quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Conecta 91

#ciencia #humano #ervas #medicina #natureza Das ervas aos remédios: quando a natureza inspira a ciência! Muito antes de existirem farmácias, comprimidos e laboratórios, o ser humano já observava a natureza em busca de formas de aliviar dores, tratar ferimentos e combater doenças. Folhas, raízes, cascas, sementes e flores faziam parte do conhecimento de diferentes povos. Alguns desses conhecimentos atravessaram gerações e, com o avanço da ciência, certas substâncias presentes nas plantas passaram a ser estudadas, isoladas e transformadas em medicamentos. Um exemplo clássico é a casca do salgueiro. Há séculos, povos utilizavam preparações feitas com essa planta para aliviar dores e febre. No século XIX, cientistas conseguiram identificar a salicina, substância relacionada ao efeito medicinal do salgueiro. A partir desses estudos surgiu a química que levaria ao desenvolvimento do ácido acetilsalicílico, princípio ativo da aspirina. Outro exemplo importante é a quinina, obtida da casca de árvores do gênero Cinchona. Seu uso contra a malária ajudou a demonstrar como uma substância encontrada na natureza poderia se tornar uma ferramenta médica de enorme importância. Mas existe uma história ainda mais famosa quando falamos da relação entre natureza, observação e ciência: a história da penicilina. A descoberta que mudou a medicina: Em 1928, o médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming trabalhava com bactérias no Hospital St. Mary's, em Londres. Ao retornar de férias, Fleming percebeu algo inesperado em uma placa de cultura (é um recipiente pequeno e raso, geralmente redondo, usado em laboratório para cultivar e observar microrganismos, como bactérias e fungos), que havia sido contaminada por um fungo. Ao redor do fungo, as bactérias não estavam crescendo. Em vez de simplesmente descartar aquela placa, Fleming observou o fenômeno. O fungo pertencia ao gênero Penicillium. Fleming percebeu que ele produzia uma substância capaz de impedir o crescimento de determinadas bactérias. Ele chamou essa substância de penicilina. A descoberta, porém, não significou que imediatamente existisse um medicamento pronto para ser usado em pacientes. Transformar aquela observação em um tratamento eficaz exigiu anos de trabalho de outros pesquisadores. Na década de 1940, uma equipe liderada por Howard Florey e Ernst Boris Chain, com outros colaboradores, conseguiu desenvolver métodos para produzir e purificar a penicilina em quantidade suficiente para seu uso médico. Durante a Segunda Guerra Mundial, a produção em larga escala avançou rapidamente. A penicilina passou a ser utilizada no tratamento de diversas infecções bacterianas e ajudou a transformar a medicina. Da natureza ao laboratório: A história da penicilina ensina uma lição importante, muitas descobertas científicas começam com uma pergunta aparentemente simples. Por que aquilo aconteceu? Uma planta utilizada tradicionalmente pode despertar o interesse de um pesquisador. Um fungo que contaminou uma cultura pode revelar uma substância desconhecida. Uma observação pode levar a uma hipótese; a hipótese pode gerar experimentos; e os experimentos podem resultar em um tratamento. Mas existe uma diferença fundamental entre uma planta medicinal e um medicamento. Uma planta pode conter dezenas ou centenas de substâncias diferentes. A quantidade dessas substâncias também pode variar. Por isso, o fato de uma planta ser utilizada tradicionalmente não significa automaticamente que ela seja segura ou eficaz para qualquer doença. A ciência procura identificar quais componentes realmente produzem determinado efeito, estudar suas doses, possíveis efeitos adversos e interações e, quando possível, transformá-los em tratamentos que possam ser avaliados de maneira rigorosa. O conhecimento acumulado pelas comunidades pode levantar perguntas importantes. A ciência pode investigar essas perguntas, testar hipóteses e separar aquilo que funciona daquilo que não funciona. Conhecer a natureza é também aprender com ela e nos libertar dos preconceitos sobre determinadas ervas e plantas sagradas que curam e salvam vidas. Esse é o foco da Coluna Conecta: ciência, ser humano e tecnologia, mostrando que, muitas vezes, uma grande descoberta começa quando alguém simplesmente presta atenção em algo que os outros poderiam ter ignorado. Fonte: Fiocruz / Anvisa

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Conecta 90

#ciencia #humano #mudancasclimaticas #aquecimentoglobal #ElNiño A região de Apiaí e do Alto Ribeira têm enfrentado bloqueios e pontos de interdição nas rodovias estaduais decorrentes do acúmulo de chuvas, enxurradas e queda de barreiras ou erosões no solo. O ano de 2026 marca o retorno oficial do El Niño, após um início de ano em transição da La Niña no período de neutralidade climática. O fenômeno se estabeleceu na metade do ano e vem para ficar até 2027, registrando uma rápida e expressiva intensificação do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Em relação aos temas de emergência climática e eventos extremos, o ClimaInfo alerta principalmente para: Intensificação dos Eventos Extremos (Super El Niño e Mudanças Climáticas). Secas e inundações: O portal alerta que o aquecimento dos oceanos e o aquecimento global estão amplificando os efeitos do El Niño. Isso gera uma "dupla polaridade" no Brasil: secas severas e incêndios históricos na Amazônia e no Pantanal, enquanto o Sul e partes do Sudeste (como o Vale do Ribeira) enfrentam volumes recordes de chuva e enchentes devastadoras. Aquecimento Recorde dos Oceanos: O ClimaInfo destaca que as águas oceânicas globais vêm registrando temperaturas máximas históricas, o que alimenta ciclones, frentes frias persistentes e bloqueios atmosféricos. Desmatamento e Perda de Resiliência Natural: Amazônia e Cerrado: Os boletins de alerta (baseados em dados do DETER/INPE e MapBiomas) destacam como a perda contínua de vegetação nativa reduz a capacidade dos ecossistemas de reter água e regular o clima continental, agravando as crises hídricas. Riscos Socioeconômicos e vulnerabilidade humana: O portal enfatiza que populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas e moradores de periferias urbanas são desproporcionalmente mais impactados por enchentes e deslizamentos por estarem em áreas de maior risco com pouca infraestrutura de mitigação. Falta de Preparo das Cidades: O ClimaInfo alerta sobre a lentidão do setor público na implementação de planos de adaptação climática, evidenciando que as cidades brasileiras continuam reagindo aos desastres em vez de preveni-los com infraestruturas resilientes. Desinformação e Políticas Públicas e o incentivo a combustíveis fósseis: O portal monitora e alerta sobre decisões políticas e investimentos que continuam a subsidiar energias fósseis e atrasam a transição energética do país. “Florestas são uma das soluções climáticas mais poderosas do mundo. As florestas tropicais absorvem carbono, regulam a chuva, resfriam o planeta e protegem o mundo das temperaturas extremas. Mas todos os anos milhões de hectares são perdidos liberando carbono, desestabilizando padrões climáticos e enfraquecendo a nossa resistência. É preciso que a ação climática e a proteção das florestas andem de mãos dadas. É preciso mantê-las em pé.” As fortes chuvas e enchentes deixaram milhares de famílias desabrigadas em nossa região. Neste momento crítico, a solidariedade e a união de todos fazem a diferença para salvar vidas e reconstruir comunidades. Se você puder colaborar, confira como e o que doar. Água potável: O item mais urgente e essencial em áreas afetadas por alagamentos. Alimentos não perecíveis: Cestas básicas, arroz, feijão, leite em pó, enlatados e biscoitos. Kits de higiene pessoal: Sabonete, escova e pasta de dente, absorventes, papel higiênico e fraldas infantis e geriátricas. Materiais de limpeza: Água sanitária, detergente, sabão em pó, desinfetante, vassouras, rodos e sacos de lixo reforçados. Colchões, roupas de cama e banho em bom estado, cobertores, travesseiros, lençois e toalhas limpas. Sua ajuda faz toda a diferença. Compartilhe esta mensagem, procure o ponto de coleta mais próximo e estenda a mão a quem mais precisa agora. Preservar a natureza e a cultura é o melhor investimento. Não acredite em #fakenews! Fonte: @climainfo

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Conecta 89

#ciencia #humano #inteligenciaartificial #Apiai #Iporanga #datacenter Nadar contra a corrente na era da IA significa preservar o pensamento crítico, a originalidade e as relações humanas em um cenário dominado pela automação rápida. Ao longo da história, revoluções sociais e tecnológicas moldaram nosso tempo e redefiniram nossas relações com a terra, com o outro, com o trabalho, com a arte, com a informação, com o mundo para além das fronteiras e com as próprias fronteiras. Da Revolução Agrícola ao surgimento da escrita, à metalurgia, à invenção da imprensa, às revoluções industriais, dos transportes e das comunicações. E hoje vivemos a reformulação da sociedade em torno do uso da inteligência artificial. Em cada um desses saltos, a relação de poder entre quem produz e quem se apropria do que é produzido também foi reformulada e forjada em novos termos. Quando se tornou possível obter excedente de alimentos, a tecnologia deixou de ser apenas instrumento de sobrevivência e passou a ser também instrumento de dominação e acumulação. E, a partir da Revolução Industrial, ganhou dimensões nunca antes exploradas.É exatamente nesse fio histórico que devemos compreender o avanço acelerado da inteligência artificial hoje como a nova roupagem de uma lógica muito antiga, em que a tecnologia desenvolvida por quem detém o capital serve aos interesses de quem detém o capital. Nas fábricas, a implementação de máquinas permitiu aos donos dos meios de produção aumentar a produtividade, mas esse ganho não se traduziu em mais tempo livre aos trabalhadores. Traduziu-se em maior exploração do trabalho e extração de mais-valia. Mais do que isso, a máquina também distanciou o trabalhador do próprio ofício. O conhecimento concentrado em quem executava o trabalho foi fragmentado, ocasionando um distanciamento do trabalhador do seu próprio ofício, tornando-o dependente de um processo que deveria estar sob seu controle. A corrida bilionária: A inteligência artificial exige um patamar de capital que poucos atores no planeta conseguem reunir, como centros de dados gigantescos, consumo elevadíssimo de energia, chips especializados caríssimos e as equipes de pesquisa mais bem pagas do mercado global. Tudo isso ainda não garante a hegemonia da ferramenta. Garante, por enquanto, apenas um lugar na disputa pelo domínio do mercado. Pela própria estrutura de custos, ela se concentra nas mãos de poucas corporações privadas e de Estados-nação com capacidade e vontade política de mobilizar recursos em escala parecida. A disputa entre China e EUA, por exemplo, está sendo travada com restrições à exportação de semicondutores, disputa por terras raras e políticas industriais bilionárias, e expõe dois projetos distintos de desenvolvimento da inteligência artificial. Em julho de 2026, Xi Jinping anunciou a criação da Organização Mundial de Cooperação em IA (WAICO), sediada em Xangai, com um pacote de compromissos ao Sul Global. Entre eles, vagas de formação, centros de cooperação com blocos como BRICS e União Africana, acesso a sistemas de alerta climático. “A IA não deve ser solo de um único país, mas uma sinfonia de cooperação internacional”, discursou Xi Jinping na ocasião. É uma proposta que abre uma brecha real de cooperação Sul-Sul, historicamente negada pelos países centrais. Essa disputa em escala planetária não fica restrita aos laboratórios e às cúpulas de governo. Ela desce até o cotidiano de quem usa a ferramenta, muitas vezes sem perceber a que lógica essas respostas servem. O uso cada vez mais cotidiano da inteligência artificial, do trabalho aos estudos e às perguntas básicas do dia a dia, não muda essa lógica. A falsa ideia de democratização que acompanhou a chegada das redes sociais já é bastante conhecida nas reflexões sobre comunicação. O controle sobre o pensamento de grande parte da população pela manipulação de dados, sentimentos e algoritmos virou ciência bem apropriada para tentar definir eleições e rumos políticos. O campo definitivamente não é neutro, tampouco democrático. Muitas empresas já adotaram o mau uso da inteligência artificial, e as consequências disso para o mundo do trabalho ainda não se apresentam em toda a sua extensão. Aplicá-la no cotidiano exige treinamento, debate e análise constante de cada aplicação, para que o conteúdo produzido seja melhor, sempre alinhado à nossa missão como veículo de comunicação popular. Nademos contra a corrente. Fonte: Brasil de Fato

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Conecta 88

#ciencia #humano #mataatlantica #borboletas #preservar Borboletas da Mata Atlântica. Em dias ensolarados, o jardim das borboletas da Fundação José Pedro de Oliveira, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP) , é um festival de cores e movimentos. Centenas de borboletas de variadas cores e espécies voam e pousam nas flores cultivadas especialmente para atraí-las. A bióloga Christiane Holvorcem coordena as pesquisas com as borboletas. Ela conta que a grande quantidade e variedade de espécies é resultado de um jardim planejado com esse objetivo: repleto de flores formando grandes manchas de algumas cores. "Isso facilita que a borboleta encontre as flores das cores que lhe atraem, já que elas usam a visão para identificá-las", explica. O borboletário está incrustado na Reserva Florestal Mata Santa Genebra, um dos últimos resquícios de Mata Atlântica no estado de São Paulo. "As borboletas acabam sendo, também, um instrumento de mobilização das pessoas para a conservação dessa mata", diz a bióloga. Os estudos sobre as borboletas na Fundação estão tornando-se referência na área. Os pesquisadores realizaram um censo em 2001 e registraram das 690 espécies que visitam a reserva, 200 frequentam o jardim das borboletas. Além disso, identificaram o horário de atividade de várias espécies. "Essa é uma informação importante para os pesquisadores planejarem seus estudos". Cristiane acrescenta que está em estudo, agora, o ciclo de vida de cinco espécies de borboletas que frequentam o jardim e são mantidas em cativeiro. " O estudo é diário, todos os dias da semana: acompanho desde a coleta do ovo, soltura e identificação do adulto para ser colocado dentro do viveiro, observo onde os ovos serão colocados e o tempo de eclosão depois da coleta", conta a bióloga Cynira Any Gabriel. Todas as borboletas são marcadas, para que seja possível identificar a origem de cada ovo, e depois são soltas dentro de um viveiro repleto de plantas, para observação dos pesquisadores. "No viveiro, cada espécie põe ovo em uma planta diferente. Fazemos, ainda, um tratamento diário para evitar a contaminação por fungos e ressecamento da folha que serve de alimento para as lagartas", conta Cynira. O objetivo é saber quanto tempo essas espécies vivem e descrever o ciclo de vida desde o ovo até a fase adulta, em ambientes confinados. Esses dados auxiliam no planejamento das pesquisas e permitem que criadores comerciais de borboletas não as retirem do ambiente natural. "Também fornece um modelo teórico para estudos de dinâmica de populações. Uma vez que temos as taxas de mortalidade sem a interferência do ambiente natural, temos um sistema puro onde nós podemos trabalhar a modelagem demográfica", complementa Christiane alerta, também, para a relação entre as borboletas e a preservação da Mata Santa Genebra: "O habitat da borboleta tem que ter um tipo de planta que o inseto adulto frequenta, e outro que alimenta a lagarta. Se o número de determinada espécie cresce ou diminui muito, isso é um indício de que algo está ocorrendo na floresta". O Brasil tem a maior diversidade de borboletas do mundo, com mais de 3.700 espécies identificadas, uma riqueza que representa mais de 60 por cento de todas as espécies de borboletas conhecidas, concentrada num único país. O Vale do Ribeira (PETAR, Intervales, Carlos Botelho e áreas de Mata Atlântica entre Apiaí, Iporanga e Eldorado) é um dos lugares mais ricos do Brasil para observação de borboletas. Abaixo está um guia ilustrado com 30 espécies muito representativas da região, organizado por grupos para facilitar o uso em educação ambiental, turismo e trilhas interpretativas. A distribuição desta diversidade tem um padrão que é ao mesmo tempo fascinante e preocupante do ponto de vista da conservação: a maioria das espécies não vive no interior da floresta densa nem em áreas completamente abertas, mas nos ambientes de transição como bordas de floresta, clareiras naturais, margens de rios e áreas de vegetação variada. A Morpho azul é provavelmente a mais conhecida internacionalmente: o azul vívido das asas não resulta de pigmento mas de microestruturas em escama que difractam apenas os comprimentos de onda azuis da luz, uma iridescência estrutural que a torna invisível de certos ângulos e brilhante de outros, um sistema de sinalização e de reconhecimento de espécie. A borboleta-carteiro (Heliconius) é um dos casos mais estudados em biologia evolutiva: é venenosa, e o seu padrão vermelho-preto é reconhecido e evitado por predadores que aprenderam a associar as cores ao sabor desagradável. A asa-de-vidro (Greta oto) tem asas praticamente transparentes, sem as escamas coloridas que caracterizam a maioria das borboletas, a transparência é em si mesma uma forma de camuflagem que a torna quase invisível em repouso sobre folhagem. As borboletas têm papel fundamental para a natureza e ecossistema, listamos a seguir algumas maneiras interessantes de como a borboleta ajuda a natureza: Base de cadeia alimentar: A principal colaboração das borboletas ao ecossistema é servir como base de cadeia alimentar. As borboletas servem de alimento para pássaros, formigas, aranhas, louva-a-deus, sapos, macacos, lagartos, lagartixas e muitas outras espécies de animais. É possível notar então que as borboletas contribuem com a sobrevivência de diversas outras espécies de animais e que seu desaparecimento e um ecossistema que poderia acarretar um imenso desequilíbrio para a natureza por falta de alimento para diversas espécies. Indicador de vegetação preservada: De um modo geral, se há borboletas em um lugar é porque a vegetação e a natureza local está bem preservada e é saudável. É o que nos aponta uma matéria do The Ecologist¹. Isso faz sentido pois como as borboletas se alimentam diretamente de vegetais como néctar das flores e frutas em decomposição, ela precisa então da presença desses itens em um ambiente para sobreviver. Sendo assim, a presença da borboleta em um local indica para os seres humanos que aquele lugar deve ser preservado, tendo em vista que ambientes naturais e saudáveis estão raros nos dias de hoje por conta do desmatamento e das queimadas das florestas e matas. Polinização: A borboleta em sua fase adulta se alimenta do néctar das flores, ao se alimentar o pólen do néctar dessas flores fica preso às asas da borboleta que, ao batê-las enquanto voa, espalha esse mesmo pólen pelos lugares onde passa, fazendo assim com que novas flores nasçam. A esse processo damos o nome de polinização. Ela é importante porque colabora com a reprodução e manutenção de diversas espécies agrícolas, posto que a maioria das plantas precisa de agentes polinizadores para se reproduzir. Conclusão: Sem as borboletas a natureza inteira entraria em colapso, um verdadeiro “efeito borboleta” ocorreria no planeta! Primeiramente porque muitos animais perderiam uma importante fonte de alimento, comprometendo assim toda a cadeia alimentar. Em segundo lugar porque o homem perderia um importante indicador de áreas ambientalmente preservadas e -por último mas não menos importante- a natureza ficaria sem um dos seus agentes polinizadores. Esses pequenos animais são fundamentais para a sobrevivência do planeta inteiro.A importância das borboletas para o meio ambiente vai muito além da beleza, apesar de evocarem imagens de sol e de campos floridos. Mas elas estão cada vez mais ameaçadas. Como resultado, só no Reino Unido quatro espécies desapareceram nos últimos 150 anos . É provável que o aquecimento global, muitos mais casos podem ocorrer. Por isso as borboletas são um importante indicador sobre a precariedade do nosso meio ambiente. Seus habitats foram destruídos em grande escala no mundo inteiro. Além disso, com as mudanças nos padrões de clima , o risco aumenta a cada dia. O uso desenfreado de agrotóxicos torna o cenário ainda mais preocupante. A menos que façamos algo, o risco de extinguir cada vez mais espécies de borboletas se torna mais real. A importância das borboletas é muito grande e sua presença é fundamental para a nossa sobrevivência. Fonte: borboletariodesaopaulo.com.br / SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Conecta 87

#ciencia #humano #estradaparque #Apiai #Iporanga #PETAR Recebemos a resposta do DER/SP sobre esclarecimentos da SP-165 e se existe algum projeto de asfalto ou estrada parque para nossa região: Em atenção à sua manifestação e considerando os esclarecimentos da Coordenadoria Geral Regional de Itapetininga - CGR.2, informamos que conforme manifestação da Coordenadoria de Conservação e Operações Viárias desta Regional, que trata-se da SP-165, Rodovia Antônio Honório da Silva entre os municípios de Apiaí/SP e Iporanga/SP, cuja estrada é mantida pelos serviços de conservação de rotina, os quais têm por finalidade manter as condições adequadas de segurança, trafegabilidade e funcionalidade da estrada, com as atividades como manutenção e recuperação localizada da estrada através dos serviços pontuais de reposição de revestimento primário, limpeza e desobstrução da drenagem, conservação das faixas de domínio, roçada, limpeza da sinalização e demais intervenções necessárias à manutenção das condições operacionais da rodovia. Ressalta-se que a execução desses serviços é realizada de forma contínua e de acordo com as necessidades identificadas nas inspeções e vistorias técnicas, observando-se as condições de trafegabilidade, segurança dos usuários e as características específicas do trecho viário. Registra-se a importância das manifestações da comunidade e dos usuários da SP-165, que contribuem para o acompanhamento das condições da rodovia e para o aprimoramento das ações de manutenção, conservação e segurança viária. A Ouvidoria do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER/SP) agradece o contato e informa que a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários, Ouvidoria DER/SP. Conclusão, não existe nenhum projeto de construção de uma estrada viável e segura, mas a Ouvidoria ressalta que ”a participação do cidadão fortalece e contribui na melhoria dos serviços prestados e no atendimento aos usuários", deixando claro que se a população não se manifestar o recapeamento vai continuar da mesma forma que está, somente reformas paliativas e nada de projetos definitivos. Enfim, seguimos isolados sem ônibus, impossibilitando os moradores que não tem carro de sair de Apiaí e Iporanga e vice e versa. Com chuvas e El Nino mais deslizamentos e acidentes vão acontecer impossibilitando o desenvolvimento da região e ouvindo comentários de turistas que aqui é o fim do mundo, pelo contrário, aqui é onde tudo começou com o povo vivendo em harmonia com a natureza, mas como desenvolver e prosperar com a estrada desse jeito, fica a questão. Manifestação segue para governo estadual e federal e contamos com apoio de todos. Esclarecendo: O PETAR não foi privatizado. O que ocorreu foi uma concessão da gestão dos serviços de uso público (como recepção de visitantes, bilheteria, manutenção de estruturas, estacionamento e alguns serviços turísticos) à iniciativa privada. A área do parque continua sendo um bem público do Estado de São Paulo, administrado e fiscalizado pela Fundação Florestal. Atualmente, a compra de ingressos para o PETAR é feita pela plataforma oficial da concessionária Parquetur (que até agora não realizou nenhuma ação de melhoria com relação à qualidade da estrada, conforto e segurança para todos). No portal é possível escolher o dia da visita, selecionar o núcleo do PETAR que deseja visitar (conforme disponibilidade), comprar ingressos, adicionar serviços disponíveis e receber o ingresso eletrônico após a compra. Antes de visitar lembre-se de que o ingresso do parque não substitui o acompanhamento de um monitor ambiental onde esse acompanhamento é obrigatório. https://parquetur.com.br. Assine o manifesto e compartilhe! facebook.com/jornaldoribeira