terça-feira, 14 de abril de 2026

Conecta 67

#ciencia #humano #natureza #permacultura #agroecologia #agrofloresta #ErnstGötsch A Permacultura (Cultura Permanente) é o conceito mais amplo de todos. Enquanto a Agrofloresta foca no plantio e a Agroecologia na ciência e sociedade, a Permacultura é um sistema de design ético para criar assentamentos humanos produtivos e sustentáveis. Vamos resumir e dar os caminhos para você conhecer melhor todos esses sistemas muito utilizados em todo Brasil que tornam nossas vidas mais saudáveis e preservam a natureza. Ernst Götsch é o pai da Agrofloresta (Sintrópica). Embora ele seja uma das maiores referências dentro do movimento da Agroecologia, aqui está a diferença aplicada ao trabalho dele: Ernst Götsch na Agrofloresta o foco dele é o manejo da vida. Ele ensina como plantar imitando a floresta (sucessão natural), usando a poda drástica para gerar "adubo vindo do céu" e criar sistemas que produzem água e solo fértil enquanto produzem comida (como cacau e banana). Agroecologia é o campo maior que abraça, ela inclui não só a técnica dele, mas também a luta por sementes crioulas, a reforma agrária e a economia solidária, (cultivo comunitário e diversificado). Para se livrar dos agrotóxicos na agricultura familiar, o caminho mais eficaz é a transição para sistemas de base ecológica, como a agroecologia ou a agricultura orgânica. Agrofloresta (O Sistema de Plantio), o foco é o manejo biológico e a estratificação, as árvores de diferentes alturas convivem, criando um ambiente úmido e biodiverso que imita a floresta natural para produzir alimentos. Aqui estão as principais estratégias para produtores e consumidores reduzirem ou eliminarem o impacto dessas substâncias: Manejo Integrado de Pragas (MIP): Conjunto de práticas que priorizam o uso consciente de recursos naturais. O agrotóxico só entra como último recurso após outros métodos falharem. Controle Biológico: Introdução de predadores naturais, parasitas ou patógenos para combater pragas de forma totalmente natural. Bioinsumos: Uso de produtos naturais e defensivos biológicos que estão cada vez mais acessíveis e substituem os químicos tradicionais. O "melhor" adubo orgânico depende do que o seu solo precisa no momento, mas na agricultura familiar do Vale do Ribeira, o esterco bovino curtido e tratado é o campeão em custo-benefício e versatilidade, além de borra de café, casca de legumes e ovos e sobras de podas. Manter as plantas bem nutridas e variar as espécies cultivadas fortalece a lavoura contra doenças, reduzindo a necessidade de intervenção química. Essas práticas substituem o uso de químicos por métodos naturais de controle e nutrição do solo que priorizam o uso consciente de recursos naturais. A compostagem coberta de folhas secas ou serragem, e a reciclagem também são ações importantes nesse processo, os descartes de eletroeletrônicos e resíduos como plásticos e metais, para evitar contaminação do solo e dos rios. Rotação de culturas e nutrição no Alto Vale do Ribeira, essas duas formas de tratar a terra como um ser vivo caminham juntas, os agricultores usam a Agrofloresta como o método de produção para alcançar os ideais da Agroecologia. Para mais informações procure apoio na Prefeitura de Apiaí (Secretaria de Agropecuária), agropecuaria@apiai.sp.gov.br (ZAP) 15 35521830. Informe que você já tem o interesse em iniciar o Protocolo de Transição e agende uma visita técnica à sua propriedade. O Assentamento Luiz David Macedo, organizado pelo MST em Apiaí (SP), é um Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) referência na produção agroecológica e preservação da Mata Atlântica. No Alto Vale, usar a Permacultura significa planejar seu sítio para que ele seja quase independente de recursos externos, aproveitando a água das nascentes e o relevo da região a seu favor, fortalecendo o turismo de base comunitária e a economia circular. Preservar a cultura e natureza é o melhor investimento! Fonte: @OrgânicoSimples - @agendagotsch - @embrapa - instagram.com/sma.apiai

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Conecta 66

#ciencia #humano #internet #datacenter #agua #meioambiente Os Data Centers são o "cérebro" da internet moderna e essencial para tudo na era digital, desde transações bancárias (Pix) até o uso de Inteligência Artificial. A decisão de implementar ou hospedar dados envolve diferentes perspectivas, desde o nível corporativo até o impacto socioambiental. O Brasil será um dos principais destinos de investimentos em data centers no mundo, que deverão somar cerca de US$3 trilhões nos próximos cinco anos. Os investimentos serão impulsionados pelo avanço da IA, da computação em nuvem e serviços de internet. Atualmente, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global, na América Latina, o país é líder e concentra metade do mercado, com cerca de 200 empreendimentos e previsão de R$60 a R$100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. Vamos falar sobre os prós e contras de se investir em Data Centers. Para empresas trazem muitas vantagens e estruturas profissionais garantem que os sistemas fiquem online 100% do tempo, com geradores e múltiplos caminhos de energia. Segurança robusta, oferecem controle físico rígido (biometria, câmeras) e proteção digital avançada contra ataques cibernéticos. Serviços de nuvem permitem aumentar a capacidade de processamento rapidamente sem precisar construir novas salas físicas. Conformidade de Dados: Manter dados em um data center próprio ou local facilita o cumprimento de leis de privacidade. Vamos analisar os detalhes, construir um data center próprio exige um capital altíssimo na compra de hardware, sistemas de refrigeração e segurança. Custos de manutenção exigem gastos constantes com energia elétrica, licenciamento de softwares e equipe técnica altamente qualificada. A tecnologia de servidores evolui rápido, o que pode tornar um hardware defasado em poucos anos. Prós (Vantagens): Desenvolvimento tecnológico atrai investimentos bilionários e fortalece a soberania digital. Os contras (Desvantagens): Consumo massivo de recursos, demandam quantidades gigantescas de eletricidade e água para resfriamento, o que pode sobrecarregar redes locais e agravar crises hídricas. Impacto na vizinhança: O ruído constante dos sistemas de ventilação (semelhante a sopradores de folhas) e a poluição luminosa podem afetar moradores e a fauna local. Baixa geração de empregos diretos: Embora a construção gera muitas vagas temporárias, a operação rotineira é altamente automatizada e exige poucos funcionários permanentes. O neurocientista Miguel Nicolelis tem sido um crítico vocal da expansão desenfreada de grandes data centers, ele utiliza o termo "parasitas digitais" para descrever essas estruturas, argumentando que elas consomem recursos vitais como a água, sem oferecer contrapartidas proporcionais à sociedade. O primeiro data center de grande porte foi inaugurado oficialmente em 24 de maio de 2017 em Santana de Parnaíba (Equinix), trouxe melhorias significativas para a economia e a infraestrutura da cidade, consolidando o município como um dos principais pólos tecnológicos e de infraestrutura digital. No entanto, o rápido crescimento do setor traz desafios técnicos e ambientais que exigem monitoramento. O povo Anacé e ambientalistas lutam contra o licenciamento ao Data Center no Ceará. Mesmo após denúncia formal ao Ministério Público Federal, o processo de licenciamento do mega Data Center da empresa chinesa ByteDance controladora do TikTok, segue tramitando com velocidade na Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Um empreendimento que invade uma região habitada por comunidades tradicionais, que irá usar a água da região em um volume semelhante ao consumido por toda a população de Fortaleza. Embora a construção civil e a infraestrutura física básica sejam locais, o coração dos data centers dependem de tecnologia internacional, enfim muitos debates pela frente. Fonte: @cienciatododia @manualdomundo @gov.br @olhardigital

segunda-feira, 30 de março de 2026

Conecta 65

#ciencia #humano #misoginia #feminicídio #machosfera #preconceito O crime que não para de crescer é o "feminicídio". Estamos em momento delicado em nosso país, os dados mais recentes de março de 2026 (consolidados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ministério da Justiça) revelam um cenário alarmante. O Brasil registrou recordes históricos sucessivos, quebrando a tendência de estabilidade dos anos anteriores. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, um aumento de 4,7% em relação a 2024. A média é de 4 mulheres mortas por dia no país. Se somarmos casos consumados e tentativas, o número salta para 6.904 vítimas em 2025 (um aumento de 34% no registro de tentativas em relação ao ano anterior). Desde que a lei foi criada em 2015, pelo menos 13.703 mulheres foram assassinadas por sua condição de gênero. O Perfil das Vítimas e do Crime pois os dados mostram que o feminicídio não é um crime de "rua", mas de proximidade e controle: Raça: 62,6% das vítimas são mulheres negras. Vínculo com o agressor: Em 80,7% dos casos, o assassino foi o companheiro (59,4%) ou ex-companheiro (21,3%). Gênero do agressor: 97,3% dos autores são homens. Local do Crime: 66,3% dos assassinatos ocorreram dentro da residência da própria vítima. Instrumentos: O uso de armas brancas (facas, etc.) é predominante, correspondendo a 48,7% dos casos, seguido por armas de fogo (25,2%). Geografia e Vulnerabilidade: Uma descoberta relevante dos dados de 2026 é o peso das pequenas cidades, embora concentrem 41% da população feminina, os municípios com até 100 mil habitantes respondem por 50% dos feminicídios. Nessas cidades, o acesso a Delegacias Especializadas (DEAM) e Casas Abrigo é drasticamente menor (apenas 5% e 3%, respectivamente), dificultando a quebra do ciclo de violência. Esses dados conectam-se diretamente com o tema da #Machosfera (movimentos crescentes entre a juventude igual a Redpill prega o ódio às mulheres), pois mostram como a radicalização do discurso de ódio e a "defesa da honra" se materializam em violência letal. O ódio desvenda como agem os elementos da machosfera. No ecossistema digital, onde as bolhas de informação se moldam aos nossos desejos, um fenômeno sombrio tem ganhado terreno de forma silenciosa e, muitas vezes, lucrativa a machosfera. O termo, que parece saído de uma distopia hi-tech, descreve uma rede interconectada de fóruns, chats, canais e perfis que promovem uma visão de mundo baseada na hostilidade sistemática às mulheres, a velha conhecida misoginia, agora com novos filtros e hashtags. Não se trata apenas de "homens conversando". A machosfera é um guarda-chuva que abriga desde comunidades de "autoajuda masculina" até grupos extremistas. O fio condutor? A ideia de que o progresso dos direitos femininos é uma ameaça direta à identidade masculina. O grande desafio é entender os sinais e perceber que a misoginia exige um olhar atento, pois ela raramente se apresenta de forma escancarada logo de início. Na maioria das vezes, ela se manifesta de maneira sutil, estrutural e psicológica, disfarçada de "opinião", "piada" ou "proteção". Frases que começam com "Toda mulher é..." ou "Mulher hoje em dia só quer..." e discussões em alto tom de voz são sinais claros de desumanização. A misoginia digital não fica restrita às telas, ela molda comportamentos reais, subjuga jovens e adultos e afeta a saúde mental de uma geração inteira. A percepção é o primeiro passo para a intervenção. Enfrentar a machosfera exige mais do que apenas "dar block". Precisamos entender como esses discursos são construídos para que possamos oferecer alternativas de uma masculinidade saudável, empática e que não precise do apagamento do outro para existir. A tecnologia deve servir para ampliar horizontes, não para nos trancar em cavernas de preconceito, ao prever um ataque denuncie. Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher.

terça-feira, 24 de março de 2026

Conecta 64

#ciencia #humano #natureza #agua #bombahidraulica #energiaeolica Um adolescente brilhante chamado Lucas Figueiredo Medeiros, de somente 14 anos, estudante do Colégio Santa Maria, em Recife, criou uma solução sustentável que pode transformar realidades no Nordeste, e outras áreas carentes de acesso à água. Ele desenvolveu uma bomba hidráulica acionada pela força dos ventos, produzida com materiais reaproveitados, pensada especialmente para abastecer comunidades com acesso limitado à água. O equipamento, que custa menos do que versões convencionais, utiliza a energia eólica para extrair água de poços e cisternas, podendo ser reproduzido facilmente em áreas rurais com poucos recursos. A criação chamou atenção no cenário científico, rendendo premiações em nível nacional e também reconhecimento fora do país. O destaque maior veio internacionalmente: o jovem inventor foi premiado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em uma competição dedicada a projetos de energia limpa e impacto social acessível. Com isso, ele passou a integrar o grupo de jovens talentos que vêm se destacando mundialmente por suas ideias inovadoras. O projeto do Lucas Figueiredo Medeiros é realmente um exemplo extraordinário de como a ciência jovem pode atacar problemas históricos de forma prática e acessível. Ao desenvolver esse sistema, ele não apenas aplicou conceitos avançados de física, mas o fez com um olhar voltado para a realidade social e climática do Semiárido. O que torna a iniciativa do Lucas tão relevante, além do reconhecimento internacional, é a viabilidade econômica. No Nordeste, onde muitas famílias dependem do carro-pipa ou de poços com água salobra, uma solução que utiliza materiais de baixo custo e dispensa o uso de energia elétrica é um divisor de águas. O Diferencial da Inovação: O uso de materiais recicláveis e componentes simples (como tubos de PVC e garrafas PET) para criar uma bomba de aríete demonstra uma sensibilidade ambiental profunda. Ele conseguiu transformar conceitos que muitas vezes ficam restritos aos livros em uma ferramenta que: Combate à escassez hídrica: Facilitando a irrigação para pequenos produtores. Promove a autonomia: Reduzindo a dependência de infraestrutura cara ou combustíveis fósseis. Inspira a Educação: Serve como modelo para outros estudantes em feiras de ciências pelo Brasil e pelo mundo e conexão com a sustentabilidade. Essa mentalidade de "fazer muito com pouco" é a base do desenvolvimento sustentável. Quando um jovem consegue levar água ao sertão usando a própria força da gravidade e materiais reaproveitados, ele está protegendo o recurso mais precioso que temos e, ao mesmo tempo, combatendo o desperdício. É inspirador ver como a nova geração está assumindo o protagonismo na resolução de problemas complexos, unindo estudo, criatividade e consciência social. Diferente da bomba de carneiro (que usa apenas a pressão da água), a invenção específica do Lucas é uma bomba d'água Eólica Sustentável. A Linha do Tempo da Invenção : Início (2022 - 2023): Lucas começou a desenvolver o protótipo ainda nas feiras de ciências do Colégio Santa Maria, no Recife. A inspiração veio do filme "O Menino que Descobriu o Vento", mas ele adaptou a ideia para a realidade do sertão de Pernambuco. Consolidação (2024 - 2025): Foi neste período que a invenção ganhou o mundo. Ele conquistou a medalha de ouro na International Greenwich Olympiad, em Londres (2024), e representou o Brasil na ESI MILSET em Abu Dhabi (2025). Momento Atual (2026): O projeto continua evoluindo. Em junho de 2026, Lucas está programado para representar o Brasil no GENIUS Olympiad, em Nova York. Além disso, ele firmou uma parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) para aprimorar a engenharia da bomba. Como funciona: Ele criou um sistema onde uma hélice (feita de materiais reciclados) capta a força do vento para acionar um pistão ou compressor, esse movimento mecânico empurra a água de poços ou cisternas ou reservatórios elevados. É um projeto que une ciência aplicada e compromisso social, algo que tem tudo a ver com o espírito de preservação e desenvolvimento regional.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Conecta 63

#ciencia #humano #natureza #faunaeflora #agua #mataatlantica Semana da Água, conscientização e ação. O Vale do Ribeira é uma das regiões mais privilegiadas do mundo em termos de recursos hídricos, abrigando uma densidade altíssima de nascentes devido à preservação da Mata Atlântica. Proteger essas "fábricas de água" é vital não apenas para o ecossistema local, mas para o abastecimento de grandes centros urbanos. A Semana da Água é um período fundamental para jogarmos luz sobre um dos recursos mais preciosos (e, às vezes, negligenciados) do nosso planeta. Ela acontece em torno do Dia Mundial da Água, celebrado anualmente em 22 de março: Preservação da Mata Ciliar (O "Cílio" da Água). A vegetação ao redor da nascente funciona como um filtro e um escudo. De acordo com o Código Florestal, deve-se manter uma Área de Preservação Permanente (APP) em um raio de pelo menos 50 metros ao redor de qualquer nascente. Enriquecimento Florestal: Se a área estiver degradada, o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica (como o palmito juçara, aroeira e ipês) ajuda a manter a umidade do solo e evita o assoreamento. Em propriedades rurais, o gado e outros animais domésticos são grandes ameaças às nascentes. Isolamento: Cercar a área da nascente impede que o pisoteio dos animais compacte o solo (o que impede a infiltração da chuva) e evita a contaminação da água por dejetos. Bebedouros Externos: Instale canos para levar a água até bebedouros fora da área de preservação, garantindo que os animais bebam água limpa sem danificar a fonte. Saneamento Rural Adequado: Nascentes são extremamente sensíveis a contaminantes químicos e biológicos. Fossas Sépticas Biodigestoras: É fundamental que as residências próximas não utilizem "fossas negras". O uso de sistemas de tratamento biológico evita que coliformes fecais atinjam o lençol freático que alimenta a nascente. Manejo de Agrotóxicos: Evitar o uso de herbicidas e pesticidas em áreas de encosta acima das nascentes, pois a lixiviação (lavagem pela chuva) carrega esses venenos direto para a água. Técnicas de Conservação de Solo, implementar plantios em curvas de nível e caixas de sedimentação (barraginhas) nas estradas rurais ajuda a segurar a enxurrada, permitindo que a água penetre no solo e recarregue o aquífero. O Vale do Ribeira pode se beneficiar economicamente da proteção dessas águas. Existem programas governamentais e de ONGs que remuneram produtores rurais que conservam nascentes em suas terras. Valorizar as nascentes como parte de roteiros de educação ambiental, mostrando a origem dos rios que formam as cavernas e cachoeiras do PETAR. O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU em 1992, durante a conferência Rio-92. O objetivo é conscientizar e alertar sobre a crise global da água e do saneamento. Inspirar medidas para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), água e saneamento para todos até 2030. No Alto Ribeira, a rede hidrográfica é o coração pulsante do ecossistema, sendo alimentada por centenas de nascentes que brotam da Serra de Paranapiacaba. Esses rios são conhecidos não apenas pelo volume, mas pela pureza e pelo papel que desempenham na formação das cavernas da região. Muito importante na região de Iporanga e Apiaí, o Rio Betari é conhecido por sua beleza e por atravessar áreas de mata densa e preservada. Ele contribui significativamente para o volume do Rio Ribeira no trecho de transição para o Médio Ribeira. Isso significa que qualquer poluição e desmatamento nas margens (matas ciliares) no topo da serra impactam rapidamente a qualidade da água quilômetros abaixo. A preservação dessas águas é o que garante a sobrevivência da Mata Atlântica e das comunidades tradicionais (quilombolas e ribeirinhos) que dependem da pesca e da agricultura de subsistência. A água do Alto Ribeira é o nosso maior ativo para o turismo sustentável e para a agricultura familiar, que depende de rios limpos para a irrigação. Denuncias: Polícia Militar Ambiental disque 190 ou acesse https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb