quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Conecta 45
#redessociais #humano #natureza #tecnologia #bullying #internet
Os novos golpes na internet e as armadilhas virtuais geram discussões, violência e mortes.
O comportamento e uso adequado das redes sociais estão ligados diretamente à educação, e a ideia que se moldava de ser algo essencial para tornar a informação e a criatividade mais ágil, encantar os usuários de todas idades e facilitar o acesso ao entretenimento e cultura aconteceu e melhorou muito nossas vidas, mas não é bem assim pois vieram muitos problemas e vamos explicar.
A cada dia, os golpes na internet se tornam mais sofisticados, aproveitando a distração e a confiança das pessoas. Com o avanço das redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas de compras, os criminosos digitais criaram um verdadeiro universo próprio para enganar, roubar dados e aplicar fraudes financeiras, acesso a diversos ilícitos, que podem destruir relacionamentos e causar sérios danos monetários, psicológicos e até vítimas fatais nas famílias, nas escolas, no trabalho, é nessa hora que aquele click digital influencia sua vida diária se não estiver atento. A melhor defesa é a educação digital, conhecer os termos, desconfiar das facilidades e proteger suas senhas e dispositivos seja celular, notebook, tablet ou computador. Falo com experiência de causa pois sou usuario desde o início, e quando a internet entrou em minha vida foi uma maravilha para um DJ, produtor musical, vídeo e redes sociais, me tornei professor multimídia, pois já ministrava cursos antes da internet, e mesmo conhecendo e acompanhando toda evolução que ocorreu tive vários sites retirados do ar por Haters (significa "os que odeiam" ou "odiadores"), presenciei muitos ataques homofóbicos, políticos, raciais, religiosos e pasmem até ameaças por preservar a natureza. No início os sites que infringiram a lei eram para baixar música, vídeo e livros, o que incomodou muito a indústria fonográfica e literária, mas lentamente foram criadas leis que tentavam controlar essa troca de arquivos sem custo. Quando os programadores eram criadores de conteúdos aleatórios, às vezes engraçados e às vezes mórbidos não faziam por maldade, mas os “memes” como são chamados essas montagens de fotos ou vídeos tomou outro rumo, que desencadearam assassinatos e até gerou tentativa de tomada de poder nos EUA (Confira no documentário “A rede anti social - do meme ao caos”). Os sites ilícitos de vendas de drogas e armas como Shini Flakes abriu caminho para o crime organizado, que sempre existiu mas encontrou nos garotos novos, programadores que sabem usar o lado obscuro da internet sem ser rastreados, mas um dia a casa cai e novos sites ocupam seus lugares, tornando quase impossível criar uma legislação que controle toda rede. A realidade é que hoje temos que estar atentos aos nossos arquivos que guardam senhas e documentos importantes, e sempre alterar senhas e verificação em 2 etapas para todos aplicativos, não compartilhar com ninguem , as senhas são suas identidades nas redes e nunca abrir um link se não conhecer a procedência, lembrando que os bancos não permitem envio de emails aos correntistas e toda transferências e pagamento de contas temos que se certificar que está fazendo no site oficial da empresa. Quanto ao compartilhamento de FAKE NEWS (noticias falsas), fique sabendo que você pode ser responsabilizado se souber que a informação é falsa e mesmo assim a repassar; divulgar conteúdo que cause pânico, dano à reputação, discriminação ou interferência eleitoral, participar de grupos que organizam o envio em massa de desinformação. Mesmo quem não criou a fake news, mas ajuda a espalhar, pode responder judicialmente. Uma análise aponta que, desde 2001, ao menos 47 mortes ocorreram em episódios de “violência escolar”, que englobam ataques letais, agressões graves. Estudos nacionais destacam que o bullying (ofensas, apelidos e humilhações disfarçadas de brincadeira), pode contribuir para discórdias entre famílias, suicídios, e até automutilação, há casos específicos de tragédias em escolas, como Massacre de Suzano, que tiveram bullying como um dos fatores de motivação. Para evitar crimes de conteudo sexual ou pedofilia não compartilhe nude (nudez), nem seu nem de outra pessoa, vigiar sempre os sites que os menores de idade acessam, ao presenciar algo suspeito procurar um ou mais adultos e avisar as autoridades, pois esses crimes são os mais perigosos e letais. Coluna Conecta deixa à disposição uma lista de filmes e documentários especializados em segurança digital. A internet é uma ferramenta espetacular quando bem utilizada, mas a vida com a natureza, esporte, os bichos, amigos e família continua sendo a melhor forma de viver!
Todo cuidado é pouco, enquanto o usuário propaga o ódio as big techs lucram!!!
O Dilema das Redes - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-280921/
A rede social - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-147912/
Rede de ódio - https://www.adorocinema.com/pesquisar/?q=rede+de+odio
A Rede Antissocial: Dos Memes ao Caos - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-326898/
CTRL - https://www.imdb.com/pt/title/tt12736014/
Cyber Bunker - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-321436/
Shiny_Flakes - https://www.adorocinema.com/filmes/filme-294421/
O Futuro de Bill Gates - NetFlix
Batalha Bilionária: O Caso Google Earth - Netflix
John McAfee: Gênio, Polêmico e Fugitivo - Netflix
Intimidade | Site oficial da Netflix
terça-feira, 21 de outubro de 2025
Conecta 44
#agrotoxico #humano #natureza #tecnologia #agricultura #metanol
Veneno na mesa e no comércio clandestino: O perigo invisível dos agrotóxicos, alimentos e bebidas adulteradas. Em tempos de falsificações em larga escala, e a pressa dita o ritmo das refeições e o consumo se torna cada vez mais industrializado, cresce uma ameaça silenciosa que atinge o campo e as cidades: o uso excessivo de agrotóxicos e a adulteração de bebidas e alimentos enlatados. O que parece apenas uma questão de “fiscalização” é, na verdade, um problema de saúde pública e ambiental de proporções alarmantes. O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Muitos desses produtos são proibidos em outros países, mas ainda circulam livremente aqui, contaminando o solo, as águas e os alimentos que chegam à nossa mesa. O resultado? Casos crescentes de doenças crônicas, intoxicações e danos irreversíveis à biodiversidade. Enquanto isso, nas prateleiras dos mercados e bares, bebidas e enlatados adulterados se infiltram disfarçados de grandes marcas. São produtos falsificados, fabricados sem controle sanitário, muitas vezes em condições precárias, com ingredientes tóxicos e embalagens recicladas de forma ilegal. O risco vai desde infecções graves até intoxicações fatais, e quem mais sofre são as populações de baixa renda, atraídas pelos preços mais baixos. O barato pode custar caro. É fundamental observar rótulos, verificar selos de procedência e desconfiar de preços muito abaixo do normal. No campo, apoiar a agricultura familiar, os produtos orgânicos e feiras locais é uma forma de resistência e de cuidado coletivo. A mudança começa com a consciência do consumidor e o respeito à terra. Quando exigimos alimentos limpos, protegem não só a nossa saúde, mas também o equilíbrio do planeta. Prefira produtos com selo de certificação orgânica. Evite bebidas e enlatados de procedência duvidosa. Apoie campanhas locais contra o uso abusivo de agrotóxicos. Denuncie casos suspeitos à Vigilância Sanitária. Tecnologia e natureza lado a lado, usar a informação como ferramenta é o primeiro passo para transformar o consumo em um ato de preservação, muito importante para a saúde pública. Nos últimos anos, diversas investigações da Polícia Federal, Vigilância Sanitária e Ministério da Agricultura revelaram que muitas bebidas adulteradas, especialmente destilados como uísque, vodka e cachaça, têm sido misturadas com substâncias tóxicas, entre elas:
- Metanol (álcool metílico) - É o mais perigoso. Diferente do etanol (álcool comum das bebidas), o metanol é altamente tóxico e não pode ser ingerido por humanos. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar: Cegueira irreversível, danos neurológicos, insuficiência renal e até morte como está ocorrendo em diversos lugares. Ele é usado indevidamente para aumentar o teor alcoólico e reduzir custos de produção em bebidas falsificadas.
- Etanol industrial (álcool combustível ou de limpeza): É o mesmo tipo usado em combustíveis ou produtos de limpeza, não é próprio para consumo humano. Pode conter impurezas e solventes tóxicos que prejudicam o fígado e o sistema nervoso.
- Açúcares, corantes e essências artificiais: São usados para imitar o sabor e a cor de marcas conhecidas, enganando o consumidor. Apesar de não serem tão letais quanto o metanol, podem provocar reações alérgicas e intoxicações leves a moderadas.
Água não potável ou contaminada: Em falsificações artesanais, a água usada para “diluir” o álcool muitas vezes vem de fontes sem tratamento, o que adiciona bactérias e metais pesados à mistura.
Como identificar uma bebida adulterada: O sabor e o cheiro podem parecer estranhos ou “ardidos” demais. O lacre e rótulo podem estar mal colados, tortos ou com erros de grafia. Preços muito abaixo da média são um grande sinal de alerta. Garrafas reabertas ou com tampas reaproveitadas são indício de falsificação. Os agrotóxicos são amplamente usados na agricultura brasileira, e alguns alimentos, especialmente os de cultivo intensivo e com casca fina, acabam acumulando mais resíduos dessas substâncias. Segundo relatórios recentes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e de organizações independentes como a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, os seguintes produtos estão entre os mais contaminados por agrotóxicos no Brasil:
Top 10 alimentos com mais agrotóxicos no Brasil
🥬 Pimentão - Campeão absoluto de resíduos químicos. Costuma conter diversos tipos de agrotóxicos simultaneamente, inclusive alguns proibidos na União Europeia.
🍓 Morango - Muito sensível a pragas e fungos, o que leva ao uso excessivo de venenos. Boa parte das amostras analisadas têm resíduos acima do limite permitido.
🍎 Maçã - Recebe pulverizações frequentes de fungicidas e inseticidas. Grande parte dos resíduos se concentra na casca.
🥒 Pepino - Tem pele fina, o que facilita a absorção de agrotóxicos. Frequentemente aparece entre os cinco alimentos mais contaminados.
🍅 Tomate - Cultivado em larga escala e altamente suscetível a pragas. Costuma conter resíduos de até 10 tipos diferentes de pesticidas.
🍇 Uva - Alta aplicação de fungicidas e inseticidas. Resíduos podem permanecer mesmo após a lavagem.
🥦 Alface e outras folhas verdes - Absorvem muito os produtos químicos pulverizados. Mesmo lavadas, ainda podem conter resíduos.
🍊 Laranja - É pulverizada para evitar fungos e insetos. O suco natural pode conter resíduos se a fruta for espremida com casca contaminada.
🥔 Batata - Recebe fungicidas e herbicidas no solo. Mesmo sendo descascada, pode conter resíduos internos.
🍍 Abacaxi -Frequentemente tratado com fungicidas e pesticidas na plantação.
🌿 Dicas da Coluna Conecta para reduzir os riscos:
Prefira alimentos orgânicos sempre que possível. Lave e esfregue bem frutas e verduras com solução de vinagre (1 parte de vinagre para 3 de água). Retire cascas e folhas externas de produtos mais expostos. Valorize feiras locais e produtores familiares, que evitam veneno e preservam o solo e a água.
Descubra como identificar bebidas adulteradas com metanol agora mesmo
Em São Paulo, mais de 225 casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas foram confirmados até 5 de outubro de 2025. Isso representa uma crescente preocupação na região e expansão para outros estados, como Pernambuco e Bahia, onde também foram relatados casos sob investigação. A identificação de bebidas adulteradas com metanol tornou-se essencial para evitar riscos significativos à saúde pública.
Metanol, um componente químico utilizado em indústrias e não adequado para o consumo humano, destaca os sintomas de intoxicação entre 6 a 24 horas após ingestão. Os sinais incluem visão turva, cegueira, náuseas e, em casos graves, podem levar à morte. Isso ressalta a necessidade urgente de métodos eficazes para identificar bebidas contaminadas.
Sinais de Adulteração: Verifique Embalagens e Preços
Ao comprar bebidas alcoólicas, a inspeção da embalagem é sua primeira defesa. Bebidas legítimas possuem rótulos bem impressos e lacres firmemente aplicados. As falsas causam horror à saúde pública, as bebidas adulteradas têm lacres desalinhados e rótulos com erros. Além disso, preços significativamente mais baixos podem sinalizar produtos de origem duvidosa. Essas embalagens comprometidas são frequentemente reutilizadas por falsificadores, exigindo cautela dos consumidores. Métodos Alternativos Para Prevenir Intoxicações - Embora métodos laboratoriais como cromatografia gasosa existam para detectar metanol, tais testes ainda não estão acessíveis para uso doméstico. Enquanto isso, consumidores devem buscar comprar bebidas de estabelecimentos confiáveis, evitando locais desconhecidos e atacados promocionais com preços muito baixos. Além disso, a Associação Brasileira de Bebidas sugere a verificação rigorosa de selos fiscais e nota fiscal para atestar a autenticidade da compra. Sintomas de Intoxicação e Ação Imediata
A intoxicação por metanol se manifesta com sintomas como náuseas, vômitos, tontura e dificuldades visuais, podendo resultar em cegueira ou morte. Ao notar esses sinais após o consumo de álcool, busque imediatamente assistência médica e informe a origem da bebida para aprofundar a investigação. Medidas Reforçadas e Recomendação de Consumo
O governo de São Paulo implementou medidas para suspender inscrições estaduais de estabelecimentos flagrados vendendo bebidas adulteradas. Além disso, forças de segurança ampliaram operações de apreensão de itens suspeitos. Para o consumidor, a cautela permanece crucial. Prefira bebidas de empresas conhecidas e sempre verifique os rótulos e selos antes de consumir.
Com o aumento dos casos, consumidores em todo o país devem permanecer vigilantes. A investigação continua, e medidas adicionais de segurança são esperadas para reduzir os riscos associados ao consumo de bebidas adulteradas.
terça-feira, 14 de outubro de 2025
Conecta 43
#cidadeesponja #humano #natureza #paisagista #arquiteto #KongjianYu
Homenagem ao arquiteto paisagista chinês Kongjian Yu, criador do conceito de "cidade-esponja", teve uma trajetória marcada pela busca por soluções baseadas na natureza para a resiliência urbana e o gerenciamento hídrico. Desenvolveu para as cidades um dos sistemas mais inteligentes, funcionais e de uma beleza ímpar, provando que o ser humano quando ele entende como a natureza funciona pode fazer coisas incríveis, transformar obras sem atrapalhar o crescimento das cidades e transformar em espaços turísticos e paisagísticos. Kongjian Yu nasceu em 1963 e cresceu na área rural da Vila Dongyu, na província de Zhejiang, na China. Sua inspiração para as "cidades-esponja" veio diretamente de suas experiências de infância. Ele observou como o sistema natural de riachos e lagos de sua vila, com sua vegetação e paisagem irregulares, funcionava como uma "esponja" viva, absorvendo, retardando e armazenando a água da chuva, mitigando enchentes e secas de forma natural, e como ele sempre deixou claro que odeia o concreto. Graduado na Universidade Florestal de Beijing, obteve seu doutorado em design na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Ao retornar para a China em 1997, fundou o escritório Turenscape, que se tornou uma das maiores e mais premiadas empresas de arquitetura paisagista do mundo. Ele também fundou o Colégio de Arquitetura e Paisagem da Universidade de Pequim. O Conceito da "Cidade-Esponja": Sua pesquisa sobre Infraestrutura Ecológica e Cidades-Esponja (a partir de 2003) propõe substituir a infraestrutura urbana cinza (canais e tubos de concreto) por infraestrutura verde (parques alagáveis, zonas úmidas, telhados verdes, pavimentos permeáveis) para fazer as cidades absorverem, limparem e reutilizarem a água da chuva. Seu trabalho foi tão influente que, a partir de 2013, o conceito de "cidade-esponja" foi adotado como política nacional na China. Kongjian Yu veio ao Brasil em setembro de 2025 para participar de eventos importantes. Sua visita foi focada em compartilhar suas experiências e discutir a aplicação do conceito de "cidade-esponja" em cidades brasileiras, especialmente após as graves calamidades climáticas recentes no país. Em sua passagem, ele sugeriu intervenções no Rio de Janeiro e ressaltou que o Brasil tem potencial para ser uma referência mundial em sustentabilidade. Atuação no Brasil: No momento de seu falecimento, ele estava na região do Pantanal, no estado do Mato Grosso do Sul, como parte de uma equipe que estava produzindo um documentário sobre o seu trabalho e a aplicação de suas ideias. “Não lute contra a água, você precisa deixar que ela escoe”. E se uma enchente pudesse ser algo que pudéssemos abraçar em vez de temer? Esta é a ideia central da cidade-esponja de Yu. A gestão convencional das águas de enchentes envolve a construção de canos ou drenagens para conduzir a água da forma mais rápida possível ou o reforço das margens do rio com concreto, para garantir que elas não transbordem. Mas uma cidade-esponja faz o contrário. Ela procura absorver a água da chuva e retardar o escoamento pela superfície. O processo desenvolvido por Kongjian Yu se baseia em três grandes estratégias. A primeira passa por reter a água assim que ela toca o solo, por meio de grandes áreas permeáveis e porosas. Da mesma forma que uma esponja com muitos orifícios, a cidade deve conter a chuva com lagos artificiais e áreas de açude alimentados naturalmente ou por canos que ajudam a escoar a água de rios e represas. Telhados e fachadas verdes, assim como valas com áreas verdes com camadas de solo permeáveis por baixo também são usadas para esse propósito. Em seguida, o arquiteto aconselha pensar no manejo da água coletada. Isto é, desacelerar o fluxo d'água. Em vez de tentar canalizar a água rapidamente para longe em linhas retas, rios tortuosos com vegetação ou várzeas reduzem a velocidade da água.
A terceira estratégia é adaptar as cidades para que elas tenham áreas alagáveis, para onde a água possa escorrer sem causar destruição. Em 2015, o presidente chinês, Xi Jinping, inaugurou oficialmente o "Programa Cidade-Esponja", que incentivava as cidades a adotar uma infraestrutura verde para conter a água, ao invés das estratégias cinza comuns (feitas com cimento, concreto, aço e asfalto). Yu é consultor da iniciativa e ajudou a construir centenas de "parques-esponja" na China, um deles é o Houtan Park, em Xangai. A faixa verde de quase 2 quilômetros de extensão ao longo do rio Huangpu foi projetada em uma antiga área industrial. Terraços plantados com bambu, ervas e gramíneas nativas são cortados por passarelas de madeira instaladas entre lagoas e pântanos. As zonas úmidas filtram a água, retardam o fluxo do rio e criam um ambiente propício para aves aquáticas e peixes.Mas o conceito de cidade-esponja não é exclusivo da China. Um dos projetos supervisionados por Yu fora do país foi nomeado Parque Florestal Benjakitti. Em Bangkok, na Tailândia, o parque possui um labirinto de lagos, árvores e pequenas ilhas. Inaugurado em 2022, ocupa mais de 400 mil metros quadrados e foi construído no lugar de uma antiga fábrica de tabaco. Viagem ao Brasil: Kongjian Yu participou na última sexta-feira (19/09) da abertura da Bienal de São Paulo, onde exibe projetos baseados no conceito de cidades-esponja. Ele também falou na Conferência Internacional do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo), em Brasília, no início de setembro. O chinês ainda participava da gravação de um documentário sobre as cidades-esponja e seus ensinamentos já se espalharam pelo mundo. Os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. também estavam na aeronave que caiu no Pantanal. O piloto Marcelo Pereira de Barros também morreu na noite de 23 de setembro de 2025, na região rural de Aquidauana (MS), no Pantanal, quando tentava pousar em uma fazenda. Ele tinha 62 anos, em sua passagem por São Paulo, Kongjian Yu visitou pontos verdes na cidade durante as filmagens. Um dos pontos visitados foi o Tiquatira, o maior parque linear dentro de São Paulo, localizado na Vila São Geraldo, na divisa entre os distritos da Penha e do Cangaíba. Nossos sentimentos a toda família de Kongjian Yu, e a todos que também faleceram nesse trágico acidente. As causas do acidente ainda serão investigadas. Fonte @bbcnewsbrasil
terça-feira, 30 de setembro de 2025
Conecta 42
#ecologia #humano #altoribeira #valedoribeira #mataatlantica #petar
A privatização do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) é, na realidade, uma concessão de serviços turísticos à iniciativa privada, um modelo que gera opiniões bastante divididas entre moradores, guias e empresários. Não há um consenso sobre ser "bom" ou "ruim", pois existem benefícios claros e preocupações igualmente válidas. Vamos analisar os dois lados. Primeiro, um esclarecimento importante: Não foi uma "privatização" da terra. O PETAR continua sendo um parque estadual, uma unidade de conservação de proteção integral pertencente ao Estado de São Paulo. A Fundação Florestal ainda é a gestora do parque e responsável pela sua proteção. O que aconteceu foi a concessão dos serviços de visitação (como venda de ingressos, recepção, estacionamento, operação de restaurantes e lojas) para uma empresa privada. A concessionária que opera os serviços no Núcleo Santana do PETAR é o consórcio Parque Nascentes do PETAR (Kulturrisc e Ambiental Jr.). Pontos Positivos (Argumentos de que foi "BOM"). A privatização é prevista para durar 30 anos.
Melhoria na Infraestrutura e Segurança:
Antes: Estrutura precária, banheiros em mau estado, estacionamento desorganizado, falta de sinalização.
Depois: Investimento em banheiros novos, centro de visitantes reformado, estacionamento organizado, sistema de bilheteria moderno. Isso oferece mais conforto e segurança para o turista.
Profissionalização e Organização: A chegada da concessionária trouxe processos mais claros para a visitação, como a compra online de ingressos, o que ajuda a controlar o número de visitantes e evitar superlotação, prejudicial às cavernas.
Maior Divulgação e Aumento no Número de Visitantes: A empresa privada tem recursos e expertise para divulgar o PETAR em grandes canais, atraindo um público maior. Com mais turistas, o comércio local (restaurantes, pousadas) pode ser beneficiado.
Segurança Jurídica para os Guias: Foi criado um cadastro oficial e um processo de credenciamento para os guias, o que teoricamente garante que apenas profissionais qualificados e regulares possam trabalhar no parque.Pontos negativos e preocupações (Argumentos de que foi "RUIM" ou Problemático):
Aumento dos custos para o visitante (e repasse aos Guias): O valor do ingresso subiu significativamente. Além disso, a concessionária cobra tarifas adicionais, como a taxa de estacionamento. Para o guia, isso significa um custo operacional maior, que precisa ser repassado ao preço final do passeio para o turista, podendo tornar a atividade menos competitiva.
Centralização dos Lucros e "Elitização": A maior crítica é que o dinheiro do ingresso, que antes ficava em parte com a associação de monitores e ajudava a financiar a própria gestão do parque, agora vai majoritariamente para a concessionária. Há um temor de que o PETAR se torne um produto turístico "elitizado", distanciando-se do turismo de base comunitária.
Perda de Autonomia e Conflitos com Guias Locais:
Os guias, muitos deles moradores da região com décadas de experiência, sentem que perderam voz ativa na gestão da visitação. Eles alegam que a concessionária impõe regras sem um diálogo suficiente e que o processo de credenciamento foi excludente para alguns guias mais antigos. Houve protestos e conflitos no início da concessão.
Descaso com a Realidade Local: Críticas apontam que a empresa, vinda de fora, não compreende totalmente a dinâmica social e cultural da região, tomando decisões que desconsideram o conhecimento tradicional dos moradores. Conclusão: Foi bom ou ruim?
A resposta não é simples. Depende muito do ponto de vista: Para o turista: Em geral, a experiência melhorou devido à infraestrutura, organização e segurança. Para os moradores que têm pousadas, restaurantes ou comércio: Pode ser positivo se o aumento no fluxo de turistas se converter em mais clientes para seus estabelecimentos. Para os guias de turismo (monitores ambientais): É a classe mais impactada e a visão é mista e crítica. Por um lado, há mais organização e potencial de clientes. Por outro, há um sentimento de perda de autonomia, aumento de custos e receio de que o modelo priorize o lucro da empresa em detrimento da valorização do profissional local.
Em resumo: A concessão trouxe benefícios tangíveis em termos de infraestrutura e organização, mas às custas de um aumento significativo de custos e de um profundo conflito socioambiental com a comunidade de guias locais, que se sentem marginalizados no processo. O sucesso a longo prazo deste modelo dependerá da capacidade da concessionária, do Estado e da comunidade local em encontrarem um equilíbrio que valorize tanto a conservação e a experiência do turista, quanto o conhecimento e o sustento das pessoas que são a alma do PETAR em São Paulo. O PETAR possui quatro “Núcleos” em suas entradas para auxiliar na visitação turística no Vale do Ribeira.
Núcleo Caboclos: No caminho de Guapiara e Apiaí temos o parque Intervales e o Núcleo Caboclos que não faz parte da privatização é espetacular, foi o primeiro núcleo de visitação a ser criado e está localizado na parte alta do PETAR SP, divisa entre Apiaí e Iporanga. Porém, é o que possui menor infra-estrutura, mas sendo o único que há um espaço para montagem de barracas, dois banheiros e dois chuveiros. Não há pousadas, bares nem energia elétrica, portanto não há banho quente. Para entrar no núcleo é cobrado uma taxa onde estão algumas das cavernas mais lindas do PETAR, como a Caverna Temimina, a Caverna Desmoronada e a Pescaria. No caminho para Iporanga temos a Cachoeira Arapongas que é auto guiada, mas é importante o acompanhamento de guia especializado, passando pelo mirante com vista até a Serra do Mar, chegamos no Bairro da Serra, principal ponto de partida para todos núcleos. O Núcleo Casa de Pedra dá acesso, através de uma bela trilha, para uma das cavernas com um dos maiores pórticos de entrada do mundo, são 215 metros de altura, a Casa de Pedra. Porém a caverna encontra-se fechada para visitação por conta do Plano de Manejo Espeleológico do PETAR, podendo apenas visitar o pórtico de entrada. O núcleo possui portaria, mas não é cobrado ingressos. Núcleo Ouro Grosso: O Núcleo Ouro Grosso está situado no bairro da Serra (Vale do Betari), conta com um centro de Educação Ambiental para o desenvolvimento de atividades junto à comunidade local e à rede escolar, além do atendimento aos grupos que executam trabalhos de interpretação ambiental, possuindo um pequeno museu com utensílios tradicionais da região. Nesse núcleo situa-se a caverna Ouro Grosso, uma das mais difíceis do parque a ser concluída, devido a sua formação. Também faz parte desse núcleo a Caverna do Alambari de Baixo, a qual você passa por uma trilha dentro do rio na Caverna. Núcleo Santana: O Núcleo Santana é o principal ponto de visitação do PETAR. Localiza-se no Vale do Rio Betari, uma das paisagens mais notáveis da região. Oferece diferentes roteiros de visitação tais como a caverna de Santana, a trilha do Betari (Caverna Água Suja, Caverna do Cafezal e cachoeiras das Andorinhas e do Beija-flor entre outras, trilha do Morro-Preto, cachoeira e Caverna do Couto. Suas trilhas são de fácil acesso e está localizado ao lado do Bairro da Serra. Em Iporanga e Apiaí, encontram-se a maioria das pousadas e hotéis. As áreas de camping são diversas, também muito utilizadas pelos turistas, estudantes e escolas em atividades de educação ambiental e estudo da Mata Atlântica. As estradas ainda continuam precárias, alguns lugares sem energia e sinal de celular, falta muito para ter mais segurança nas trilhas, aos monitores e preservação ao meio ambiente. E você morador, guia ou empreendedor gostaríamos de saber sua opinião. jornaldoribeira@gmail.com
terça-feira, 23 de setembro de 2025
Conecta 41
#ciencia #humano #natureza #tecnologia #vetores #vacinahpv
Futuros cientistas desbravam o mundo dos insetos vetores, e campanha para vacina HPV.
Curso Internacional de Determinantes Ecológicos da Dinâmica das Doenças Transmitidas por Vetores (Detvetores). Aconteceu entre 1º e 7 de setembro, ele e mais 18 futuros cientistas escolheram o Curso Internacional de Determinantes Ecológicos da Dinâmica das Doenças Transmitidas por Vetores para aprofundar seus conhecimentos no tema. Realizada no Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (Ceads) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em Ilha Grande, no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, a atividade contou com aulas teóricas e práticas sobre diferentes insetos e doenças de transmissão vetorial, abrangendo aspectos biológicos, ecológicos, sociais e ambientais. Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em parceria com o Laboratório de Entomologia Médica da Universidade da Flórida (Florida Medical Entomology Laboratory/FMEL), o curso proporcionou a mestrandos e doutorandos de diversas partes do país contato com professores de renomadas instituições nacionais e estrangeiras, contribuindo para a internacionalização e a colaboração entre os participantes. “Meu país é endêmico para malária e é muito carente de profissionais especializados no assunto. Nunca tinha tido contato com atividades de campo e com insetos vetores. Gostei muito de ter ido a campo, ter tido contato com a natureza e ter aprendido a capturar insetos. Cada momento do curso me deixou ainda mais curioso para adentrar nesse universo. Meu foco é tentar, de alguma forma, mudar um pouco a realidade do local onde nasci. Tenho certeza de que o Detvetores será uma ponte para essa mudança”, frisou Enes, que veio para o Brasil cursar doutorado em Biotecnologia em Saúde na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Dos Estados Unidos e Espanha, estiveram presentes os docentes da Universidade da Flórida, da Universidade Complutense de Madri. Do Brasil participaram Nildimar Honorio, Fábio Burack e Bruno Carvalho (IOC/Fiocruz) Jefferson Fernandes (Núcleo Operacional Sentinela de Mosquitos Vetores, Nosmove / Fiocruz) Luciana Stanzani, Leandro Stanzani e Claudiney Biral (UFES) Helena Bergallo, Elizabete Lourenço e Euclides Neto (UERJ) Guilherme Sanches (Instituto Nacional da Mata Atlântica, INMA) Rafael Erbisti (Universidade Federal Fluminense, UFF) David Andrade (Universidade de São Paulo, USP); Renata Campos, Mariane Branco e Carlos Zanini (Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ) Agostinho Pereira (Universidade Federal de Sergipe, UFS). As oficinas práticas com técnicas de captura de insetos e os trabalhos de campo são o grande diferencial do Detvetores e tornam o curso único no cenário entomológico. “A ocorrência de doenças de transmissão vetorial, como dengue, zika, chikungunya, malária e oropouche, por exemplo, depende das relações ecológicas entre vetores, hospedeiros e patógenos. Nesse curso, temos a oportunidade de trocar conhecimentos para o enfrentamento dessas doenças. Também podemos conhecer métodos utilizados para coletar e estudar os artrópodes vetores. Compartilhamos, ainda, detalhes sobre aspectos da biologia, ecologia e distribuição desses vetores”, explicou a mentora e coordenadora-geral do Detvetores, Nildimar Honório, pesquisadora do Laboratório de Interações Vírus-Hospedeiros do IOC e coordenadora do Nosmove / Fiocruz. ⚠️ Alerta: Campanha da vacina HPV . A vacina contra o HPV protege contra vários tipos do vírus, incluindo os que causam verrugas genitais e câncer (colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e garganta). No Brasil, é distribuída gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, com dose única. Além disso, a vacinação está disponível para outros grupos, como pessoas vivendo com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos, na faixa etária de 9 a 45 anos. Como funciona e para que serve: Prevenção de Câncer, a vacina protege contra os subtipos do HPV que estão associados ao desenvolvimento de diversos cânceres, como o de colo do útero, pênis, anal e vulvar. Prevenção de Verrugas Genitais: A vacina também previne as verrugas genitais causadas por outros tipos do HPV, como os tipos 6 e 11. Quem pode se vacinar: Público-Alvo (SUS): Meninas e meninos de 9 a 14 anos. A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS. Esquema Vacinal: No Brasil, desde 2024, foi adotada a dose única para a faixa etária de 9 a 14 anos, simplificando o acesso à imunização. É importante consultar os postos de saúde para verificar o calendário e iniciar ou completar o esquema vacinal. Fonte @fiocruz @gov.br
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