sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Conecta 34

#biofabrica #humano #natureza #tecnologia #mosquitos #dengue O Brasil inaugurou a maior biofábrica do mundo de mosquitos Wolbitos para o combate à dengue e outras arboviroses (são doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos). A biofábrica terá capacidade para produzir 100 milhões de ovos de mosquitos por semana. O combate à dengue e a outras arboviroses ganha um novo marco com a inauguração da maior biofábrica do mundo especializada na criação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, a Wolbito do Brasil. A unidade, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, foi inaugurada oficialmente no sábado (19/7), às 10h, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A biofábrica é resultado de uma joint venture entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), uma organização mundial sem fins lucrativos. A implantação do Método Wolbachia resulta do esforço do Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Fiocruz e o WMP, e beneficiou até o momento cerca de 5 milhões de brasileiros. A previsão é que este número chegue a 70 milhões nos próximos anos, já que o MS incorporou o Método Wolbachia como uma das estratégias nacionais de combate às arboviroses. O IBMP é uma parceria da Fiocruz com o Governo do Paraná. Com mais de 3,5 mil m² de área construída, equipamentos de ponta para automação e criação dos mosquitos com Wolbachia, além de uma equipe formada por cerca de 70 funcionários, a Wolbito do Brasil supre a crescente demanda nacional pelo Método Wolbachia, que se tornou uma política de saúde pública do Ministério da Saúde. Inicialmente, a unidade atenderá exclusivamente ao MS, garantindo a distribuição dos mosquitos Wolbitos para diversas regiões do Brasil com altos índices de dengue. “Ciente do impacto das arboviroses para o país, a Fiocruz continua a cumprir seu papel de instituição de ciência e tecnologia na promoção da saúde pública no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). A inauguração da fábrica em Curitiba é mais uma ação inovadora da Fundação que faz parte das estratégias nacionais para o controle do Aedes aegypti e de combate a arboviroses como dengue, zika e chikungunya”, afirma o presidente da Fiocruz, Mário Moreira. A Wolbito do Brasil nasceu para consolidar e expandir a implementação do Método Wolbachia – presente em 14 países – no Brasil, sob a coordenação do World Mosquito Program (WMP). “A biofábrica de Wolbitos terá capacidade para produzir 100 milhões de ovos de mosquitos por semana. Nosso objetivo é reduzir significativamente os números de casos de arboviroses no país. Em dez anos teremos beneficiado mais da metade da população brasileira”, destaca o diretor presidente da Wolbito do Brasil, Luciano Moreira, responsável por trazer o método para o Brasil. No país, o Método Wolbachia está há pouco mais de dez anos, e com resultados positivos. Vale ressaltar que o Método Wolbachia não utiliza mosquitos transgênicos, é complementar a outros métodos e inclusive aos cuidados básicos que a população deve manter para eliminar os criadouros de mosquitos. “Nosso método é seguro, natural e autossustentável. Nosso grande diferencial é a etapa de comunicação e engajamento, pois com a população bem-informada e engajada os resultados são melhores. A união de forças produz um efeito mais significativo”, complementa Moreira. Os três municípios de Santa Catarina, os dois de Goiás e Brasília estão, neste momento, na fase de comunicação e engajamento. A liberação dos Wolbitos nestas regiões ocorrerá ainda no segundo semestre. O que é a Wolbachia e como funciona o método? O Método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Acesse o site da Fiocruz para mais informações. https://fiocruz.br

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