segunda-feira, 27 de abril de 2026

Conecta 69

#ciencia #humano #internet #fakenews #redessociais A Verdade sob Ataque: O Desafio das Fake News e o Caminho da Regulamentação. Vivemos na era da hiperconexão. Nunca foi tão fácil acessar informação, mas, paradoxalmente, nunca foi tão difícil filtrar o que é real. No fluxo incessante de notificações, às Fake News (notícias falsas) deixaram de ser apenas "boatos de internet" para se tornarem ferramentas sofisticadas de desinformação, capazes de abalar democracias, destruir reputações e colocar a saúde pública em risco. Vídeos e fotos com realidade impressionante deixando cada vez mais difícil detectar a veracidade da informação. Novos aplicativos e sites têm surgido como ferramenta de combate à desinformação. Inteligência Artificial contra desinformação em grupos de Whatsapp foi criada por alunos da USP e vence desafio internacional. Três alunos do curso de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP) venceram o Programa AI4Good, desafio promovido pela Brazil Conference, com a criação do chatbot “Tá Certo Isso AI?”. Durante anos, acreditou-se que as próprias plataformas de tecnologia (Big Techs) conseguiriam moderar esse conteúdo de forma orgânica. No entanto, o cenário atual mostra que a escala do problema é maior do que qualquer filtro interno. É aqui que entra o debate urgente sobre a regulamentação. Falar em regulamentar não significa censurar, mas sim estabelecer regras de responsabilidade. Você deixaria um filme mudar a forma como seu filho enxerga o próprio celular? Um psiquiatra infantil reuniu alguns documentários e algo inesperado aconteceu: as crianças começaram a largar as telas por conta própria. Sem grito, sem regra forçada… só consciência. Produções como O Dilema das Redes e Privacidade Hackeada mostram que por trás de cada curtida existe um sistema projetado para prender atenção, e quando isso fica claro, a forma de usar a internet muda na hora. Denuncie fraudes: Encontrou serviços que prometem elevar seu score ou ofertas milagrosas para limpar o nome? Denuncie fraudes e golpes digitais que utilizam o nome da Serasa e protejam seus dados! serasa.com.br/contra-fraudes. O ICL Notícias lançou, nesta segunda-feira (23), um site de denúncias voltado ao recebimento seguro e anônimo de informações de interesse público. denunciei.com. O portal G1 lançou a página Fato ou Fake (Como denunciar Fake News nas redes sociais). Plataformas digitais fizeram uma parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação. A atenção está focada em eleições, redes sociais e urna eletrônica. Desinformação? Não repasse! Manda a real, não caia em fake news, acesse informações, dicas e ferramentas para reconhecer e combater a desinformação. mandaareal.mpf.mp.br . As mentiras não podem vencer a democracia. Combater notícias falsas é fundamental para que tenhamos um real Estado Democrático de Direito, acesse e saiba como atuar casa13.pt.org.br/combate-fake-news Dicas de filmes: Adolescentes digitais - crescer na era digital, Privacidade hackeada, Dilema das redes, Desatentos, Século do ego, Império da dor, Mestres do dinheiro, Infância 2.0, O Experimento Vivo, Adolescentes Digitais, Crescer na Era Digital e Desatentos vão ainda mais fundo, mostrando ansiedade, conflitos familiares e até o funcionamento do cérebro diante das telas. O impacto é silencioso, mas poderoso: crianças e adultos começam a perceber que não estão no controle como imaginavam, e essa virada de chave vale mais do que qualquer proibição. No Brasil de 2026, embora ainda não exista uma "Lei Geral de Fake News", a Justiça utiliza ferramentas que já existem no nosso Código Penal e na Justiça Eleitoral, que criminaliza toda e qualquer notícia falsa, mas o tribunal da internet é cruel, portanto atenção ao repassar, na dúvida não compartilhe, a responsabilidade digital agora é uma obrigação legal, não apenas um conselho ético. Sigamos conectados pelo que é verdadeiro!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Conecta 68

#ciencia #humano #embalagem #agrotoxicos #remedios #reciclagem Os poluentes mais graves para nossa saúde são os agrotóxicos em larga escala e o descarte incorreto de medicamentos e a falta de tratamento de esgoto estão transformando nossos rios em "incubadoras" de resistência bacteriana, essa combinação de fatores cria o ambiente perfeito para o surgimento de superbactérias, representando uma ameaça crescente à saúde pública. O descarte de embalagens de remédios e agrotóxicos não tem controle nenhum, um estudo recente da Universidade Estadual de Goiás (UEG) revelou a presença de antibióticos e bactérias multirresistentes em águas fluviais, acendendo um alerta vermelho para a saúde pública e o meio ambiente. O problema de tratar o rio como lixeira é que o "troco" vem em forma de bactéria que nenhum remédio comum consegue matar. O cenário é alimentado pelo uso indiscriminado de remédios, descarte doméstico irregular e, principalmente, pelo lançamento de efluentes domésticos e agropecuários sem o devido tratamento. O perigo das superbactérias nas amostras coletadas os pesquisadores identificaram a Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). Na prática, isso significa que infecções que antes eram simples podem se tornar fatais (como a sepse), exigindo tratamentos hospitalares muito mais complexos. O risco atinge humanos e animais através do contato direto com a água, solo contaminado ou consumo de alimentos irrigados com esses recursos. Além do perigo biológico, o excesso de resíduos orgânicos e químicos causa a eutrofização (aumento excessivo de fósforo e nitrogênio) em corpos d'água, causando a proliferação de algas, diminuição de oxigênio e morte de espécies aquáticas), esse processo gera uma explosão de algas que bloqueiam a luz solar e consomem o oxigênio da água, levando à morte de peixes e plantas submersas. É um ciclo de decomposição que favorece ainda mais a proliferação bacteriana e a bioacumulação de contaminantes em toda a cadeia alimentar. Embora a contaminação por antimicrobianos seja um desafio global presente em mais de 70 países, no Brasil a situação expõe nossa fragilidade estrutural em saneamento básico e a falta de tecnologias para remover contaminantes específicos. Agora temos o Projeto de Lei 6427/25, determina que embalagens de alimentos industrializados e in natura contenham informações ostensivas, claras e de fácil visualização sobre presença de resíduos de agrotóxicos ou pesticidas. Proposta altera Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e está em análise na Câmara dos Deputados. Empresas serão obrigadas a informar potenciais riscos das substâncias encontradas para a saúde humana. Destaca que famílias de menor renda, populações periféricas e grupos historicamente vulnerabilizados são os que mais sofrem com exposição involuntária a substâncias químicas, sendo frequentemente privadas de instrumentos que permitam escolhas seguras. Estudos de vigilância sanitária revelam distúrbios neurológicos e aumento da incidência de câncer, mesmo em produtos que atendem aos limites legais. O Código de Defesa do Consumidor já estabelece como direito básico do consumidor a informação adequada sobre riscos e proteção da saúde. O Brasil lidera o consumo mundial de agrotóxicos devido ao modelo agrícola hegemônico focado em commodities (soja, milho, algodão), clima tropical que favorece pragas o ano todo, múltiplas safras anuais (até 3/ano), expansão da fronteira agrícola e uma legislação que permite o uso de substâncias banidas em outros países. A pesquisadora brasileira que precisou deixar o Brasil após denunciar o uso de agrotóxicos foi Larissa Mies Bombardi, professora do Departamento de Geografia da USP, ela foi para Europa após sofrer uma série de intimidações e ameaças de morte. Os indicativos mostram que estamos longe da perfeição tanto na informação, quanto na reciclagem de embalagens de remédios e agrotóxicos que inevitavelmente vão parar nos rios sem nenhum tratamento. Fonte: @florestalbrasilblog @brasildefato @brasilescola Conteúdo urgente e necessário nas escolas do mundo todo! @retudo @revolixonarios

terça-feira, 14 de abril de 2026

Conecta 67

#ciencia #humano #natureza #permacultura #agroecologia #agrofloresta #ErnstGötsch A Permacultura (Cultura Permanente) é o conceito mais amplo de todos. Enquanto a Agrofloresta foca no plantio e a Agroecologia na ciência e sociedade, a Permacultura é um sistema de design ético para criar assentamentos humanos produtivos e sustentáveis. Vamos resumir e dar os caminhos para você conhecer melhor todos esses sistemas muito utilizados em todo Brasil que tornam nossas vidas mais saudáveis e preservam a natureza. Ernst Götsch é o pai da Agrofloresta (Sintrópica). Embora ele seja uma das maiores referências dentro do movimento da Agroecologia, aqui está a diferença aplicada ao trabalho dele: Ernst Götsch na Agrofloresta o foco dele é o manejo da vida. Ele ensina como plantar imitando a floresta (sucessão natural), usando a poda drástica para gerar "adubo vindo do céu" e criar sistemas que produzem água e solo fértil enquanto produzem comida (como cacau e banana). Agroecologia é o campo maior que abraça, ela inclui não só a técnica dele, mas também a luta por sementes crioulas, a reforma agrária e a economia solidária, (cultivo comunitário e diversificado). Para se livrar dos agrotóxicos na agricultura familiar, o caminho mais eficaz é a transição para sistemas de base ecológica, como a agroecologia ou a agricultura orgânica. Agrofloresta (O Sistema de Plantio), o foco é o manejo biológico e a estratificação, as árvores de diferentes alturas convivem, criando um ambiente úmido e biodiverso que imita a floresta natural para produzir alimentos. Aqui estão as principais estratégias para produtores e consumidores reduzirem ou eliminarem o impacto dessas substâncias: Manejo Integrado de Pragas (MIP): Conjunto de práticas que priorizam o uso consciente de recursos naturais. O agrotóxico só entra como último recurso após outros métodos falharem. Controle Biológico: Introdução de predadores naturais, parasitas ou patógenos para combater pragas de forma totalmente natural. Bioinsumos: Uso de produtos naturais e defensivos biológicos que estão cada vez mais acessíveis e substituem os químicos tradicionais. O "melhor" adubo orgânico depende do que o seu solo precisa no momento, mas na agricultura familiar do Vale do Ribeira, o esterco bovino curtido e tratado é o campeão em custo-benefício e versatilidade, além de borra de café, casca de legumes e ovos e sobras de podas. Manter as plantas bem nutridas e variar as espécies cultivadas fortalece a lavoura contra doenças, reduzindo a necessidade de intervenção química. Essas práticas substituem o uso de químicos por métodos naturais de controle e nutrição do solo que priorizam o uso consciente de recursos naturais. A compostagem coberta de folhas secas ou serragem, e a reciclagem também são ações importantes nesse processo, os descartes de eletroeletrônicos e resíduos como plásticos e metais, para evitar contaminação do solo e dos rios. Rotação de culturas e nutrição no Alto Vale do Ribeira, essas duas formas de tratar a terra como um ser vivo caminham juntas, os agricultores usam a Agrofloresta como o método de produção para alcançar os ideais da Agroecologia. Para mais informações procure apoio na Prefeitura de Apiaí (Secretaria de Agropecuária), agropecuaria@apiai.sp.gov.br (ZAP) 15 35521830. Informe que você já tem o interesse em iniciar o Protocolo de Transição e agende uma visita técnica à sua propriedade. O Assentamento Luiz David Macedo, organizado pelo MST em Apiaí (SP), é um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) referência na produção agroecológica e preservação da Mata Atlântica. No Alto Vale, usar a Permacultura significa planejar seu sítio para que ele seja quase independente de recursos externos, aproveitando a água das nascentes e o relevo da região a seu favor, fortalecendo o turismo de base comunitária e a economia circular. Preservar a cultura e natureza é o melhor investimento! Fonte: @OrgânicoSimples - @agendagotsch - @embrapa - instagram.com/sma.apiai

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Conecta 66

#ciencia #humano #internet #datacenter #agua #meioambiente Os Data Centers são o "cérebro" da internet moderna e essencial para tudo na era digital, desde transações bancárias (Pix) até o uso de Inteligência Artificial. A decisão de implementar ou hospedar dados envolve diferentes perspectivas, desde o nível corporativo até o impacto socioambiental. O Brasil será um dos principais destinos de investimentos em data centers no mundo, que deverão somar cerca de US$3 trilhões nos próximos cinco anos. Os investimentos serão impulsionados pelo avanço da IA, da computação em nuvem e serviços de internet. Atualmente, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global, na América Latina, o país é líder e concentra metade do mercado, com cerca de 200 empreendimentos e previsão de R$60 a R$100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. Vamos falar sobre os prós e contras de se investir em Data Centers. Para empresas trazem muitas vantagens e estruturas profissionais garantem que os sistemas fiquem online 100% do tempo, com geradores e múltiplos caminhos de energia. Segurança robusta, oferecem controle físico rígido (biometria, câmeras) e proteção digital avançada contra ataques cibernéticos. Serviços de nuvem permitem aumentar a capacidade de processamento rapidamente sem precisar construir novas salas físicas. Conformidade de Dados: Manter dados em um data center próprio ou local facilita o cumprimento de leis de privacidade. Vamos analisar os detalhes, construir um data center próprio exige um capital altíssimo na compra de hardware, sistemas de refrigeração e segurança. Custos de manutenção exigem gastos constantes com energia elétrica, licenciamento de softwares e equipe técnica altamente qualificada. A tecnologia de servidores evolui rápido, o que pode tornar um hardware defasado em poucos anos. Prós (Vantagens): Desenvolvimento tecnológico atrai investimentos bilionários e fortalece a soberania digital. Os contras (Desvantagens): Consumo massivo de recursos, demandam quantidades gigantescas de eletricidade e água para resfriamento, o que pode sobrecarregar redes locais e agravar crises hídricas. Impacto na vizinhança: O ruído constante dos sistemas de ventilação (semelhante a sopradores de folhas) e a poluição luminosa podem afetar moradores e a fauna local. Baixa geração de empregos diretos: Embora a construção gera muitas vagas temporárias, a operação rotineira é altamente automatizada e exige poucos funcionários permanentes. O neurocientista Miguel Nicolelis tem sido um crítico vocal da expansão desenfreada de grandes data centers, ele utiliza o termo "parasitas digitais" para descrever essas estruturas, argumentando que elas consomem recursos vitais como a água, sem oferecer contrapartidas proporcionais à sociedade. O primeiro data center de grande porte foi inaugurado oficialmente em 24 de maio de 2017 em Santana de Parnaíba (Equinix), trouxe melhorias significativas para a economia e a infraestrutura da cidade, consolidando o município como um dos principais pólos tecnológicos e de infraestrutura digital. No entanto, o rápido crescimento do setor traz desafios técnicos e ambientais que exigem monitoramento. O povo Anacé e ambientalistas lutam contra o licenciamento ao Data Center no Ceará. Mesmo após denúncia formal ao Ministério Público Federal, o processo de licenciamento do mega Data Center da empresa chinesa ByteDance controladora do TikTok, segue tramitando com velocidade na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Um empreendimento que invade uma região habitada por comunidades tradicionais, que irá usar a água da região em um volume semelhante ao consumido por toda a população de Fortaleza. Embora a construção civil e a infraestrutura física básica sejam locais, o coração dos data centers dependem de tecnologia internacional, enfim muitos debates pela frente. Fonte: @cienciatododia @manualdomundo @gov.br @olhardigital

segunda-feira, 30 de março de 2026

Conecta 65

#ciencia #humano #misoginia #feminicídio #machosfera #preconceito O crime que não para de crescer é o "feminicídio". Estamos em momento delicado em nosso país, os dados mais recentes de março de 2026 (consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ministério da Justiça) revelam um cenário alarmante. O Brasil registrou recordes históricos sucessivos, quebrando a tendência de estabilidade dos anos anteriores. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação a 2024. A média é de 4 mulheres mortas por dia no país. Se somarmos casos consumados e tentativas, o número salta para 6.904 vítimas em 2025 (um aumento de 34% no registro de tentativas em relação ao ano anterior). Desde que a lei foi criada em 2015, pelo menos 13.703 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero. O Perfil das Vítimas e do Crime pois os dados mostram que o feminicídio não é um crime de "rua", mas de proximidade e controle: Raça: 62,6% das vítimas são mulheres negras. Vínculo com o agressor: Em 80,7% dos casos, o assassino foi o companheiro (59,4%) ou ex-companheiro (21,3%). Gênero do agressor: 97,3% dos autores são homens. Local do Crime: 66,3% dos assassinatos ocorreram dentro da residência da própria vítima. Instrumentos: O uso de armas brancas (facas, etc.) é predominante, correspondendo a 48,7% dos casos, seguido por armas de fogo (25,2%). Geografia e Vulnerabilidade: Uma descoberta relevante dos dados de 2026 é o peso das pequenas cidades, embora concentrem 41% da população feminina, os municípios com até 100 mil habitantes respondem por 50% dos feminicídios. Nessas cidades, o acesso a Delegacias Especializadas (DEAM) e Casas Abrigo é drasticamente menor (apenas 5% e 3%, respectivamente), dificultando a quebra do ciclo de violência. Esses dados conectam-se diretamente com o tema da #Machosfera (movimentos crescentes entre a juventude igual a Redpill prega o ódio às mulheres), pois mostram como a radicalização do discurso de ódio e a "defesa da honra" se materializam em violência letal. O ódio desvenda como agem os elementos da machosfera. No ecossistema digital, onde as bolhas de informação se moldam aos nossos desejos, um fenômeno sombrio tem ganhado terreno de forma silenciosa e, muitas vezes, lucrativa a machosfera. O termo, que parece saído de uma distopia hi-tech, descreve uma rede interconectada de fóruns, chats, canais e perfis que promovem uma visão de mundo baseada na hostilidade sistemática às mulheres, a velha conhecida misoginia, agora com novos filtros e hashtags. Não se trata apenas de "homens conversando". A machosfera é um guarda-chuva que abriga desde comunidades de "autoajuda masculina" até grupos extremistas. O fio condutor? A ideia de que o progresso dos direitos femininos é uma ameaça direta à identidade masculina. O grande desafio é entender os sinais e perceber que a misoginia exige um olhar atento, pois ela raramente se apresenta de forma escancarada logo de início. Na maioria das vezes, ela se manifesta de maneira sutil, estrutural e psicológica, disfarçada de "opinião", "piada" ou "proteção". Frases que começam com "Toda mulher é..." ou "Mulher hoje em dia só quer..." e discussões em alto tom de voz são sinais claros de desumanização. A misoginia digital não fica restrita às telas, ela molda comportamentos reais, subjuga jovens e adultos e afeta a saúde mental de uma geração inteira. A percepção é o primeiro passo para a intervenção. Enfrentar a machosfera exige mais do que apenas "dar block". Precisamos entender como esses discursos são construídos para que possamos oferecer alternativas de uma masculinidade saudável, empática e que não precise do apagamento do outro para existir. A tecnologia deve servir para ampliar horizontes, não para nos trancar em cavernas de preconceito, ao prever um ataque denuncie. Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher.