quinta-feira, 10 de julho de 2025
Conecta 29
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Geologia é a ciência que estuda os processos que ocorrem no interior do globo terrestre e na sua superfície. Pode-se dizer também que é a ciência que estuda a Terra (do grego Geos = Terra e logos = estudo). É uma ciência relativamente nova, surgida no século XVIII. No Brasil, os primeiros geólogos diplomaram-se em 1959. Ela é talvez a mais variada das ciências naturais, estuda a Terra como um todo, sua origem, composição, estrutura e história, bem como os processos que deram origem ao seu estado atual e os que governam as transformações que ocorrem no presente. Estuda também a vida que sobre ela existiu e que se encontra registrada nos fósseis, que são restos ou vestígios de animais e plantas preservados nas rochas. Na maioria dos casos, o geólogo faz isso em uma área restrita, que pode ser, por exemplo, um município, uma porção do estado, um ambiente geológico favorável à existência de um determinado minério, que proporcionam formações rochosas em grande escala e com beleza única, esculpida pela natureza durante milhões de anos.
A Geologia gerou o Geoturismo, é o turismo associado a atrações e destinos geológicos. O geoturismo atua nos ambientes abióticos naturais e construídos (componentes não vivos de um ecossistema que influenciam os seres vivos e suas interações). O geoturismo foi definido pela primeira vez na Inglaterra por Thomas Alfred Hose em 1995. O Vale do Ribeira é um paraíso geológico, como destaca Eduardo Salamuni, da Universidade Federal do Paraná, que esteve em Apiai num sítio geológico e diz, para efeitos de academia, que é um sítio de geodiversidade. E esses sítios de geodiversidade são aqueles que têm importância para vários fins, tem importância científica e vamos traduzir isso como importância de visitação, portanto, turística. São blocos de calcário, de meta-calcário, ou mármore, que mostram estruturas geológicas muito particulares. São estruturas geológicas que não aparecem em todo momento para nós nos cortes de estrada, nas pedreiras, isso não aparece com frequência, mas aqui apareceram. São estruturas que a gente chama de deformação da rocha, como por exemplo uma rocha que foi formada mais ou menos há 700 milhões de anos num lago, num grande oceano. Foi depositado calcário e depois, com o tempo, a evolução, ela acaba subindo por várias forças, inclusive aquelas forças tectônicas das placas tectônicas, e aí ela vai se deformando. E a deformação dessas rochas é retratada nesse arqueamento que nós temos das camadas, e elas estão arqueadas, a gente chama de dobradas. E essas dobras nos demonstram como evolui essa crosta terrestre do ponto de vista da deformação rochosa. E isso explica muita coisa para nós. Vamos lembrar que aqui o Vale do Ribeira é dominado por muitos calcários, por muitas formações de calcário, o mármore, como nós falamos, e tem outros tipos de rochas. Esses tipos de rochas estavam todas num fundo oceânico. Aqui era um oceano, mas era um oceano muito e um pouco diferente do que é um oceano atlântico, um oceano pacífico, era menor, mas não era tão pequeno assim. Com o advento das forças, que foram comprimindo o território como um todo ao longo dessas centenas de milhões de anos, eles apareceram. E a gente pode ver, particularmente, inclusive em Apiaí, por exemplo, a formação de várias cavernas que são típicas do terreno de mármore e calcário, a dissolução desse mineral que se formam as cavernas. Quando a dissolução é muito grande, elas aparecem para nós como blocos que a gente pode, inclusive, visitar, é um processo de dissolução muito grande, a ponto de sobrarem só os blocos que mostram as estruturas geológicas de interesse científico que podem eventualmente compor, um roteiro futuro de vários pontos de diversidade e geodiversidade.
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