terça-feira, 16 de junho de 2026
Conecta 76
#ciencia #humano #mudancasclimaticas #aquecimentoglobal #ElNiño
Junho, mês do Meio Ambiente, é um período de reflexão e compromisso com a preservação do planeta. No entanto, vamos passar por momentos delicados que podem alterar o modo de vida em diversos países com a vinda do El Niño, é o que dizem alguns especialistas. Cerca de 95% do desmatamento na Amazônia é ilegal, diz Paulo Artaxo, em entrevista ao Roda Viva, a devastação da floresta não é apenas um problema que causa o desiquilibrio ambiental, mas um motor que alimenta diretamente o crime organizado. Paulo Artaxo, diretor do Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da USP e uma das maiores autoridades mundiais em clima. Laureado com o Planet Earth Award 2026 e autor-líder nos três últimos relatórios do IPCC, na ONU foi agraciado com o Nobel da Paz, Artaxo analisa o cenário de transição global rumo à sustentabilidade. Em debate, os impactos das mudanças climáticas, as vulnerabilidades e vantagens estratégicas do Brasil, o impacto do próximo El Niño, o ponto de não retorno da Amazônia e a resiliência das cidades. O especialista alerta que atividades ilícitas como a grilagem de terras públicas, a invasão de territórios indígenas e o garimpo ilegal estão dominando a região. Artaxo destacou que o lançamento maciço de mercúrio nos rios por conta da mineração ilegal vai deixar sequelas por centenas de anos nos ecossistemas. O momento atual é mais um ponto de transição da humanidade, assim como foram o fim do Feudalismo, a Revolução Industrial e as Grandes Guerras. Artaxo pontua que o atual sistema econômico é insustentável a curto prazo e que a transformação para uma sociedade sustentável é inevitável. No entanto, o alerta do cientista é para o custo social dessa mudança: as fortes tensões econômicas atuais e o fato de que bilhões de pessoas, especialmente em países vulneráveis como os do continente africano, não terão recursos para fazer essa transição a tempo. Artaxo defende que a melhora ambiental e social do país passa, obrigatoriamente, por uma renovação do Congresso Nacional, hoje dominado por setores como o agronegócio, mineração, bancada da bala e dos agrotóxicos e agora o perigo dos data centers, portanto não está na pauta a questão de converter os combustíveis fósseis em energias renováveis. O espaço que falta ser ocupado é o da "bancada do povo". O Sr. José Antonio Marengo Orsini passou em uma audiência pública no Senado Federal cercado por parlamentares preocupados com um assunto que explodiu nas manchetes internacionais nas últimas semanas: o risco de um possível “Super El Niño”. Senadores falam sobre a soja, enchentes, escolas fechadas, incêndios no Pantanal e risco de colapso hídrico. Parte da discussão vinha carregada por projeções climáticas extremas que circulam nas redes sociais e em vídeos de influenciadores. Horas depois, já fora da audiência, o climatologista resumiu à Forbes Agro o ponto central da discussão: o El Niño está praticamente confirmado. O tamanho do problema, ainda não, afirmou Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Para o Brasil, o El Niño tem impactos de seca no norte e no leste da Amazônia e no norte do Nordeste durante o ano. Se o El Niño persistir no segundo semestre de 2026, poderá ter impactos no ano que vem. Para o Sul do Brasil, o impacto é na primavera do hemisfério Sul [em setembro como aconteceu em anos anteriores]. Caso se configure El Niño em julho ou agosto, significa que a região Sudeste terá um inverno menos frio do que o normal e pode ser que tenha períodos com ondas de calor. A depender da intensidade, o principal impacto nos próximos meses serão temperaturas mais altas do que a média histórica. O El Niño é um fenômeno natural que consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele altera as correntes marítimas e a circulação da atmosfera, reorganizando o clima em todo o planeta, confirmando que o principal motivo é o aquecimento global.
Fonte: @rodaviva @forbesagro @gov.br @brasilescola @climatempo
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