segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Conecta 94
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O que está por trás do poder político no Brasil e da ascensão da extrema direita na América Latina? Para compreender o que está acontecendo no Brasil e em outros países latino-americanos, precisamos olhar além dos discursos dos políticos e das disputas eleitorais. Existem fatores econômicos, históricos, sociais, culturais e tecnológicos que ajudam a explicar por que setores da população passaram a apoiar líderes de extrema direita e por que esse movimento continua influenciando a política regional.
A questão central é: quem ganha poder, quem ganha dinheiro, quem controla a informação e quem paga o preço das decisões políticas? Não existe uma única força secreta comandando tudo. O que existe é uma disputa entre grupos com interesses diferentes: empresários do agro e da bala, setores financeiros, grupos religiosos que "patrocinam” partidos e políticos, meios de comunicação e plataformas digitais, em troca influenciam as emendas no congresso e decisões do estado e da sociedade para benefício próprio.
O que está por trás da política brasileira? A disputa política brasileira continua fortemente polarizada, a diferença está concentrada principalmente em questões comportamentais e culturais, enquanto as posições econômicas apresentavam um quadro mais equilibrado, as pessoas não escolhem suas posições políticas apenas com base no salário, no emprego ou nos impostos. Valores familiares, religião, segurança, identidade, confiança nos líderes e percepção sobre o funcionamento das instituições também influenciam suas decisões.
O desafio para a democracia é permitir que essa disputa aconteça sem transformar adversários em inimigos, sem normalizar a violência física e sem destruir os mecanismos de fiscalização do poder. A compra de votos, suborno, impedir os eleitores de votar ainda existe (voto de cabresto), e a influência internacional de países vizinhos que não se alinham a determinado grupo do governo atual vai ser atacado de forma violenta e perigosa, como já testemunhamos nas últimas semanas e temos visto em vários países onde acontecem protestos a solução da extrema direita é tiro, porrada, bomba, sequestro e até assassinatos de opositores que normalmente são vulneraveis por serem pobres, negros, indigenas, aposentados, mulheres e transgeneros. “Risco de dependência estratégica e pressão externa sobre a soberania brasileira” é uma formulação que pode ser investigada com evidências. O termo “neocolonialismo” também pode ser discutido como interpretação, desde que se expliquem os critérios e as evidências que sustentam seu uso. O mais importante é investigar se decisões brasileiras sobre recursos naturais, tecnologia, comércio, eleições e política externa estão sendo tomadas de maneira autônoma ou sob pressões que restringem essa autonomia. Essa é a questão central para avaliar o alcance real da influência norte-americana no Brasil. Eleitores brasileiros, o futuro do nosso país está nas nossas mãos. Na hora de votar, é importante olhar além das promessas e avaliar o compromisso de cada candidato com a soberania nacional. Um Brasil soberano é aquele que defende seus recursos naturais, valoriza sua indústria, investe em ciência e tecnologia, protege suas riquezas e tem autonomia para decidir seus próprios caminhos, sem submissão aos interesses de qualquer potência estrangeira. Precisamos de representantes que defendam o desenvolvimento nacional, fortaleçam empresas brasileiras, valorizando os trabalhadores e seus direitos, que busquem relações internacionais baseadas no respeito mútuo, na cooperação e na independência, o futuro do país depende do seu voto.
Pesquise a história e o passado dos candidatos, conheça suas propostas, verifique suas alianças e cobre coerência entre o discurso e a prática. A soberania não se defende apenas com palavras, mas com decisões, investimentos e compromisso com o povo brasileiro.
A soberania do Brasil começa no voto com paz e consciência!
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