural que consome centenas de espécies de plantas e transmite doenças. Cães e Gatos Domésticos: Em áreas próximas a Unidades de Conservação, predam aves, pequenos mamíferos e répteis nativos, além de transmitirem doenças para a fauna silvestre. Abelha-africana: Compete com abelhas nativas sem ferrão por pólen e néctar, alterando a dinâmica de polinização da floresta. Na flora a introdução de espécies vegetais exóticas é um dos maiores desafios para a restauração da Mata Atlântica. Muitas dessas plantas foram trazidas para fins ornamentais, agrícolas ou para conter a erosão, mas acabaram "vencendo" as espécies nativas por serem mais agressivas e não terem predadores (como insetos e fungos locais). Aqui estão as principais espécies da flora invasora na Mata Atlântica: Braquiária e Capim-Gordura (Urochloa spp. e Melinis minutiflora), o capim cresce muito rápido em áreas abertas e cria um "tapete" denso que impede que as sementes das árvores nativas toquem o solo e germinem. Além disso, eles alimentam incêndios florestais, pois secam rápido e queimam com muita intensidade. Pinus e Eucalipto (Pinus spp. e Eucalyptus spp.) Embora fundamentais para a indústria de papel, fora das plantações controladas, eles causam sérios problemas. Pinus: Suas sementes são aladas e viajam quilômetros com o vento. Em campos de altitude, o Pinus cresce onde não deveria haver árvores altas, mudando toda a paisagem e matando a flora rasteira por sombreamento. Eucalipto: Consome uma quantidade imensa de água do solo e suas folhas liberam substâncias químicas que impedem outras plantas de crescerem ao redor (alelopatia). Leucena (Leucaena leucocephala), esta árvore é uma das invasoras mais agressivas em áreas urbanas e de encostas, ela produz milhares de sementes que duram anos no solo. Ela forma "desertos verdes" onde apenas leucenas crescem, impedindo a biodiversidade da Mata Atlântica de retornar. Lírio-do-Brejo (Hedychium coronarium). Comum em beiras de rios e áreas úmidas da Serra do Mar, ele forma touceiras tão densas que sufocam a vegetação de beira de rio (mata ciliar), alterando o fluxo da água e impedindo que árvores nativas se estabeleçam. Outras Espécies Comuns: Jaqueira (Artocarpus heterophyllus): Embora dê frutos, na Mata Atlântica (como no Parque Nacional da Tijuca) ela é invasora. Como suas folhas e frutos são enormes e ela cresce rápido, ela sombreia demais o solo, matando as mudas das árvores nativas menores. Amendoeira-da-praia (Terminalia catappa): Muito comum em toda a orla brasileira, ela ocupa o lugar da restinga nativa. Goiabeira (Psidium guajava): Embora pareça nativa para muitos, a goiabeira comercial espalhada por pássaros pode se tornar dominante em áreas degradadas, impedindo a sucessão florestal natural. Crescemos vendo Jaqueiras e Eucaliptos e acreditamos que eles fazem parte da nossa fauna original. O erro humano aqui é também cultural: perdemos a referência do que é a floresta original e passamos a aceitar uma "floresta de invasoras" como natural. O grande desafio da Mata Atlântica hoje não é apenas plantar árvores, mas garantir que as espécies que estão lá sejam as corretas. O manejo dessas espécies invasoras é complexo e caro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Conecta 60

#ciencia #humano #natureza #especiesexoticas #biologia A introdução de espécies exóticas é considerada a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo, atrás apenas da destruição de habitats. Estima-se que mais de 37.000 espécies já foram introduzidas globalmente pela ação humana. O desastre dos sapos-cururu (cane toads) na Austrália é considerado um dos maiores erros de biologia aplicada da história. Diferente das pítons (que foram um acidente com pets), os sapos foram introduzidos deliberadamente pelo governo em 1935 para uma missão específica, salvar as plantações de cana-de-açúcar de besouros. Os cientistas da época não consideraram um detalhe básico: os besouros viviam no topo das hastes de cana, enquanto os sapos não escalam e preferem ficar no chão. O resultado? Os sapos ignoraram os besouros e passaram a comer tudo o que viam pela frente, insetos nativos, pequenos répteis e até comida de cachorro. O maior problema não é o que o sapo come, mas quem tenta comê-lo. Como o sapo-cururu é nativo das Américas (incluindo o Brasil), os predadores australianos não tinham resistência ao seu veneno potente (bufotoxina). Isso causou uma mortalidade em massa de: crocodilos de água doce, lagartos monitores (Goannas), cobras nativas e o Quoll setentrional (um marsupial raro). Explosão populacional sem controle, sem predadores naturais e com uma capacidade reprodutiva absurda, uma única fêmea pode botar até 35 mil ovos por vez, a população saltou de apenas 102 sapos iniciais para mais de 200 milhões hoje. Na época, o entomologista Walter Froggatt alertou que os sapos se tornaram uma praga, mas as autoridades cederam à pressão política dos produtores de açúcar e seguiram com a soltura. Lição para a Humanidade: Hoje, os australianos tentam soluções desesperadas, como o treinamento de predadores nativos para "não comer" o sapo ou até o uso de feromônios para atrair girinos. O caso ensina que a introdução de uma espécie para controle biológico sem testes rigorosos pode ser pior do que a própria praga original. Aqui estão alguns dos casos mais impactantes e "clássicos" de desequilíbrio: Perca-do-Nilo no Lago Vitória (África), introduzida nos anos 50 para fomentar a pesca comercial, esse peixe predador gigante causou a extinção de mais de 200 espécies nativas de peixes ciclídeos. O impacto foi além da água: para defumar a carne gorda da Pesca, as populações locais cortaram tantas árvores que causaram erosão e alteraram o clima local. Cobra-Arbórea-Marrom em Guam, Coelho e Raposa na Austrália. Mexilhão-Dourado no Brasil e EUA. Javali no Brasil, introduzido para produção de carne e caça. Caracol-Gigante-Africano. Peixe-Leão no Caribe/Brasil. Abelha Africana,cruzou-se com abelhas europeias nas Américas, tornando as colmeias muito mais agressivas e alterando a polinização de plantas nativas. Infelizmente, quase todos os países do mundo já sofreram com invasões biológicas.No entanto, algumas nações enfrentaram crises tão graves que mudaram permanentemente suas paisagens e políticas ambientais. Aqui estão os principais exemplos globais e as espécies que causaram o caos: Estados Unidos (Além da Flórida), Javali no Texas, Carpa Asiática. Mexilhão-Zebra: Originário da Rússia, chegou nos cascos de navios e hoje entope tubulações de usinas e sistemas de água, causando prejuízos de bilhões de dólares por ano. Na Austrália e Nova Zelândia (Os casos mais extremos), o país trava uma guerra contra possums (gambás australianos), ratos e doninhas. Alemanha e Europa Central: Guaxinim (Raccoon), Vespa-Asiática e Cobra-Arbórea-Marrom. No Brasil, Javali, Coral-Sol: invadiu nossa costa e "sufocou" os recifes de corais nativos, competindo por espaço e alimento. Caramujo-Gigante-Africano. Espalhado por quase todo o território, é uma praga agrícola e risco à saúde pública.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Conecta 59

#ciencia #humano #natureza #pitons #especiesexoticas #aguasvivas O desequilíbrio causado pelas ações humanas, muitas vezes movida por interesses imediatos ou falta de cautela, pode gerar catástrofes ecológicas irreversíveis. Introdução de espécies exóticas como "Moda". O problema começou nas décadas de 70 e 80, quando as pítons se tornaram populares na Flórida (USA) como animais de estimação exóticos. O erro humano foi tratar seres complexos como meros produtos de consumo, sem considerar as consequências de sua fuga ou soltura deliberada por donos que não conseguiam mais lidar com o tamanho do animal. Subestimar a resiliência da natureza (e do Clima). Acreditava-se que essas cobras, nativas do sudeste asiático, não prosperaram. No entanto, elas encontraram nos Everglades um ambiente pantanoso e quente muito similar ao seu habitat original. A destruição de criadouros pelo Furacão Andrew em 1992 acelerou drasticamente a dispersão dessas serpentes no ambiente selvagem. Ao introduzir um predador de topo sem inimigos naturais locais, a humanidade causou um colapso populacional devastador. Estudos indicam que as pítons consumiram cerca de 90% dos pequenos mamíferos em certas áreas, levando ao desaparecimento quase total de raposas, coelhos e guaxinins. Elas competem até com o jacaré americano, o antigo rei do pântano. Falta de fiscalização e proibição tardia. A importação de pítons birmanesas só foi proibida nos EUA em 2012, décadas após o início da crise. Esse atraso demonstra a falha em implementar o princípio da precaução, onde a falta de certeza científica absoluta não deveria ser usada como razão para adotar medidas de proteção ambiental. Medidas de controle paliativas levaram o governo da Flórida a pagar recompensas a caçadores para tentar conter a invasão. Embora necessário, isso é um "enxugar gelo": cada fêmea pode botar até 100 ovos por ano, tornando a erradicação total praticamente impossível com as tecnologias atuais. A "invasão" de águas-vivas gigantes no Japão, especificamente da espécie Nomura (Nemopilema nomurai), é um exemplo de como a degradação ambiental sistêmica pode gerar "monstros" ecológicos. Diferente das pítons, que foram uma introdução direta, o caso das águas-vivas é uma resposta da natureza a múltiplos erros humanos acumulados. Aqui estão os principais erros que levaram a esse desequilíbrio: Sobrepesca Massiva. As águas-vivas e os peixes competem pelo mesmo alimento: o zooplâncton. Ao pescar excessivamente os peixes comerciais no Mar Amarelo e no Mar do Japão, a humanidade removeu os competidores naturais das águas-vivas, deixando "mesa farta" para que suas populações explodissem sem controle. Poluição por nutrientes (Eutrofização). O despejo de fertilizantes agrícolas e esgoto nas águas costeiras aumentou os níveis de nitrogênio e fósforo. Isso estimula o crescimento de plâncton, o combustível principal para o rápido desenvolvimento das águas-vivas, que podem pesar até 200 kg e atingir 2 metros de diâmetro. O aumento da temperatura dos oceanos devido às mudanças climáticas favorece o ciclo reprodutivo das águas-vivas. Águas mais quentes aceleram o metabolismo e a taxa de crescimento dessas criaturas, permitindo que elas se tornem adultas e se reproduzam muito mais rápido do que o normal. A construção de portos, piers e paredões de concreto forneceu superfícies ideais para que os pólipos (a fase inicial da vida da água-viva) se fixem e se multipliquem. Em ambientes naturais, elas teriam menos locais para se prender e no ambiente urbanizado encontram berçários perfeitos em cada pilar de ponte ou cais. Consequências drásticas como o colapso da pesca, acidentes marítimos, bloqueio de usinas, pois águas-vivas chegaram a entupir os sistemas de resfriamento de usinas nucleares e elétricas no litoral japonês, forçando paradas de emergência. Na sequência vamos falar sobre outros desequilíbrios da fauna e flora do mundo e do Brasil. Para conferir siga a Coluna Conecta!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Conecta 58

#ciencia #humano #medicina #biologia #medulaespinhal #polilaminina Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que desenvolveu uma abordagem terapêutica inovadora com potencial para reverter lesões da medula espinhal. Cientista brasileira lidera avanço histórico: tetraplégicos voltam a andar! Tatiana Sampaio, da UFRJ, cria molécula que estimula regeneração neural na medula espinhal. Pesquisadora reconhecida internacionalmente na área de biologia regenerativa e biologia celular, ela é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, uma estrutura polimerizada da proteína laminina investigada como agente terapêutico para regeneração neural. Tatiana atua como professora universitária e chefe de laboratório na UFRJ, onde coordena pesquisas de destaque nacional e internacional voltadas à recuperação de tecidos do sistema nervoso. Tatiana Coelho de Sampaio é graduada em Biologia, com formação acadêmica voltada à biologia celular e molecular da matriz extracelular. Ao longo de sua trajetória, realizou pós-graduação stricto sensu, incluindo mestrado e doutorado, com pesquisas centradas no papel das proteínas da matriz extracelular no desenvolvimento, organização tecidual e processos regenerativos. Sua formação científica contribuiu para a consolidação de uma linha de pesquisa voltada ao estudo das lâminas, glicoproteínas fundamentais da matriz extracelular envolvidas na adesão celular, migração, diferenciação e sobrevivência celular, especialmente no sistema nervoso central. Ensaios clínicos e translação tecnológica: A polilaminina avançou para etapas regulatórias, sendo registrada no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos para estudos iniciais em humanos, com o objetivo de avaliar segurança, viabilidade e sinais preliminares de eficácia em pacientes com lesão medular aguda. O avanço da pesquisa atraiu atenção da mídia, de instituições científicas e de órgãos governamentais, sendo frequentemente citada como uma das pesquisas brasileiras mais promissoras na área de regeneração neural e biotecnologia aplicada à saúde. O trabalho da bióloga brasileira Tatiana Coelho Sampaio com a polilaminina representa uma fronteira promissora para a biologia regenerativa, com um impacto social profundo e transformador. Ao desenvolver essa variante polimerizada da laminina, a pesquisadora oferece uma nova esperança para o tratamento de lesões no sistema nervoso central e periférico. O alcance dessa inovação toca diretamente a estrutura da sociedade e a saúde pública. Ao estimular o crescimento de neurônios, a polilaminina tem o potencial de devolver movimentos e sensibilidade a pacientes com paralisias, promovendo dignidade e independência. Redução de custos em Saúde: Terapias eficientes em biologia regenerativa podem diminuir a dependência de cuidados paliativos de longo prazo e reduzir o ônus socioeconômico sobre famílias e sistemas de saúde. Protagonismo Científico: A pesquisa reforça a capacidade da ciência brasileira em gerar patentes e soluções de alta complexidade, posicionando o país na vanguarda da biologia e suas tecnologias. Contribuições para a ciência brasileira. Tatiana Coelho de Sampaio é frequentemente citada como exemplo de pesquisadora brasileira atuando na fronteira do conhecimento em biologia celular e biologia regenerativa. Sua atuação contribuiu para o fortalecimento da pesquisa básica no Brasil, integração entre ciência básica e inovação tecnológica, formação de recursos humanos altamente qualificados, visibilidade internacional da ciência brasileira na área de matriz extracelular. Por décadas, acreditava-se que lesões na medula espinhal eram irreversíveis. Mas essa descoberta liderada pela cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ, muda esse cenário. Com o uso da polilaminina, uma molécula experimental criada a partir de proteínas da placenta humana, seis pessoas tetraplégicas recuperaram movimentos e sensibilidade, um resultado que surpreendeu a comunidade científica internacional.