terça-feira, 3 de junho de 2025
Conecta 25
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Mariangela Hungria ganha o “Nobel” da agricultura mundial.
A cientista brasileira Mariangela Hungria da Cunha (natural de Itapetininga), pesquisadora da Embrapa Soja e membro titular e integrante da diretoria da Academia Brasileira de Ciências, foi laureada com o Prêmio Mundial de Alimentação (World Food Prize), reconhecido como o “Nobel” da agricultura. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (13), na sede da Fundação World Food Prize, nos Estados Unidos. Concedido anualmente, o prêmio reconhece as personalidades que contribuem para aprimorar a qualidade e disponibilidade de alimentos no mundo. Em anúncio sobre o prêmio, a fundação destacou que as descobertas de Mariângela ajudaram o Brasil a se tornar uma potência agrícola global. Com mais de 40 anos dedicados a pesquisas, Mariangela é reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras em microbiologia do solo. “Substituir o uso de produtos químicos por produtos biológicos na agricultura tem sido a luta da minha vida. Tenho muito orgulho de contribuir para a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, diminuir o impacto ambiental. A meta era aumentar a produtividade com o menor uso possível de produtos químicos, e conseguimos isso com mais produtos biológicos”, afirmou Mariangela em comunicado sobre o prêmio. Para ela, a láurea é um reconhecimento também à ciência feita no Brasil e um estímulo a outras pesquisadoras. “Não consigo acreditar que agora estou recebendo o Prêmio Mundial da Alimentação. Muitas pessoas questionaram minha capacidade ao longo de minha carreira, mas eu acreditei no que estava fazendo e perseverei. O papel das mulheres na agricultura, da agricultura à ciência, merece mais reconhecimento. Espero que minha conquista inspire outras pessoas a perseguirem suas paixões na ciência. Ao longo da carreira, desenvolveu dezenas de tratamentos biológicos, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos e aumentando a produtividade. A estimativa é que suas tecnologias tenham sido usadas em mais de 40 milhões de hectares no Brasil, economizando aos agricultores até US$ 25 bilhões por ano em custos de insumos e evitando mais de 230 milhões de toneladas de emissões equivalentes de CO2 por ano. Segundo a Embrapa, onde atua desde 1982, a ênfase das pesquisas de Mariangela tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como fixação biológica de nitrogênio, síntese de fitormônios e solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Além das pesquisas com soja, Mariangela também já coordenou estudos que levaram a tecnologias para outras culturas, como feijão, milho e trigo. Desde 1991, atua na Embrapa Soja, em Londrina (PR). É ainda professora da Universidade Estadual do Paraná e da Universidade Federal de Tecnologia do Estado do Paraná. Cientista é a primeira mulher brasileira a receber o prêmio, que já laureou outros três representantes do país. “Como cientista pioneira e mãe, a Dra. Hungria também serve como um exemplo inspirador para mulheres pesquisadoras que buscam encarnar ambos os papeis. Suas descobertas levaram o Brasil a se tornar um celeiro global”, afirmou. “A Dra. Hungria foi escolhida pelas suas extraordinárias realizações científicas na fixação biológica que transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul”, afirmou o presidente do comitê de seleção dos indicados ao prêmio. “Seu brilhante trabalho científico e visão comprometida no avanço da produção agrícola sustentável lhe renderam reconhecimento global, tanto no país como no exterior.”
Fonte: https://www.abc.org.br/2025/05/14/mariangela-hungria-nobel-da-agricultura/
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